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"Santo Graal" é mera invenção da Idade Média, dizem especialistas

Cálice exibido em Valência, na Espanha, como usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois. Foto: G1

A lenda do Santo Graal virou, nos últimos tempos, uma espécie de ímã para quase todo tipo de lixo cultural e teorias estapafúrdias. Por isso, é bom colocar as coisas em pratos limpos: o famoso objeto não tem absolutamente nada a ver com Maria Madalena, com os Cavaleiros Templários ou com a sociedade secreta fictícia conhecida como Priorado de Sião. E, aliás, o Graal também não tem nada a ver com Jesus Cristo.

A existência de um suposto cálice milagroso onde o sangue do Messias crucificado teria sido recolhido não passa de uma invenção do fim da Idade Média – uma história bolada pelo poeta mais famoso da Europa no século 12 e, desde então, aumentada por uma fieira de autores posteriores. A lenda do Graal fez muito sucesso em sua época simplesmente por juntar numa só trama as duas grandes paixões do público medieval: cavalaria e fé cristã. E foi sendo repaginada de acordo com as preocupações dos séculos posteriores – inclusive as teorias da conspiração tão populares no começo do século 21.

No princípio era a Ceia
Poucos historiadores hoje duvidam de que Jesus e seus apóstolos realmente celebraram uma ceia derradeira antes que Cristo fosse morto a mando das autoridades romanas e judaicas. Os Evangelhos narram como o grupo comeu pão e bebeu vinho durante a cerimônia. Sabemos até como era a bebida servida nessa época. (...)

Ainda quanto às condições materiais do suposto Graal, podemos dizer que Indiana Jones estava certo – ao menos num quesito. No filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”, o arqueólogo escolhe “o cálice de um carpinteiro”, feito de madeira e de aparência humilde, como o verdadeiro Graal. De fato, judeus das camadas populares como Jesus provavelmente bebiam em recipientes feitos de cerâmica ou madeira. Pareciam simples cuias, como os oriundos da região de Qumran, no mar Morto, retratados no início desta reportagem. 

No entanto, é muito pouco provável que os utensílios de mesa utilizados por Jesus e seus companheiros em sua refeição final juntos tenham sido preservados. Para começar, como afirma o próprio Novo Testamento, a sala onde a ceia aconteceu era alugada. Além disso, o hábito de guardar relíquias relacionadas a figuras religiosas importantes começou relativamente tarde entre os cristãos – cerca de um século após a morte de Jesus. Para os primeiros seguidores de Cristo, o importante não era preservar seus objetos pessoais, mas sim espalhar sua palavra.

Cálice exibido em Valência, na Espanha, como o usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois (Foto: Reprodução)

Quem conta um conto...
No entanto, conforme a nova religião evoluía, os fiéis sentiam faltas de descrições mais detalhadas da vida e da morte de Jesus, diante da narrativa muitas vezes lacônica dos Evangelhos canônicos (os quatro “oficiais” incluídos no Antigo Testamento). Surgiram então histórias tardias, de caráter popular, como o chamado Evangelho de Nicodemos, que data do fim do século 4 de nossa era. 

A obra narra com mais detalhes como os nobres judeus José de Arimatéia e Nicodemos deram um enterro digno ao corpo de Jesus antes de sua ressurreição, e como um soldado romano chamado Longino feriu o tórax de Cristo com uma lança. Logo começaram a circular lendas sobre as relíquias do Sangue Santo – o sangue que José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido do corpo de Jesus – e sobre a lança de Longino, dois elementos que voltariam na história do Santo Graal. 

A pré-história da lenda estava mais ou menos nesse pé quando entrou em cena um escritor francês chamado Chrétien de Troyes. Ninguém sabe exatamente de onde Chrétien de Troyes tirou a inspiração para dar o passo seguinte no desenvolvimento da lenda, por volta do ano 1180. O poeta do norte da França já fazia sucesso com histórias sobre os cavaleiros da Távola Redonda, especialmente Lancelote, o mais valoroso deles. É então que ele decide escrever uma nova saga sobre Percival, um jovem nobre que perde o pai muito cedo e é criado longe da civilização pela mãe.

