Mostrando postagens com marcador Jesus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jesus. Mostrar todas as postagens

Jesus na Comissão de Nomeação



Às vezes eu fico imaginando a comissão de nomeação nos tempos de Jesus... Deveria ser algo do tipo:
Após a oração inicial ser feita, ser lido uma mensagem inspirada e realizada uma reflexão para fundamentar que aquela comissão é escolhida e usada por Deus (dessa forma, Deus estaria presente para usar as pessoas ali presentes para escolherem os líderes da igreja), no meio das sugestões de nomes de pessoas, de repente um membro corajoso, ou desavisado, sugere um nome:
– Jesus.
Logo, o restante da comissão começa a "avaliar" o nome sugerido, e um a um começa a dizer seu voto e os motivos que tem para dá-lo.
O primeiro diz:
– Sou líder a tantos anos e nunca vi alguém que cause tanta polêmica quanto Ele. Portanto, meu voto é não.
O segundo continua:
– Esse Jesus é sem noção. Ele parece tão inteligente, mas diz tanta coisa desnecessária. Não passa de tolo! Se fosse sábio em muitas situações ele ficaria calado, como o livro de Provérbios recomenda. Não voto nele de jeito nenhum!
Outro diz:
– Eu o vi com Maria Madalena, aquela prostituta (João 8:3-7). Logo, conforme o conselho bíblico, não podemos escolhê-lo, pois um líder não pode se envolver com mulheres assim (1 Timóteo 3:12).
E outro complementa:
– Já eu, irmãos, o vi conversando e sorrindo com outras mulheres (João 4:16, Mateus 15:28, Marcos 16:1). Esse irmão só pode ser promíscuo. Não pode ser eleito.
E mais um:
– Ah, ele não é da minha panelinha. Ele nunca está nos grupos dos líderes da igreja (segundo os Evangelhos). Então ele não é confiável! Não darei meu voto a ele.
E as acusações e pré-julgamentos continuam, cada um apresentando suas razões que, segundo eles, baseavam-se na própria Bíblia:
– Eu o vi comendo com pecadores (Lucas 15:2), portanto ele não pode ser um líder, pois se “assenta na roda dos escarnecedores”! Conforme a Palavra de Deus, ele não é bem-aventurado (Salmo 1:1). Meu voto é não.
– Verdade irmão! Eu também já o vi rodeado de publicanos, aqueles ladrões (Marcos 2:15)! Nós não podemos elegê-lo. Ele deve ser o mestre dos ladrões!
– E eu, que já presenciei inúmeras vezes ele transgredindo as doutrinas de nossa igreja (Marcos 7:12)! Imagina escolher um líder que nem respeita as tradições eclesiásticas! Isso não é certo, não podemos escolher um líder assim!
– Irmãos, eu não iria nem contar isso, pra não parecer fofoca. Mas como eu acredito que o Espírito Santo se encontra em nosso meio, não importa o que parece, vou contar: Ele não é bem visto pelos seus familiares! Outro dia, ele rejeitou a sua própria mãe e seus irmãos (Mateus 12:47-50)! Já em outra situação, percebi que seus familiares eram unânimes em achar que ele perdeu o juízo (Marcos 3:21)! Imagina eleger alguém com essa índole?! Se assim o fizermos, isso vai acabar incentivando os nossos membros a desprezarem sua própria família! Portanto, para o bem dessa instituição divina, a família, o meu voto é não!
Segue um outro irmão dizendo: 
– Irmão, não ache que isso é fofoca, pois todos nós estamos apenas repassando o que vemos e ouvimos para o bem da igreja e seus membros, tá certo?
Após esses parêntesis, segue a avaliação da comissão de nomeações:
– Outro dia eu o vi ignorando o templo (Mateus 24:2). Imagina, já que Deus merece o melhor, nós investimos tanto as ofertas da igreja para a construção do Templo, para a habitação de Deus, e de repente ele aparece dando a entender que grandes construções assim não têm importância alguma! Os irmãos não ofertarão mais se elegermos um líder com esse pensamento. E o mais absurdo é que ele ainda deu a entender que Deus estaria em qualquer lugar em que dois ou três estivessem reunidos (Mateus 18:20)! Com pensamentos assim, a igreja vai à falência. Meu voto é não!
– Vocês não sabem o que aconteceu outro dia? Jesus chamou aos nossos líderes de hipócritas e raça de víboras! (Mateus 12:34, 15:7)

