Se eu tenho a Deus como Pai...


Qual o segredo da cidade onde se vive 10 anos mais e melhor?

Exercícios fazem parte dos moradores de Loma Linda (Foto: BBC/G1)
Em meio a uma paisagem urbana cercada por fast foods e lojas de conveniência, uma cidade na Califórnia conseguiu manter bons hábitos alimentares e alcançar uma expectativa de vida dez anos mais alta que a média dos Estados Unidos.

Estudos mostraram que os habitantes de Loma Linda vivem até dez anos a mais do que a média dos americanos (79 anos) e chegam à idade avançada com uma saúde melhor.
É um fenômeno notável em um mundo onde o custo da crise de obesidade é reconhecido como sendo tão prejudicial quanto o de fumar ou dos conflitos armados.

A longevidade tem ligação com a religião da comunidade. Os adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia compõem cerca de metade dos 24 mil habitantes do local. É uma comunidade cristã evangélica que segue diretrizes rigorosas sobre alimentação, exercício e descanso.

"Os dados são claros. Foram publicados e revisados", diz Wayne Dysinger, presidente do Departamento de Medicina Preventiva da Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda.
"Não há muita dúvida de que as pessoas que seguem este estilo de vida vivem mais tempo."

'Templo' do corpo
Loma Linda - em espanhol, "colina linda"- fica 100 km a leste de Los Angeles. É conhecida como a meca da vida saudável há décadas.

A cidade foi adotada pelos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que na virada do século 20 compraram uma propriedade na área.

Ellen White, uma das líderes e pioneiras da Igreja, afirmou que se encantou com o charme do lugar.
Branca, pequena e com uma personalidade forte, ela inspirou os ensinamentos da Igreja sobre questões de dieta, exercício e estilo de vida. White alega que suas crenças são baseadas em experiências visionárias - sonhos e conversas com Deus.

"Ela classificou o tabaco como um veneno maligno e lento em 1864", diz Richard Schaefer, historiador da biblioteca da universidade. Isso foi cem anos antes de a autoridade de saúde pública americana abordar o tema.

White, que tinha pouca educação formal, disse que o álcool danifica o cérebro. Ela também escreveu sobre os perigos de consumir muito sal.

"Os motivos disso eu não sei, mas repasso a vocês as instruções que me foram dadas", disse a pioneira, parafraseada por Schaefer.

Os adventistas creem que sua longevidade esteja ligada ao respeito pelo corpo humano como um templo do Espírito Santo.

"Vocês têm o dever de reservar esse templo para o serviço de Deus, porque Ele nos fez", explica o pastor aposentado Belgrove Josiah.

"Por causa desse princípio, estamos muito preocupados com o que colocamos em nossos corpos."
"Não descartamos a ciência médica no geral, porque ela está muito relacionada com nos guiar sobre como tratamos nosso corpo", acrescenta Josiah.

Descanso
O modo de vida adventista envolve uma dieta principalmente à base de vegetais, exercício regular e um compromisso com a celebração do sábado como o dia de descanso.

Um estudo de longo prazo que começou em 1976, envolvendo 34 mil membros da igreja, concluiu que seu estilo de vida acrescentava um número significativo de anos para a média de vida. Os pesquisadores identificaram "surpreendentes" efeitos protetores de uma dieta vegetariana.

"Quando olhamos apenas para a mortalidade, os adventistas parecem morrer das mesmas doenças, mas eles morrem muito mais velhos" diz Larry Beeson, professor de epidemiologia da Universidade de Loma Linda.

Beeson participa de pesquisas sobre adventistas por mais de 50 anos.

Ele argumenta que a boa saúde não se deve apenas à dieta. Para ele, o que ocorre é uma mistura complexa de religiosidade, espiritualidade e compreensão de uma pessoa de sua crença em Deus, combinado com outros componentes do estilo de vida, como exercícios e apoio social.

Betty Streifling, por exemplo, tem 101 anos e ainda levanta pesos na academia de sua casa de repouso. Streifling vive em seu próprio apartamento, uma casa aconchegante, cheia de recordações familiares e móveis feitos por seu falecido marido. Ela frequenta uma aula de exercícios cinco dias por semana e faz um passeio matinal na rua.

Ela atribui sua longevidade a "viver uma vida pura, sem álcool, sem tabaco, ir para a cama cedo, louvando a Deus por sua bondade e pela bênção da vida".

Fast foods
É possível comprar um hambúrguer e batatas fritas em Loma Linda, mas no ano passado a prefeitura proibiu o funcionamento de novos "restaurantes de fast food com drive-through". O movimento foi pensado para "proteger a saúde pública, segurança e bem-estar" de seus moradores.

Existem mercados de agricultores e lojas de alimentos saudáveis fazendo sucesso com nozes e vegetais.

