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Preserve os ensinamentos de Deus


“Preserve os ensinamentos de Deus; confie a lei àqueles que me seguem.” (Isaías 8:16, NVT)

A tarefa divina ao profeta Isaías, séculos antes de Cristo, foi para que os ensinamentos do Eterno fossem resguardados, preservados. A Lei de Deus deveria ser confiada a Seus seguidores para preservação e para que estes a compartilhassem, junto aos ensinos divinos, aos que precisavam conhecê-los.

A mensagem de Deus e Sua Lei deveriam ser preservadas intactas ao longo de séculos e milênios, sem sequer um “i” ou um “til” ser alterado ou invalidado por algum motivo. 
E Jesus, eras depois, ainda confirmou isso dizendo:

“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5:17,18)

Os mandamentos da Lei de Deus, confiada a Seus seguidores (independente da denominação religiosa), são uma prova de amor a Deus. E Jesus confirmou isso aos seus discípulos, os cristãos, dizendo:

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” (João 14:15)

Qual deve ser a nossa posição quanto a essa informação tão clara e preciosa? Que tal ser a mesma do profeta Isaías, observada a seguir?

“Esperarei pelo Senhor […] porei nele minha esperança.” (Isaías 8:17)

A despeito do que os outros iriam fazer, quer fossem de seu povo, de sua família, ou de sua religião, Isaías afirmou seu propósito de esperar, confiar em Deus, e obedecer aos Seus mandamentos, que permanecem preservados, intactos e válidos até hoje. 

Isso não diz nada a você?

#LeiaaBíblia #NaContramão

[Henderson Rogers]

À Lei e ao Testemunho!

 


“Consultem a Lei e os ensinamentos de Deus! Aqueles que contradizem Sua palavra jamais verão a luz.” (Isaías 8:20, NVT)

Numa versão mais tradicional, o verso está escrito assim:

“À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.” (Isaías 8:20, ARA)

Após citar os erros do professo povo de Deus que, temendo o amanhã desconhecido, caiu na tentação de recorrer a meios espiritualistas de “consultar aos mortos” por meio de médiuns que alegavam ver o futuro, o profeta Isaías deixa claro que toda e qualquer consulta que o povo de Deus deve recorrer é unicamente a Deus, mediante a Lei e o Testemunho.

É importante esclarecer que aqui, o termo Lei (do hebraico torah) refere-se aos escritos inspirados, em especial os escritos por Moisés (Gênesis a Deuteronômio), onde estão inseridos os mandamentos da Lei de Deus. Os profetas de Deus eram conhecidos como Suas testemunhas, videntes ou porta-vozes, e o Testemunho refere-se aos ensinamentos de Deus transmitidos por esses profetas.

Dessa forma, o conselho profético é que o povo de Deus deve consultar a Deus por meio das Escrituras Sagradas como um todo, a Lei e os ensinamentos de Deus dados pelos profetas, conteúdo do restante da Bíblia, pois nela foi que Deus se revelou, e por isso, ela é o padrão da verdade e o guia para viver corretamente, conforme a vontade de Deus.

O Novo Testamento reitera essa mensagem profética ao afirmar:

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para nos ensinar o que é verdadeiro e para nos fazer perceber o que não está em ordem em nossa vida. Ela nos corrige quando erramos e nos ensina a fazer o que é certo.” (2 Timóteo 3:16, NVT)

Ainda, a mensagem divina dada por intermédio de Isaías ainda acrescenta: Aqueles que buscam orientar suas vidas e até a vida dos outros, nesse mundo religioso em que vivemos, e que não se basearem na Bíblia, contradizendo à Palavra de Deus, “jamais verão a luz” (Isaías 8:20, u.p.).

Não há como fazer a vontade de Deus sem estar fundamentado ou contrariando a Palavra de Deus, Sua Lei e Seus ensinos. Isso porque a Bíblia, as Escrituras Sagradas como um todo são Lâmpada e Luz, como afirma o salmista: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Salmos 119:105, ACF). Assim, não há como ser iluminado pelo Eterno indo contra a Bíblia, deliberadamente, mesmo que altere apenas um “j” ou um “~”. 

Sobre este assunto, Jesus mencionou que nem Ele alterou a Bíblia, a Lei e os mandamentos, nem os deixou de cumprir, e muito menos qualquer ser humano deveria fazê-lo:

"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus.” (Mateus 5:17-19, NVI)

Por fim, o profeta Isaías ainda acrescenta as consequências de se orientar por outros meios, como o espiritualismo mencionado anteriormente, ou outros não fundamentados na Palavra de Deus, por escolherem não andar na Luz:

“Andam sem rumo, cansados e famintos [...]. Olharão para o céu, depois olharão para a terra, mas por onde voltarem os olhos só haverá problemas, angústia e sombrio desespero. Serão lançados nas trevas.” (Isaías 8:21,22, NVT)

Que nossa escolha diária seja ter a nossa vida guiada pela Palavra de Deus e que assim, andemos na Luz do Senhor.

(Henderson Rogers)

Os Dez Mandamentos no Pós-Modernismo



O pensamento pós-moderno, que há décadas permeia a cultura ocidental, produz uma ética peculiar, a qual contrasta marcadamente com a moralidade cristã. Como exercício de pensamento, esse pequeno artigo se propõe a remodelar os dez mandamentos (Êx 20), [1] ajustando-os a premissas pós-modernas, para clarificar aspectos do espírito da época, bem como ressaltar a dicotomia entre a ideologia relativista do século XXI [2] e o absolutismo moral do teísmo bíblico; para cumprir a segunda parte da proposta, citaremos resumidamente cada mandamento, antes de "questioná-lo" pós-modernamente.

1º Mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim": cada qual pode ter quantos deuses quiser, desde que respeite os deuses alheios, e que a divindade eleita seja inserida em seu contexto comunitário; nenhum deus será imposto a outrem, porque a tolerância é um valor preponderante, a tal ponto de impedir que se faça julgamentos morais. No fim das contas, cada indivíduo acaba servindo não a um deus, mas fazendo uso das divindades disponíveis no mercado religioso para que elas o sirvam, auxiliando em suas necessidades;

2º Mandamento: "Não farás para ti imagem de escultura": lagos já serviram de espelho; depois, as pessoas se penteavam em frente a metais polidos. Daí vieram os espelhos de vidro. Hoje, com a popularização da câmera digital, é possível registrar, difundir e editar a própria imagem. A imagem precede o valor na pós-modernidade. Aliás, a imagem é geradora e gestora de valores, criando aspirações individuais e coletivas. A iconografia tornou-se iconolatria;

3º Mandamento: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão": eis o período quando os deuses não representam absolutos, pois devido ao aspecto irreverente da pós-modernidade (visível através do recurso da colagem nas artes visuais, por exemplo), a junção mística entre o sagrado e o profano é mais do que desejável, além de ser encarada sem reservas. O nome do Deus cristão, presente no libreto das cantatas de Haendel hoje é entoado nas estrofes de pagodes, hard-rocks, bate-estacas e o que mais possa fazer os quadris mexerem. Sem mencionarmos a conduta moral descompromissada com a mensagem bíblica daqueles que se acreditam cristãos;