Então a comissão diz: “Oooohhh... não pode ser”, e o comentário prossegue:
– Isso mesmo! Aliás, isso não aconteceu só uma vez (Mateus 23:13). É certo que o líder A e o líder B são falhos. Mas eles são os ungidos do Senhor e, como tais, ninguém pode criticar, nem tocar neles (Salmo 105:15). Mas esse Jesus está incentivando o mal. Não voto nele.
– É verdade, meus queridos. Esse Jesus é muito crítico. Outro dia ele nos chamou de sepulcros caiados (Mateus 23:27)! Ele não pode ver um errinho sequer que já começa a criticar, como se a igreja fosse perfeita! Ele não tem em mente que somos pecadores e falhos? Não podemos eleger um líder com essa visão. Meu voto é não.
– Minha gente – outro membro comenta – a gente, não pode eleger a Jesus! Afinal, ele é de que igreja? Eu já o vi rondando tantas igrejas que eu nem sei de onde ele é membro. Ele parece um nômade, eclesiasticamente falando. Aliás, pelo que soube, ele não frequenta a igreja em todos os dias de culto. Dizem que ele se reúne muito com as multidões nos vales e nos campos (Marcos 8:1, etc.), inclusive no dia de sábado. Parece-me que ele passa mais tempo fora do templo do que dentro dele. Imaginem um líder assim?! Não teríamos membros frequentes em nossas igrejas. Imagina, trocar um culto para alimentar uma multidão, como Jesus fez? As coisas mais importantes deveriam vir primeiro! O templo vem primeiro e os necessitados depois. Ele não poderia ajudar aos necessitados em outro dia, ou outro horário, que não fosse no dia e no horário de nossas cerimônias religiosas? Claro que podia! Se os necessitados sobreviveram até agora, uma horinha a mais não faria diferença alguma. Não podemos eleger a esse que chamam de Cristo.
– Irmãos, já que o irmão fulano falou sobre o sábado, eu gostaria de acrescentar informações do que tenho visto e ouvido. Soube que Jesus transgrediu o sábado de diversas formas (Marcos 3:2, etc.). E quando aconselhado pelos líderes da igreja, ele ainda respondeu que o sábado foi feito para o benefício do homem (Marcos 2:27)! Imaginem só! Como se não fosse suficiente, ouvi dizer que ele anunciou por aí ser o Senhor do sábado (Marcos 2:28)! Isso já é demais pra mim.

A essa altura, o primeiro irmão a sugerir o nome de Jesus para ser líder da igreja, fala:
– Gente, eu nem imaginava causar esses comentários todos. Eu só sugeri o nome de Jesus, porque outro dia ele valorizou as criancinhas (Mateus 19:14), e porque aparentemente, ele cuida dos órfãos, das viúvas (Mateus 23:14), e dos necessitados (Marcos 8:2,3). Aí imaginei que precisaríamos de líderes assim, por isso sugeri. Mas pelo visto, já há motivos suficientes para não votarmos nele.
– Ah irmão – diz outro membro da comissão –, a igreja já possui departamentos que cuidam disso. Sempre cuidamos das crianças. E imagine que nesse ano o nosso departamento assistencial ajudou cerca de 5 famílias, de todas as 534 famílias que temos! Isso é um total de 10%. Não é demais?! Isso pra mim já é o suficiente.
Rapidamente outro membro corrige, baixinho, a esse último sobre seus cálculos:
– Não irmão. Não são 10%, é 1%.
– Ah irmão – o irmão que calculou errado responde – não seja tão pessimista: 1% é quase 2%! Aliás, com tantas dificuldades que vemos na igreja, conseguir ajudar a esses quase 2% da igreja já é demais.
E o outro irmão silencia após dizer: – É verdade.
Logo após esse silêncio, outro irmão acha mais um “motivo” para não votar em Jesus, comenta com o irmão que estava ao lado e segue um burburinho com mais comentários negativos a cerca de Jesus entre os outros membros.
Por fim, o presidente da comissão declara:
– Acho que já temos motivos suficientes para não elegermos a Jesus como líder de nossa igreja. Aliás, levarei até o nome dele para a comissão da igreja avaliar, visto que ele aparenta apresentar motivos suficientes para ser disciplinado ou até removido do rol de membros da igreja. Mas esse é assunto para outra comissão. Sendo assim, como não sobrou mais ninguém para o cargo, vamos eleger ao irmãozinho beltrano.
De repente, novamente o desavisado deixa escapar:
– Mas ele ainda vai ser batizado! Aliás, ainda nem tem data definida!
– Não tem problema – diz o presidente – Ele é um irmão inteligente e, cercado de boas companhias como as que temos aqui, ele aprenderá rapidinho. E ainda, após ele saber que seu nome foi cogitado para ser líder da igreja, na comissão de nomeação, creio que esse será um grande motivador para ele decidir ser batizado!
E a comissão responde unanimemente:

– Amém!

E os irmãos encerram a reunião com uma oração.

Dias depois, Jesus seria disciplinado, removido e... crucificado!

Ainda bem que isso foi apenas fruto da minha imaginação. Ainda bem que não seria assim nos dias de hoje, não é mesmo? Ainda bem que não é assim que ocorre atualmente, não é mesmo?! 
:\

O que isso diz a você?

(Henderson Rogers)

O jogo ainda não acabou


Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido. Lucas 19:10

Em 1929, num campeonato de futebol americano, o Georgia Tech enfrentava o time da Universidade da Califórnia. Durante a partida, um dos jogadores tomou a bola, mas, confuso, correu na direção errada, marcando um gol contra o próprio time. No intervalo, os jogadores dirigiram-se para o vestiário, antecipando o que o técnico iria dizer. O moço que cometera o engano colocou uma toalha ao redor da face. Chorava em soluços, envergonhado.