“Percival é uma espécie de bom selvagem, não sabe se comportar em sociedade por ter sido criado no meio da mata”, afirma José Rivair Macedo, especialista em história medieval da UFRGS. O rapaz encontra um grupo de cavaleiros na floresta e fica tão fascinado por eles que pede à mãe para se tornar cavaleiro também. Parte para o corte do rei Arthur, consegue seu desejo e parte pelo mundo em busca de aventuras.

“Uma coisa tão santa”
E é aí que o Graal finalmente entra em cena. Percival chega ao castelo de um nobre conhecido como Rei Pescador, onde ele presencia uma cerimônia que ficaria conhecida como a procissão do Graal: uma lança que sangra (alguém se lembrou da lança de Longino?) e “um graal” - a palavra é usada de modo genérico por Chrétien. 

“A tradução mais correta para o português seria escudela”, diz Macedo, referindo-se a uma espécie de prato comprido e relativamente fundo – uma travessa, diríamos hoje – usada para servir peixes ou carnes. Ironia das ironias: o Graal original não é um cálice, mas um prato! Chrétien dá a atender que “o graal” carregava uma única hóstia, que servia de alimento para o pai do Rei Pescador, gravemente ferido. 

Diversos eventos misteriosos fazem com que Percival deixe o castelo do Rei Pescador e encontre um eremita. O monge conta ao cavaleiro que o Graal é “uma coisa muito santa” (tante sainte chose, no dialeto francês medieval de Chrétien)... e a história termina aí, sem final. Há quem ache que Chrétien tenha morrido antes de concluí-la. 

Foi justamente graças a essa ponta solta que a criatividade dos autores que vieram depois de Chrétien pode correr solta. Para o medievalista britânico Richard Barber, autor do livro “O Santo Graal – A História de Uma Lenda”, os autores juntaram o mistério do Graal de Chrétien com o Evangelho de Nicodemos e as imagens religiosas da época para sugerir que, na verdade, a “coisa muito santa” era o prato (ou o cálice) onde José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido o sangue de Jesus [grifo meu].

Cavaleiro puro
Em parte graças aos personagens da Távola Redonda que agora faziam parte da história, a saga do Graal passou a fazer enorme sucesso. Nas cinco décadas depois da morte de Chrétien, surgiram 18 continuações da história de Percival, com vários autores diferentes. A maioria delas incluía um novo cavaleiro, Galahad, filho de Lancelote, um guerreiro casto e puro que se unia a Percival e a outros homens da Távola Redonda para encontrar o Graal. Com isso, eles seriam capazes de curar o pai ferido do Rei Pescador, salvando o reino dele da destruição, e encontrar a iluminação. 

De acordo com Barber, embora as histórias incorporem alguns elementos da mitologia celta, seu pano de fundo é basicamente cristão. O Graal funciona como um símbolo da Eucaristia, o sacramento da transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo. Beber (ou comer) do objeto restaura a saúde do soberano ferido e, de quebra, leva Galahad direto para o Paraíso – exatamente os atributos que a doutrina da Eucaristia dá a esse sacramento.

O curioso é que, com a popularidade do Graal, várias igrejas da Europa passaram a reivindicar a posse do cálice usado por Cristo na Última Ceia. Dois exemplos estão em Valência, na Espanha, e Gênova, na Itália (em ambos os casos, o mais provável é que sejam objetos de origem árabe, fabricados no começo da Idade Média). Um objeto descoberto na Síria no começo do século 20, conhecido como cálice de Antioquia, chegou a ser considerado como o Graal original até se descobrir que ele não passava de uma lâmpada a óleo, também do começo da Idade Média.

