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Inevitável



A música abaixo retrata um pouco do propósito do sétimo dia criado por Deus para o ser humano. Vale a pena ouvir, e ouvir, e ouvir novamente. ;)


Inevitável
Vocal Livre

Toma o seu tempo e desfrute o seu jardim.
Tudo que está vendo são os meus presentes pra você,
Preparei com todo meu amor.
Veja quantas flores!
Elas existem pra alegrar suas manhãs e perfumar o seu jardim.
Erga os seus olhos, mesmo de noite as estrelas deixarão
Bem claro o que sinto por você.
Certo como um dia após o outro, certo é o meu amor.
Separei um tempo pra ficarmos só nós dois.
Sábado sagrado, lembra-te eu sou o criador.
Todas as belezas vêm de minhas mãos.

Tempo inevitável! se destruírem seu jardim, ainda assim,
O sábado será pra sempre o nosso novo encontro,
Um dia pra esquecer as suas ilusões e
Descansar em minha segurança.
Certo como um dia após o outro, certo é o meu amor.

O sábado virá para lembrar que existe vida além
Do que consegues ver aqui.
Prometo restaurar nosso jardim.
Seja o sábado a prova de que eu nunca me esqueci
E hoje podes descansar em mim.

Lembra-te do meu amor. certo como um dia após o outro, certo é o meu amor.

Dança ao Senhor?


A experiência do templo mostra que Deus indicou um padrão de louvor

O Salmo 150 tem sido um dos mais importantes estímulos para o louvor a Deus. Esse hino indica a quem adorar, o espaço primordial do louvor, a motivação para fazê-lo e quem deve louvar. Ao mesmo tempo que inspira o louvor, no entanto, esse salmo também tem inspirado debates porque ele fala acerca de como louvar.

Não há qualquer problema com a afirmação de que “todo ser que respira” deve adorar a Deus, por suas grandes obras, em seu santuário. No entanto, quando o salmista indica um conjunto de instrumentos e diz que devemos louvar a Deus com “danças” (Salmos 150:4), de inspirador o salmo tem se tornado polêmico.

Certos carismáticos têm visto aí uma indicação clara de que a agitação e o ritmo de danças seculares são perfeitamente adequados para louvar a Deus, desde que a poesia seja cristã.
De que tipo de dança fala o Salmo 150 é difícil de saber.

Esse salmo significa que tambores, ruídos e danças são aceitáveis como culto a Deus? Numa leitura superficial, parece claro que o culto protestante tradicional, focado no estudo da Bíblia e emoldurado por hinos reverentes, está longe de atender à recomendação do salmo. Enquanto que um culto dinâmico embalado por música envolvente, emocionante e de ritmo acentuado parece muito mais próximo.

Como entender a recomendação do salmista?

O sentido de qualquer texto só se alcança quando estudado a partir do contexto. Quem escreveu o Salmo 150? Quando foi escrito? Essas questões básicas poderão revelar a compreensão do salmista acerca do louvor.

Os salmos oferecem dificuldades a mais para o estudo por serem composições que se destacam com facilidade de seu contexto, passando a falar por si mesmos, como obra de arte. Contudo, a obra de arte tem um sentido, que deve ser visto através do contexto. Embora pareça claro o que autor quer dizer no Salmo 150, o contexto pode mostrar outras perspectivas.

O objetivo deste artigo é expor o sentido do Salmo 150 a partir da identificação de seu contexto, que seja uma breve história bíblica do louvor em Israel. Todo estudo da Bíblia precisa ser embasado em noções metodológicas oferecidas pela própria Bíblia. Este estudo está apoiado na crença de que a Bíblia é seu próprio intérprete. Ela é suficiente em si mesma porque oferece as chaves para sua interpretação. Um texto obscuro é esclarecido por outros mais claros. Há uma unidade intrínseca à Bíblia, fruto de sua inspiração divina, sendo Deus seu autor final. A verdade revelada só pode ser obtida quando se alcança o significado original pretendido pelo autor. Isso implica que o contexto histórico e literário elucida o texto. Cada palavra deve ser entendida a partir de seu significado original.

Sendo que a Bíblia é suficiente em si mesma, ela deve oferecer luz acerca de quaisquer aspectos da vida cristã envolvidos no grande conflito. Algumas pessoas pensam que a Bíblia nada tem a dizer acerca de música de adoração. Deve-se lembrar, no entanto, que a adoração é o ponto crucial de início ao fim do grande conflito entre Deus e o adversário. Sendo assim, a Bíblia certamente tem muito a ensinar acerca do assunto.

Música e dança em Israel

De que tipo de dança fala o Salmo 150? A resposta para esta pergunta pode ser o ponto de partida para o entendimento do salmo. Ela deve ser buscada nas evidências linguísticas e no contexto bíblico amplo do salmo.

Que tipo de dança faziam as mulheres israelitas para seus maridos quando estes retornavam vitoriosos da guerra? A dança das mulheres para Deus após o Mar Vermelho teria sido diferente de suas danças costumeiras? Não há uma indicação clara acerca dessa possível diferença. Nada parece indicar que as mulheres recém-saídas do Egito tivessem uma dança particular para Deus e outra para os interesses seculares. Na verdade, após liderar a saída de Israel do Egito, Moisés se empenhou em reeducar o povo em muitos aspectos os quais sugerem que Israel, após séculos no Egito, tinha se tornado um povo paganizado (ver Êxodo 16, 20, 21, 22, 23, Levítico e Deuteronômio).

Há, em vez disso, uma evidência de que a dança das mulheres não era reverente e ritual. Quando a Bíblia fala das danças das filhas de Siló usa uma palavra da raiz hebraica chûl (Juízes 21:21,23). A dança das mulheres de Israel na celebração de vitória militar se descreve com o termo mechôlah (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5; Juízes 11:34).

Como a dança de Miriam e das mulheres para celebrar a vitória divina sobre o exército egípcio é descrita, em Êxodo 15:20? Também com uma palavra da raiz mechôlah. O problema se agrava quando se confirma que uma palavra dessa raiz é empregada em Êxodo 32:19 para descrever as danças (mechôlah) em volta do bezerro de ouro.

Alguns comentaristas afirmam que os israelitas dançaram despidos, naquela festa que se degenerou num ritual pagão. Qual a evidência disto? Quando mandou Moisés descer do monte, Deus disse: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu” (Êxodo 32:7, grifado). Ao descer, quando viu o bezerro e as danças, Moisés quebrou as tábuas da lei, indicando que a aliança daquelas pessoas com Deus estava quebrada (32:19). Arão diz que o povo é “propenso para o mal” (v. 22), e Moisés disse que povo estava “desenfreado” (v. 25). Em Êxodo 32:6, se diz que naquele dia o povo de Israel levantou de madrugada para comer e beber, e “divertir-se”. O verbo empregado para essa diversão (letsacheq) é traduzido por paidzein, na LXX (Septuaginta, versão grega do AT), e indica práticas de caráter sexual. O mesmo verbo é usado para falar de relações íntimas, em Gênesis 26:8 e 39:14. Paulo confirma essa ideia ao interpretar a “diversão” dos israelitas em termos de “imoralidade”, razão por que milhares perderam a vida (I Coríntios 10:6-8). Ellen G. White também confirma que “o culto de Ápis era acompanhado da mais grosseira licenciosidade, e o relato das Escrituras denota que a adoração ao bezerro levada a efeito pelos israelitas foi acompanhada por toda a devassidão usual no culto pagão” (Patriarcas e Profetas, p. 316).

Mas a quem o povo de Israel fazia a celebração no Monte Sinai? Ao bezerro de ouro? Ao boi Ápis do Egito? Arão tinha dito claramente (Êxodo 32:5) que a festa era para o “Senhor” (Yahweh, o Deus do pacto). Essa era a boa intenção dele.

Assim, como Miriam e as mulheres dançaram para Deus, os israelitas no Sinai tinham intenção semelhante. A diferença entre a dança de Miriam e dos israelitas no deserto pode ser só o desdobramento da segunda, quando o povo perdeu os limites. A semelhança é sugerida pelo uso dos mesmos termos, e pelo contexto cultural.