O estilo de vida de Loma Linda parece dar uma receita promissora para o bem-estar. Não é para todos, e a maioria dos adventistas reconhece que há diferentes graus de observância às diretrizes alimentares e sociais definidas pela igreja.

Mas há pouca dúvida de que esta comunidade pode esperar viver muito mais tempo do que a maioria das outras pessoas.

(G1)

E se Jesus fosse cogitado na Comissão de Nomeação em Seus dias?



Às vezes eu fico imaginando como seria a comissão de nomeação nos tempos de Jesus...

Após a oração inicial ser feita, ser lida uma mensagem inspirada e realizada uma reflexão para fundamentar que aquela comissão é escolhida e usada por Deus, e que Ele estaria presente para usar àqueles membros a fim de escolherem os líderes da igreja, no meio das sugestões de nomes de pessoas, de repente um membro corajoso, ou desavisado, sugere um nome:

– Jesus.

Logo, o restante da comissão começa a "avaliar" o nome sugerido e um a um começa a dizer seu voto e os motivos que tem para dá-lo.

O primeiro diz:

– Sou líder a tantos anos e nunca vi alguém que cause tanta polêmica quanto Ele. Portanto, meu voto é não.

O segundo continua:

– Esse Jesus é sem noção. Ele parece tão inteligente, mas diz tanta coisa desnecessária. Não passa de tolo! Se fosse sábio em muitas situações ele ficaria calado, como o livro de Provérbios recomenda! Não voto nele de jeito nenhum. 

Outro diz:

– Eu o vi com Maria Madalena, aquela prostituta (João 8:3-7). Logo, conforme o conselho bíblico, não podemos escolhê-lo, pois um líder não pode se envolver com mulheres assim (1 Timóteo 3:12).
E outro complementa:

– Já eu, irmãos, o vi conversando e sorrindo com outras mulheres (João 4:16, Mateus 15:28, Marcos 16:1). Esse irmão só pode ser promíscuo. Não pode ser eleito.

E mais um:

– Ah, ele não é da minha panelinha. Ele nunca está nos grupos dos líderes da igreja (cf. os Evangelhos). Então ele não é confiável! Não darei meu voto a ele.
E as acusações e pré-julgamentos continuam, cada um apresentando suas razões que, segundo eles, baseavam-se na própria Bíblia:

– Eu o vi comendo com pecadores (Lucas 15:2), portanto ele não pode ser um líder, pois se “assenta na roda dos escarnecedores”! Conforme a Palavra de Deus, ele não é bem-aventurado (Salmo 1:1). Meu voto é não.

– Verdade irmão! Eu também já o vi rodeado de ladrões, aqueles publicanos (Marcos 2:15)! Nós não podemos elegê-lo. Ele deve ser o mestre dos ladrões!

– E eu, que já presenciei inúmeras vezes ele transgredir as doutrinas de nossa igreja (Marcos 7:12)! Imagina escolher um líder que nem respeita as tradições eclesiásticas! Isso não é certo, não podemos escolher um líder assim!

– Irmãos, eu não iria nem contar isso, pra não parecer fofoca. Mas como eu acredito que o Espírito Santo se encontra em nosso meio, não importa o que parece, vou contar: Ele não é bem visto pelos seus familiares! Outro dia, ele rejeitou a sua própria mãe e seus irmãos (Mateus 12:47-50)! Já em outra situação, percebi que seus familiares eram unânimes em achar que ele perdeu o juízo (Marcos 3:21)! Imagina eleger alguém com essa índole, se não vai incentivar os nossos membros a desprezarem sua própria família! Portanto, para o bem dessa instituição divina, a família, o meu voto é não!

Segue um outro irmão dizendo: - Irmão, não ache que isso é fofoca, pois todos nós estamos apenas repassando o que vemos e ouvimos para o bem da igreja e seus membros, tá certo?

Após esses parêntesis, segue a avaliação da comissão de nomeações:

– Outro dia eu o vi ignorando o templo (Mateus 24:2). Imagina, já que Deus merece o melhor, nós investimos tanto as ofertas da igreja para a construção do Templo, para a habitação de Deus, e de repente ele aparece dando a entender que grandes construções assim não têm importância alguma! Os irmãos não ofertarão mais se elegermos um líder com esse pensamento. E o mais absurdo é que ele ainda deu a entender que Deus estaria em qualquer lugar em que dois ou três estivessem reunidos (Mateus 18:20)! Com pensamentos assim, a igreja vai à falência! Meu voto é não.

– Vocês não sabem o que aconteceu outro dia? Jesus chamou aos nossos líderes de hipócritas e raça de víboras! (Mateus 12:34, 15:7)

Então a comissão diz: “Oooohhh... não pode ser”, e o comentário prossegue:

– Isso mesmo! Aliás, isso não aconteceu só uma vez (Mateus 23:13). É certo que o líder A e o líder B são falhos. Mas eles são os ungidos do Senhor e, como tais, ninguém pode criticar, nem tocar neles (Salmo 105:15). Mas esse Jesus está incentivando o mal. Não voto nele.