Código da bobagem
A lenda do Graal andou em baixa do fim do século 16 até o começo do século 19, quando um interesse renovado pela cultura da Idade Média surgiu no Ocidente. No entanto, sua máxima popularidade recente certamente se deve ao livro “O Código Da Vinci”, que afirma que o Santo Graal na verdade seria o sang real – o “sangue real” dos filhos de Jesus com Maria Madalena, que teriam migrado para a França no começo da Era Cristã e sido protegidos ao longo dos séculos pelo chamado Priorado de Sião. 

Tudo isso não passa de um imenso engodo, usado pelo escritor americano Dan Brown (e outros antes dele) para aumentar a popularidade de seus livros. Primeiro, as evidências de que Jesus e Maria Madalena tenham casado e tido filhos são nulas (assim como as de uma suposta viagem dela para a França). O Priorado de Sião é uma fraude criada por um vigarista francês no século 20. E a expressão sang real é só uma leitura equivocada da expressão san greal, “Santo Graal”, por alguns escritores do século 15. [Grifo meu]

(G1)

Por que não ir ao supermercado com fome?


Imagem: Marketeers

Quantas vezes você já passou no supermercado antes do horário do almoço ou da janta, com fome, e comprou mais coisas do que realmente precisava?

Os pesquisadores Aner Tal e Brian Wansink, da Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York (EUA), realizaram um estudo de laboratório com 68 pessoas, para analisar o quanto a fome influenciava na hora das compras.

Primeiramente, estas pessoas selecionadas foram convidadas a irem até o laboratório, mas com a recomendação de não comerem nada por até 5 horas antes do encontro. Chegando lá, metade do grupo recebeu bolachas, que poderiam ser consumidas a vontade, enquanto a outra metade permaneceu sem nenhuma comida.

Na sequência, todos deveriam acessar o site de um supermercado e fazer compras como bem desejassem. O resultado foi o seguinte: o grupo que comeu as bolachas antes do processo comprou, em média, 4 produtos de alto teor calórico, enquanto que as pessoas que estavam a mais tempo sem se alimentarem compraram 6 destes itens mais calóricos.

Outra pesquisa, liderada pelo diretor do Laboratório Comidas e Marcas, da Universidade Cornell, Brian Wansink, levou outro grupo, desta vez de 82 pessoas, a um supermercado, em dois horários diferentes: entre 13h e 16h (considerado um período menos propenso a fome, por ser após o almoço), e entre 16h e 19h (horário em que as pessoas começam a sentir mais fome, próximo a hora do jantar).

Nesta análise, os pesquisadores perceberam que as compras mais saudáveis, ou de alimentos de menor teor calórico, foram realizadas pelo grupo que foi ao supermercado entre 13h e 16h (foram 11 produtos contra 8 do outro grupo).

Os pesquisadores relataram que “mesmo que por um curto período, a privação alimentar pode levar a uma alteração no momento das compras, aumentando o consumo de produtos com alto teor calórico. O ideal é que as pessoas prestem atenção nas suas escolhas e, se possível, evitem fazer compras quando estão com fome”.

O endocrinologista da Faculdade Imperial de Londres, Tony Goldstone, destaca que os resultados devem ser interpretados com cautela, pois este comportamento resulta de um processo evolutivo, em que as pessoas tendem a procurar alimentos mais calóricos após um período de jejum.

“O corpo está sempre tentando se manter em equilíbrio, e faz sentido que, se você estiver há um longo período de tempo sem comida, você busque a comida que é de alto teor calórico”, disse ele. “Se nós estamos precisando de energia, nós não vamos comprar alface”.

Ele recomenda que, antes de ir às compras, as pessoas façam um lanche, nem que seja apenas uma fruta, ou até mesmo que masquem chicletes enquanto estão andando pelos corredores, como uma maneira de mascarar a fome.

Amy Yaroch, chefe do Centro de Nutrição Swanson Gretchen em Omaha, Nebraska, ressalta por fim uma preocupação importante. “Eu sinto que as pessoas não entendem a conexão entre obesidade e insegurança alimentar. Sem saber quando terá comida disponível novamente, você tende a escolher uma opção de alto teor calórico, especialmente quando é o mais barato. Há definitivamente diferentes implicações para alguém que está com fome a maior parte do tempo”, disse ela.

