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Faltam pregadores profundos


Precisa-se de pregadores profundos. E ninguém está pensando necessariamente em eruditos, que, quando se expressam de forma acessível, são naturalmente bem vindos. Também não se busca pregadores que tratem apenas de temas incomuns, porque um tolo pode trazer a lume sua inabilidade ao apresentar um tema bíblico de forma desequilibrada; não é o tema, por mais inédito ou criativo que seja, que faz o bom pregador. Nenhum tópico dispensa uma apresentação coerente e cristocêntrica.
Precisa-se de um púlpito lúcido, vivo. Não apenas uma linguagem renovada, contudo de senso de propriedade. E, sobretudo, que fique evidente que o pregador estudou submissa e exaustivamente a Bíblia antes de se atrever a ocupar meia hora da atenção de tantas pessoas distintas.
Se o pregador for um bom contador de histórias, nos entreterá; se for eloquente, nos arrebatará; se for bem humorado, nos divertirá; se for lógico, nos convencerá; se for bíblico em sua abordagem, nos levará a uma transformação. Dá para entender por que tão poucos saem transformados após ouvirem sermões nas maiores congregações adventistas? Por não faltarem pregadores lógicos, espirituosos, eloquentes e com boas histórias!
Respeito à Bíblia vai mais além do uso de dois versos bíblicos, intercalados por uma miríade de “causos”. Espera-se que o contexto histórico e literário da passagem norteie a aplicação que se fará. Como no famoso poema de Drummond, que apresenta o poeta como aquele que luta com as palavras, o pregador deve lutar com o texto. Semelhante a Jacó, ele deve se agarrar ao texto, disposto a permanecer ali até receber sua benção.
Um sermão profundo é aquele que nos leva a pensar com clareza nas coisas reveladas que antes não entendíamos, sendo ele próprio fruto de uma reflexão espiritual significativa. Tristemente, tendemos a nivelar experiências espirituais com arroubos emocionais. Mas Deus nos fala pelas Escrituras e elas são base mais segura do que emoções voláteis.
Não consigo ver reavivamento e reforma sem que aconteça a renovação no púlpito adventista. De um modo geral, nosso estudo da Bíblia necessita de mais vigor e paixão. Aprender de Deus em Sua Palavra e aprender também com Ele, porque ao estudar a Bíblia Ele se faz presente pelo Espírito Santo.
Mais do que gente talentosa, Deus precisa de homens e mulheres espirituais, humildes e cheios de amor pela missão.

Estou cansado de ouvir artistas explicando versículos de forma pobre e levando suas audiências a uma experiência menor. As bandeiras do adventismo precisam ser erguidas com coragem e brandura, amor e precisão. Sem mensagens baseadas em sólida análise da Bíblia, fracassaremos. Ainda dá tempo de rever o quadro…




Nos passos de Jesus, um caminho de Esperança


Em uma semana que é intitulada santa no mundo cristão, nada melhor do que refletir na história da vida de Cristo. A seguir, você encontra oito mensagens especiais, acompanhadas por belas músicas, para uma reflexão da Semana Santa, com o tema: Nos passos de Jesus - um caminho de Esperança.
As mensagens são apresentadas de uma forma diferente por Arilton de Oliveira - apresentador da TV Novo Tempo - de maneira informal e domiciliar, com um pequeno grupo de pessoas. São aproximadamente 16 minutos cada. Assista, reflita e compartilhe.

01 - Passos de Fé


02 - Passos de Humilhação


03 - Passos de Comunhão


04 - Passos de Justiça


05 - Passos de Fidelidade


06 - Passos de Renúncia


07 - Passos em Silêncio


08 - Passos de Vitória


Série Criacionismo - Parte Final

Por que Evolucionistas se tornam Criacionistas?


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Série Criacionismo - Parte 7

A Bíblia está com a Razão


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Série Criacionismo - Parte 6

A Origem da Vida


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Série Criacionismo - Parte 5

Do Jardim do Éden


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Série Criacionismo - Parte 4

Esbanjando Sabedoria


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Série Criacionismo - Parte 3

As Pedras Falarão


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Série Criacionismo - Parte 2

Por que Creio?