4º Mandamento: "Lembra-te do dia de sábado": numa época em que se colhem frutos variados da revolução científica, a verdade histórica cristã de uma criação em sete dias literais ficou relegada a um mito, na melhor das hipóteses. A própria adoração perdeu seu conteúdo histórico e seu programa normativo ficou empobrecido. Na prática, quem autentifica a adoração é o próprio adorador, escolhendo a forma e os dias em que deseja adorar, e até quem ou o que será alvo de sua adoração;


5º Mandamento: "Honra teu pai e tua mãe": atualmente, a família mal sobrevive aos fatores resultantes da revolução sexual, como a desagregação de seus membros, as reivindicações por parte de homossexuais a rés da união civil, o movimento feminista, a proliferação de uma sexualidade hedonista, etc. Sendo assim, torna-se inviável honrar o que se acha dissolvido e em processo de solvência e desintegração;

6º Mandamento: "Não matarás": até mesmo um mandamento universal vem sendo objeto de profundos debates, no que diz respeito às implicações do direito à preservação da vida. Questões bioéticas (aborto, células-tronco, etc.) e envolvendo a pena capital, junto com a polêmica sobre a eutanásia, revelar-se-iam espectros do fastio com a própria existência, em face da perda de sentido para a vida?;

7º Mandamento: "Não adulterarás": quando a liberdade de Sartre passou a vigorar no Ocidente, implicou na abertura para uma nova busca, orientada pelo prazer. Consequentemente, nada é moralmente errado, desde que traga prazer. Fica difícil de controlar o acesso à pornografia por adolescentes ou combater a pedofilia, uma vez que a sociedade perdeu o senso de censura quando o assunto é prazer; pedófilos, por exemplo, estariam levando as premissas hodiernas aos últimos resultados lógicos. Portanto, como condená-los se a base moral da sociedade é a mesma seguida por eles? O que dizer a maridos adúlteros, se a própria atitude deles é incentivada e justificada pelos meios de comunicação?;

8º Mandamento: "Não furtarás": dentro de uma ética situacionista, bens, ideias e oportunidades são avidamente roubados, ainda mais quando não se tem meios honestos de adquiri-los; a demanda pelo sucesso material é tão incisiva que "obriga" os desfavorecidos a buscar rotas alternativas para compensar sua desqualificação, nem que isso se dê pela ilegalidade;

9º Mandamento: "Não dirás falso testemunho": a verdade se tornou um artigo maleável, num mundo que admite a coexistência de verdades customizadas (e axiologicamente excludentes). Nessas circunstâncias, a falta de verdade anula a possibilidade de haver mentira, sendo a definição rigorosa de mentira uma não-verdade. Perde-se, assim, a discriminação do que é falso ou verdadeiro;

10º Mandamento: "Não cobiçarás as coisas alheias": (bens, cônjuges, etc.): uma vez que o consumo proporciona prazer e o exercício da capacidade de escolha, tem importância pivotal no pós-modernismo, acabando por definir também a identidade e valor individual. O consumismo, enquanto comportamento do século XXI, decorre do desejo cobiçoso, no qual o indivíduo procura se identificar com determinado grupo social através da aquisição dos mesmos bens de consumo, uso dos mesmos serviços e imagens exteriores semelhantes. A cobiça é, desse prisma, elemento primordial na corrida por pertencer, característica de nosso tempo.


 1. Uso a expressão "remodelar" para identificar o processo de releitura (associado ao cerne da filosofia pós-modernista, e presente nas artes desse período) que ora aplico aos Dez Mandamentos. Daí o texto ser "Os Dez Mandamentos revisados" e não algo como "Os Dez Mandamentos do Pós-Modernismo", o que daria a impressão de termos novos mandamentos, diferentes em tudo daqueles encontrados na Bíblia.
2. Para maiores detalhes sobre o surgimento do pensamento pós-moderno, ler Pós-Modernidade à luz de 2 Pedro, disponível aqui.

(Douglas Reis - Questão de Confiança)

Devemos guardar o sábado? (Parte 1)


Vamos tocar num assunto delicado, desta vez não entre crentes e descrentes mas entre cristãos e cristãos. A questão é direta e objetiva: Devemos guardar um feriado religioso semanal? Em caso positivo: qual seria esse feriado? O Sábado ou o Domingo?
Assista ao vídeo abaixo, mais um episódio do programa Evidências da TV Novo Tempo, e descubra:

O apresentador do programa Evidências Rodrigo Silva é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), com pós-doutorado em arqueologia bíblica pela Andrews University (EUA). É graduado em teologia e filosofia e mestre em Teologia Histórica e atualmente está concluindo seu segundo doutorado em arqueologia clássica pela USP.

O programa Evidências vai ao ar pela TV Novo Tempo, canal 16 em Maceió-AL, Canal 14 na SKY, canal 8 na NET digital e canal 9 na NET, ou pode ser assistido online pelo site da Novo Tempo clicando aqui.

Os dois tipos de sábado mencionados na Bíblia


A Bíblia é muito clara a respeito do sábado. Ele foi dado no momento da criação (Gênesis 2:1-3). Jesus o observou (Lucas 4:16). Paulo o observou (Atos 13:42-44) e será também observado no Céu (Isaías 66:22,23). Porém, a Bíblia revela duas espécies de sábado, e talvez algum dia você deve ter ficado meio confuso com isso.

Por exemplo: há quem diga que, uma vez que o apóstolo Paulo declarou “Ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados” (em Colossenses 2:16, 17) não é necessário guardar o sábado, o sétimo dia da semana. Seria assim mesmo com tantas outras passagens bíblica que promovem o sábado como um dia especial, dia do Senhor, e que foi observado por tantos, inclusive pelo próprio Jesus? Vamos aos esclarecimentos.

A Bíblia menciona duas espécies de sábados: o sábado do sétimo dia e os sábados anuais. O sábado do sétimo dia, instituído no momento da criação, é parte da lei dos dez mandamentos, e uma lembrança semanal do amorável e todo-poderoso Criador.

Já o sábado anual diz respeito, especificamente, à história de Israel. Colossenses 2:16,17 afirma, explicitamente: “ninguém vos julgue pelos sábados que são uma sombra das coisas que hão de vir”. Guarde essa expressão.

Agora, veja o que Hebreus 10:1 “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.” Esse verso relaciona a lei das sombras com o sacrifício animal. Ezequiel 45:17 usa exatamente a mesma expressão e exatamente na mesma ordem que é usada em Colossenses 2:16,17, ligando tudo isso aos sistemas cerimoniais de festas e sacrifícios (ofertas de comida e de bebida, festas, luas novas, e sábados) para reconciliar a casa de Israel. 

Folheie a sua Bíblia até o livro de Levíticos 23. Este capítulo revela as solenidades estabelecidas para o povo de Israel, entre elas, o sábado do sétimo dia (Lev.23:3). Os versos posteriores, Levíticos 23:5-32, apresenta os sábados cerimoniais (Páscoa, verso 5; Pães Asmos, verso 6; o Molho Movido, verso 10; Primícias, verso 17; Trombetas, verso 24; Dia da Expiação, versos 27-32; Tabernáculos, versos 34-36).