Carne vermelha aumenta o risco para doenças cardiovasculares


Não bastasse a gordura e o colesterol, cientistas descobriram mais uma razão pela qual o consumo de carne vermelha aumenta o risco para doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine, o metabolismo da substância L-carnitina por bactérias no intestino produz uma substância que favorece o acúmulo de gordura nas paredes arteriais, podendo desencadear um processo de aterosclerose.

A L-carnitina é um nutriente natural da carne vermelha, também presente em bebidas energéticas e consumido como suplemento alimentar, com a promessa de que ajuda a queimar gordura e emagrecer mais rápido. Os resultados da pesquisa, porém, mostraram que um consumo excessivo da substância pode ser prejudicial à saúde. Não por conta da L-carnitina diretamente, mas de uma substância derivada dela, chamada TMAO.

Em uma série de experimentos comparativos, os cientistas demonstram que há uma relação direta entre a produção de TMAO e risco elevado de doenças cardiovasculares. Um risco que ainda não está totalmente quantificado, mas que “parece ser bastante significativo”, segundo o autor principal do estudo, Stanley Hazen, do Departamento de Medicina Celular e Molecular da Cleveland Clinic, em Ohio.

“Há tempos já se sabe que há um fator de risco para doenças cardiovasculares associado ao consumo de carne vermelha; só que as gorduras saturadas e o colesterol não são suficientes para explicar isso. O que estamos mostrando nesse estudo é um novo mecanismo que ajuda a explicar porque esse risco existe”, disse Hazen ao Estado. “Agora temos mais uma coisa para prestar atenção, e mais um mecanismo no qual podemos intervir na busca de tratamentos.”

As análises foram realizadas com camundongos e seres humanos, incluindo comparações entre veganos, vegetarianos e onívoros. Os resultados indicam fortemente que, quanto maior o nível de TMAO no organismo, maior o risco de desenvolver aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. Isso porque o TMAO altera a maneira como o colesterol e os esteroides são metabolizados no organismo e inibe um processo chamado “transporte reverso de colesterol”, que resulta num aumento do acúmulo de gordura nas paredes internas das artérias – mesmo que os níveis de colesterol circulante no sangue continuem normais, ressalta Hazen. “Talvez isso explique porque algumas pessoas desenvolvem aterosclerose mesmo sem ter colesterol alto”, pondera o médico.

Serviço de bactérias. Os resultados também revelam que quem faz a conversão de L-carnitina em TMAO (passando antes por uma molécula intermediária chamada TMA) são bactérias intestinais – estabelecendo, assim, uma relação inédita entre hábitos alimentares, composição da flora intestinal e doenças cardiovasculares. Sem essa mediação metabólica das bactérias, a L-carnitina não é transformada em TMAO e o risco desaparece.

Camundongos que receberam antibióticos para eliminar sua flora intestinal não produziram TMAO e não desenvolveram aterosclerose, mesmo quando alimentados com níveis elevados de L-carnitina. O mesmo fenômeno foi observado em pessoas vegetarianas ou veganas, o que indica que a dieta influencia a composição da flora intestinal: pessoas que deixam de comer carne aparentemente perdem as bactérias que fazem o metabolismo da L-carnitina e têm níveis naturalmente menores de TMAO no sangue.

“A mensagem principal não é que se deva parar de comer carne, mas que a moderação é importante, com uma redução na frequência de consumo e no tamanho das porções”, afirma Hazen.

Para aqueles que usam a L-carnitina ou TMAO como suplemento alimentar, o pesquisador também recomenda cautela. “Não é só o que você consome em cada refeição. A exposição prolongada à L-carnitina altera a composição da flora intestinal, tornando a pessoa mais vulnerável à doenças cardiovasculares”, reforça Hazen.

Um segundo estudo com estimativas mais quantitativas do risco associado a essas substâncias deve ser publicado no fim deste mês.