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Série Criacionismo - Parte 1

Durante essa semana, em cada dia estarei postando um episódio de uma série super interessante apresentada por Fernando Iglesias, produzida e compartilhada na mídia pela Rede Novo Tempo, com o tema: CRIACIONISMO. Assista abaixo a primeira parte dela que tem como título "História de Pescador".


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Síndrome de Pânico Espiritual


Após a fantástica vitória sobre os profetas de Baal no monte Carmelo, ao ser ameaçado por Jezabel, Elias sofreu de “síndrome de pânico espiritual”. Acompanhando passo a passo a Elias desde que ele toma conhecimento das ameaças de Jezabel, fica evidente o seu estado de pânico. O temor é tanto que ele fica insensível aos cuidados de Deus. Após se despedir do seu moço em Berseba, ele foi para o deserto e caminhou por um dia.
Quando parou embaixo de um zimbro sentou e começou reclamar e sentir pena de si mesmo e, nesse momento em profundo desanimo pede para si a morte. Depois deita e dorme. Havia participado de um grande evento onde o poder de Deus abundantemente tinha se manifestado, no entanto se encontrava tão fragilizado espiritualmente que desejou morrer. O vejo como alguém que teve as suas expectativas frustradas. Sabe quando participamos de uma grande arrancada evangelística, e trabalhamos entusiasmados em obtermos grandes resultados e isso não acontece? Ou mesmo quando olhamos para a liderança da igreja, buscando perfeição, e o que encontramos são seres humanos cheios de falhas, julgamos estar sozinhos em nossas convicções e zelo. O povo de Israel estava em firme declínio espiritual, Elias esperava que uma grande reforma acontecesse, não só por parte do povo mas também por parte do rei. Quando percebe que isso não acontece e que corre risco de vida foge desesperado, desiste de tudo até mesmo de viver.
Está tão angustiado que não percebe o claro cuidado de Deus ao enviar um anjo para alimentá-lo. O anjo o acorda e o manda comer, ele come e dorme como se isso fosse a coisa mais natural do mundo, como se todos os dias anjos estivessem por aí nos acordando e nos servindo pão e água. Deus sempre se preocupou com a alimentação de Elias, uma vez usou corvos para lhe entregar pão e carne pela manhã e a tarde, depois usou uma pobre viúva. Novamente o anjo o acorda e diz: Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo.
Após aquela alimentação especial, que além de alimentá-lo lhe deu muita energia, Elias andou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus. Horebe ou Sinai não é um lugar comum, parece que Deus gostava de marcar encontros especiais naquele lugar. Ali Ele havia se encontrado com Moisés e falado com ele na sarça ardente, e mais tarde ali naquele monte entregou a Moisés as tábuas dos dez mandamentos. Eu não sei qual era o sabor daquele alimento, mas com certeza fazia parte dos seus ingredientes: amor, cuidado e poder.
Mas parece que Elias não consegue visualizar isso. Não percebe que Deus o está conduzindo, que deseja ter um encontro especial com ele. Quando o anjo lhe diz que teria uma longa caminhada o roteiro já havia sido traçado, não foi uma escolha de Elias.
Quando chega a Horebe, Elias se acomoda dentro da caverna, onde passa a noite. Deus vai ao seu encontro e o chama. Que fazes aqui Elias?
Esta era a oportunidade que Elias precisava para desabafar e se justificar diante de Deus. Lá de dentro da caverna, cheio de justiça própria ele começa a enumerar os seus feitos diante de Deus: “Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida.” I Reis 19:10.
Quanta semelhança com os Elias do século 21!
Quando vêm às dificuldades somos tentados a nos justificar diante de Deus e dizemos: Sou zeloso em minhas funções na igreja, fiel dizimista, ofertante, estou presente em todos os cultos etc, etc…
Após ouvir o desabafo de Elias Deus lhe dá uma ordem direta: Sai e põe-te perante o SENHOR. Ou seja, chegue mais perto Elias vamos conversar. Seguida a ordem de Deus alguns fenômenos começaram a acontecer. Elias percebeu um forte vento que fendia os montes e despedaçava as penhas seguido de um grande terremoto e um fogo. Após o fogo, Elias ouviu um cicio tranqüilo e suave, envolvendo o rosto em seu manto saiu e se colocou à porta da caverna.
“Muitas vezes temos esperado ouvir a voz de Deus de forma extraordinária e por isso não conseguimos ouvir a sua voz suave e mansa.”
Deus o questiona mais uma vez: Que fazes aqui Elias? Esta era a oportunidade para mudar de atitude, reconhecer a fragilidade de sua fé e se render. Mas Elias ainda estava preso no seu “EU”, e mais uma vez se justifica diante de Deus exaltando o seu extremo zelo pelo SENHOR. I Reis 19:14.
Deus, em sua infinita misericórdia, não desistiu de Elias assim como também não desiste de nós hoje, mesmo quando somos prepotentes e arrogantes. Ele sempre está pronto a nos dar uma segunda chance como fez com Elias. No capítulo 21 o encontramos restaurado, corajoso e destemido cumprindo fielmente as ordens de Deus, transmitindo a Acabe sua sentença de mote e também de Jezabel.
Nós poderíamos dizer que a história de Elias teve um final feliz, mais na verdade esta história não acabou. Elias foi transportado para o céu em uma carruagem de fogo [na verdade, foi por um redemoinho]. O homem que um dia desejou morrer não conheceu a morte! Que Deus nos permita participar desta história com Elias lá no céu!
O mundo de hoje tem seus Acabes e suas “Jesabéis”. Existem placas viradas que invertem os valores e ensinam uma direção errada, mas Deus não mudou. Hoje, como no tempo de Elias, a linha de demarcação entre os adoradores de Deus e os adoradores de Baal está claramente definida.
“Até quando coxeareis entre dois pensamentos”?
Que Deus nos abençoe!