– É verdade, meus queridos. Esse Jesus é muito crítico. Outro dia ele nos chamou de sepulcros caiados (Mateus 23:27)! Ele não pode ver um errinho sequer que já começa a criticar, como se a igreja fosse perfeita! Ele não tem em mente que somos pecadores e falhos? Não podemos eleger um líder com essa visão. Meu voto é não.

– Minha gente – outro membro comenta – a gente, não pode eleger a Jesus. Ele é de que igreja? Eu já o vi rondando tantas igrejas que eu nem sei de onde ele é membro. Ele parece um nômade, eclesiasticamente falando. Aliás, pelo que soube, ele não frequenta a igreja em todos os dias de culto. Dizem que ele se reúne muito com as multidões nos vales e nos campos (Marcos 8:1, etc.), inclusive no dia de sábado. Parece-me que ele passa mais tempo fora do templo do que dentro dele. Imaginam um líder assim?! Não teríamos membros frequentes em nossas igrejas. Imagina, trocar um culto para alimentar uma multidão, como Jesus fez? As coisas mais importantes deveriam vir primeiro! O templo vem primeiro e os necessitados depois. Ele não poderia ajudar aos necessitados em outro dia, ou outro horário, que não fosse no dia e no horário de nossas cerimônias religiosas? Claro que podia! Se os necessitados sobreviveram até agora, uma horinha a mais não faria diferença alguma. Não podemos eleger a esse que chamam de Cristo.

– Irmãos, já que o irmão fulano falou sobre o sábado, eu gostaria de acrescentar informações do que tenho visto e ouvido. Soube que Jesus transgrediu o sábado de diversas formas (Marcos 3:2, etc.). E quando aconselhado pelos líderes da igreja, ele ainda respondeu que o sábado foi feito para o benefício do homem (Marcos 2:27)! Imaginem só! Como se não fosse suficiente, ouvi dizer que ele anunciou por aí ser o Senhor do sábado (Marcos 2:28)! Isso já é demais pra mim.

E aí, o primeiro a sugerir o nome de Jesus para ser líder da igreja, fala:

– Gente, eu nem imaginava causar esses comentários todos. Eu só sugeri o nome de Jesus, porque outro dia ele valorizou as criancinhas (Mateus 19:14), e porque aparentemente, ele cuida dos órfãos, das viúvas (Mateus 23:14), e dos necessitados (Marcos 8:2,3). Aí imaginei que precisaríamos de líderes assim, por isso sugeri. Mas pelo visto, já há motivos suficientes para não votarmos nele.

– Ah irmão – diz outro membro da comissão –, a igreja já possui departamentos que cuidam disso. Sempre cuidamos das crianças. E imagine que nesse ano o nosso departamento assistencial ajudou cerca de 5 famílias, de todas as 534 famílias que temos! Isso é um total de 10%. Não é demais?! Isso pra mim já é o suficiente.

Rapidamente outro membro corrige, baixinho, a esse último sobre seus cálculos:

– Não irmão. Não são 10%, é 1%.

– Ah irmão, não seja tão pessimista: 1% é quase 2%! Aliás, com tantas dificuldades que vemos na igreja, conseguir ajudar a esses quase 2% da igreja já é demais.

E o outro irmão silencia após dizer: - É verdade.

Após esse silêncio. Logo outro irmão acha mais um “motivo” para não votar em Jesus, comenta com o irmão que estava ao lado e segue um burburinho com mais comentários negativos a cerca de Jesus entre os outros membros.

Por fim, o presidente da comissão declara:

– Acho que já temos motivos suficientes para não elegermos a Jesus como líder de nossa igreja. Aliás, levarei até o seu nome para a comissão da igreja avaliar, visto que ele aparenta apresentar motivos suficientes para ser disciplinado ou até removido do rol de membros da igreja. Mas esse é assunto para outra comissão. Sendo assim, como não sobrou mais ninguém para o cargo, vamos eleger ao irmãozinho beltrano.

De repente, novamente o desavisado deixa escapar:

– Mas ele ainda vai ser batizado! Aliás, nem tem data definida.

– Não tem problema – diz o presidente – Ele é um irmão inteligente e, cercado de boas companhias como as que temos aqui, ele aprenderá rapidinho. E ainda, após ele saber que seu nome foi cogitado para ser líder da igreja, na comissão de nomeação, creio que esse será um grande motivador para ele decidir ser batizado!

E a comissão responde unanimemente: - Amém!

E os irmãos encerram a reunião com uma oração.

Dias depois, Jesus seria disciplinado, removido e... crucificado!

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Ainda bem que isso é apenas fruto da minha imaginação. Ainda bem que não seria assim nos dias de hoje, não é mesmo? Ainda bem que não é assim que ocorre atualmente, não é mesmo?! Será mesmo?