Mas, caso as mulheres de Israel tenham feito uma dança secular para louvar, como Deus pôde aceitar isso? Quando o adorador ainda não tem luz acerca do assunto, a sinceridade do coração é muito importante quanto à aceitação por parte de Deus. Mas isso só até as pessoas saberem o que Deus quer e como ele quer. Deus não considera os tempos de “ignorância” (Atos 17:30).

Se a dança de Miriam para Deus e a das mulheres para os guerreiros era secular bem como aquela feita no Sinai, de que dança fala o Salmo 150?

A palavra hebraica traduzida por “danças” no Salmo 150 é machôl, da mesma raiz chûl. Nesse caso, o salmo não fala de uma dança extraordinária. Fala de dança comum acompanhada por música também comum. Isso pode ser confirmado pela menção de instrumentos diversos.

A ideia de que essa palavra machôl possa ser traduzida no Salmo 150 por “órgão de tubos” ou “flauta” não é relevante porque a combinação “adufes e danças” é técnica. Quando tambores são usados, dançar é natural.

Aqui há um ponto delicado. Se a dança e a música de Israel para Deus era a mesma realizada nas festividades seculares, e se Deus não indicou nada em contrário, então cada cultura poderia louvar a Deus com suas próprias criações musicais e coreográficas, e não haveria restrições para estilos musicais nem danças, nem faria sentido falar de uma música de louvor. Nesse caso, a música e a dança nada teriam de secular ou sacro. A música sacra estaria desacralizada.

Tem a Bíblia algo a falar sobre uma música de louvor?

Deve-se observar que os eventos referidos acima são anteriores à edificação do templo de Salomão, ocasião em que um sacerdócio completo foi organizado, inclusive um sacerdócio para a música de louvor. Esse sacerdócio aponta princípios decisivos para a música sacra.

Descuido penalizado

Logo que consolidou seu reino sobre Israel, Davi quis levar a arca do Senhor para Jerusalém, a cidade de Davi (ou Sião, II Samuel 5:6-7). O transporte da arca e a posterior edificação do templo são eventos cruciais na compreensão do louvor em Israel. Esses eventos estão relatados com riqueza de detalhes musicais nos livros das Crônicas, obra de um sacerdote, e provavelmente também músico.

Os especialistas consideram que os livros de Crônicas e Esdras apresentam características literárias e históricas que sugerem um mesmo autor, o próprio Esdras. Tendo escrito após o exílio babilônico, o autor de Crônicas constrói uma reflexão sobre o passado de Israel e uma lição de fidelidade ao Senhor, à sua Lei e ao culto em seu santuário em Jerusalém. Davi é uma figura central nessa narrativa por causa do interesse do cronista em destacar a natureza e a importância do culto a Deus.

Quem era Esdras? Trata-se de um sacerdote, filho de Seraías, da linhagem de Zadoque, homem piedoso e letrado, influente na corte babilônica, segundo a tradição. Ele próprio diz que “era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor” (Esdras 7:6), e um mestre da lei (7:12). A tradição judaica o considera como um “segundo Moisés”, pelo papel que desempenhou no retorno dos judeus a Jerusalém e na restauração da lei e do culto a Deus. Esse homem letrado e profundamente temente a Deus conta a mesma história de Reis e Samuel, concentrado no reino de Davi e nas questões do culto a Deus. Seu zelo pelo culto se reflete na forte ênfase dada ao templo, à arca, e à música de louvor, assim como o zelo pela pureza étnica e religiosa se reflete nas longas listas genealógicas.

Narra o cronista que, para transportar a arca, Davi preparou um carro novo (I Crônicas 13:7) e um conjunto de instrumentos musicais para a festa, incluindo harpas, alaúdes, tamboris (adufes), címbalos e trombetas (I Crônicas 13:8). Em II Samuel acrescentam-se “pandeiros” (6:5). O cronista é bastante resumido ao narrar esse evento. Mesmo assim pode-se concluir que não havia nenhuma novidade musical ou litúrgica como parte do louvor a Deus, em comparação com os episódios já mencionados acerca da experiência litúrgica de Israel. A presença de “tamboris” sugere que a música era de ritmo destacado, e promovia a dança, o que Davi e Israel o fizeram à vontade; eles “se alegravam com todo empenho”, isto é, dançavam (I Crônicas 13:8).

Tanto no relato de Samuel quanto em Crônicas, na primeira festa, “Davi e todo o Israel alegravam-se”, ou dançavam (II Samuel 6:5, I Crônicas 13:8). Ao passo que na segunda, se diz que só Davi dançou (II Samuel 6:14, I Crônicas 15:29).

Que tipo de dança teria sido essa? Como a Bíblia a expressa? Tanto em II Samuel 6:5 quanto em I Crônicas 13:8, o verbo usado para a “dança” é o hebraico tsacheq, da mesma raiz de letsacheq, empregado em Êxodo 32:6 para descrever a diversão dos israelitas. A LXX traduz esse verbo nesses três casos com o mesmo verbo paidzô. O sentido exato do verbo hebraico nesta passagem de Samuel e Crônicas é bastante discutido. O significado geral desse verbo é rir, brincar, folgar, dançar, pular, e, às vezes, divertir-se sensualmente. O renomadoTheological Dictionary of the Old Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 14:69) diz que o verbo pode indicar uma dança “profana” de Davi e Israel diante da arca, do contrário Mical “dificilmente teria levantado a acusação de nudez e comportamento dissoluto”. O igualmente autoritativo The Theological Dictionary of the New Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 5:627) diz que o verbo paidzô que traduz o hebraico tsacheq expressa um tipo de dança comum entre os antigos cultos primitivos gregos, e que o mesmo fenômeno se observa no início do culto em Israel, com conotações “orgiásticas”.

Ellen G. White, no entanto, afirma que a dança de Davi foi em “júbilo reverente” (Patriarcas e Profetas, p. 707). O que isso quer dizer? Estaria ela falando da natureza da dança em si? É bom lembrar que Ellen G. White confirma que o verbo hebraico traduzido por “divertir-se” tem conotação sensual (Patriarcas e Profetas, p. 316). Pode ser que, quando fala da dança de Davi, ela não está falando da natureza da dança em si mesma, que é o tópico das obras citadas acima, mas do espírito e objetivo com que ela foi executada. Nesse caso, Davi estaria louvando a Deus de forma reverente, embora empregasse um recurso comum.

Se Davi fez uma dança comum e secular para Deus, embora com reverência, quem reprovaria o rei de Israel? Só uma pessoa íntima que tivesse motivos pessoais para tanto. E quando Mical o censurou por “descobrir-se sem pejo”, como se faz um “vadio”, ele mesmo não a contradisse, limitando-se a afirmar que “ainda mais desprezível” se faria perante o Senhor (II Samuel 6:20-22).

Essa dança de Davi parece ser cronologicamente a última menção de dança associada ao louvor direto a Deus. Mesmo na festa dos tabernáculos, quando, em geral à noite, o pátio do templo apresentava uma cena de grande regozijo, em que, como descreve Ellen G. White, “homens de cabelos brancos, os sacerdotes do templo e os príncipes do povo, uniam-se em festivas danças ao som dos instrumentos e dos cantos dos levitas” (O Desejado de Todas as Nações, p. 463), a ocasião é claramente de caráter social.

O novo cântico

A despeito dos preparativos de Davi e da multidão de Israel que se reuniu, o transporte da arca foi frustrado. Tendo sido Uzá morto pelo Senhor, a arca ficou no meio do caminho. Apesar da morte de Uzá, Davi podia ter carregado a arca até Jerusalém, ele a levou até a casa de Obede-Edom (I Crônicas 13:13). No entanto, Davi ficou temeroso (13:12). Possivelmente ele ainda não estivesse preparado para ter a arca perto de si. Ela foi levada para a casa de um levita (I Crônicas 13:14; 26:4, 8).

Meses depois, tendo passado a ira divina, Davi retomou seu plano (I Crônicas 15:3). Ao passo que o cronista dedica apenas 14 versos para falar do primeiro evento, desta vez ele narra em dois longos capítulos, com variados detalhes acerca da música.

Em I Crônicas 15:11 e 12, é dito que Davi chamou os sacerdotes para planejar o transporte da arca, o que ele não tinha feito na primeira vez. Deve-se considerar um ponto crucial para a leitura do relato: Se Davi tivesse entendido que seu erro consistia em ter colocado a arca num carro e permitido que não-sacerdotes a transportassem, na segunda festa ele alteraria esse ponto e todo o restante faria igual, especialmente a música. Mas não foi isso que aconteceu. Ele combinou que os sacerdotes deveriam levar a arca (15:13), e que eles deveriam fazer a música para louvar a Deus (15:16).