Essas solenidades são especificadas como sábado mais claramente em Lev. 23:24,32, quando tanto a Festa das Trombetas (verso 24), como o Dia da Expiação (verso 32) são especificamente chamados sábados, mesmo sem serem o sétimo dia. Aliás, essas festas são estipuladas por uma data, aos nove do mês, por exemplo (verso 32), que pode cair em qualquer dia da semana. 

Acontece que estes “sábados” anuais ou cerimoniais estavam intimamente ligados aos acontecimentos que apontavam para a morte de Cristo e para a Sua primeira vinda. Foram designados por Deus para servirem de sombras, ou seja, apontarem para a vinda do Messias.

Levíticos 23:37 usa a linguagem de Colossenses 2:16,17 para descrever estes sábados cerimoniais. Agora, atente bem que Levíticos 23:38 distingue os sábados cerimoniais dos sábados do sétimo dia ao usar a expressão: “além dos sábados do Senhor”.

Uma vez que esses sábados cerimoniais eram apenas uma "sombra das coisas que estavam por vir" (Col. 2:17), ou seja, apontavam para a vinda do Messias e o Seu sacrifício, assim como o sacrifício animal, e uma vez que Cristo já veio, os sábados cerimoniais que eram sombras tiveram o seu cumprimento nEle.

Porém, o sábado do sétimo dia continua a volver os nossos olhares para o passado, para o Deus Criador que nos criou, e como a Lei de Deus, que em um dos mandamentos pede para distinguir o sábado com atividades bem específicas (Êxodo 20:8-11), permanece válida (assim como não é permitido matar, roubar, etc, mandamentos descritos nessa mesma Lei), esse dia permanece válido e existente para ser guardado (Lucas 21:33, Mateus 5:18). Do mesmo modo, a Bíblia revela que o povo de Deus deverá observá-lo como um sinal distintivo da sua relação com Ele. (conforme Apocalipse 14:12 e Ezequiel 20:12,20).

(Henderson Rogers)

Vaticano luta para parar as compras no domingo



CIDADE DO VATICANO (RNS) A Igreja Católica Romana, os sindicatos e as associações de pequenos negócios uniram forças em uma tentativa de salvar os domingos.

Em uma tentativa de estimular o crescimento econômico, o primeiro-ministro italiano de saída, Mario Monti, apoiou uma nova lei que permite que as lojas fiquem abertas no "dia de descanso".

Mas as tradições dominicais são fortes nos países europeus, e a mudança provocou forte resistência de grupos religiosos e seculares.

No mês passado, uma associação italiana de proprietários de lojas e a conferência Episcopal Católica do país lançou uma campanha para "libertar os domingos". Eles pretendem reunir as 50 mil assinaturas necessárias para tentar revogar a lei de liberalização das compras.

Confesercenti, a associação dos proprietários de lojas, teme que as pequenas lojas locais - a espinha dorsal do setor de varejo italiano - serão esmagadas pelos grandes retalhistas e pelos mercados de estilo americano.

O problema se estende para além da Itália. Em Bruxelas, dezenas de grupos religiosos - incluindo a Igreja Católica - sindicatos e associações empresariais de 27 países formaram a "Aliança Europeia do domingo" para pressionar a União Europeia para manter o domingo como dia de descanso ao largo do continente, pelo menos em princípio.

Johanna Touzel, porta-voz da aliança, disse que manter o domingo separado não é necessariamente uma questão religiosa, e não discriminatória em relação a judeus e muçulmanos. "Precisamos de um dia em que todos possam descansar - esta é a origem do Shabat. E, de fato, até mesmo organizações muçulmanas nos apoiam."

Para a Igreja Católica, manter domingos livres de preocupações comerciais e de trabalho é de conseqüências maiores do que a economia.

O reverendo Marco Scattolon de Camposampiero, Itália, tornou-se uma celebridade instantânea quando rotulou as compras de domingo um pecado e pediu a seus paroquianos a fazer penitência por ele. Domingos, ele disse ao jornal Corriere del Veneto, são importantes ", não apenas no sentido religioso". "Eles são uma das poucas ocasiões deixadas para as famílias estarem juntas."

Bispo Antonio Mattiazzo de Pádua ficou do lado de Scattolon enquanto outros bispos publicamente assinaram a campanha da Confesercenti.

"O amplo consenso na oposição de abertura no domingo mostra que ter um dia de descanso semanal comum é algo que beneficia a todos, e não apenas os crentes", diz Luca Diotallevi, um sociólogo católico que aconselha os bispos da Itália sobre questões sociais. "Domingo não tem apenas um valor social, mas teológico também: O homem precisa ter um dia santo."

Outros vão ainda mais longe na argumentação para o trabalho livre de domingo.

Mimmo Muolo, jornalista oficial do jornal católico Avvenire da Itália, em seu recente livro, "Le feste scippate" ("As Férias roubadas"), argumenta que "o ciclo 24/7 do varejo reintroduziu um sistema de escravos e senhores." Ele disse que os funcionários que não têm escolha, senão trabalhar aos domingos - e, portanto, não tem tempo para a família e outras atividades sociais - são "escravos de domingo."

Pelo menos na Itália, há sinais de que poucas empresas tomaram vantagem da reforma.

Antes da corrida habitual de compras de Natal entrar em ação, era difícil encontrar lojas abertas aos domingos, fora das áreas turísticas dos centros urbanos.

"É inútil, porque as pessoas não têm dinheiro suficiente para gastar", diz Anna Lucentini, 35, vendedora em uma das mais movimentadas ruas comerciais de Roma.

Ela diz que o único resultado da reforma de abertura aos domingos, é que os funcionários terão de trabalhar mais a pedido de seus patrões. "Na Itália, os que ainda têm um emprego têm medo de perdê-lo e assim deixa-se ser explorado sem reclamar."

Assim, a oposição à liberalização dos horários de abertura de lojas está ganhando alguma simpatia inesperada para a igreja. Lorena Vargas, 21, acabou de aprender sobre a campanha apoiada pelos bispos. "Pela primeira vez, a igreja está fazendo uma coisa boa", diz ela. "Eu poderia até mesmo começar a ir à missa". (Tradução livre - Fonte: Religion News)


[HR] Interessante notar que a igreja percebe que necessita de um dia de descanso, e ainda menciona o Shabat, o sábado bíblico, como um exemplo. Que existe um dia de descanso, existe sim, mas segundo a Bíblia, a Palavra de Deus, esse não é o domingo, mas sim o sábado, o sétimo dia (Genesis 2:2,3; Êxodo 20:8-11). O próprio Jesus quando esteve neste mundo deixou o exemplo de observar o sábado como dia de descanso e ainda disse que não veio para mudar a Lei (Mateus 5:17), sendo assim sua morte não pode ter alterado a Lei, como muitos costumam afirmar para justificar a desobediência à Lei de Deus.
Não existe melhor exemplo a ser seguido do que o próprio Jesus seguiu. E o exemplo dEle foi guardar o sétimo dia, o sábado, conforme a Lei de Deus (Êxodo 20:8), e não o primeiro dia, o domingo, segundo a lei da igreja católica.
Mas tal atitude é profética, pois em Daniel 7:25 é-nos alertado que um poder político-religioso seria usado para enganar e destruir, e ainda faria uma mudança na Lei de Deus, veja: "E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei". E é o que aconteceu. Nem o próprio Cristo alterou a lei (Mateus 5:17) mas um grupo político-religioso se achou no direito de fazer essa mudança, mesmo essa sendo proibida pelo próprio Deus (Mateus 5:18), mostrando assim uma tentativa de ser superior a Deus.
Mas esse post nos alerta ainda mais para algo que estará por vir. Fiquem atentos. Sobretudo, leiam a Bíblia que vocês entenderão. Pensem nisso.