Ossos secos, revivei!


Imagine que você está andando e de repente chega a um lugar, um vale em que você encontra centenas de ossos, ossos de seres humanos, secos.
De repente, você escuta um barulho estranho e observa uma cena aterrorizante: os ossos começam a se mexer, a unirem-se uns aos outros. Você logo observa que sobre aqueles ossos que estavam secos e dispersos, começam a surgir tendões, artérias, veias, carne, os órgãos começam a aparecer em seus devidos lugares, até que a pele, os pelos, e os cabelos finalmente nascem, transformando aqueles ossos secos em seres viventes. Como você reagiria?

Não, não estou descrevendo uma cena de filme de terror lançado por Hollywood. O que estou descrevendo, de forma semelhante, aconteceu a um profeta, da parte de Deus. O relato encontra-se em Ezequiel 37:1-10.
“Veio sobre mim a mão do Senhor; e ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos; e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos.

Semana Jovem - Parte1

As quatro primeiras noites da super Semana Jovem, que aconteceu dos dias 09 a 16 de julho, pela TV Novo Tempo, às 21hs. Para quem conseguiu assistir ao vivo, poderá assistir por aqui, on line. Aproveite:



Sábado (09/07)







Domingo (10/07)



Segunda (11/07)



Terça (12/07)



Como falar no púlpito


Outro dia estive visitando uma congregação e tive o desprazer de assistir a um orador bastante entusiasmado. E quando digo entusiasmado, entenda-se barulhento. Curiosamente, este pregador a princípio falava baixo com certo sotaque, mas de repente aumentava seu tom de voz exponencialmente, surpreendendo a todos. Depois de certo tempo, talvez ao perceber quanto incômodo estava provocando, este orador começou a afastar o microfone de sua boca quando decidia aumentar a voz, algo que não ajudava muito. Confesso que, apesar de o sermão ter um conteúdo razoável, saí de lá com dor de cabeça.

Isso me fez pensar: Haveria uma maneira ideal para a pregação ou a oratória? No sermão da montanha (que está relatado em Mateus 5 – um grande exemplo de oratória, tanto no conteúdo, quanto nos meios utilizados para pregar), será que Jesus gritava para que fosse ouvido? Já que a pregação é uma forma de ensinar sobre as mensagens da palavra de Deus, será que Ele pode ser apresentado de forma barulhenta, quase ensurdecedora? Sabendo que “a fé vem pelo ouvir” (Rom.10:17) quais deveriam ser os cuidados com aqueles que usam as palavras para falar do amor de Deus?