Ao passo que a ordem para carregar a arca é relatada em apenas um verso, o cronista narra a música desse evento em dezenas de versos. Embora informe que Davi tenha dançado (I Crônicas 15:29), o cronista repete várias vezes a lista de instrumentos, que não sugere uma música feita para dançar. Foram usados “címbalos, alaúdes e harpas”, além de trombetas (ver I Crônicas 15:16, 19-21, 28, 16:5, 42). Deve-se notar que a partir desse evento a lista “címbalos, alaúdes e harpas” torna-se uma expressão técnica para a música do templo.

A omissão de tambores e pandeiros em nenhuma hipótese pode ser atribuída a eventual lapso de memória do cronista. Ele repete a lista dos instrumentos cinco vezes só nesse relato. Além disso, um tal lapso seria estranho à extraordinária memória do autor que lembra o nome dos músicos e suas respectivas famílias (I Crônicas 15:17-24), além dos milhares de famílias e gerações que ele lista no início das crônicas (I Crônicas 15:19-21). Isso é ainda mais relevante ao se considerar que ele está narrando fatos ocorridos havia mais de 500 anos. Davi iniciou seu reinado por volta do ano 1000 a.C. Esdras saiu de Babilônia por volta de 450 a.C.

A lista “címbalos, alaúdes e harpas” ocorre diversas vezes, sendo caracterizada como a música do templo. Davi preparou esses “instrumentos” exclusivamente para louvar ao Senhor (I Crônicas 23:5). Os levitas músicos foram consagrados, ungidos ou “separados” para louvarem ao Senhor com “címbalos, alaúdes e harpas” (I Crônicas 25:1 e 6). Na inauguração do templo, os levitas tocavam “címbalos, alaúdes e harpas” ou “instrumentos músicos para louvarem ao Senhor” (II Crônicas 5:12,13). O cronista diz ainda que esses eram os “instrumentos músicos do Senhor, que o rei Davi tinha feito para deles se utilizar nas ações de graças ao Senhor” (II Crônicas 7:6, ver também 9:11).

O cronista usa várias vezes um qualificativo para falar da música de louvor a Deus no contexto do templo, a partir do segundo transporte da arca. Em referência a essa música, ele usa as expressões “hinos” (I Crônicas 16:7), “a música de Deus” (I Crônicas 16:42), “cântico do Senhor” (I Crônicas 25:7), “louvor ao Senhor” (II Crônicas 5:13) e “cântico do Senhor” (II Crônicas 29:27). A expressão “cântico do Senhor” literalmente é “a música do Senhor”.

O início de uma nova fase na história litúrgica de Israel é claramente marcado pelo cronista com a seguinte expressão: “Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos ao Senhor” (I Crônicas 16:7). Com duas expressões de tempo que delimitam um divisor de águas (“naquele dia” e “pela primeira vez”), esse verso indica que até aquele evento, Israel teve uma experiência de louvor, e a partir dali teve outra.

Essa compreensão de I Crônicas 16:7 é reforçada pelo contexto. Em I Crônicas 15:16, “Davi disse aos chefes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores…”. I Crônicas 16:4 diz que Davi “designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar e louvar, e exaltar o Senhor, a saber, Asafe… “. E I Crônicas 25:1 diz que “Davi separou para o ministério os filhos de Asafe, de Hemã e Jedutum, para profetizarem com harpas, alaúdes e címbalos”.

O transporte da arca para Jerusalém marcou o “início histórico do ministério musical dos levitas em Israel”, e “a nomeação feita por Davi de um ministério levítico para a música e o louvor a Deus marca um significativo avanço para a história do culto em Israel” (The Expositor’s Bible Commentary[Zondervan: Grand Rapids, MI], “I Crônicas 15:16 e 16:4“, 4:387-389 ). Sobre I Crônicas 16:7, o Broadman Bible Commentary (Broadman Press: Nashille, TN) diz que “Davi fez uma nomeação permanente” relativa ao louvor a Deus, para ser dirigido pelos músicos levitas.

Esse episódio mostra não apenas que o louvor a Deus passou por uma mudança litúrgica como também que ele foi institucionalizado para ser dirigido por um sacerdócio ordenado. Os cantores levitas dirigiam o canto de louvores e a congregação tomava parte ativa (I Crônicas 15:28, II Crônicas 23:13). Os sacerdotes músicos eram mais de 10% de todos os sacerdotes (I Crônicas 15:16, 23:3-5). A partir desse evento o ministério do louvor é privatizado aos levitas como todos os demais. Os levitas músicos são listados por famílias, e se diz que os filhos estavam sob direção de seus pais, e todos os músicos eram “instruídos no canto do Senhor” (I Crônicas 25:7). A expressão sugere uma unidade entre as famílias dos músicos que era tecida por esse ministério musical.

O mandado do Senhor

Davi provavelmente fosse inclinado para o ritmo e dança. Além de rei, ele era um músico, e compositor. Que esses eram seus gostos fica claro na música e na conduta dele durante os eventos em questão. E se era assim, o que aconteceu para que ele entendesse que os levitas deviam definir a música da festa do transporte da arca e do templo, sem tamboris e pandeiros? Considerando seus possíveis gostos, Davi não faria isso por sua própria vontade.

Essa ideia está confirmada em II Crônicas 29:25-27. Ali se narra a reforma de Ezequias, em que ele restabeleceu o culto a Deus. A Bíblia declara que o rei reinstituiu a música de “címbalos, alaúdes e harpas” (29:25), a mesma música dos levitas, “segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã”. Mas, eles mesmos inventaram esse padrão musical? Não. “Esse mandado veio do Senhor por intermédio de seus profetas”, revela claramente a Palavra de Deus (ver II Crônicas 29:25).

Ênfase especial é dada aos instrumentos, que além da lista específica, se diz duas vezes que eram “os instrumentos de Davi”, como passaram a ser chamados. Estes são os “instrumentos acerca dos quais Deus, através de Natã e Gade, deu instruções a Davi para que fossem usados no templo (II Crônicas 29:25)”, confirma The Expositor’s Bible Commentary, “II Crônicas 25:1“, 4:424.

Quando Davi recebeu essa revelação por meio dos profetas? Provavelmente no intervalo dos três meses em que a arca esteve na casa de Obede-Edom. Por isso Davi comandou a mudança litúrgica e musical focalizada em Crônicas. A obra The Expositor’s Bible Commentary defende que “Davi agiu sob direção divina, transmitida através dos profetas Natã e Gade” (4:389).

A música feita com esses instrumentos tornou-se um modelo em Israel. Além da reforma de Ezequias que a reinstituiu (por volta do ano 700 a.C.), na reedificação de Jerusalém, Esdras e Neemias retomaram o mesmo padrão, com “címbalos, alaúdes e harpas”, os “instrumentos de Davi” (Neemias 12:27, 36), por volta do ano 450 a.C. De uma presumível predominância dos adufes (tambores) e pandeiros, no modelo anterior ao templo (II Samuel 6:5), o novo modelo deu clara predominância aos instrumentos de cordas, com as harpas e os alaúdes ou saltérios (II Crônicas 29:25). Os címbalos (pratos ou sinos) não podem ser vistos como uma abertura para o uso dos tambores, uma vez que esse instrumento não tem função de acentuar o ritmo como têm os tambores.

A Pictorial Encyclopedia of the Bible (Zondervan: Grand Rapids, MI, 4:315) diz que, na música do templo, “a falta de menção de um amplo grupo de percussão bem como a ausência de corpos de dançarinos podem indicar uma tentativa de evitar semelhança com as formas pagãs de adoração”.

Essa característica da música do templo não pode ser ignorada. Visualizando o louvor na eternidade, em seu cântico o rei Ezequias diz que “tangendo instrumentos de cordas, nós O louvaremos todos os dias de nossa vida, na Casa do Senhor” (Isaías 38:20). O Apocalipse fala de harpas nas mãos dos salvos para louvarem a Deus no Céu (Apocalipse 5:8, 14:2).