Pelo menos 25% dos cristãos não seguem os ensinamentos de Cristo



Um estudo realizado entre cristãos revelou que um em cada quatro pessoas que se apresentam como cristãos admitem não levar uma vida que condiz com os ensinamentos de Jesus. A pesquisa foi feita através de um questionário online e foi conduzida pelo grupo Changing the Face of Christianity (Mudando a Cara do Cristianismo).

R. Brad White, fundador do grupo, comentou os resultados e afirmou ser preocupante o fato de que um em cada quatro autoproclamados cristãos admitem que raramente vivem os ensinamentos de Jesus Cristo. Ele afirmou também que o objetivo do grupo é mudar esse cenário.

- Nossa missão é reverter os estereótipos negativos cristãos, ajudando os cristãos se tornam mais semelhantes a Jesus Cristo. E assim, nosso objetivo é trabalhar com as igrejas locais e para ajudar a transformar estes não cristãos em cristãos espiritualmente maduros que andam a pé, e representar melhor a nossa fé para o mundo – declarou White, segundo o WND.

A pesquisa foi realizada ao longo de 22 meses e coletou 8.475 respostas. Os resultados mostraram que 3,6 por cento classificados como “longe de Cristo” e 24,8 por cento como “cristãos do mundo”. No lado mais positivo, 38,1 por cento foram classificados como “bons cristãos”, e 33,5 por cento compõem o grupo de “cristãos maduros espiritualmente”.

- Um pouco mais de um terço dos cristãos vivem sua fé de forma consistente. Estes são os cristãos espiritualmente maduros, com transformação cristã verdadeira, que representam Jesus Cristo através de suas palavras e ações. Estes cristãos se envolvem com o mundo de uma forma positiva e amorosa e realmente trazer glória a Deus – afirmou White.

(Dan Martins - Gospel+)

[HR] Na verdade ainda acho que esse é um número pequeno, comparado à realidade nua e crua. Não é à toa que Mahatma Gandhi certa vez disse que não tinha se tornado cristão por causa dos próprios cristãos. Diria que esse é o grande problema não apenas de 1/4 dos cristãos, mas de todos eles. Apenas falamos, falamos e não demonstramos. Nossas palavras contradizem nossos hábitos. Isso tem um motivo.

Porém uma coisa deve-se levar em consideração. Ninguém se torna cristão por causa de algo ou alguém que não seja o próprio Cristo. Afinal nenhum cristão é perfeito. Para ser mais exato, nenhum ser humano é perfeito. Pelo contrário, somos todos pecadores e, uma hora ou outra, demonstramos quão imperfeitos somos. Não são as pessoas que nos motivam a sermos cristãos. O próprio apóstolo Paulo afirmou que é "o amor de Cristo que nos motiva" (II Coríntios 5:14). Portanto é Jesus, única e exclusivamente, pelo Seu grandioso amor, que nos motiva a segui-Lo e assim sermos cristãos.

Outra questão deve-se levar em consideração: Por Jesus nos amar é que nós o amamos (I João 4:19). E esse amor não se revela através de nossas palavras, mas sim de nossas atitudes, nossa obediência aos Seus ensinos. É isso que define ser cristão: Amar não em palavras, mas em ações que são praticadas por meio de nossa obediência aos Seus mandamentos. O próprio Jesus revelou: "Se me amardes guardareis os meus mandamentos" (João 14:15). Então, por que a pesquisa em questão é autêntica? Porque falta amor a Jesus. Consequentemente, faltam pessoas que obedeçam a seus mandamentos!

Mas isso já era de se esperar, por ser revelado pela própria Bíblia. Jesus revela que no tempo próximo à sua segunda vinda, "o amor de muitos se esfriará" (Mateus 24:12). Também nós é apresentado que nesse tempo não seria a maioria que seriam os cristãos de verdade, e sim uma pequena minoria, que é chamada de "restante", ou "os remanescentes". E como esses são identificados? Por uma placa de igreja? Por se auto proclamarem cristãos? De forma nenhuma. Esses são identificados pelo amor. São identificados pela obediência. São identificados como "os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo" (Apocalipse 12:17).

Sendo assim, queridos leitores, apenas amem. Amem a Jesus. Amem seu próximo. E naturalmente brotará o desejo de obedecer aos mandamentos do Senhor (Êxodo 20:8). Não para melhorar as estatísticas. Muito menos para alcançar a salvação, porque isso é impossível por nossos próprios esforços. Amem porque Deus lhes amou primeiro. E é isso que definirá ser você um cristão, ou não.

Os Dez Mandamentos só foram dados no Sinai?



Alguns cristãos, evangélicos e católicos, afirmam que os Dez Mandamentos tiveram seu fim ou que foram válidos apenas para os judeus, já que foram concedidos somente ao povo de Israel no monte Sinai, relato descrito em Êxodo 20. Mas será que é assim mesmo? Será que os Dez Mandamentos dados por Deus não são válidos mais nos dias de hoje? Existe alguma base bíblica para acreditar nisso?
Antes de irmos até a Bíblia, você conhece ou lembra dos Dez Mandamentos, também chamado de Decálogo? Só para relembrar então, veja quais são esses mandamentos. Eles estão relatados em Êxodo 20:3-17 e em Deuteronômio 5:7-21. Abaixo, vou transcrevê-los de acordo com a Bíblia na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, enumerando-os:

Os Dez Mandamentos
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
10º Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Observe bem, a fim de entender a conclusão deste artigo, que a primeira parte dessa Lei, do 1º ao 4º mandamento refere-se ao amar a Deus, e a segunda parte, do 5º ao 10º mandamento, refere-se ao amor ao próximo.

Os Dez Mandamentos são válidos para nós hoje?
Pois bem. Agora, tendo em vista todos eles, pense comigo: Será que faz sentido afirmar ou acreditar que os Dez Mandamentos dados por Deus não são válidos, hoje, para toda a humanidade?
Se não são válidos, então significa que hoje o ser humano pode desonrar os pais, certo? Ou então que eles podem adulterar, sem nenhum prejuízo? Ou pior, que eles podem matar normalmente, sem ser isso um mal? Racionalmente, você vai responder que não, não podemos fazer essas coisas. Mas onde na Bíblia está mostrando que não podemos? Simples: esses são 3 dos famosos (ou nem tanto hoje em dia) 10 mandamentos . Então, como acreditar que eles não são válidos? Se eu acredito que eles só foram dados para um povo específico, significa que eu, que não sou judeu, hoje, posso cometer todas as coisas que são ordenadas para não serem feitas. Mas se for assim, eu posso matar, roubar, adulterar, etc... Mas não é assim. Racionalmente, sem ajuda de outros textos da Bíblia, eu posso perceber que os Dez Mandamentos ainda são válidos, e para toda humanidade!
Agora, na Bíblia, podemos encontrar indícios de que os Dez Mandamentos, apesar de na Bíblia estarem escritos a partir do monte Sinai, para o povo de Israel, existiam e foram revelados bem antes deste acontecimento.
Mas antes de mostrar esses indícios, só o fato de saber que essa é a única parte da Bíblia escrita pelo próprio Deus, isso já revela que os Dez Mandamentos são bem especiais, não? Pois bem, segundo Êxodo 31:18, as tábuas de pedra em que foram escritas os Dez Mandamentos, e posteriormente transcritas para a Bíblia, foram feitas pelo dedo do próprio Deus. Será que Ele dedicaria seu tempo, escrevendo em tábuas com as próprias mãos, para que posteriormente isso nem precisasse ser lembrado ou praticado? Obviamente não.