Quando o time se preparava para voltar ao campo, para o segundo tempo, o técnico surpreendeu a todos, anunciando que a mesma formação seria mantida. Os mesmos jogadores voltariam para o fim da partida. Todos deixaram o vestiário, exceto o autor do vexame. Ele não se atreveria. O técnico olhou para trás, viu que o rapaz continuava em lágrimas e o chamou. "Técnico", disse o jovem com a voz embargada, "não posso mais jogar. Eu o envergonhei e trouxe desgraça para o time. Não posso enfrentar os torcedores novamente." Então o técnico colocou o braço no ombro do rapaz e disse: "Levante-se e entre em campo. O jogo está apenas na metade."

Ao ler esse relato, pensei: "Que líder extraordinário!" Ao refletir na história de Adão, Abraão, Jacó, Moisés, Elias, Sansão, Jonas, Pedro, Marcos, Maria Madalena e um incontável número de outros fracassados, lembro-me dos braços divinos que os envolveram em suas crises e derrotas, animando-os e reabilitando-os. Por isso, há esperança para todos nós. Talvez você esteja hoje lendo este texto sob o terrível peso de fracassos e falhas, sob olhares acusadores e críticos. Você pode ter a consciência culpada e, como o publicano da parábola de Jesus, temer até mesmo levantar os olhos. Mas lembre-se de que a pior derrota não é aquela em que o inimigo nos vence e nos lança no chão, mas quando ele consegue nos convencer de que para nosso caso não há esperança.

Ouça agora mesmo a voz de Cristo falando ao seu coração: "Levante-se, entre novamente em campo. A partida ainda não está terminada."

(Amin A. Rodor, Encontros com Deus, 2014)

[Repostagem] O Evangelho segundo o Twitter


A seguir, você poderá assistir um vídeo simulando como seria a vida de Jesus nos tempos do Twitter, uma rede social bastante usada para transmitir notícias em apenas 140 caracteres. O uso da criatividade, da tecnologia e uma breve reflexão sobre o Evangelho. Vale a pena assistir, refletir e compartilhar!

Siga-O você também!

O Incomparável Jesus Cristo



E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:11)

O impacto de Jesus sobre a história e a vida de homens e mulheres é inigualável. Muitos governantes, líderes militares, políticos, gênios, artistas, filósofos e teólogos vieram e se foram. Alguns entraram para a história. Mas todos eles estão soterrados nas areias do tempo. Apenas Cristo permanece tão atual como o jornal que vai sair amanhã. Sua pessoa inspirou milhares de livros e músicas. Seu lugar entre todos os nomes é insuperável.

James Allan Francis escreveu uma belíssima página sobre Jesus Cristo, com o título "Uma Vida Solitária":

"Ele nasceu numa vila obscura, filho de uma camponesa. Cresceu em outra vila, onde trabalhou numa carpintaria até os 30 anos. Então, por três anos, foi um pregador itinerante. Nunca escreveu um livro. Nunca assumiu qualquer posição. Nunca teve uma família ou possuiu uma casa. Ele não cursou uma faculdade. Nunca visitou uma cidade grande. Nunca viajou mais de 350 quilômetros além do lugar onde nascera. Não fez qualquer uma daquelas coisas que normalmente associamos com grandeza. Tinha apenas 33 anos quando a maré da opinião pública se ergueu contra Ele. Seus amigos O abandonaram. Foi entregue aos inimigos e suportou o escárnio de um julgamento injusto. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto morria, Seus executores disputavam Seu manto, Sua única propriedade. Depois de morto, foi colocado em um túmulo emprestado pela piedade de um amigo.

"Dezenove séculos vieram e se foram. Hoje Ele permanece como o personagem central da humanidade, o líder de todo avanço humano. Todos os exércitos que já marcharam, todos os navios que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não tiveram sobre a vida dos homens neste planeta o impacto que teve essa única vida solitária."

De muitas maneiras, Seus inimigos têm tentado transformá-Lo em um mito e descaracterizar Sua identidade exclusiva. Filmes e canções irreverentes, produtos da ficção humana, surgem de tempos em tempos. Nisso eles não ficam muito longe dos Seus inimigos clássicos: Anás, Caifás, o Sinédrio, Herodes, Pilatos, fariseus e saduceus. Mas Jesus permanece e tem a última palavra sobre a vida e a morte. Seja hoje uma testemunha dEle, onde você estiver.

(Amin A. Rodor, Meditações Diárias, CPB, 2014)

A relação entre graça, reavivamento e reforma


Entender a graça de Cristo transforma a vida. Ela é a essência do cristianismo e a motivadora para um viver segundo a vontade e os ensinos dEle, descritos na Bíblia.

Diferente de muitas atitudes que podem ser vistas por muitos professos cristãos, a graça não nos convida a ignorar ou desobedecer a algum dos mandamentos de Deus, pelo contrário, nos induz a obedecê-los justamente por Cristo ter nos concedido a oportunidade da Salvação. Essa é a reforma produzida pelo reavivamento espiritual.