Relendo o salmo

Tendo visualizado esse contexto da história litúrgica de Israel, pode-se retomar o Salmo 150. Quem escreveu o salmo? Quando foi escrito? Considerando que a lista de instrumentos do salmo é muito próxima da lista da primeira festa de Davi, o salmo deve ter sido escrito antes dessa festa.

Entre outras fontes de especialistas, a publicação The Septuagint Version (Zondervan: Grand Rapids, MI), diz que o Salmo 150 é “um salmo genuíno de Davi, composto quando ele venceu o combate com Golias”. Nesse caso, quando fala de como louvar, Davi naturalmente expressa a compreensão do louvor a Deus daquela fase de sua vida. A experiência do templo agregou mais luz a essa compreensão.

(…)Isso significa que Salmo 150:4 não seja inspirado? De modo nenhum. Da mesma forma que Jesus não estava dizendo que Moisés e algum trecho do AT (como Deuteronômio 24:1-14, Êxodo 21:23-25, Levítico 24:20, Deuteronômio 19:21, Levítico 19:18, Salmos 139:21-22) não eram inspirados quando ele os aprofundou, dizendo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…” (Mateus 5:33, ver também 5:27, 31, 34), “Eu, porém, vos digo…” (Mateus 5:32, ver também 5:28, 34, 39, 44).

Mais tarde ele explicou por que o critério dado por Moisés estava sendo ampliado: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mateus 19:8).

O conhecimento da vontade de Deus se aprofunda e se amplia com o amadurecimento do povo de Deus. Os servos de Deus louvavam com sinceridade e reverência de acordo com os costumes e estilos musicais e coreográficos que eles tinham. Porém, quando esses costumes podem interferir na relação de Deus com seu povo, como ocorreu com Israel no Sinai, ele revela novos e mais elevados padrões, no momento apropriado.

Assim, para se compreender a maneira de louvar segundo a Bíblia, deve-se estudar a partir de um contexto amplo da história do povo de Deus, nunca isolando um texto de seu contexto.
Seria o templo um modelo ou ideal para a igreja?

O templo terrestre é uma representação em dois sentidos. Ele aponta para o Messias vindouro, mas também retrata a santidade do santuário celestial, onde os filhos de Deus serão recebidos por ocasião das “bodas do Cordeiro” (Apocalipse 19:1, 7,8, 7:9), e quando com harpas cantarão o “cântico novo” (Apocalipse 14:2-3). A “noiva” que se “atavia” para as bodas é a igreja que se prepara para estar lá, na presença de Deus, para o louvor no próprio santuário celestial.

Ellen G. White diz que “da santidade atribuída ao santuário terrestre os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor propõe encontrar-se com seu povo”. Ela acrescenta que “as coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns”. E por fim, compara, “para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para a reunião sublime à qual coisa alguma que contamine poderá ser admitida” (Testemunhos Seletos, vol. II, p. 193).

Essa visão de um padrão de louvor indicado por Deus deve pavimentar um caminho de princípios para a música litúrgica em todos os tempos.

Vanderlei Dorneles, doutorando pela Universidade de São Paulo, é professor no Unasp, Engenheiro Coelho.

A música na era da imbecilidade monosilábica

Imagem: GuiaBH

Há uma tendência idiomática, estudada pelos gramáticos e linguistas, e mesmo constatável empiricamente, que consiste na ação do falante de abreviar as palavras. Assim, palavras longas são reduzidas ao longo do tempo. Exemplo clássico encontra-se no pronome “vocês”. Esta forma, tal como se encontra hoje registrada nos léxicos, nem sempre se pôde considerar “correta”. Em Portugal, a nação europeia da qual o Brasil herdou seu idioma oficial, houve um tempo em que o pronome de tratamento real era “vossa mercê”. Expressão longa, a passagem dos séculos tratou de vulgarizá-lo, abreviando-o. Hoje o escrevemos apenas como “vo­cê” — considerando-o plenamente aceitável nos rígidos quadrantes da gramática normativa culta.

Talvez a necessidade de fluidez nos diálogos possa explicar, ao menos em parte, esse movimento de “encurtamento” das palavras numa língua. O interlocutor apressado deseja exprimir suas ideias e sentimentos com rapidez. Logo, usa de vocabulário que lhe proporcione a celeridade almejada. E é aí que a abreviação encontra campo fértil para desenvolver-se, porquanto parece ser de fácil compreensão que palavras curtas propiciam agilidade a uma conversa. Nos tempos presentes, na afamada “era digital”, esse mo­­vimento, outrora secular, acelerou-se. Hoje é possível notar sem dificuldades o re­crudescimento do processo de abreviação das palavras de um dado idioma.

Para citar novamente o caso do “você”, nas redes sociais e nos programas de comunicação instantânea via internet, aquele pronome, cuja forma culta na atualidade já é uma redução da original, foi novamente “mutilado”, tornando-se um singelo “vc”. Idêntico fenômeno se observa no verbo “teclar”: quando usado na denotação de “acionar por meio de teclas”, o usuário da internet tem preferido um simples “tc”.

Essas transformações linguísticas, se de um lado operam-se nos rastros das consequências sociais da globalização — aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida” —, de outro decorrem de uma tentativa de estabelecimento de um signo linguístico capaz de comportar uma sociedade acelerada e sem freio.  Eis o “idioma da velocidade”.

O “idioma da velocidade”, dessa maneira, pode-se considerar como sendo o sistema de comunicação mediante o qual o interlocutor prioriza a ligeireza da interlocução: o diálogo deve ser rápido, fluido, “líquido”, mesmo que, para tal fim, seja preciso sacrificar regras comezinhas de sintaxe ou abreviar impiedosamente as palavras.

Um conceito obscuro no cancioneiro nacional

A ideia de “idioma da velocidade”, que ora estou a propor, encontrou terreno fecundo na música comercial brasileira. Especifi­camente, refiro-me ao gênero que se convencionou chamar de “sertanejo universitário” — atualmente dominante em todas as rádios do País.

O conceito de “sertanejo universitário” é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente “contradictio in terminis”, afinal, “sertanejo” remete à ideia de “sertão”, área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já “universitário” é adjetivo que se liga incontinenti à “universidade”, isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir “sertanejo universitário” como sendo o “caipira que passou no vestibular” ou “o cidadão urbano com origens no sertão”. Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.

Do ponto de vista musical, o sertanejo universitário hoje é um gênero musical utilizado comumente para designar a fórmula da “música dançante feita para gente descerebrada”. É o correspondente hodierno, do século 21, ao que foi a axé music no fim do século 20, mais precisamente na década de 1990: a demonstração cabal de que o físico alemão Albert Einstein estava certo quando afirmou: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, quanto ao universo, ainda não estou completamente certo disso”.

A década perdida da música brasileira

Recordando os tristes anos de 1990, a década perdida da música brasileira, o império da axé music na indústria fonográfica nacional proporcionou algumas das mais constrangedoras composições que alguém, su­postamente um ser racional, já foi capaz de escrever. Naqueles idos, expressões do quilate de “vai dançando gostoso, balançando a bundinha” tornaram-se símbolos de uma geração destruída pelo assédio constante da lógica hedonista do “prazer carnavalesco ininterrupto, curtição acéfala e exibicionismo de corpos plasticamente esculpidos na academia”. Era o princípio de uma tendência irrefreável, que só se acentuaria ao longo dos anos na música brasileira: a substituição do cérebro pelas nádegas. Era o começo da MIB: Música Imbecil Brasileira. O acrônimo de uma geração de jovens destruída pela estultice.

O grau de estupidez a que os ouvidos humanos foram submetidos nessa “idade das trevas” das rádios do País pode ser muito bem representado num dos hits do mais emblemático dos grupos surgidos no período. Refiro-me ao É o Tchan e a sua antológica “Na boquinha da garrafa”, sucesso radiofônico absoluto, cujas coreografias foram repetidas incessantemente em programas de auditório dominicais, com suas dançarinas calipígias “engatando” bem-sucedidas carreiras nas capas de revistas masculinas e no mundo das sub-celebrity. Vejamos: “No samba ela gosta do rala, rala. Me trocou pela garrafa. Não aguentou e foi ralar. Vai ralando na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa.  Vai descendo na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa”.

A letra dispensa comentários e, por si só, revela a mais absoluta falta de respeito próprio, menos de quem compôs e produziu o grupo — um empresário na tarefa de lucrar na indústria do kitsch —, mais da parte de quem anotou na sua biografia momentos de supremo constrangimento “ralando na boquinha da garrafa”.         