Os Dez Mandamentos são conhecidos desde o princípio
Mas vamos aos indícios que mencionei anteriormente. A Bíblia, através de outros textos, demonstra que, apesar de os Dez Mandamentos serem apresentados completos na Bíblia apenas no acontecimento do monte Sinai, aos judeus, estes já eram conhecidos pela humanidade há muito tempo. Veja bem:
Genesis 35:1-4, antes do povo judeu existir, vemos que Jacó escolheu retirar do meio de sua casa os deuses. Se os Dez Mandamentos só foram apresentados no Sinai, séculos após esse acontecimento, como Jacó sabia que ele não deveria adorar outros deuses, que é justamente o 1º e o 2º mandamento? Isso só indica que estes mandamentos já existiam e já lhe eram conhecidos.
Genesis 2:3, séculos antes do povo judeu existir, revela o que viemos conhecer no 4º mandamento, de como Deus separou o sétimo dia, o dia de sábado, como um dia especial, diferente dos demais. Mas isso já tinha sido revelado desde os tempos em que o mundo foi criado, inclusive a Adão e Eva, que acompanharam o processo da criação de pertinho.
Genesis 4:8, também centenas de anos antes do povo de Israel existir, é relatado que Caim, poucos anos após a saída de Adão e Eva do Jardim do Éden, e pouco tempo depois da criação do planeta Terra, matou a seu irmão Abel. Se os Dez Mandamentos só foram dados no monte Sinai então Caim não teria culpa em matar seu irmão e não teria pecado algum, pois não existiria o 6º mandamento que diz: “não matarás”. Mas não é assim que a Bíblia diz. O próprio Caim sabia que tinha pecado, por isso resolveu esconder esse acontecimento (cf. Gen.4:9,13). Isso indica que os Dez Mandamentos já eram conhecidos desde a criação.
Genesis 39:7-9 relata que um dos filhos de Jacó (que foi chamado Israel), bem antes do evento no monte Sinai, José, não quis adulterar porque assim estaria pecando contra Deus e contra o marido da mulher que queria cometer adultério com José. Como ele saberia que isso era pecado, segundo o 7º mandamento, se os Dez Mandamentos só vieram a ser apresentados no monte Sinai, anos depois?
Gênesis 44:8 revela a cautela que os filhos de Jacó tinham para não roubar. Se isso não era proibido, já que os Dez Mandamentos ainda não tinham sido revelados no monte Sinai, por que eles achariam isso errado? Mais um indício de que os Mandamentos já lhe eram conhecidos.

O Sábado
Vale ressaltar que, quando muitos ditos cristãos dizem que os Dez Mandamentos não são mais válidos, ou que só foram dados aos judeus, na verdade só se referem ao 4º mandamento, que diz que o sétimo dia, o sábado deve ser guardado. Dizem isso apenas por conveniência, mas contrariando a Palavra de Deus. Aliás, veja o que está escrito em Tiago 2:10: Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Sendo assim, não há desculpa para não guardar sequer um dos 10 mandamentos, porque qualquer um que transgride um deles, mesmo guardando os outros, torna-se culpado de todos! Para mais informações sobre o 4º mandamento clique aqui, e leia os posts sobre este assunto.

Concluindo, tais indícios expostos só evidenciam que a Lei dos Dez Mandamentos já tinha sido apresentada à humanidade desde a criação do mundo. A pergunta em questão é: e por que só a partir do evento no monte Sinai é que nós ficamos conhecendo os 10 Mandamentos de maneira consecutiva? Simples. O povo de Israel havia passado cerca de 430 anos com o povo egípcio e alguns haviam corrompido seus costumes (a própria Bíblia é clara quanto ao perigo da companhia errada) e precisavam ser relembrados disso. Foi aí que no monte Sinai Deus deu por escrito as tábuas que continham os Dez Mandamentos, para a lembrança do povo naquela época e para o registro e ensino perpétuo para toda a humanidade. Afinal, Deus não muda de ideia, Ele é perfeito e sua sabedoria e ensinos duram para sempre, segundo Isaías 40:8, Salmo 100:5, salmo 119:142. Além do mais, assim como o Senhor é perfeito, a Sua Lei também é perfeita (Salmo 19:7).
A própria afirmação de Romanos 7:7 de que o que define o pecado é justamente a transgressão, ou desobediência a Lei, mostra que, uma vez que a Lei for anulada, não tem o que definir o pecado. Portanto, a Lei existe, é válida, não só para os judeus mas para toda a raça humana e necessita ser obedecida para o nosso bem, e para o bem do nosso próximo, afinal, obedecê-la é amar a Deus e ao nosso próximo, segundo recomendou o Senhor Jesus em Marcos 12:33. Após refletir nesse assunto, que o seu desejo e reconhecimento seja como o do rei Davi: “Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.” (Salmo 119:97).

(Henderson Rogers)

Por que leis adicionais?


A mente do povo, cega e aviltada pela escravidão ao paganismo, não estava preparada para apreciar completamente os princípios de grande alcance dos dez preceitos de Deus. Para que pudessem os deveres expressos no Decálogo ser entendidos e impostos mais plenamente, deram-se preceitos adicionais, ilustrando os princípios dos Dez Mandamentos e dando-lhes aplicação. Estas leis foram chamadas juízos, tanto porque eram organizadas com sabedoria e equidade infinitas, como porque deveriam os magistrados julgar de acordo com elas. Diferente dos Dez Mandamentos, foram transmitidas particularmente a Moisés, que as deveria comunicar ao povo.

A primeira destas leis referia-se aos servos. Nos tempos antigos, os criminosos eram algumas vezes vendidos como escravos pelos juízes; nalguns casos os devedores eram vendidos pelos seus credores; e a pobreza levava mesmo pessoas a vender a si ou a seus filhos. Um hebreu, porém, não podia ser vendido como escravo para toda a vida. Seu prazo de serviço limitava-se a seis anos; no sétimo deveria ser posto em liberdade. O furto de homens, o assassínio premeditado, e a rebelião contra a autoridade paterna, eram punidos com a morte. Era permitida a manutenção de escravos que não fossem israelitas de nascimento, mas sua vida e pessoa eram estritamente guardadas. O assassino de um escravo devia ser castigado; um agravo infligido a um deles pelo seu senhor, ainda que fosse a perda de um dente, dava o direito à liberdade.