Por outro lado, a reforma motivada pela graça, não nos habilita a achar-nos mais dignos, menos pecadores, ou mais especiais do que outros, pelo contrário, nos faz perceber que por sermos tão pecadores como qualquer um, carecedores da glória de Deus, precisamos estender a todos igualmente o nosso amor, produzido pelo amor de Cristo.

Agir diferente disso, só revela a ignorância quanto a graça de Cristo, a inexperiência quanto ao reavivamento, e incapacidade da reforma.

(Henderson Rogers)

Até os que o traspassaram


“Até os mesmos que O traspassaram” (Apoc. 1:7). Estas palavras aplicam-se não só aos homens que traspassaram Cristo, quando Ele estava pendurado na cruz do Calvário, mas também àqueles que atualmente O traspassam com a sua maledicência e as suas transgressões. Ele sofre diariamente as agonias da crucificação. Todos os dias, homens e mulheres O traspassam, ao desonrá-l'O e ao recusando fazer a Sua vontade.

O Senhor deseja que sejamos homens e mulheres em Cristo Jesus. As nossas inclinações naturais devem ser suavizadas e submetidas pela Sua graça. Então não estaremos continuamente a crucificá-l’O. O nosso Salvador viveu nesta Terra uma vida perfeita. Ele é o nosso Exemplo. Se O seguirmos agora, fazendo a Sua vontade em todas as coisas, viveremos com Ele para sempre no mundo que está para vir. Que O possamos manter constantemente à vista. O propósito da nossa vida deveria ser glorificar a Cristo. Este é o grande propósito que tem inspirado os cristãos em todas as épocas. Ao alimentarmos este propósito, asseguramos a nossa salvação eterna. Que possamos aprender a conhecer, corretamente, Aquele que é paz, alegria e vida eterna. (Ellen G. White, Signs of the Times, 28 de janeiro de 1903)

Não devemos continuar em pecado para que a graça abunde; devemos parar com a transgressão. O amor de Cristo manifestado no infinito sacrifício que Ele fez no Calvário não tem paralelo. É sincero, dedicado, incomparável e vai ao encontro da emergência do caso do pecador, despertando no coração daqueles que o recebem respeito e reverência pela santa Lei de Deus. Na luz refletida a partir do Calvário, a Lei é vista como sendo santa, justa e boa. Custou a vida do Filho de Deus pagar a dívida da transgressão praticada pelo pecador. É quando o pecador compreende o caráter ofensivo do pecado, uma compreensão, até certo ponto, do que custou ao Filho de Deus redimi-lo, para lhe dar outra oportunidade e tempo de graça, que o seu coração se enche de amor e gratidão, e se desperta uma fé fervorosa que opera pelo amor e purifica a alma. Ver-se-á esta fé e este amor naquele que está verdadeiramente convertido a Deus; e aquele que vivencia o amor de Deus, sentirá sempre humilhação e arrependimento pelas transgressões do passado. Se Cristo teve de fazer um sacrifício tão grande, se teve de suportar tais sofrimentos por causa do meu pecado, não me curvarei com humildade e me arrependerei de ter provocado tal dor na Sua alma divina? Não deverei temer para que não crucifique o Filho de Deus novamente e O coloque em ignomínia declarada? Aquele que aprecia o precioso dom da salvação contemplará sempre Cristo a morrer na cruz, e a linguagem dessa pessoa será a linguagem da abnegada tristeza por ter cometido pecado, ferindo dessa forma o Filho de Deus. … Quando fazemos uma apreciação adequada do sacrifício que foi feito em nosso favor, não defenderemos o privilégio de continuar em transgressão. Colocaremos o pecado de lado, e o nosso coração endurecido derreter-se-á face ao maravilhoso amor de Cristo por nós. (Ellen G. White, Signs of the Times, 28 de outubro de 1889)

O caráter de Deus


Satanás tinha trabalhado muito para eliminar a verdadeira impressão de Deus e para representá-l’O como um Deus sem amor. Este é o caráter de Satanás. Ele não tem misericórdia nem compaixão. Arrogante e vingativo, deleita-se na miséria que causa na família humana. Ele tentou atribuir estes atributos ao Deus do Céu.

Cristo veio para eliminar estas impressões injustas. Ele veio para assegurar aos homens que não precisam de ter medo de se aproximar de Deus por causa da Sua grandiosidade e majestade. Ele procurou constantemente captar a atenção dos Seus ouvintes para Deus. Apresentou a grandeza do amor do Pai, declarando que Ele tinha um cuidado tão grande pelos Seus filhos que até os cabelos da sua cabeça estão numerados. Nem um pássaro cai ao chão sem que o Pai celestial veja. Ele simpatiza com todas as criaturas que fez, e se o coração for colocado nas Suas mãos, e afinado pelo Seu poder, responderá com melodias e ações de graça. (Ellen G. White, Signs of the Times, 20 de janeiro de 1898)

O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não apenas perdão pelo pecado, mas libertação do pecado. É o transbordar do amor redentor que transforma o coração. David tinha a verdadeira conceção do perdão ao orar: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10.