Quanto ao exibicionismo a que me refiro como caracterizador do período, este se notava na quantidade imensa de pessoas que passaram a trajar abadás multicoloridos qual uniformes denotativos de um suposto status citadino jovem, com os símbolos do “carnaval fora de época”. Havia mesmo uma hierarquia curiosa nas vestimentas: dependendo da cor do abadá, o sujeito era “playboy/patricinha” ou “pobre/povão”, pois já se sabia antecipadamente o preço elevado que se pagava para estar no bloco da “cervejada” ou dos “chicleteiros”, relegando o setor da “pipoca” para o vulgacho empobrecido. Foi também uma época de criatividade única no desenvolvimento de coreografias para as muitas “danças” que surgiam: do vampiro, da manivela, da tartaruga, do tamanduá, do morcego. Quase toda a fauna brasileira foi vilipendiada, digo, homenageada nessas composições.

Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo “artista” de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por “grande cantora”, é empurrada “goela abaixo” do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. "Carro velho", sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: “Cheiro de pneu queimado.  Carburador furado.  Coração dilacerado.  Quero meu negão do lado.  Cabelo penteado.  No meu carro envenenado.  Eu vou, eu vou, então venha.  Pois eu sei.  Que amar a pé, amor.  É lenha”.

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos “clássicos” do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é “batidão”). Nem mesmo o movimento da “suingueira”, capitaneado por “pérolas” do nível de “Re­bolation”, associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os “sucessos do carnaval”, conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo.

O jovem hedonista do século 21 no Brasil

Entretanto, o mercado, no capitalismo, nunca pode parar na sua incessante busca pela rentabilidade. Ele precisa encontrar novos meios de entretenimento que gerem lucros vultosos. A fórmula mais fácil disso é, indiscutivelmente, estimular a imbecilidade da juventude. Sem escrúpulos.

Os meios de comunicação de massa cumprem, então, o seu papel: associam a ideia de “ser jovem” com a de “ser um imbecil”, aqui entendido como um irresponsável, que não se importa com nada que não seja o próprio prazer, imediato, rápido, fluido, como deve ser a linguagem nos tempos da globalização digital.

O sertanejo universitário surge nesse contexto. Ele vem ocupar o espaço dos ritmos que se prestam a proporcionar “diversão sem compromisso”, expressão que não quer outra coisa senão mascarar a baixíssima qualidade da música produzida, além de servir como sentença de absolvição da mediocridade humana de quem ouve esse estilo. Entender o estereótipo do sertanejo universitário, dessa ma­nei­ra, afigura-se como sendo da mais alta relevância para a compreensão da ideia corrente do que é ser um jovem hedonista no século 21. É o desafio a que me proponho a partir de agora.

O perfil estereotípico do sertanejo universitário

Naturalmente, numa empresa dessa envergadura, precisarei recorrer às letras de algumas das composições mais re­presentativas do estilo. Cuida-se de analisar como pensam os grandes artistas do gênero para, ao final, ro­bustecer um juízo estético-sociológico sobre este conceito indecifrável do “sertanejo universitário”.

Nesse sentido, creio que uma das suas primeiras características é o desapego aos estudos. O sertanejo universitário é um hedonista por excelência. Seu adágio popular dileto, alçado à condição de mote da própria vida, é o clichê: “Pra que estudar se o futuro é a morte?”.

Desse modo, pode ser concebido como um jovem, de péssima formação intelectual e que, a despeito de cursar uma faculdade, não está nem um pouco preocupado com os estudos. Para ele, só existe a balada (o prazer imediato). É o que notamos na composição “Bolo doido”, da dupla “Guilherme e Santiago”: “Ai ai ai sexta-feira chegou! quem não guenta bebe leite e quem guenta vem comigo. Na sexta-feira o bar virou uma micareta.  Mulherada foi solteira e os meus amigos loucos pra beber.  Da faculdade eu fui pra festa tomar todas com a galera.  E fiz amor até amanhecer. Toquei direto, fui à praia com as gatinhas na gandaia.  Minha galera bota é pra ferver.  Segunda de madrugada, travado, cheguei em casa.  Sete horas acordei com uma ressaca, tinha prova pra fazer”.

Mas o sertanejo universitário, para levar uma vida de “baladeiro”, necessita de dinheiro, pois o vil metal tem o condão de, simultaneamente, torná-lo cliente especial da sociedade de consumo e despertar o interesse das garotas mais lindas da balada — verdadeiras empreendedoras no varejo dos relacionamentos humanos. Ele é, assim, um sujeito endinheirado. É o que se observa na composição “Ca­maro amarelo”, da dupla Mu­nhoz e Mariano: “Quando eu passava por você. Na minha CG você nem me olhava.  Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber.  Mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu ‘véio’.  E resolveu os meus problemas, minha situação. E do dia pra noite fiquei rico. ‘To’ na grife, ‘to’ bonito, ‘to’ andando igual patrão. Agora eu fiquei doce igual caramelo. ‘To’ tirando onda de Camaro amarelo. E agora você diz: vem cá que eu te quero.  Quando eu passo no Camaro amarelo”.

Já sabemos, portanto, que o sertanejo, do tipo universitário, é jovem, de posses, sai da faculdade com seu Camaro amarelo direto para a balada e “bota a galera pra ferver”. Há quem lhe custeie os estudos. E, ainda que ao final de quatro ou cinco anos saia da faculdade no nível de um analfabeto funcional, seus genitores são suficientemente influentes para arranjar-lhe uma boa posição na iniciativa privada ou mesmo no serviço público.

O sertanejo universitário é sujeito destemido, porém sensível. Tem o dom da poesia in­crustado nas suas veias. Na balada, este santuário da “pegação da mulherada”, sente a verve aflorar com facilidade, produzindo versos riquíssimos, como os que se notam na composição “Ai se eu te Pego”, do cantor Michel Teló: “Sábado na balada. A galera começou a dançar. E passou a menina mais linda.  Tomei coragem e comecei a falar. Nossa, nossa. Assim você me mata.  Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.

De fato, é preciso ser muito perspicaz para rimar “dançar” com “falar”. Sobretudo, me impressiona a profundidade dos versos: quando passa a menina mais linda, ele toma coragem e fala. É um movimento controlado, premeditado. O eu lírico “toma coragem” e “parte para a caça” na balada. Inspirado pela beleza da garota, ele se aproxima e a corteja de uma maneira que qualquer mulher, de Carla Perez a Susan Sontag, sentir-se-ia enamorada: “Ai se eu te pego”, “ai se eu te pego”, ele repete à exaustão o verso aos ouvidos da “garota mais gostosa”.         

Contudo, talvez a característica mais significativa desta personagem — o sertanejo universitário — seja mesmo a preferência pelo “idioma da velocidade”. Sertanejo que é sertanejo universitário evita a prolixidade; é sucinto, direto, objetivo. Sua linguagem despreza floreios verbais, construções frasais longas, vocábulos de difícil entendimento. Dado o portento de seu talento poético, ele acentua a desnecessidade do vocabulário complexo, adepto que é da lógica do “dizer muito com muito pouco” ou do “falar fácil é que é difícil”. Conhecedor profundo da fonologia da gramática da língua portuguesa, ele lança mão do rico alfabeto fonético do idioma românico-galego e, conjugando-o com seu ideal filosófico de concisão e com as técnicas redacionais modernas que enaltecem o “texto enxuto”, passa a compor valorizando a mínima emissão de voz na entonação dos seus versos, economizando em palavras o que pode expressar, em seu entender, perfeitamente com vocábulos monossílabos. É daí que nasce a tendência manifesta das composições do estilo em priorizar a vocalização de uma única sílaba. Exemplificativamente, temos: “Eu quero tchu, eu quero tcha”, de João Lucas e Marcelo: “Eu quero tchu, eu quero tchã. Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tchã. Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

“Eu quero tchu, eu quero tcha” é, sem dúvida, um dos mais formidáveis exemplos de como se pode economizar palavras, de como se pode fundir o dígrafo consonantal “ch” com o “t” e uma vogal (“a” ou “u”) e criar um hit nacional. O significado poético-filosófico do “tchu” e do “tcha” na composição também merece registro: o eu lírico cria um jogo de contrastes, antitético como as leis da dialética, onde o “tchu” só existe para o “tcha”, de modo que não pode haver “tcha” sem “tchu” nem “tchu” sem “tcha”. Daí o porquê de invocar-se as expressões alternadamente, silabando-as na velocidade da luz: “Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

Na mesma linha vem a composição “Tchá tchá tchá”, cantada por Thaeme e Thiago: “Ai que vontade, ai que vontade que me dá.  De te colocar no colo e fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã.  De beijar na sua boca e fazer o tchá tchá tchã”.