Arqueólogos descobrem construções de 4 mil anos no Iraque

A decoberta, do tamanho de um campo de futebol, foi feita na antiga cidade de Ur, hoje Iraque. Foto: AP
Arqueólogos britânicos afirmaram nesta quinta-feira ter encontrado um complexo de construções nas proximidades de onde se situava a antiga cidade de Ur, atual Iraque. De acordo com os especialistas, a estrutura de 4 mil anos provavelmente serviu como um centro administrativo de Ur, no mesmo período em que o personagem bíblico Abraão teria vivido no local.

O arqueólogo da Universidade de Manchester que liderou a escavação, Stuart Campbell, disse que a descoberta é de "tirar o fôlego". Segundo ele, descobertas desse tamanho – o complexo tem medida semelhante à de um campo de futebol - e tão antigas são muito raras.

Os objetos encontrados no local devem ajudar a esclarecer a história das civilizações que ocuparam a região na Antiguidade. Ur foi a última capital dos sumérios, civilização surgida há 5 mil anos no local conhecido como Mesopotâmia.

As escavações começaram no mês passado com seis arqueólogos britânicos e quatro pesquisadores iraquianos na província de Thi Qar, a cerca de 320 quilômetros ao sul de Bagdá. Décadas de guerra e violência afastaram os pesquisadores do Iraque.

De acordo com o arqueólogo britânico, a missão só foi possível graças à relativa estabilidade no sul do país. O time de Campbell é o primeiro grupo de cientistas britânicos a fazer escavações no Iraque desde a década de 1980. 

(Terra)

[HR] Quanto mais céticos tentam fazer o mundo desacreditar na Bíblia, mais achados como esse são descobertos evidenciando a veracidade histórica da Bíblia. Vale a pena estudá-la para então desacreditar nela ou não.

Astronautas dizem que viagens espaciais só fortalecem a fé



Ao contrário do que muitos podem pensar, a NASA é um local onde a fé tem um papel importante. Já foi noticiado que astronautas levaram Bíblias durante suas missões.

Em especial, dois astronautas que participaram de viagens espaciais importantes com a nave Atlantis afirmam terem renovado sua fé em Deus observando do espaço a maravilha da criação.
Mike T. Good e Mike Massimino são estrelas na mídia dos EUA, tem milhares de seguidores em redes sociais e continuamente dão palestras sobre o que viveram.

O Coronel Good afirmou com convicção “dizem que não há ateus nas trincheiras, e provavelmente não há nenhum nos foguetes espaciais.” Ele esteve duas vezes no espaço, uma delas na histórica missão que colocou o telescópio Hubble em órbita.

Seu parceiro Massimino também estava naquela viagem espacial. Durante uma entrevista, confessou “Eu sonhava em ser astronauta quando era criança. Eu tinha seis anos quando Neil Armstrong pisou na lua. Mas a visão da Terra… é tão impressionante ver a Terra do espaço! Nós podemos treinar nos simuladores, mas nada pode prepará-lo para o que seus olhos verão ao perceber a grandeza do espaço e beleza da Terra… Não consigo descrever em palavras, mas posso dizer que quando fiz a caminhada espacial o pensamento que me veio é que eu estava no céu, então o Paraíso deve ser semelhante a isso”.

Ao ser perguntado como ele vê o céu e o inferno, foi categórico: “Quando criança aprendi que o céu estava em cima e o inferno, embaixo. À medida que envelhecemos, entendemos que não é possível pensar nesses termos. Nada do que temos aqui irá conosco, por isso o mais importante é lembrarmos que o Evangelho de Mateus nos diz para não nos preocuparmos com o amanhã.”
Massimino contou ainda que a oração é algo muito comum entre os astronautas. ”Eu orei muito para realizar todo o trabalho com sucesso e realmente me sinto mais perto de Deus”. O porta-voz do Centro Espacial explica que “a NASA não fornece recursos espirituais, mas objetos religiosos como cruzes, Bíblias, imagens e orações estão entre os itens pessoais mais comuns nas viagens ao espaço.”