Os próprios israelitas tinham sido recentemente escravos, e agora que iam ter servos sob suas ordens, deviam guardar-se de alimentar um espírito de crueldade e extorsão, de que haviam sofrido sob os maiorais de tarefas no Egito. A lembrança de sua amarga servidão devia habilitá-los a colocar-se no lugar do servo, levando-os a ser benévolos e compassivos, a tratar os outros como desejariam fossem eles mesmos tratados.

Os direitos das viúvas e órfãos eram especialmente resguardados, e ordenava-se uma escrupulosa atenção à sua desajudada condição. “Se de alguma maneira os afligirdes”, declarou o Senhor, “e eles clamarem a Mim, Eu certamente ouvirei o seu clamor. E a Minha ira se acenderá, e vos matará à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”. Êxodo 22:23, 24. Os estrangeiros que se uniam a Israel deviam ser protegidos de mal ou opressão. “Não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito”. Êxodo 23:9.

Era proibido tomar usura do pobre. As vestes ou o cobertor de um homem pobre tomados em penhor, deviam ser-lhes restituídos à tarde. Exigia-se daquele que era culpado de furto restituir o dobro. Ordenava-se o respeito aos magistrados e príncipes, e advertia-se aos juízes contra o perverter o juízo, auxiliando uma causa falsa, ou recebendo suborno. A mentira e a calúnia eram proibidas, e ordenados atos de bondade, mesmo para com inimigos pessoais.

De novo lembrou-se ao povo a sagrada obrigação do sábado. Designaram-se festas anuais, nas quais todos os homens da nação deviam congregar-se perante o Senhor, trazendo-Lhe suas ofertas de gratidão, e as primícias de Sua generosidade. O objetivo de todo este regulamento foi declarado: não procediam esses preceitos do exercício de mera soberania arbitrária; foram todos dados para o bem de Israel. O Senhor disse: “Ser-Me-eis homens santos” (Êxodo 22:31) - dignos de ser reconhecidos por um Deus santo.

Estas leis deviam ser registradas por Moisés, e qual tesouro cuidadosamente guardadas como fundamento da lei nacional; e, juntamente com os dez preceitos para ilustração dos quais foram dadas, deviam ser a condição para o cumprimento das promessas de Deus a Israel. 

(Ellen G. White - Patriarcas e Profetas, p.218-220)

A Lei da Liberdade


Muitos ensinadores religiosos afirmam que Cristo, por Sua morte, aboliu a lei. Alguns há que a representam com um jugo penoso, e em contraste com a “servidão” da lei apresentam a “liberdade” a ser desfrutada sob o evangelho.
Não foi, porém, assim que profetas e apóstolos consideraram a santa lei de Deus. Disse Davi: “Andarei com largueza, pois me empenho pelos
Teus preceitos”. Salmos 119:45. O apóstolo Tiago refere-se ao Decálogo como a “lei da liberdade”. Tiago 1:25. O apóstolo João pronuncia uma bênção sobre todos os que “guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14.
Se tivesse sido possível mudar a lei ou pô-la de parte, Cristo não precisaria ter morrido para salvar o homem da pena do pecado. O Filho de Deus veio para “engrandecer a lei, e torná-la gloriosa”. Isaías 42:21. Disse Ele: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. [...] Até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou til jamais passará da lei.” Concernente a Si próprio, declara Ele: “Agrada-Me fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; dentro em Meu coração está a Tua lei”. Mateus 5:17, 18; Salmos 40:8.
A lei de Deus é imutável, sendo uma revelação de Seu caráter. Deus é amor, e Sua lei também o é. “O cumprimento da lei é o amor.” Diz o salmista: “A Tua lei é a própria verdade”; “todos os Teus mandamentos são justiça.” Paulo declara: “A lei é santa, e o mandamento, santo e justo e bom”. Romanos 13:10; Salmos 119:142, 172; Romanos 7:12. Semelhante lei deve ser tão duradoura como o seu Autor.
É obra da conversão e santificação reconciliar os homens com Deus, pondo-os em harmonia com os princípios de sua lei. No princípio, o homem estava em perfeita harmonia com a lei de Deus. O pecado, porém, alienou-o do Criador. O coração estava em guerra com os princípios da lei de Deus. “O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar”. Romanos 8:7. Mas “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” para que o homem pudesse ser reconciliado com Deus, restaurado à harmonia com o seu Autor. Esta mudança é o novo nascimento, sem o qual a pessoa “não pode ver o reino de Deus”. João 3:16, 3.

(Ellen White - O Grande Conflito, pp. 205-206)

A Lei de Deus e a Lei de Moisés


[Esse é um tema que precisa de muita atenção e de um estudo profundo. Portanto, tenha sua Bíblia na mão, ou acesse o site Bibliaonline.com, para poder conferir, verso a verso que aqui é referenciado e, obviamente, consulte o Autor da Bíblia, para sua melhor compreensão.]

A Bíblia apresenta várias leis com destaque para a lei de Deus que abrange os Dez Mandamentos escritos em duas tábuas de pedra. Outras, foram agrupadas em um livro e disciplinam diversos assuntos. E esta questão básica não é compreendida pela maioria dos cristãos, ocasionando inúmeras contradições e severos erros doutrinários.

Na lei de Deus (Romanos 7:22; Romanos 8:7), conhecida também como a "lei da Liberdade", "lei Perfeita", "lei Régia" ou "lei Real" (Tiago 1:25 cf Salmos 19:7; Tiago 2:8), não existe orientações sobre alimentação, higiene, procedimentos litúrgicos, processos jurídicos, penais e etc. Nela encontra-se unicamente princípios morais e éticos reunidos em dez preceitos escritos diretamente por Deus (Êxodo 24:12; Êxodo 31:18; Êxodo 32:15-16; Deuteronômio 4:10-14; Deuteronômio 9:9-11; Êxodo 20:3-17 cf Êxodo 34:1-2).

Após proclamar essa lei no monte Sinai, Deus orientou Moisés a escrever um livro contendo diversas leis civis, levíticas, sanitárias, tributárias, militares, judiciais, entre outras (Êxodo 24:1-7 cf Deuteronômio 4:13-14, Deuteronômio 31:24-26). E este livro é identificado como: livro de Moisés; livro da Aliança; livro da Lei, livro da lei de Moisés e, lei de Moisés (Êxodo 24:7; Deuteronômio 29:21; Deuteronômio 31:26; Josué 1:8; Josué 8:34; Josué 23:6; II Reis 14:6; II Reis 23:2 e 21; II Crônicas 25:4; II Crônicas 34:30; Neemias 8:1; Neemias 13:1; Marcos 12:26; Lucas 2:22; Lucas 24:44; Atos 15:5; I Coríntios 9:9; Gálatas 3:10).

Embora Moisés tenha sido o responsável por escrevê-lo os israelitas tinham plena convicção que todas as suas instruções eram provenientes de Deus, e isso os motivou a chamá-lo também de: "livro da lei do Senhor" e "livro da lei de Deus" (Josué 24:26; II Crônicas 17:9; II Crônicas 34:14-15; Neemias 8:18; Neemias 9:3). A variedade de estatutos e juízos contidos nele objetivava a governabilidade da nação israelense e também, guiá-los nos princípios que a "lei de Deus" (Dez Mandamentos) exigia. Deste modo, os israelitas poderiam aprender, vivenciar e ensinar ao mundo os propósitos de Deus para a humanidade (Êxodo 19:5-6 cf Gênesis 18:19, Gênesis 26:4-5, Romanos 3:2; Levítico 24:22; Isaías 51:4; Isaías 56:6-7; Romanos 3:29-30; Gálatas 3:28-29).