Outro exemplo notável do uso de monossílabos é observável em “Lê lê lê”, de João Neto e Fre­derico. Vejamos: “Sou simples. Mas eu te garanto. Eu sei fazer o Lê lê lê. Lê lê lê. Lê lê lê. Se eu te pegar você vai ver.  Lê lê lê. Lê lê lê”.

Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível. Sendo possível conotar com um mero “lê”, por que falar mais? O “lê, lê, lê”, no entanto, guarda uma mensagem subliminar perigosa: se tomado isoladamente na segunda pessoa do imperativo afirmativo, pode vir a constituir-se em ordem para leitura. Nada mais distante do que pretende o compositor e a “filosofia de vida” que a­nima o sertanejo que frequenta a universidade. Logo, é preciso apreender o “lê lê lê” de maneira contextualizada, ou seja, como registro onomatopaico que emula o sentimento de auto compensação libidinosa do eu lírico diante da vergonha que é, numa sociedade de consumo, ter uma condição financeira oprobriosa.

A era da imbecilidade monossilábica

A partir das breves linhas expostas acima, penso que o leitor já se encontra habilitado a conceituar este personagem enigmático do cancioneiro nacional: o sertanejo universitário. Trata-se de um modelo hedônico de uma sociedade capitalista hedonista, marcadamente voltado ao consumo, onde ser um “idiota”, um “imbecil completo”, não só não é motivo de desonra — própria e familiar — como se consubstancia num status socialmente tolerado (diria mesmo instigado). É o estereótipo desejável da sociedade globalizada por relações líquidas sob o elo do idioma da velocidade: no falar, no vestir, no relacionar-se, tudo que se refere ao gênero humano passa numa piscadela. Na música, não é diferente. Predomina o sertanejo universitário como o modelo supremo da juventude irresponsável, mediocrizada, de baixíssimo nível cultural. As composições são cunhadas no esteio da pobreza vocabular de quem as escreve, mas também de quem as canta — em ambos os casos denunciando a mais absoluta falta de leitura. É um autêntico movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral.

Por essas razões é que me sinto autorizado a declarar que, depois da hecatombe cerebral que a axé mu­sic proporcionou na década de 1990, contribuindo decisivamente na deseducação do povo brasileiro com seus versos de “balançando a bundinha” e “boquinha da garrafa”, o sertanejo universitário, gestado pela indústria fonográfica em crise, desponta como o meio mais fácil de lucrar em cima do desejo hedonístico, cotidianamente instigado pelos meios de comunicação, que impele o jovem a aproveitar a vida a qualquer preço, de qualquer maneira, custe o que custar — incluindo o próprio senso do ridículo daqueles aos quais falta massa encefálica para perceber o quão patético é idolatrar “artistas” incapazes de compor com vocábulos polissílabos. É quando aos olhos de uma garota, na balada, torna-se “bonito” ser um completo idiota. Com o sertanejo universitário, a MIB entrou definitivamente na “era da imbecilidade monossilábica”.

O autor da matéria, Rafael Teodoro é advogado e músico.

(Jornal Opção)

O Poder da Música



Fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do Senhor; regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música. Isaías 51:3

A melodia de louvor é a atmosfera do Céu e, quando o Céu vem em contato com a Terra, há música e cântico – “ações de graças e voz de melodia” (Is 51:3).

Sobre a Terra recém-criada, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam” (Jó 38:7). Assim, corações humanos, em afinidade com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos.

A história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. A música muitas vezes é pervertida para servir a fins maus, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar o coração. Assim como os filhos de Israel, viajando pelo deserto, suavizavam sua viagem pela música de cânticos sagrados, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. Esse tipo de cântico tem um poder maravilhoso. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar compaixão, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço.

É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração duramente oprimido e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem seu poder, a vida assume novo significado e novo propósito, e o ânimo e a alegria são comunicados a outras pessoas! [...]

Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros.

Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração.

(Ellen G. White - Youth’s Instructor, 29 de março de 1904)

Insetos não gostam de Heavy Metal



De acordo com uma nova pesquisa, besouros são super caretas e não gostam de Rock Heavy Metal – ou de nenhuma música mais “pesada”. E os cientistas descobriram que o som que os mais deixa irritados são versões modificadas dos sons que eles mesmos fazem.

Os besouros estavam destruindo árvores que já estavam em extinção, muito importantes para o ecossistema, e os cientistas resolveram encontrar uma forma de impedi-los (sim, os besouros também têm lugar no ecossistema, mas a ação do homem e as mudanças climáticas fizeram com que eles se reproduzissem demais).

Para expulsar os besouros, os cientistas tocaram Guns & Roses, Queen, Rush Limbaug e versões manipuladas dos sons dos próprios besouros. Além de ficarem perturbados e irem embora, os insetos lutavam entre si, matando uns aos outros, não conseguiam se reproduzir, muito menos cavar túneis e se alimentar.

A conclusão foi que o stress acústico realmente afeta os insetos e é uma boa maneira de combatê-los.

Antes de colocar a “terapia” em prática na floresta, os cientistas haviam testado o método em pequenas “fatias” de madeira, retiradas de árvores infestadas, e puderam analisar de perto a resposta dos besouros com diferentes tipos de música.

Os pesquisadores afirmam que, se a música fosse tocada antes da cópula dos insetos, o macho ficava tão irritado que acabava destruindo a fêmea.

Herois


Abaixo segue a música de Felipe Tonasso com uma grande verdade sendo apresentada de forma bem engraçada. Vale mencionar o clipe abaixo foi montado com a contribuição na caricatura de Felipe Tonasso por Delmo Barros e com os desenhos de Gustavo Tertuliano.



Herois (Em quem me fortalece)
Felipe Tonasso e Fernando Rochael

Não tenho medo de criptonita, nem fico verde se alguém me irrita
Não uso sunga por cima da calça, nem vôo alto com a identidade falsa
Mas sou muito melhor e meu poder é maior
O espírito de Deus é quem me faz assim

Com a fé de Davi derrubo gigantes
Com a fé de Josué eu detono muralhas
Com a fé de Daniel fecho a boca do leão
Posso tudo com a fé de Abraão...

Eu posso tudo em quem me fortalece
Posso tudo em quem me fortalece.

Não uso relógio maluco no braço, não tenho batmóvel e nem peito de aço
Não subo em paredes nem uso magia, nem solto raios quando entro numa fria
Mas sou muito melhor e meu poder é maior
O Espírito de Deus é quem me faz assim

Com a fé de Davi derrubo gigantes
Com a fé de Josué eu detono muralhas
Com a fé de Daniel fecho a boca do leão
Posso tudo com a fé de Abraão...

Eu posso tudo em quem me fortalece
Posso tudo em quem me fortalece.

Não tem para as meninas super-poderosas
Não tem para o naruto, homem aranha e super man
Não tem pra dragon ball, e nem pra x-man
Não tem para bem 10 e nem pro chapollin...
O espírito de deus eh quem me faz assim

A música piorou nos últimos anos



RIO - A música piorou nas últimas décadas. O que parece relativo quando dito por um crítico ganhou tons científicos com um estudo realizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha. Pesquisadores, através de programas de computador, analisaram 464.411 músicas populares do Ocidente lançadas entre 1955 e 2010, incluindo pop, rock, hip-hop, folk e funk.
Com os resultados obtidos, avaliaram tendências com o passar dos anos. As diferentes transições entre combinações de notas diminuíram de número nas últimas décadas. A variedade de timbres na música pop também caiu significantemente desde os anos 1960. Sobre este fato, a conclusão dos pesquisadores é que os compositores tendem a se manter fiéis às mesmas qualidades de som obtidas anteriormente. O volume, porém, tem aumentado desde 1955, em uma "espécie de corrida pela música mais alta".
Para a pesquisa, primeiramente foram avaliados elementos como timbre, tom e volume. Depois, observou-se as diferentes tendências das características ao longo dos anos. A cada batida, os computadores representavam as informações obtidas através de números. Com isso, foi possível identificar diferenças nas harmonias, melodias e acordes, além da intensidade em que eram executadas. Para cada timbre, as ondas foram medidas e avaliadas em relação à sonoridade obtida através das combinações com os outros instrumentos e efeitos.
A partir desta fase foi construído um vocabulário musical. Através da associação de palavras aos números, foram criadas espécies de textos que podem representar um estilo musical de determinado ano ou época. Desta maneira, foi possível descobrir padrões estatísticos sobre a variedade de "textos" surgidos em determinado período, a frequência em que foram usados e os mais comuns ao longo do tempo.
— Nesta fase, observou-se um fenômeno literário em que a palavra mais repetida é duas vezes mais escrita do que a segunda mais repetida, que por sua vez aparece três vezes mais que a terceira. O mesmo padrão se repete na música — explica Joan Serrà, autor da pesquisa junto com Josep Lluís Arcos.