(Henderson Rogers)

Dia de dar um 'pause' nas coisas daqui


Após 65 anos de casamento, casal morre com alguns minutos de diferença

Italvino e Diva deixaram um exemplo de amor para os familiares
(Foto: Fátima Possa Nunes/Arquivo pessoal)

Uma história que teve início no final da década de 1940 no interior do Rio Grande do Sul terminou na última sexta (4) no Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre. Juntos há 65 anos, Italvino Possa, de 89 anos, e Diva Alves de Oliveira Possa, de 80, morreram com cerca de 40 minutos de diferença. Ele foi vítima de uma leucemia. Ela, acometida por um tumor na bexiga, partiu logo depois. O casal passou os últimos momentos de mãos dadas, com as camas juntas no quarto.

"O pessoal da PUC conhecia eles, sabia da luta deles, então juntaram as duas camas no quarto e eles vieram a falecer quase no mesmo horário, como se ele estivesse abrindo as portas para ela e arrumando a casa para eles ficarem juntos para sempre", diz o estudante universitário Rafael Max, um dos 14 netos do casal, que deixou ainda 10 filhos e seis bisnetos.

Foto tirada 10 minutos antes da morte de Italvino mostra o casal de mãos dadas no hospital
(Foto: Rafael Max/Arquivo Pessoal)

Italvino e Diva se conheceram durante um baile em 1948 e, um ano depois, se casaram. "Ele sempre frisava que era um ano a mais de casado, porque o que contava era o início do namoro. Se considerava um eterno namorado", conta Max.

O casal viveu em Marau e Passo Fundo, no Norte do estado, e também na capital gaúcha. Em todos estes anos de união, Italvino jamais deixou o romantismo morrer. Preparava o café da manhã para a amada e mantinha uma horta no pátio com as verduras "ao gosto dela". Além disso, a presenteava com flores. "Em todos os dias dos namorados, eles sempre comprou rosas para ela", conta.

Seu Italvino foi a principal referência paterna da vida do neto, que perdeu o pai quando tinha apenas três anos de idade e, até os 12, viveu com a mãe na casa dos avós. Ainda enlutado pela perda, ele exalta a retidão de caráter do avô.

"Nunca tive um exemplo de homem tão reto. Às vezes áspero, mas pela rudimentariedade da época em que viveu, mas muito justo e reto", relembra. Já a avó é considerada uma mulher "doce". "Ela tinha facilidade em lidar com as pessoas da família".

A religião adventista motivava o casal a fazer boas ações. "Eles sempre buscavam ajudar as pessoas necessitadas, com roupas. Se envolviam em projetos da igreja que frequentavam, e talvez por isso eram tão bons", relembra o neto.

Italvino foi o primeiro a descobrir a doença, em agosto do ano passado. Desde então, entre internações e altas, batalhava para permanecer ao lado da amada. Já neste ano, Diva recebeu o diagnóstico de câncer. Foi submetida a uma cirurgia em abril e deu início a um tratamento.

Na última quarta (1), já internada no hospital, a matriarca chamou a família para uma reunião. "Ela sentiu que a hora estava chegando, pediu para ver parentes e meu avô foi ao hospital. Depois da conversa que eles tiveram, tanto ela ficou mais tranquila quanto ele, que lutava contra uma doença", conta Max.

Italvino retornaria ao hospital na manhã de sexta-feira (4), após passar mal. Ele morreu por volta das 15h do mesmo dia. "Depois, minha tia falou no ouvido dela que meu avô tinha partido em paz. Ela ficou mais tranquila", contou.

Contrariados pela perda de um casal tão amado, os familiares reconhecem que, no fundo, foi melhor assim. "Eles não iam aguentar a dor de ficar um sem o outro", cogita Max, ainda emocionado com uma história tão rara de amor. "Nunca vi nada parecido".

(G1)

Resultado da Promoção 4 Anos #NaContramão


Saiu o resultado do sorteio da promoção 4 Anos #NaContramão! Confira aqui. A promoção foi realizada exclusivamente para quem curte a fanpage Na Contramão e os ganhadores são:

1. Danilo Cardoso Pereira, ganhador do livro A História da Vida, de Michelson Borges;
2. Itnasi Ferreira, ganhador do livro Explosão Y, de Douglas Reis;
3. Pedro Henrique Silva, ganhador do CD/DVD Jesus Luz do Mundo, de Daniel Lüdtke;
4. Kauany Nicólly Moraes, ganhadora do livro Mensagem aos Jovens, de Ellen White.

Parabéns!

Lembrando que os ganhadores dos prêmios deverão enviar seu endereço com nome completo via inbox (bate-papo do Facebook) para a fanpage idealizadora do sorteio (https://www.facebook.com/BlogNaContramao) em até 48hs (2 dias). Caso algum dos ganhadores não envie o endereço com o seu nome completo, será realizado outro sorteio daquele prêmio, seguindo o mesmo regulamento.