Se te aproximares um passo que seja, arrependido, Ele apressar-Se-á a cingir-te com os Seus braços de infinito amor. O Seu ouvido está aberto ao clamor da alma contrita. Deus conhece o primeiro anseio que o coração sinta por Ele. Nunca é proferida uma oração, por mais vacilante que seja, nunca uma lágrima vertida, por mais secreta, e nunca alimentado um sincero anseio, embora débil, que o Espírito de Deus não Se apresse para satisfazer. Antes mesmo de ser pronunciada a oração, ou expresso o desejo do coração, sai graça de Cristo para se juntar à graça que opera na alma humana. (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo - Meditações Matinais, 2006)

"Santo Graal" é mera invenção da Idade Média, dizem especialistas

Cálice exibido em Valência, na Espanha, como usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois. Foto: G1

A lenda do Santo Graal virou, nos últimos tempos, uma espécie de ímã para quase todo tipo de lixo cultural e teorias estapafúrdias. Por isso, é bom colocar as coisas em pratos limpos: o famoso objeto não tem absolutamente nada a ver com Maria Madalena, com os Cavaleiros Templários ou com a sociedade secreta fictícia conhecida como Priorado de Sião. E, aliás, o Graal também não tem nada a ver com Jesus Cristo.

A existência de um suposto cálice milagroso onde o sangue do Messias crucificado teria sido recolhido não passa de uma invenção do fim da Idade Média – uma história bolada pelo poeta mais famoso da Europa no século 12 e, desde então, aumentada por uma fieira de autores posteriores. A lenda do Graal fez muito sucesso em sua época simplesmente por juntar numa só trama as duas grandes paixões do público medieval: cavalaria e fé cristã. E foi sendo repaginada de acordo com as preocupações dos séculos posteriores – inclusive as teorias da conspiração tão populares no começo do século 21.

No princípio era a Ceia
Poucos historiadores hoje duvidam de que Jesus e seus apóstolos realmente celebraram uma ceia derradeira antes que Cristo fosse morto a mando das autoridades romanas e judaicas. Os Evangelhos narram como o grupo comeu pão e bebeu vinho durante a cerimônia. Sabemos até como era a bebida servida nessa época. (...)

Ainda quanto às condições materiais do suposto Graal, podemos dizer que Indiana Jones estava certo – ao menos num quesito. No filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”, o arqueólogo escolhe “o cálice de um carpinteiro”, feito de madeira e de aparência humilde, como o verdadeiro Graal. De fato, judeus das camadas populares como Jesus provavelmente bebiam em recipientes feitos de cerâmica ou madeira. Pareciam simples cuias, como os oriundos da região de Qumran, no mar Morto, retratados no início desta reportagem. 

No entanto, é muito pouco provável que os utensílios de mesa utilizados por Jesus e seus companheiros em sua refeição final juntos tenham sido preservados. Para começar, como afirma o próprio Novo Testamento, a sala onde a ceia aconteceu era alugada. Além disso, o hábito de guardar relíquias relacionadas a figuras religiosas importantes começou relativamente tarde entre os cristãos – cerca de um século após a morte de Jesus. Para os primeiros seguidores de Cristo, o importante não era preservar seus objetos pessoais, mas sim espalhar sua palavra.

Cálice exibido em Valência, na Espanha, como o usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois (Foto: Reprodução)

Quem conta um conto...
No entanto, conforme a nova religião evoluía, os fiéis sentiam faltas de descrições mais detalhadas da vida e da morte de Jesus, diante da narrativa muitas vezes lacônica dos Evangelhos canônicos (os quatro “oficiais” incluídos no Antigo Testamento). Surgiram então histórias tardias, de caráter popular, como o chamado Evangelho de Nicodemos, que data do fim do século 4 de nossa era. 

A obra narra com mais detalhes como os nobres judeus José de Arimatéia e Nicodemos deram um enterro digno ao corpo de Jesus antes de sua ressurreição, e como um soldado romano chamado Longino feriu o tórax de Cristo com uma lança. Logo começaram a circular lendas sobre as relíquias do Sangue Santo – o sangue que José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido do corpo de Jesus – e sobre a lança de Longino, dois elementos que voltariam na história do Santo Graal. 

A pré-história da lenda estava mais ou menos nesse pé quando entrou em cena um escritor francês chamado Chrétien de Troyes. Ninguém sabe exatamente de onde Chrétien de Troyes tirou a inspiração para dar o passo seguinte no desenvolvimento da lenda, por volta do ano 1180. O poeta do norte da França já fazia sucesso com histórias sobre os cavaleiros da Távola Redonda, especialmente Lancelote, o mais valoroso deles. É então que ele decide escrever uma nova saga sobre Percival, um jovem nobre que perde o pai muito cedo e é criado longe da civilização pela mãe.