É conhecida a história do astronauta Buzz Aldrin, que durante sua viagem à Lua orou e levou consigo um pedaço de papel com o Salmo 8:3-4 “Quando vejo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que Te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?”. Antes de voltar à Terra, Aldrin colocou esse papel sobre a superfície do satélite e regressou à nave.

Em Janeiro de 1971, dois membros da tripulação da Apollo 14, Shepard e Mitchell, depositaram na superfície lunar um pacote contendo uma Bíblia em microfilme e o primeiro versículo de Gênesis em 16 idiomas. Seis meses mais tarde, durante a missão Apollo 15, James B. Irwin, depois de andar na Lua, disse: “senti o poder de Deus como nunca senti antes.” Em 1998, John Glenn, que voltou ao espaço após 36 anos, disse: “Para mim é impossível contemplar toda a criação e não crer em Deus.”

Parece que a NASA está cheia de cristãos. A maioria dos que trabalham no Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas, frequentam a Igreja Presbiteriana Webster ou as paróquias católicas de Santa Clara de Assis e de Saint Paul. Um dos líderes da Saint Paul diz que o pessoal da NASA “desfrutam de visão que os sacerdotes não têm, pois podem falar da glória da criação de Deus a partir do espaço”. Com informações Religion en Liberdad e Noticia Cristiana.

Cientistas mentem em pesquisas


Um estudo divulgado pela Clinical Psychology aponta que pelo menos 33% dos cientistas utilizam práticas questionáveis para obter e publicar dados em pesquisas. Entre os atos mais comuns, o estudo mostra que eles costumam forjar números de acordo com a intuição e mudar o enfoque da pesquisa de forma a obter os dados desejados.

Além disso, um em cada 50 cientistas admite falsificar estatísticas. A prática pode ter ainda mais adeptos, já que o número de pesquisadores que admitiu ter visto outros colegas lançando mão de métodos questionáveis é de 71%.

O estudo analisou ainda 281 trabalhos escritos realizados pelos professores e 50% deles continham erros de estatística. Em 15% dos trabalhos, os erros de pesquisa modificavam diretamente o resultado final.