1 Giga abraço, fiquem com Deus e até a próxima promoção!

A disputa pelo poder

Ela gera descrédito no discurso político, mas se afastar do processo eleitoral não ajuda você nem o Brasil. Saiba por quê.
Imagem: Revista Conexão 2.0.

Neste mês de outubro, 11 candidatos disputam a presidência do Brasil, posição mais elevada do governo. Além da pessoa que vai dirigir o país, serão escolhidos os nossos representantes em diferentes setores públicos, como governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Mas, às vésperas das eleições, ainda tem gente perdida como o palhaço Tiririca que, em 2010, quando foi candidato a deputado federal, disse não saber para que servia a política nem os políticos.

Na época, o humorista ganhou a atenção dos eleitores com os bordões “o que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto" e "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Ironicamente, ele foi o deputado mais votado do Brasil, com quase 1,5 milhão de votos. A vitória de Tiririca nas urnas sugere pelo menos duas coisas sobre o eleitorado brasileiro: desinteresse e descontentamento. Afinal, elegemos um palhaço como nosso representante!

O ponto é que a política rege a sociedade, mas o brasileiro nem sempre se dá conta disso. Mesmo com o possível despertamento de uma geração, exemplificado nas manifestações populares históricas de junho do ano passado, ainda é preciso avançar. Foi por essa razão que a Conexão 2.0 dedicou esta matéria de capa para explicar o bê-a-bá do processo eleitoral e mostrar a experiência de alguns jovens que se interessam pela política e procuram participar ativamente dela.

Falando grego
Você deve estar pensando: “Ok, acompanhei as manifestações, mas o que isso tem a ver comigo?” Tudo, porque querendo ou não, todos somos políticos. Estamos envolvidos diariamente em questões de implicações coletivas, da vida em sociedade, como o acesso ao atendimento de saúde de qualidade, o ingresso em universidades de ponta, a sensação de insegurança ao voltar da faculdade à noite e o polêmico preço das tarifas do transporte público.

Portanto, para começar, é importante saber que, se hoje o discurso dos políticos parece soar em “grego”, foi o povo da Grécia que deu uma grande contribuição para a organização das sociedades. A política surgiu há 2.500 anos, com os cidadãos que procuravam uma forma de melhor governar Atenas.

A palavra é derivada do grego politheia. O termo refere-se a todos os procedimentos utilizados para administrar a cidade-estado (pólis). O poder, antes centrado apenas em mãos autoritárias, foi dividido entre a elite ateniense que passou a assumir funções públicas, representando o povo dentro do governo.

Primeiramente, a seleção dessas pessoas foi feita por meio de sorteio. Quem conseguia uma vaga na gestão da pólis ganhava até salário. Mais tarde, foi adotado o voto. A população também podia acompanhar as reuniões realizadas em praça pública, ficando por dentro de tudo que acontecia. Ironicamente, séculos depois, boa parte dos brasileiros parece distante desse processo.

O povo é quem manda, só não sabe

Desde 1889, o Brasil adotou a república como sistema de governo. No dia 15 de novembro daquele ano foi declarado o fim da monarquia, um marco da nova era na qual ingressava o país. Fomos os últimos do continente americano a adotar esse modelo. Diferentemente da monarquia, a república permite aos brasileiros a participação no processo democrático, por meio do voto, como faziam os atenienses.

Mas só votar não é o suficiente. O povo precisa acompanhar de perto como a máquina pública é administrada, reivindicar seus direitos junto a seus representantes e ser responsável em cumprir seus deveres. Porém, segundo especialistas, nos últimos anos, os brasileiros têm demonstrado desinteresse nas eleições, e acabam votando por obrigação ou se abstendo do voto.

“As eleições parecem ter perdido um pouco de espaço para outras formas de participação, como os protestos, juntamente com o declínio da confiança dos cidadãos em instituições políticas, especialmente partidos políticos e o Poder Legislativo”, explica o cientista político Guilherme Arbache. Mesmo assim, Arbache acredita que o voto ainda é o maior instrumento de poder na mão do povo. “As eleições ainda são a expressão máxima do processo democrático”, resume.

No Brasil, o modelo político adotado é o da democracia representativa. Por meio dela, líderes políticos representam o povo nas variadas esferas públicas. De acordo com a Constituição, todo brasileiro pode cobrá-los, fazendo valer seus direitos de cidadão.

Em outras palavras, se você estiver descontente com aquele buraco gigantesco na sua rua, é possível conversar com o vereador da sua cidade, o mesmo em quem você votou ou não, e pedir a ele satisfações. A atitude serve também para outros casos, como postos de saúde superlotados e escolas sem professores.
Esses representantes atuam mais especificamente nos chamados três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Apesar de distintos, eles estão interligados e o funcionamento deles é o que torna a democracia mais sólida e eficaz (veja o tópico “Tripé político”).