“Percival é uma espécie de bom selvagem, não sabe se comportar em sociedade por ter sido criado no meio da mata”, afirma José Rivair Macedo, especialista em história medieval da UFRGS. O rapaz encontra um grupo de cavaleiros na floresta e fica tão fascinado por eles que pede à mãe para se tornar cavaleiro também. Parte para o corte do rei Arthur, consegue seu desejo e parte pelo mundo em busca de aventuras.

“Uma coisa tão santa”
E é aí que o Graal finalmente entra em cena. Percival chega ao castelo de um nobre conhecido como Rei Pescador, onde ele presencia uma cerimônia que ficaria conhecida como a procissão do Graal: uma lança que sangra (alguém se lembrou da lança de Longino?) e “um graal” - a palavra é usada de modo genérico por Chrétien. 

“A tradução mais correta para o português seria escudela”, diz Macedo, referindo-se a uma espécie de prato comprido e relativamente fundo – uma travessa, diríamos hoje – usada para servir peixes ou carnes. Ironia das ironias: o Graal original não é um cálice, mas um prato! Chrétien dá a atender que “o graal” carregava uma única hóstia, que servia de alimento para o pai do Rei Pescador, gravemente ferido. 

Diversos eventos misteriosos fazem com que Percival deixe o castelo do Rei Pescador e encontre um eremita. O monge conta ao cavaleiro que o Graal é “uma coisa muito santa” (tante sainte chose, no dialeto francês medieval de Chrétien)... e a história termina aí, sem final. Há quem ache que Chrétien tenha morrido antes de concluí-la. 

Foi justamente graças a essa ponta solta que a criatividade dos autores que vieram depois de Chrétien pode correr solta. Para o medievalista britânico Richard Barber, autor do livro “O Santo Graal – A História de Uma Lenda”, os autores juntaram o mistério do Graal de Chrétien com o Evangelho de Nicodemos e as imagens religiosas da época para sugerir que, na verdade, a “coisa muito santa” era o prato (ou o cálice) onde José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido o sangue de Jesus [grifo meu].

Cavaleiro puro
Em parte graças aos personagens da Távola Redonda que agora faziam parte da história, a saga do Graal passou a fazer enorme sucesso. Nas cinco décadas depois da morte de Chrétien, surgiram 18 continuações da história de Percival, com vários autores diferentes. A maioria delas incluía um novo cavaleiro, Galahad, filho de Lancelote, um guerreiro casto e puro que se unia a Percival e a outros homens da Távola Redonda para encontrar o Graal. Com isso, eles seriam capazes de curar o pai ferido do Rei Pescador, salvando o reino dele da destruição, e encontrar a iluminação. 

De acordo com Barber, embora as histórias incorporem alguns elementos da mitologia celta, seu pano de fundo é basicamente cristão. O Graal funciona como um símbolo da Eucaristia, o sacramento da transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo. Beber (ou comer) do objeto restaura a saúde do soberano ferido e, de quebra, leva Galahad direto para o Paraíso – exatamente os atributos que a doutrina da Eucaristia dá a esse sacramento.

O curioso é que, com a popularidade do Graal, várias igrejas da Europa passaram a reivindicar a posse do cálice usado por Cristo na Última Ceia. Dois exemplos estão em Valência, na Espanha, e Gênova, na Itália (em ambos os casos, o mais provável é que sejam objetos de origem árabe, fabricados no começo da Idade Média). Um objeto descoberto na Síria no começo do século 20, conhecido como cálice de Antioquia, chegou a ser considerado como o Graal original até se descobrir que ele não passava de uma lâmpada a óleo, também do começo da Idade Média.

Código da bobagem
A lenda do Graal andou em baixa do fim do século 16 até o começo do século 19, quando um interesse renovado pela cultura da Idade Média surgiu no Ocidente. No entanto, sua máxima popularidade recente certamente se deve ao livro “O Código Da Vinci”, que afirma que o Santo Graal na verdade seria o sang real – o “sangue real” dos filhos de Jesus com Maria Madalena, que teriam migrado para a França no começo da Era Cristã e sido protegidos ao longo dos séculos pelo chamado Priorado de Sião. 

Tudo isso não passa de um imenso engodo, usado pelo escritor americano Dan Brown (e outros antes dele) para aumentar a popularidade de seus livros. Primeiro, as evidências de que Jesus e Maria Madalena tenham casado e tido filhos são nulas (assim como as de uma suposta viagem dela para a França). O Priorado de Sião é uma fraude criada por um vigarista francês no século 20. E a expressão sang real é só uma leitura equivocada da expressão san greal, “Santo Graal”, por alguns escritores do século 15. [Grifo meu]

(G1)

O Jesus Histórico e a Historiografia Moderna: a falácia por trás do discurso crítico



Uma de minhas dificuldades para com a moderna historiografia é a sua recusa em reconhecer a superioridade da base histórica da história do Cristianismo tal como conhecemos, bem como o fundamento histórico sobre o qual está edificada a pessoa de Jesus de Nazaré (com esse nome, quero diferenciá-lo de todo modo deste suposto Jesus mítico apregoado pelos críticos da fé), contraposto ao acervo de dados de outros personagens aceitos como históricos. 