Homens de Ciência e Fé em Deus

Dr. Donald E. Knuth
Donald E. Knuth (1938 -) possivelmente seja o cientista da computação mais conhecido atualmente. Ele desenvolveu o software TeX e a Metafont, que têm sido adotados por cientistas em todo o mundo, e são usados comumente hoje nos textos técnicos. Na introdução do seu livro The TeXbook, diz: “Caro leitor, este é um manual do TeX, um novo sistema de tipografia que tenta criar bons livros – especialmente os que contêm muita matemática”. 
Knuth é membro da Academia Nacional de Ciências e recebeu dos Estados Unidos a Medalha de Ciências de 1979. Atualmente é Professor Emérito de Arte de Programação em Computação na Universidade de Stanford. 
Quando era criança, Knuth “aprendeu muitas histórias da Bíblia e decorou muitas passagens bíblicas”. Enquanto fazia seu doutorado no Instituto Tecnológico da Califórnia, ele freqüentava aulas de Bíblia dadas pelo Dr. W. Schroeder do Departamento de Química do Caltech. Ele descobriu que: “o estudo da Bíblia podia prover ... estímulo duradouro a uma pessoa que já possua uma boa educação na maioria das áreas”. Quinze anos mais tarde, ele mesmo organizou uma classe bíblica baseada nos princípios científicos, porque cria que “Deus deseja que a Bíblia seja lida por homens de ciência como também por pessoas que não têm essas maneiras estranhas de pensar”. 
Examinando o capítulo três, versículo dezesseis, de vários livros da Bíblia, Knuth publicou em 1991 um livro intitulado: “3:16, Textos Bíblicos Iluminados”, baseado nos estudos bíblicos que ele havia dado. Este livro combina o interesse de toda a sua vida, na Bíblia, na matemática e nas artes (ele é organista de sua igreja). Expõe o conceito de que uma grande massa de informação pode ser razoavelmente entendida, mediante a escolha ao acaso de porções de dados e estudando-os com profundidade. Usa seu sistema dos capítulos 3, versículo 16 dos livros bíblicos como um método eficiente de ampliar a compreensão bíblica, e pessoalmente traduziu de novo do idioma original cada passagem. Decidiu, também, que um livro sobre a Bíblia deveria ser bem apresentado, e por isso cada versículo foi ilustrado por calígrafos. Como professor universitário, rodeado, na sua maioria, por ateus e agnósticos, diz: “por muito tempo tive dificuldade de dizer a alguém que estava trabalhando num livro acerca da Bíblia”. Porém, logo percebeu que “muitos dos maiores matemáticos do passado – incluindo Pascal, Newton, Euler e Cauchy – escreveram sobre teologia, e então não me envergonho de seguir suas pegadas”. 
Knuth compara os paradoxos não respondidos acerca da dor no livro de Jó, como uma das principais “descobertas da ciência da computação; que há certos problemas inerentes tão complexos que não são passíveis de resolução em um número finito de passos ... Um enfoque intelectual não nos conduzirá à elucidação do cosmos, no entanto devemos continuar tentando. Devemos questionar a autoridade, e estar alertados quanto ao fato de poder estar equivocada a sabedoria tradicional da ortodoxia religiosa”. 
Em 1999, Knuth apresentou seis palestras no Massachusetts Institute of Technology (MIT) sobre a relação entre fé e ciência. Elas encontram-se na Internet e podem ser encontradas com o título: Things a Computer Scientist Rarely Talks About (Coisas que um Cientista da Computação Raramente Fala). Sua última palestra foi sobre a infinidade, a teoria da probabilidade, o livre arbítrio, e o uso das noções matemáticas para ampliar a compreensão da Bíblia. A maioria dos ouvintes ficou satisfeita por ouvir um cientista e religioso que não atribuía a si ter o conhecimento de toda a verdade. Seguem alguns conceitos de Knuth a respeito da experiência pessoal cristã, derivados do sistema de estudos 3:16 dos livros da Bíblia: Em Efésios – “De alguma maneira misteriosa, Cristo Jesus fará morada no meu interior por meio da fé.” Em II Coríntios – “A Bíblia se transforma em um livro novo quando uma pessoa muda o rumo de sua vida e volta-se ao Senhor.” II Pedro – “...crescimento espiritual contínuo mediante o estudo contínuo é, talvez, a maior lição que aprendi por meio do sistema de estudo 3:16 na Bíblia.” Hebreus – “Assim como Deus descansou depois de criar o mundo, os que entram no repouso de Deus, também descansarão de seus labores ... Somente podemos chegar ao estado sabático de paz e harmonia com Deus, se escutarmos com atenção e vencermos nossa tendência de rebelarmo-nos – mesmo quando quase todos os outros que conhecemos sejam parte da rebelião”. Apocalipse – “Apreciamos estar abrigados e confortáveis, ao abrigo de perguntas difíceis; até podemos felicitar-nos por nossa moderação, porém não há lugar algum para a neutralidade”. Esdras – “Desagrada-me muito o facciosismo religioso que enfatiza o ser ‘mais santo que você”. Zacarias – “Nem a Igreja nem o Estado devem dominar um ao outro. Ambos estão a serviço de Deus”. I Timóteo – “Uma mente racional como a minha procura ter tudo esclarecido, para entender plenamente todo o conceito. No entanto estou contente porque a religião é um grande mistério, algo que posso admirar e do qual aprender, algo que me incitará sempre a ir além da minha capacidade para compreender”. Filipenses – “Tudo seria tão simples se houvesse respostas definidas para todas as perguntas. Porém Deus não quer que todas as coisas sejam tão patentemente simples ... Os homens de ciência conhecem muito bem este estado de coisas. As experiências nunca produzem um conhecimento completo da natureza... Se há graus de fé, e graus de compreensão, deve ser porque alguns estão mais avançados que outros, porém não é razão para sentir orgulho, a fé vem de Deus ... é um motivo para tolerância com os que estão em desacordo conosco; se eles estão mais avançados ou mais atrasados, nunca podemos saber”. João – “João nos diz que Deus decidiu enviar seu único Filho. Tem muito significado Deus ter escolhido fazer isto numa época na qual não havia vídeos, nem comunicação em massa que houvesse permitido um registro sem ambigüidade para a posteridade. Creio que isto é sabedoria infinita. A religião teria sido passada por alto muito rapidamente se houvesse provas absolutas e inquestionáveis da existência de Deus. Não seria necessário um comprometimento pessoal”. 