Destacando que, apesar de Moisés ter transcrito a lei de Deus para o livro em questão, isso não significa que ela passou a ser considerada de mesma finalidade, importância e validade em relação as demais. Ele tão somente transcreveu para o livro uma cópia dessa lei que estava guardada dentro da arca da aliança (Êxodo 25:16 e 21; I Reis 8:9; I Reis 8:21; II Crônicas 6:11; Hebreus 9:1-4). O acesso as duas tábuas de pedra que continham os Dez Mandamentos era extremamente restrito devido a santidade delas e do local onde estavam alojadas. E, para que a nação pudesse ter a sua disposição uma leitura fiel delas, Deus ordenara que Moisés as transcrevessem para o livro.

Preceitos Temporários e Perpétuos

A lei de Deus é a base da lei de Moisés. Todos os preceitos morais da lei mosaica estão fundamentados na lei de Deus; as leis civis são norteadas pelos princípios dela; a reverência pelas coisas sagradas, e, as práticas cerimoniais que eram exercidas no santuário terrestre não teriam sentido algum se ela não distinguisse o pecado (Romanos 3:20; Romanos 7:7; Romanos 4:15; Tiago 2:8-13; I João 3:4). Eliminar os Dez Mandamentos defendidos pela lei de Deus é destruir automaticamente todos os demais preceitos que conduzem a uma vida de retidão. Esses são alguns dos motivos pelas quais as duas tábuas de pedra estavam guardadas exclusivamente dentro da arca da aliança e nenhum outro sistema legislativo encontrava-se ali.

Quanto as questões religiosas da lei de Moisés, várias normas cerimoniais (especialmente aquelas que simbolizavam a Cristo e Seu sacrifício) cessaram na cruz do Calvário (João 1:45; João 5:46; Marcos 15:37-39; Gálatas 3:23-29). Porém, o mesmo não ocorre com as normas morais e éticas derivadas da lei de Deus, como por exemplo: Êxodo 23:1-9; Levítico capítulo 18 e, Levítico 19:13-18. Permanecem também as leis sobre saúde (ex.: Levítico capítulo 11); conserva-se alguns princípios exigidos pelas leis civis e judiciais (observando os procedimentos atuais e locais. Ver Deuteronômio 17:8-9; Deuteronômio 21:18-20; Romanos 13:1-4; Tito 3:1-2). No geral, ao analisar a lei de Moisés, deve-se observar quais orientações são válidas na Nova Aliança e destas quais são de aplicabilidade universal, pois existem instruções destinadas exclusivamente ao povo de Israel.

A enorme confusão que assola o cristianismo em relação ao termo "lei" provém do desprezo dessas questões básicas e essenciais. O uso da palavra "lei" na Bíblia é diversificado e complexo, não se obtém o verdadeiro entendimento, em cada caso, isolando versos de seus respectivos contextos. A falta de discernimento e até mesmo a falta de interesse em estudar esses assuntos vem acarretando deturpadas interpretações bíblicas e de maneira mais acentuada nos escritos do apóstolo Paulo.

As Escrituras relatam que alguns judeus convertidos ao cristianismo defendiam que as práticas cerimoniais da lei de Moisés, que tinham perdido valor na Nova Aliança, fossem seguidas. Essa situação levou Paulo a rebatê-las, e isso proporcionou diversos conflitos, como aqueles registrados em II Coríntios capítulo 3; Gálatas capítulo 2 e Colossenses capítulo 2. Motivado por esses fatos Paulo foi impulsionado a dizer aos gálatas: "Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus." (Gálatas 2:16 cf Gálatas 3:11). E censurou-os dizendo: "Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão." (Gálatas 2:21).

Ele demonstrava que seguir as prescrições cerimoniais da lei de Moisés pertinentes à Antiga Aliança, sobretudo àquelas que representavam o sacrifício de Cristo, era desprezar o Seu sangue ofertado para perdoar os pecados; era anular a Sua graça. E, diferentemente do ocorrido nas igrejas de Corinto, Galácia e Colossos, Paulo não teve esse problema nas igrejas de Roma. Aos romanos ele exortava referindo-se não às ordenanças da lei de Moisés que foram canceladas, mas, aos mandamentos da lei de Deus: "Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados." "Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei." (Romanos 2:13; Romanos 3:31). É exorbitante a diferença entre Romanos 2:13 e Gálatas 2:16.

O apóstolo Pedro, responsável pelo ensino do evangelho aos judeus, após ser alertado por Paulo a não permitir que os ensinos dos cristãos judaizantes fossem mantidos, escreveu a seguinte exortação:
"(...) e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles." (II Pedro 3:14-16 cf Gálatas 2:11-14).
E Paulo auxilia a esclarecer quais preceitos estão atuantes e revogados ao dizer: "Foi alguém chamado sendo já circunciso? Não desfaça a sua circuncisão. Foi alguém chamado sendo incircunciso? Não se circuncide. A circuncisão não significa nada, e a incircuncisão também nada é; o que importa é obedecer aos mandamentos de Deus." (I Coríntios 7:18-19 - Tradução: Nova Versão Internacional). E a circuncisão é um procedimento descrito na lei de Moisés, apesar de ter sido instituída na época de Abraão (Gênesis 21:4; Atos 7:8), enquanto os mandamentos de Deus estão descritos nas duas tábuas de pedra.

Considerações Finais

 
A lei de Deus é distinta por: ter sido pronunciada e escrita pelo próprio Criador; ter sido guardada dentro da arca da aliança; pela função de revelar o pecado; e, por ser constituída unicamente de mandamentos morais, todos inalteráveis, inseparáveis, infindáveis e universais (Mateus 5:17-19; Lucas 16:17 cf Malaquias 3:6, Tiago 2:10-12; Apocalipse 14:12) [Sem falar de sua vigência desde o Éden, mas isso é assunto para outro post]. Enquanto a lei de Moisés caracteriza-se por: ter sido divulgada e escrita pelo profeta Moisés; ter sido depositada ao lado da arca da aliança; pelas prescrições de ofertas por causa do pecado; e, por possuir mandamentos variados, restritos e temporais.

Pode-se destacar ainda que a lei de Deus existia antes da queda do homem (Romanos 4:13-15) e não possui regras punitivas para os seus transgressores. Por sua vez, a lei de Moisés foi estabelecida após a entrada do pecado e contém normas penais que foram seguidas até a época de reforma (Colossenses 2:13-15; Hebreus 7:18-19 cf Efésios 2:14-16; Hebreus capítulo 8 e 9). Antes do sacrifício de Cristo, aquele que aceitasse o pacto da Antiga Aliança e, posteriormente, violasse as ordenanças contidas na lei de Moisés e/ou transgredisse os mandamentos da lei de Deus era punido de forma imediata, e em alguns casos com a morte dependendo do crime.