É argumento bem conhecido -- e nunca refutado de modo satisfatório pela História Nova-- de que há maior segurança para afirmarmos a existência de Jesus de Nazaré do que a de figuras universais como Alexandre, o Grande, personagem que permeia de modo extenso todo o discurso dos historiadores modernos, quando delineiam as excursões dos conquistadores gregos e a expansão da cultura helenista. Mas apesar de seu pretenso rigor crítico e histórico, parecem desconhecer ou buscam ignorar que Alexandre é reconhecidamente uma figura mítica dentro da historiografia. Há até mesmo um estudo em francês por P. Goukowsky (Essai sur les origines du mythe d'Alexandre I, 1978) que versa sobre as lendas e mitos que se mesclaram à história de Alexandre. As informaçoes mais utilizadas em sua biografia vêm daquela escrita por Plutarco (46-126 dC), antigo historiador grego, porém datada cerca de 200 anos após sua morte. Ali se pode ver como exemplo, o  relato da história do nascimento de Alexandre segundo os moldes das narrativas da infância contidos nos evangelhos canônicos. O teor profundamente mítico é facilmente detectado na narrativa:
"Na noite anterior à das núpcias, a noiva [de seu pai, Filipe] sonhou que, em meio a um trovão, lhe caía um raio sobre o ventre; da chaga brotou um fogo violento, irromperam labaredas, grassaram por toda a parte e por fim se apagaram. Filipe, por sua vez, mais tarde, de­pois do casamento, sonhou que aplicava sua chancela no ventre da esposa e a gravura da chancela, pensava, era a figura dum leão" (Plutarco, Alexandre, 5, em: Vidas. São Paulo: Cultrix, s/d, pg. 141).
Também demonstrando esse aspecto mítico em torno de Alexandre, em seu livro "Alexandre, o Grande” (São Paulo, Nova Fronteira, 2005), obra definida como desmistificadora, Claude Mossé se pergunta : “Qual sentido dava ao reconhecimento pelos gregos do seu nascimento divino e de sua qualidade de theos aniketos [deus invicto]?” (obra citada, pg. 87). E em seu épico hollywoodiano “Alexandre”, de 2004, ao buscar apresentar a história do personagem, o diretor Oliver Stone teve de desenvolver um trabalho seletivo para a composição de sua história, devido à enxurrada de lendas, mitos e fantasias em torno do insigne personagem. Mesmo a morte de Alexandre ou sua causa é claramente desconhecida. Há pelo menos cinco versões aventadas como possíveis para ela: uns citam a  malária, outros o envenenamento, outros febre tifóide, outros encefalite virótica e há aqueles que sustentam o excesso de bebida alcoólica. O respeitado historiador Fritz Schachermeyr chega a cogitar leucemia. 

Considerando que para os historiadores, grosso modo Jesus foi inventado pela igreja influenciada pelos mitos da religiosidade grega, ao analisar a história de Alexandre ao lado daquela de Jesus de Nazaré, penso que ambos mereceriam um tratamento equivalente. Enquanto que sobre Alexandre se apregoa um nascimento envolto em misticismos e toda a sua vida é um sem fim de relatos épicos e assombrosos, culminando numa morte envolta em mistérios, e  nenhuma dúvida paira acerca de sua existência histórica, porque julgariam os ditos senhores da História que Jesus seria um mito inventado pelos gregos, desconsiderando a abundância de todas as fontes mesmo aquelas alheias à História Eclesiástica? Não é a toa que se tem apelado de todo modo para que os historiadores se tornem tão abertos para a pessoa de Jesus de Nazaré tal como fazem em relação às demais figuras antigas, declaradas históricas.

Também se não é ingenuidade, o certo é que muitos  buscam ignorar que outros tantos historiadores sérios já se confrontaram com a questão da existência de Jesus e da história da igreja, e à parte dos milagres, muitos aceitaram como fato a sua existência terrena. E isso não desabonou sua qualificação como historiadores. Um exemplo seria aquele de H. G. Wells, um intelectual e historiador do século 19, que a priori, não era um cristão ao partir para o estudo da pessoa de Jesus de Nazaré presente nos evangelhos. Wells não acreditava em Jesus e tentou provar, lendo os quatro evangelhos que Jesus nunca existiu e que o relato dos evangelistas estava repleto de mentiras, lendas e invenções dos apóstolos. Quando terminou seu estudo aprofundado, teve de renunciar sua posição e publicou a seguinte frase: “Os quatro evangelistas, todos eles, dão-nos um retrato de uma personalidade muito bem definida, obrigando-nos a dizer: este homem existiu.” Em sua obra definida como extraordinária, “História Universal” em 09 vols. (publicada originalmente sob o título "The outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind", em dois volumes), afirmou: “A despeito das adições miraculosas e inacreditáveis, é-se obrigado a reconhecer: ‘Era realmente um homem. Essa parte da história não podia ter sido inventada’.” (vol. V, pg. 184).