Na prática
Para entender um pouco mais como funciona a política, nada melhor do que começar pelas eleições. No início de julho, os interessados realizaram junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de suas candidaturas para o pleito de 2014. Neste ano, a disputa conta com 11 presidenciáveis: três mulheres e oito homens. Enquanto que para os cargos de governador, senador e deputado competem 26.127 pessoas. Em outubro, caberá a 142.822.046 eleitores decidir quais deles serão os novos líderes do Estado.

Na última eleição presidencial, em 2010, mais de 135 milhões de pessoas votaram, sendo 2,3 milhões de jovens entre 16 e 17 anos. Mas essa representação caiu. Apesar de o número total ter aumentado, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, apenas 1,6 milhão de jovens da mesma faixa etária votarão este ano – 700 mil a menos que em 2010 (ano que já tinha registrado queda em comparação com 2006). É interessante entender o comportamento desse grupo que vota facultativamente, já que para os demais a participação na eleição é obrigatória.

A tecnologia e o voto
O processo é apurado a partir da contagem das urnas eletrônicas. Mas nem sempre foi assim. Na época da República Velha, o voto era feito em papéis e levava meses para que os brasileiros soubessem quem seria eleito. Normalmente, os votos eram transferidos de todas as cidades do Brasil para o Rio de Janeiro, em meio às limitações de transporte da época, o que colocava em xeque a confiabilidade do resultado.

As coisas mudaram um pouco em 1881 com a Lei Saraiva, ainda nos tempos do império. É que a lei impôs a criação do título de eleitor, estabeleceu eleições diretas e determinou que só poderia votar quem tivesse mais de 21 anos, fosse alfabetizado e possuísse renda superior a 200 mil contos de réis.

Menos de um século depois, foi criado o primeiro Código Eleitoral brasileiro, então prevendo o uso de uma “máquina de votar”. Somente entre as décadas de 80 e 90 é que surgiram as urnas eletrônicas. No entanto, 765 cidades já usarão urnas biométricas e sistema digital de registro de voto neste ano. Em duas delas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bento Gonçalves (RS) e Florianópolis (SC), haverá um projeto-piloto de votação mista: com e sem identificação biométrica.

Dos eleitores, 23,8 milhões estão cadastrados biometricamente e deles 21,6 milhões votarão após autenticação do voto com as digitais na eleição deste ano. Essa forma de votação, independentemente do tipo da urna, é considerada democrática, uma vez que a escolha de todas as pessoas tem o mesmo peso e vale a soma da maioria das intenções.

Em outros países, cuja democracia também é o sistema vigente, o voto é optativo. Assim, só vota quem quiser, e aquele que se abstém não é multado em 3,50 reais, como no Brasil. Canadá, Estados Unidos, El Salvador, Cuba, Colômbia e Paraguai são alguns dos países em que o voto não é obrigatório.

Por que participar?
Mas como se envolver com política e por que fazer isso? No Brasil, apenas 9% dos jovens se consideram politicamente participantes, seja pelo engajamento em algum comitê partidário ou em coletivos e diretórios. E os demais? Segundo a pesquisa Agenda Juventude Brasil 2013 que apresentou este dado, 38% da jovens não gostam e não se envolvem com política.

A razão desse fenômeno pode estar relacionada ao desinteresse, mas também ao analfabetismo político. Nas grades estudantis, por exemplo, não há uma matéria de educação política que ensine o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro ou a administração nacional. No máximo, o assunto é pontuado na disciplina de Geografia.

Experiência positiva
Porém, da cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, vem um bom exemplo de alguém que contrariou essa lógica. Francisco Kelvin, de 17 anos, tem uma opinião bem firme sobre tudo o que tem a ver com política. “Nossas relações no dia a dia são atos puramente políticos. Nossa vida é política”, pontua. “Nesse sentido, sempre me coloquei como tal e sempre procurei exercer isso: na escola, em casa, na minha militância...”, relata, mostrando seu interesse pelo tema.

O estudante apresenta outro ponto de vista sobre o desinteresse dos jovens pela política: “É que nossa política é chata. Essa talvez seja a questão. Nossos políticos estão ultrapassados. Falam chatices. E o jovem sabe disso”, opina.

Apesar de não ser um tema indigesto, Kelvin sempre gostou do assunto, o que o levou a se engajar logo cedo. Aos 15 anos, ele já participava do projeto Protagonismo Juvenil e da Patrulha Eleitoral – iniciativas que estimulam o adolescente a desenvolver atividades além dos interesses individuais na cidade em que vive.

Como tomou gosto, Kelvin não parou. Um ano depois, envolveu-se no movimento estudantil na escola e na comunidade e então nos programas Parlamento Jovem e Jovens Embaixadores, no qual ganhou uma viagem para os Estados Unidos, realizada em janeiro.