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Dia do Senhor - Marquinhos Maraial

Neste dia especial, reflita nessa música especial do cantor e compositor Marquinhos Maraial:

Conheça um pouco mais a vida desse cantor com mais de 800 composições gravadas por diversos cantores populares, que teve uma grande mudança em sua vida, clicando aqui.

Presente de Deus

Para você refletir nessas últimas horas de sábado, o sétimo dia, conforme a Bíblia:



Presente de Deus
Arautos do Rei

Tranquilo estou, o Sábado chegou
Minhas tensões aliviadas já estão
Preocupações não vão me acompanhar
Com Cristo me encontrar e acalmar meu coração.

Dia feliz eu posso descansar
E bem juntinho da família ficarei
Faz diferença um dia pra parar
Lembrar da criação, ficar mais perto de Jesus.

Esse é o dia de amor, muita paz e união
Que eu ofereço a Deus através da comunhão
São momentos de louvor
Quando eu me encontro com Jesus
A esperança fortalecer, dia especial
Um presente de Deus pra mim.

Deus separou um dia pra sorrir
E observar a natureza que ele fez
Vou renovar as forças que perdi
E agradecer a Deus
Pelo descanso dado a mim.

Dia especial, um presente de Deus pra mim.

Feito para mim

Bela música para ser ouvida e refletida no dia de hoje. Assista ao vídeo e reflita na letra da música.



Feito para mim
Arautos do Rei

Eu me encanto ao pensar no cuidado de Deus por nós.
Desde quando do pó nos formou, Ele não nos deixa sós.
Revelando profundo amor nos detalhes que planejou.
Vem em busca do homem, e ainda diz: “Aqui estou”.

Terminada a criação, o Senhor muito se alegrou
E ao começar o sétimo dia, Ele descansou
Assim, pois, abençoou,
Santificando, esse dia especial!

Dia para celebrar Dia de alegria
Sábado do meu Senhor é o dia santo.
Símbolo do meu amor, da lealdade do Senhor,
Dia feito para mim, para o meu descanso.

De que vale o louvor que não parte do coração?
Mandamentos que o homem criou geram falsa adoração.
Só os puros de coração, são capazes de perceber
A eterna beleza e a perfeição da Lei de Deus.

Eu pertenço a Jesus, não é só porque me criou
Mas porque em meio aos meus pecados Ele me salvou
E deu-me pra celebrar
Um tempo santo, esse dia singular

É um sinal entre Deus e Seu povo
E como Deus não muda,
O Sábado pra sempre será...

Há um Clamor - Música

Mais uma música muito bonita, cantada por Tatiana Costa, que merece ser analisada para uma boa reflexão.



Há Um Clamor
Autor: Daniel Salles

Em algum lugar, em alguma esquina existe
Alguém pedindo pra sobreviver
Grita no vazio, e o silêncio
Traz respostas conhecidas
Que nem dá mais pra ouvir
Basta apenas um olhar
Muita gente está ao seu redor

Há um clamor! Corações que sofrem
Há um pedido de socorro no ar
Para quem quiser ouvir, sua vida repartir
Há um clamor! Quem irá?

Falam de amor, mas na verdade
O que vivemos é o contrário
Um constante transmutar
Corações que sofrem vivem na esperança
De encontrar alguém que lhes tire a aflição
Comece a usar esse amo restaurador

Há um clamor! Corações que sofrem
Há um pedido de socorro no ar
Para quem quiser ouvir, sua vida repartir
Há um clamor! Quem irá?

Pode ser alguém sem pão
Sem casa pra morar
Ou alguém que caiu na vida e ninguém foi ajudar
Faça algo já!

Há um clamor! Corações que sofrem
Há um pedido de socorro no ar
Para quem quiser ouvir, sua vida repartir
Há um clamor! Quem irá?

Há um clamor! Corações que sofrem
Há um pedido de socorro no ar
Para quem quiser ouvir, sua vida repartir
Há um clamor! Quem irá?
Há um clamor! ...
... quem irá?

Música evolutiva, exemplo de evolução?


Pense em uma pintura que começou com algumas manchas de tinta e, espontaneamente, evoluiu até virar uma obra de arte. Troque as tintas por ruídos e você verá o que um grupo de pesquisadores da Imperial College London (Reino Unido) conseguiu criar: música evolutiva.

Eles desenvolveram um programa (batizado de DarwinTunes) capaz de gerar e combinar ruídos. No início, havia duas faixas com notas e barulhos aleatórios. O programa as combinou, gerou mais duas, que geraram outras…

Pouco tempo depois, eles compilaram centenas de faixas, que foram avaliadas por um grupo de voluntários. As mais apreciadas sobreviveram e as consideradas desagradáveis foram eliminadas. O programa combinou as faixas sobreviventes e, com o tempo, surgiram faixas cada vez mais agradáveis.

Lá pela 3.000ª geração, uma surpresa: “Começaram a surgir sons de bateria e baixo, espontaneamente. Não tínhamos incluído isso no algoritmo [a base do programa]“, disse o pesquisador Bob MacCallum à BBC. A explicação é que esses sons são apreciados por boa parte dos avaliadores, e o programa combinou ruídos para se aproximar do que eles consideravam bom.

“Nós acreditamos que a música evolui em um processo fundamentalmente Darwiniano”, contou o professor Armand Leroi, membro da equipe, em entrevista à BBC. Embora não tenha havido a intervenção de músicos ou compositores, vale lembrar não foi um processo livre da ação humana: o grupo de voluntários influenciou o processo. “Forças de mercado – a escolha dos consumidores – são uma força criativa mais importante do que se imagina”, apontou.

Considerando o que faz sucesso atualmente, há quem duvide da sanidade do grande público. Seja como for, a evolução continua[?].

(Hypescience)

[HR] Antes que alguém mais utilize este caso como um exemplo de evidência do processo evolutivo da vida a partir do big bang, só pare para refletir na matéria. Primeiro, para que o som fosse reproduzido precisou-se de um computador e um programa de computador, e estes foram CRIADOS! Segundo, a música "apreciável" foi determinada por seres humanos. As "desagradáveis" também. Sendo assim, para todo esse processo "aleatório" houve, pelo menos, um agente que influenciou/criou.
Ou seja, esse DarwinTunes não passa de uma evidência de que para alcançar a perfeição como vemos e conhecemos, a vida foi CRIADA, e não simplesmente resultado de um processo evolutivo.
Por mais incrível e contraditório que pareça, Darwin (neste caso, o seu nome, pelo menos) mais uma vez contribuiu para validar o Criacionismo bíblico!

Descanso para o coração


 
 
Descanso Para O Coração
(Letra: Tuiu Costa / Música: Ricardo Martins)
Quarteto Novo Tempo

Olhando o sol se pôr no horizonte distante
Contemplo o cenário ao suspirar profundamente
Sentimento sublime invade o meu viver
Alegria emocionante ao ver o céu escurecer

Coro
Fecho os olhos e agradeço a Deus
Por criar o Sábado como um dia Seu e meu
Nosso encontro mais íntimo coroando a semana
Um tempo de comunhão, descanso para o coração

Eu ouço a brisa, reconheço a voz de Deus
Como é bom poder parar e refletir olhando o céu
Penso na semana, esboço um sorriso
Mesmo nas lutas, Ele esteve comigo!