Apesar dos procedimentos penais do Antigo Concerto estejam invalidados com o Novo Concerto, isso não significa que a lei de Deus reafirmada na Nova Aliança (Hebreus 8:10-13; Hebreus 10:16-17) perdera valor e que, as transgressões cometidas contra ela não sofrerão o devido castigo. Pecado continua sendo transgressão à Lei de Deus, e cada infração não perdoada será punida quando Cristo retornar; Ele retribuirá a cada um conforme as suas obras (Apocalipse 22:10-15; Hebreus 4:12-13).

A lei perfeita e eterna

Cristo apresentou diante do povo a santidade da lei. Ele a resumiu nestas palavras: "Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, ... e o seu próximo como a si mesmo" (Lucas 10:27 NVI). Esse é o dever de todo homem diante de Deus e de seus semelhantes. Essa mesma lei existia no Éden, antes que houvesse um povo conhecido como judeu, e que fosse proclamada no Monte Sinai ao povo de Israel pelo Senhor Jesus Cristo. Não se originou simplesmente pela sua obediência, mas lhes foi proclamada novamente como oráculo vivo de Deus. A lei de Deus é a expressão de Sua bondade e amor, a transcrição de Seu caráter. Nela não há poder para perdoar a transgressão da lei, mas as boas novas da salvação por um mediador era a única esperança para o transgressor. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
Pelo plano de salvação, a lei mantém sua dignidade porque condena o pecador, e este pode ser salvo por meio da propiciação de Cristo por nossos pecados, "no qual temos a redenção temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados (Efésios 1:7).  A lei não foi alterada em nenhum detalhe a fim de atender o homem em sua queda. Ela continua a ser o que sempre foi: santa, justa e boa. "A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma" (Salmo 19:7). É uma lei justa, que deve ser respeitada e honrada, pois convence o pecador de seu pecado e da necessidade de um Salvador. É então que ele exerce o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

(Review and Herald, 23 de maio de 1899)

Lei de Deus desrespeitada mesmo

[24/12/2010 - Matéria com o título "Lei de Deus desrespeitada"] Sociedade desajustada é reflexo do descumprimento dos mandamentos, afirmam especialistas e religiosos
Não matar, não roubar e não levantar falso testemunho são regras existentes na sociedade para manter a ordem. Entretanto, tais preceitos foram estabelecidos há vários séculos e fazem parte do conjunto de dez mandamentos da lei de Deus, conhecido como decálogo. Segundo a bíblia, os mandamentos foram escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés para indicar aos fiéis uma orientação clara sobre o caminho a seguir.
Os mandamentos são divididos em dois grupos: os do amor de Deus (os quatro primeiros) e do amor ao próximo (os outros seis). De acordo com a tradição, tais mandamentos traçaram ao povo eleito e para cada um em particular, o caminho de uma vida livre da escravidão do pecado. Segundo a bíblia, os 10 mandamentos da lei de Deus são: amar a Deus sobre todas as coisas, não tomar o santo nome de Deus em vão, guardar domingos e festas, honrar pai e mãe, não matar, não pecar contra a castidade, não furtar, não levantar falso testemunho, não desejar a mulher do próximo e não cobiçar as coisas alheias.
Na opinião de especialistas, os mandamentos também ajudam a diminuir a criminalidade existente na sociedade. Segundo o professor do curso de Ciências da Religião da Universidade Estadual do Pará (Uepa), José Antonio Mangani, o principal mandamento desrespeitado hoje é "não matar".
"Sessenta por cento dos jovens no Pará morrem vítimas da violência. Esse número cresce no Rio de Janeiro: 84%. O que nos faz concluir que um dos mandamentos mais desrespeitados na contemporaneidade é o que orienta as pessoas a não matar", explica. "Porém, a morte não acontece apenas em função da violência, mas também em função do mercado financeiro, que faz com que muitas pessoas sofram com fome, desemprego. Como a sociedade está muito excludente, a morte tornou-se banalizada, o que faz com que se mate por qualquer coisa", destaca.
Para o cientista, as igrejas devem valorizar o ser humano. "As pessoas devem se conscientizar de que o cristianismo está a serviço da humanidade e não os humanos a serviço dele, pois a religião é um meio e não o fim".
Já para a doutoranda em psicologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Aline Beckmann Menezes, os mandamentos mais desrespeitados são "honrar pai e mãe" e "não levantar falso testemunho". Segundo a psicóloga, essa realidade é reflexo de uma inversão de valores. "As crianças e os jovens hoje querem mandar nos seus pais. Não os respeitam em diversas situações e eles aceitam isso". Quanto ao falso testemunho, a pesquisadora cita dados obtidos por meio de pesquisas. "Há estudos que indicam que uma pessoa normal conta cerca de 30 mentiras por dia, que vão desde pequenas calúnias até mentiras criminosas. Isso acontece porque os valores éticos da sociedade hoje estão muito pautados no individualismo", acredita.
Para o padre Cristóvão, da paróquia de Nossa Senhora do Ó, em Mosqueiro, o mandamento mais desrespeitado é o primeiro da lei de Deus. "Acredito que ‘amar a Deus sobre todas as coisas’ está sendo mais desrespeitado porque as pessoas estão deixando Deus de lado. Como diz São Francisco: ‘o amor não é amado’", afirma.
"A falta de amor por Deus leva muita gente a matar, a roubar, a desrespeitar seus pais. Se as pessoas colocassem Deus acima de tudo e amassem as outras como a si mesmas não aconteceria o que acontece hoje", diz o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Benjamin Ângelo de Souza.


[HR] Como parece interessante ver vozes diferentes de diversas denominações religiosas unindo-se em concordar que o caos na sociedade moderna se deve ao desrespeito à Lei de Deus. Mas será que você percebeu alguma coisa errada nessa matéria? Simples: a Lei de Deus listada nela não está baseada na Bíblia!
A Lei de Deus - o decálogo, ou os Dez Mandamentos - está listada em Êxodo 20: 3-17 mas a matéria em questão cita os Dez Mandamentos segundo a alteração da Palavra de Deus feita pela igreja católica, que incrivelmente é seguido pela grande maioria do mundo "evangélico". É certo que a desobediência a Deus leva ao caos, mas a falta de conhecimento da vontade de Deus também tem levado o povo a perecer (Oséias 4:6) e essa matéria é um exemplo vivo destes dois casos: o povo nem conhece a vontade verdadeira de Deus, muito menos o obedece como Ele pede.
Observe que na Lei de Deus o 4º mandamento, descrito em Êxodo 20: 8-11, é:  
"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou."
Mas evidentemente houve uma alteração não autorizada por Deus (Apocalipse 22:19) - aliás, nem Ele nem Seus mandamentos são alteráveis (Isaías 40:8, Mateus 24:35, Marcos 13:31) - ato este predito pela Bíblia em Daniel 7:25: "Cuidará de mudar os tempos e a Lei", e ainda tentam defender essa alteração, de forma que pessoas são educadas desde a infância a não obedecerem conforme a Bíblia, a Palavra de Deus, mas conforme a alteração da mesma por líderes religiosos!
E agora, seguindo a proposta da matéria, você consegue perceber qual o mandamento mais desobedecido, ou mais esquecido? Obviamente é o quarto (Êxodo 20:8). E Deus já sabia que seria esquecido assim, não é à toa que Ele iniciou este mandamento com o imperativo: "Lembra-te".
Sabendo disso, qual a sua decisão? "Antes importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29). Pense nisso!