A princípio, vale refletir nas formas que Deus se utilizava para manifestar a sua presença ou a Sua voz. Segundo I Reis 19:11,12, Deus se manifesta nas formas mais tranquilas e suaves possíveis. Quando Elias esteve esperando uma resposta do Senhor, passou um vento forte que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas Ele não estava no vento. Imagine que vento barulhento deve ter sido esse para causar tamanho desastre! Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um grande fogo, mas o Senhor não estava nele. Quanto ao terremoto e ao fogo, nem preciso comentar como devem ter sido barulhentos. Pois bem, passou-se todos estes fenômenos, mas não foi no meio deles que o Senhor estava. Até que houve um murmúrio de uma brisa suave. Era a voz mansa e delicada do Senhor. Percebe? Manso e suave. Essa é a forma ideal, a maneira exata pela qual Deus se revela e pode ser apresentado. Exatamente o contrário de pregadores que se dizem “ministros da Palavra” ou até “ministros do evangelho” mas que gritam apelando a mentes inseguras esperando uma “conversão”. O contrário também de “igrejas” que fazem o maior escândalo com pregadores entusiasmados, como o que eu citei inicialmente, ou com músicas recheadas de baterias ensurdecedoras (note que a crítica vai ao barulho, não necessariamente aos instrumentos) e pior ainda quando não acham o barulho do pregador suficiente e decidem falar ao mesmo tempo em uma linguagem realmente estranha, estranha principalmente aos céus. Isso não passa de um mau testemunho aos ouvintes visitantes na congregação e aos vizinhos que muitas vezes não tem nem como escapar da verdadeira zoada.

Como seria bom se todos os que me vieram à mente neste momento pudessem ler esse post. Aconselharia, além de tudo que já foi escrito, a ler também o que está em Romanos 10:9,10: “Se com tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. Percebe a importância de saber falar de forma correta e elegante? Com a boca se faz confissão para a salvação!

Isso me fez pensar mais além. Muito mais do que revelar técnicas mecânicas e psicológicas para o uso da voz, recomendadas para oradores e cantores (que poderei publicar posteriormente), gostaria de me concentrar em aspectos simples, acessíveis e essenciais no último verso bíblico mencionado.
Além dos cuidados na maneira de falar, Paulo aqui se refere à coordenação, mais que isso, à confissão feita pelos lábios daquilo que está no coração, ou seja, com a nossa boca (e por que não com o tom que utilizamos) anunciamos e testificamos a salvação que está dentro do coração. Só o que vem do coração realmente pode alcançar outro coração. A escritora Ellen White diz o seguinte, em seu livro Mente, Caráter e Personalidade, p. 579: “Deveis ser cuidadosos quanto ao que dizeis, pois as palavras que pronunciais mostram que poder está controlando vossa mente e coração. Se Cristo reina em vosso coração, vossas palavras revelarão pureza, formosura e fragrância de um caráter moldado e modelado por Sua vontade.”

Outro ponto fundamental a se pensar é naquela passagem que relata quando Pedro seguia a Jesus de longe pouco antes à Sua crucifixão (Marcos 14:66-72). Em determinado momento alguém disse que ele também era um dos seguidores de Jesus, porque a “sua fala lhe denuncia”. Note que a vivência com Cristo não só lhe mudou as palavras, como a tonalidade da voz e a forma de se expressar, além de posteriormente ter lhe transformado a personalidade de rude e desbocado pescador em apóstolo.

Podemos concluir então que nada melhor do que conviver com Cristo para saber como expressar aos outros a Sua vontade e Seus ensinos. Essa vivência transforma nosso falar. Nos aplica as técnicas essenciais para uma boa oratória. E é isso que todo o orador precisa saber e fazer: viver com o Mestre sobre o qual ele pregará. Encerrarei parafraseando Mateus 12:34: A boca fala do que está cheio o coração e com qualidade de expressar do que nele está contido. É inevitável. Também pela oratória podemos ser (re)conhecidos (ver o post “Como você é (re)conhecido”). Se vivermos com o Mestre nossa oratória será a mais equilibrada e da melhor qualidade possível, se não, o oposto também é verdadeiro: desequilíbrio, barulho, resultando em dor de cabeça e confusão. Pense nisso e que o Senhor o habilite!

P.S.: Recomendo a série de volumes da obra Sermões, de Rodolpho Cavalieri, da Casa Publicadora Brasileira (CPB).

(Henderson Rogers)