Mais perto do parlamento
O Parlamento Jovem é uma iniciativa da Câmara dos Deputados que seleciona menores de idade para passar uma semana em Brasília a fim de conhecer a rotina dos parlamentares. Já o projeto Jovens Embaixadores é um programa criado em 2002 e busca beneficiar os alunos brasileiros da rede pública de ensino que se destacam por sua atuação comunitária. Os selecionados passam três semanas nos Estados Unidos.

Ambas as experiências foram significativas para Kelvin mas, por meio do Parlamento Jovem ele entendeu melhor o sistema legislativo brasileiro. “Fiquei uma semana em Brasília trabalhando como deputado. Foi uma experiência riquíssima, vivenciei um pouco do nosso processo legislativo, vi o quanto ele é lento e cansativo, porém de suma importância para nós”, avalia.

Kelvin não sonha em assumir um cargo eletivo. Ele prefere a militância e sonha, na verdade, em se formar em Biologia ou Geografia, mas sempre continuar na luta por uma reforma política. Mas, caso um dia se candidate a algo, será para uma função legislativa e não executiva, ele garante.

Militância com e sem partidos
Mas para quem tem convicções alinhadas às de partidos, vale a filiação. Coisa que o estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, Kauê Scarim, de 22 anos, fez. Scarim milita desde 2011 no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Hoje ele também é diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e militante no coletivo da juventude do PSOL, o JSOL. De acordo com ele, dos aproximados 89.222 mil filiados ao partido, um terço são jovens.

No Brasil existem 32 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e mais de 15 milhões de pessoas filiadas a eles. Segundo o TSE, “a filiação partidária é o ato pelo qual um eleitor aceita, adota o programa e passa a integrar um partido político”. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o que soma mais filiados, ultrapassando 2 milhões de pessoas. Já o Partido da Causa Operária (PCO) é o que tem menos, apenas 2,6 mil filiados.

No entanto, politização não tem ligação direta com partidarização. Pode-se ser uma pessoa politizada, mas sem estar filiado. É o caso de muitos jovens que exercem influências positivas em suas comunidades ou que lutam por um bem comum.

No ano passado, as manifestações pela redução da tarifa dos ônibus foram conduzidas por jovens, sobretudo estudantes. Havia os partidários no meio do movimento, como Scarim, mas uma grande maioria não era filiada. O que abre mais uma vez a margem para mostrar que politização não tem que ver com partidarização.
Pensamento defendido também por Kelvin que, por algum tempo, teve ideais muito alinhados aos da cartilha petista, mas que não se considera um militante do partido, e sim das bandeiras que defendem uma reforma política.

Religião e política
Vivemos em um Estado laico, termo de origem latina (laicus) que significa sem religião ou secular. Sendo assim, o Brasil não possui uma religião oficial. Essa posição ajuda a garantir, por exemplo, que ateus e religiosos de várias matrizes, sejam maioria ou minoria, tenham os mesmos direitos de expressar sua fé ou descrença.

Conforme está escrito na Constituição, no Art. 5º, Inciso VI, "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias".

Quem estudou em nível doutoral a relação entre o Estado e as organizações religiosas foi Josias De Benedicto, professor do curso de Direito do Unasp. Segundo ele, nessa discussão costuma haver confusão com a definição de termos como "Estado laico", "igreja e Estado", "liberdade de crença" e "liberdade religiosa”.

De acordo com Josias, “o ideal de um estado laico é efetivar uma separação entre ‘religião e estado’ e não apenas separar ‘igreja e estado’”. É importante entender que “religião é o todo; igreja é parte”. Ou seja: “se igreja é um símbolo religioso do cristianismo, ela não é do islamismo (mesquita) e do judaísmo (sinagoga)”, diferencia. Confusão semelhante ocorre com as expressões "liberdade de crença" (qualquer tipo) e "liberdade religiosa" (crença especificamente religiosa).

Cristãos no debate
De acordo com o professor, no que diz respeito aos cristãos e à política, infelizmente, há um mal-entendido em boa parte das igrejas. Para ele, devido a ideias distorcidas vindas dos púlpitos, os fiéis são induzidos a não se inteirarem na política. “Muitos líderes cristãos pregam uma suposta incompatibilidade entre vida cristã e vida política, confundindo politicagem com política. Grande erro!”, observa Josias, alertando ainda para o fato de que “não participar da vida político-democrática significa correr o risco de ser governado por descrentes que abominam a Deus”.

Contra a maré dos cristãos que preferem não entrar em discussões políticas, o funcionário público Diego Fortunato considera importante estar atento ao cenário político em que vive. Aos 30 anos de idade, o adventista do sétimo dia já votou em seis eleições. Para ele, votar conscientemente garante inclusive a segurança dos próprios cristãos. “É preciso estar consciente se o candidato é liberal ou conservador, se ele segue uma linha democrática ou se seu partido tem ligação histórica com ditaduras e regimes comunistas que reprimem o cristianismo e qualquer liberdade religiosa”, adverte.