Referências 
http://www-cs-staff.stanfford.edu/-knuth/ 
MIT God and Computers Lecture Series, 1999: D. Knuth

Por Dr. Ben Clausen, Homens de Ciência e Fé em Deus, Parte XXXII

Isaac Newton - Um cientista estudioso da Bíblia

Quando se fala em Isaac Newton, a primeira coisa que nos vêm à mente é a descoberta da lei da gravidade que é a mais verificável de todas as leis da física até agora descobertas. Ele, um grande gênio do passado, não somente contribuiu muito com a ciência moderna, como também foi um apaixonado estudioso da Bíblia Sagrada. Assista ao vídeo abaixo, do programa Evidências, exibido pela TV Novo Tempo, canal 16 em Maceió-AL, e 17 na SKY, e conheça um pouco mais sobre um dos maiores cientistas de todos os tempos.



O cientista e teólogo Isaac Newton

Era uma pessoa fora do comum – distraído e generoso, sensível à crítica e modesto. Enfrentou uma série de crises psicológicas. Tinha dificuldade em manter boas relações sociais. Contudo, ele foi um dos raros gigantes da história – um físico brilhante, astrônomo e matemático extraordinário e um filósofo natural.

Quando Isaac Newton, aquele raro gênio inglês e cavalheiro, morreu em 1727 com a idade de 85 anos, deixou uma marca indelével em todo trabalho a que se dedicou. Conhecemos suas leis do movimento e a teoria da gravitação. Nós o conhecemos por suas contribuições à compreensão do Universo. Mas raramente conhecemos suas contribuições à teologia cristã. Depois de um estudo intenso de seus escritos, concluí que Newton era não só um grande cientista, mas também um grande teólogo – um verdadeiro adventista e criacionista.[1]

Minha jornada para a compreensão de Newton como teólogo começou há 45 anos, quando me tornei adventista do sétimo dia depois de assistir a uma série evangelística sobre as fascinantes profecias de Daniel e Apocalipse. Estava então estudando na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, visando a obter um diploma de engenharia.

O ambiente da universidade não era de molde a nutrir minha fé. Eu era bombardeado de todas as direções. Materialismo, preocupações humanísticas e uma filosofia científica restrita convergiam para pôr em dúvida minha fé recente. Eu precisava de algo para defender o que cria ser verdadeiro, e queria que minha defesa fosse sã e lógica.

Em minha procura de literatura apropriada, descobri uma versão portuguesa de 1950 de Newton’s Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse – não na biblioteca da escola ou numa livraria, mas em uma banca de livros velhos em uma esquina de São Paulo. Fiquei encantado ao descobrir que o mesmo Isaac Newton a quem nós, como estudantes de engenharia, conhecêramos em ótica, mecânica, cálculo e gravitação, tinha dedicado bastante tempo e esforço à cronologia bíblica e à interpretação de profecia! Com efeito, a Enciclopédia Britânica dá uma lista de livros de Newton, The Chronology of Ancient Kings Amended e Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John entre suas cinco obras mais importantes, as outras sendo Philosophiae Naturalis, Principia Mathematica, Opticks e Arithmetica Universalis.

Minha descoberta e estudo de Newton como um erudito cristão levou-me a compreendê-lo como um criacionista, um adventista e um intérprete das profecias. [Continue lendo clicando no link abaixo]