Refrão
Penso no carinho de Deus,
Vendo uma estrela brilhar
Ao separar esse dia só para me encontrar!

Lógica




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O que seria da Lua sem as estrelas?
O que seria das mesmas sem o céu?
O que seria da noite se não houvesse o dia
Pra definir como tal?
Em vão seria ter as horas
Se tivesse um só dia, um dia eternal.

E o violão o que seria sem as cordas?
E a canção o que seria sem as notas?
O que seria do poema
Se não houvessem as palavras
Para o eternizar?
Em vão seriam as palavras,
Se elas não fossem necessárias
Pra se comunicar.

O que seria da casa sem as paredes?
O que seria do quadro sem o seu pintor?
O que seria do homem,
E tudo que ele obteve,
Sem o seu Criador?
Que por amar a criatura,
Que condenado que ela estava,
O Seu Filho deu.

O que seria da minha vida?
Um grão de areia no deserto,
Sem você meu Deus!

Sábado pra Te encontrar

Música perfeita para um dia perfeito! Na voz de Melissa Barcelos...




Pra Te Encontrar

Eu olho as horas, já passou do meio dia
Fecho os olhos e agradeço
Por criar e separar um santo dia
E em meio a tantas lutas

Refrão:
Hoje é sábado
A semana acabou enfim
Hoje eu quero expressar, o prazer
Que é ter um dia pra te encontrar
Sábado, um dia a menos pra te esperar
Imagino lá no céu onde toda criação
Irá cada Sábado te adorar

O sol se esconde
Um momento de alegria
A família reunida
Os amigos quero ver no céu um dia
Num grande pôr-do-sol

Inexplicável


Música explêndida cantada neste clipe, um dos maiores duetos que já ouvi e cantei, retratando o amor de Jesus por nós demonstrado na cruz, quando morreu em nosso lugar. Este sim é o verdadeiro significado da Páscoa, do Amor... Inexplicável.
Cantado por Ronaldo Fagundes e Riane Junqueira, gravado no CD Duetos Novo Tempo Vol. 3 da gravadora Novo Tempo. Assista, medite na letra e reflita.



 
 
Inexplicável
 
Parece ser assim, tão simples de falar
Um tema tão comum de se escutar
Quero te contar, do amor de Deus
Mas não sei por onde começar
É tão profundo, intenso, imenso e é por mim
Extravagante, infinito e é por ti

Todo mal que eu fiz não pode me afastar
Do amor de Deus por mim pra me salvar
O eterno amor morreu na cruz pra viver completo e eternamente em mim
Por amor entrega-se para sofrer
Por amor transforma-me num novo ser
Incondicional amor de Deus
Louco pra pulsar junto ao teu coração
Eu não sei te explicar


Canções que já cantei
Poema que já li e as tentativas que eu já vi
Não vão compreender, não sabem descrever
O amor que Ele é e tem por mim
Quem dá vida pra morrer em meu lugar
Tem um amor inexplicável a me amar

[refrão]
E de tal maneira pelo amor ele me dá
Tenho salvação em sua luz

Grandioso És Tu


Este vídeo é uma versão de uma grande música tradicional cristã, cantada por Elvis Presley, admirável por sua voz e sua carreira, apesar dos tristes fatos em que sua vida esteve envolvida.
Reflita na letra dessa música e como o "Rei do Rock", reconheça quão grande é o nosso Criador através de palavras, mas o mais importante, através de ações!




Quão grande és Tu
Versão presente no Hinário Adventista

Senhor meu Deus, quando eu, maravilhado,
Fico a pensar nas obras de Tuas mãos,
Estrelas mil a cintilar no espaço,
De Teu poder, em manifestação,

CORO: Então minh"alma canta a Ti, Senhor:
Quão grande és Tu! Quão grande és Tu!
Então minh"alma canta a Ti, Senhor:
Quão grande és Tu! Quão grande és Tu!

Se ao calminhar por campos e florestas,
Escuto as aves belas a cantar;
Se estendo o olhar do alto da montanha
E a fonte além eu ouço a murmurar,

Se penso, então, que sem poupar Teu Filho,
O enviaste pra morrer por mim,
Levando à cruz os meus pecados todos,
Para eu viver eternamente assim,

E ao vir Jesus em resplendor e glória,
Para levar-me ao lar dos filhos Seus,
Prostrar-me-ei em gratidão infinda,
E exclamarei: Quão grande és Tu, meu Deus!

Escolhido como meu

Ótima música para reflexão. Medite na letra e ouça-a logo abaixo.

Chosen as mine
Tradução: Escolhido Como Meu

Aqui eu estou tão perto de você
Conheça minha voz, eu nunca te deixarei
Porque eu te amei desde antes de ter feito as areias do tempo
Ainda te amo e sempre amarei.
Você é escolhido como Meu
Meu Pai quer te abençoar agora,
Receba de Ele tudo aquilo que você já precisa.
Venha gastar a eternidade comigo. 
Meu coração está cheio de amor por você.
Eu ainda te amo e sempre vou amar você.
Você é escolhido como Meu.
Gritos no deserto, minha criança, eu os ouço.
Lágrimas no vale, meu adorável, eu as conto.
Você é tão precioso; você estava em minha mente quando morri.
Eu ainda te amo, sempre te amarei.
Escolhido como Meu.




"Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí."  (Jeremias 31 : 3)
Letra original:

Chosen As Mine
Here I am so close to you
Know my voice, I'll never leave you
For I have loved you since before the sands of time were made
I love you still and always will.
You're chosen as Mine

My Father wants to bless you now,
Receive from Him all that you'll ever need.
Come spend eternity with Me. My heart's full of love for you.
I love you still and always will.
You're chosen as Mine.

Cries in the desert, My child, I hear them.
Tears in the valley, My lovely, I count them.
YouÂ're so precious; you were on My mind as I died.

I love you still, always will.
Chosen as Mine.

Oração de Entrega


A música abaixo por si só já diz tudo. Ouça, reflita, e quem sabe, tome a mesma atitude.

Oração de Entrega
Flávio Santos

Senhor, eu sou fraco
E humilde de coração
Não tenho força para a obra
Que Tu me dás, ó Senhor
Por que dentre tantos
Escolhestes somente a mim?
Sabes que tenho lábios impuros
Vem me ajudar, ó Senhor

Dá-me, ó Deus, porção dobrada
Do Teu doce Espírito Santo
Quero ser um vaso
Por Tuas mãos usado
Dá-me, Senhor
Dá-me, ó Deus, porção dobrada
Do Teu doce Espírito Santo
Quero ser um vaso
Por Tuas mãos usado
Dá-me, Senhor
Teu poder

Ensina-me as palavras
Que queres que eu fale por Ti
Para que possa dar testemunho
A quem me ouvir, ó Senhor
Irei proclamando
As verdades que Tu me dás
Ó quanto almejo ver o Teu rosto
Eu Te adoro, ó Senhor!

Ouça a música clicando abaixo:


Amazing Grace


Certas músicas trazem, por sua harmonia e bela letra, bons pensamentos e sentimentos. Abaixo você poderá ver a letra original, a tradução e o clipe da música "Amazing Grace", e "sentir" um pouco do som da Maravilhosa Graça!

Amazing Grace
Elvis Presley

Amazing grace, oh how sweet the sound
That saved a wretch like me
I once was lost, though now I'm found
I was blind, but now I see
When we've been there ten thousand years
Bright shining as the sun
We've no less days to sing God's praise
Then when, when we first begun
Through many dangers, toils and snares,
I have already come
Jesus' grace that brought me safe thus far,
and grace will lead me home.
Amazing grace, oh how sweet the sound
To save a wretch like me

I once was lost, but now I'm found
I was blind, but now I see




Tradução: 

Maravilhosa Graça

Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu
Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
Quando estivermos lá há 10 mil anos,
Brilhantes como a luz do sol,
Não teremos menos dias para cantar louvores a Deus
Do que quando, quando começamos no princípio
Por muitos perigos, labutas e armadilhas,
Eu já passei
A graça de Jesus me trouxe seguro, tão distante,
e a graça me conduzirá até o lar.
Maravilhosa Graça, Oh quão doce é o som
Que salvou um miserável como eu

Eu estava perdido, mas agora eu me encontrei
Eu estava cego, mas agora eu vejo.