Na Bíblia é possível ver representantes do povo de Deus envolvidos em questões civis. José, Moisés, Ester e Daniel, todos tiveram contato com os governantes de sua época. José foi governador no Egito. Similarmente, Daniel alcançou o topo do poder civil em Babilônia, e aquela nação foi beneficiada por isso. Mais tarde, o profeta teve influência no governo medo-persa dos imperadores Ciro e Dario. No Novo Testamento, há registro de Paulo pregando para o alto escalão do Império Romano. E assim foi com os cristãos ao longo da história.

Segundo Márcio Costa, professor de Teologia do Instituto Adventista Paranaense (IAP), Ellen G. White, uma das pioneiras da Igreja Adventista, era favorável e encorajava os jovens para que se candidatassem a cargos públicos. “No entanto, ela advertia que, tal qual José no Egito, a religião deve ser o esteio de todas as decisões. Não pode haver incoerência entre o exercício da função e a prática da fé”, complementa o especialista em história do adventismo.

Na visão do teólogo, o estado e a igreja exercem funções complementares e, em alguns tópicos compartilham a mesma agenda, como a promoção da justiça e da paz e o investimento em saúde e educação. “Ao estado compete a manutenção da ordem social por meio do cumprimento das leis, o que envolve punição ou recompensa e, à igreja cabe a transformação pessoal por meio do evangelho”, define.

Ao falar sobre a importância do perfil do candidato a ser escolhido, ele aconselha que os cristãos analisem, além das propostas e capacidade administrativa do político, como o discurso e a conduta dele revelam seus princípios morais (veja o tópico “Cartilha”). “O voto, portanto, é um dispositivo que a democracia nos dá de representar a vontade de Deus”, conclui o teólogo Márcio Costa.

Tripé político
Executivo. Está dividido em três níveis: federal (presidente), estadual (governador) e municipal (prefeito). É responsável pela execução de programas em áreas como educação, saúde, agricultura, habitação, saneamento e prestação de serviços públicos.

Legislativo. Também é divido em três níveis: municipal (vereadores), estadual (deputados) e federal (deputados e senadores). São os parlamentares que devem fazer do legislativo o principal fórum de debate social, ouvindo a população e a representando em suas decisões. Eles também fiscalizam o Poder Executivo.

Judiciário. Pune quem não cumpre a lei e protege os direitos individuais e coletivos dos brasileiros. É dividido por áreas: federal, estadual, do trabalho, eleitoral e militar. Os juízes ou magistrados são selecionados via concurso público.

Cartilha
Assim como outras denominações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem orientado seus membros sobre a postura da organização em tempos de eleição. Seguem abaixo as principais diretrizes.

A igreja, suas instituições e funcionários não manifestam apoio a nenhum regime político, partido ou candidato. Ela é apartidária. Por isso, não mantém bancada de parlamentares e nem permite que seus templos, reuniões e materiais sejam usados para propaganda eleitoral.

A igreja recomenda que seus membros participem das eleições e que votem em candidatos que: (1) combatam as drogas legais e ilegais; (2) defendam e liberdade religiosa, a separação entre igreja e estado e a proteção à família; (3) e que tenham propostas concretas para melhorar a vida da população.

A igreja desaconselha que candidatos adventistas peçam votos em reuniões oficiais e solicita que eles deixem suas funções na congregação local durante a campanha. Para se candidatar, pastores e funcionários da igreja devem se desligar da organização. Adventistas eleitos não são representantes da denominação no parlamento ou poder executivo.

Fonte: Documento “Os adventistas e a política”, redigido pela sede sul-americana da Igreja Adventista e publicado na Revista Adventista de setembro de 2014, nas páginas 12 e 13.

Saiba quem (não) representa você

Câmara dos Deputados: representa o povo brasileiro, legisla sobre os assuntos de interesse nacional e fiscaliza a aplicação dos recursos públicos. Durante quatro anos, os 513 deputados federais criam, reformulam e votam leis (www2.camara.leg.br).

Senado Federal: além de aprovar leis e fiscalizar o Poder Executivo, os 81 senadores podem processar e julgar o presidente da República, regulamentar as agências reguladoras e suspender a execução de leis julgadas pelo STFcomo inconstitucionais. Cada estado elege três senadores para um mandato de oito anos (www.senado.gov.br).

Presidência: governa o povo e administra os interesses públicos; exerce o papel de chefe de Estado e de governo; e executa as leis elaboradas pelo Poder Legislativo, mas também pode iniciar esse processo. É eleito(a) para um mandato de quatro anos, com possibilidade de reeleição (www2.planalto.gov.br).

(Isadora Stentzler e Rafael Acosta - Revista Conexão 2.0)
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