Na mesma linha de Wells, existem outros, embora falte espaço para considerar. A convicção da existência de um Jesus Histórico descansa na objetividade de uma análise sem preconceitos, senão aquele contra a fraude e o engano possíveis a tantos que pretendem decifrar a História, mais que apresentá-la. Fato bem ao contrário dos céticos radicais é aquele ocorrido com Randall Niles (jurisconsulto e educador americano, autor de centenas de artigos apologéticos e das obras The Great Pursuit e What Happened to Me), que no passado era um cético, crítico e um debochado praticante do ateísmo. Todavia, após verificar a extensão de dados acerca de Jesus na História, não teve receio algum em reconhecê-lo como uma pessoa real, aceitando a fé cristã como opção de vida. Randall então percebeu que as narrativas históricas não-Cristãs de Cornélio Tácito, Flávio Josefo, Plínio o Jovem, Suetônio, Mara Bar-Serapião, os escritos (extremamente imparcial) de Luciano de Samósata e até mesmo do Sinédrio judaico reivindicam a pessoa de Jesus para os dias do primeiro século dC. Randall descreve sua experiência: 
“Além dos nove autores do Novo Testamento que escreveram sobre Jesus em narrativas distintas, achei pelo menos vinte autores Cristãos primitivos, quatro escritos heréticos e sete fontes não-Cristãs que fazem menção explícita de Jesus – todas com menos de 150 anos depois da sua vida. Isso equivale a um mínimo de 40 autores e todos mencionam explicitamente Jesus e a expansão de um movimento espiritual em seu nome. Temos mais autores que mencionam Jesus Cristo dentro de 150 anos depois de sua vida do que sobre o imperador romano que reinou durante aquela mesma época. Os estudiosos têm conhecimento de apenas dez fontes que mencionam o imperador Tibério naquele mesmo prazo, incluindo Lucas, Tácito, Suetônio e Veleio. Assim, dentro deste curto espaço de tempo, o número de escritores primitivos que mencionam Jesus supera aqueles que mencionam o líder do Império Romano inteiro (na verdade, o mundo antigo daquela época) por uma proporção de 4:1” (http://www.randallniles.com/fuel.htm)
A conclusão mais acertada é que a figura de Jesus é tão historicamente confiável quanto a de Tibério, imperador romano de seu tempo, citado por Lucas em seu evangelho (cf. Lucas 3:1ss). Mas se a moderna Historiografia não aceita essas evidências e testemunhos, isso se deve, em grande parte, a um preconceito, e tão somente a isso. Ou então, em sua análise da História Universal e seus muitos personagens, sua fé é maior que a dos cristãos. Nesse sentido, creio que de fato eles são mais crentes que muitos de nós cristãos.
Não fosse uma análise evidentemente tendenciosa, penso que apesar dos dados extraordinários nos relatos de suas vidas, tanto Jesus quanto Alexandre poderiam ser elevados à mesma categoria de pessoas históricas, o que infelizmente os céticos historiadores não contemplam em seus estudos. E isso por si só, demonstra a sutileza de sua argumentação tendenciosa. E isso também nos deixa ver o verdadeiro motivo por trás de seu ceticismo.

A questão não são as fontes; todo o problema é Jesus de Nazaré, com quem os sábios deste mundo em absoluto desejam um encontro definitivo.

(Crendo e Compreendendo, Claudio Soares Sampalio)

O bom caráter


A medida que o Senhor tem do bom caráter é-nos dada nas palavras do profeta Miqueias: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miq. 6:8). Há homens que podem ser representados como praticantes da justiça e que amam a misericórdia, mas que não têm o verdadeiro princípio neles, a fé que os levará a andar humildemente com o Senhor. Parecem ter todas as especificações necessárias, menos uma fé santificada, e, ao faltar-lhes isto, falta-lhes tudo. A vida não é santificada, e, sem esta santificação de motivo e propósito, é impossível agradar a Deus. Deus deu a homens e mulheres afeições e intelecto para que possam apreciar o caráter de Deus, tal como foi revelado na vida terrena de Cristo, e, através da fé em Cristo, revelem os mesmos atributos. Cristo deve manifestar-Se na vida de cada verdadeiro crente. Cada um deve provar na sua vida o direito que diz ter à cidadania no reino de Cristo e de Deus.

(Ellen G. White, Review and Herald, 30 de setembro de 1909)

Você vai me seguir?


Assista abaixo um incrível vídeo elaborado pelo #FallingPlates que resume, em um pouco mais de 4 minutos,  uma história que envolve você, eu e todo o universo.

A Arqueologia e Jesus


Em termos arqueológicos, podemos mencionar pelo menos quatro achados relacionados diretamente  com o contexto histórico de Jesus de Nazaré:

O Ossuário de Caifás

Em novembro de 1990, profissionais da construção civil trabalhando na edificação de um parque aquático na Peace Forest, sul da cidade velha de Jerusalém, encontraram uma tumba selada desde a guerra romana de 70 d.C.

Os arqueólogos da universidade hebrica correram ao local e encontraram 12 ossuários (caixas para ossos feitas de calcário). Dentro delas estavam os restos mortais de pelo menos 63 indivíduos, todos possivelmente aparentados entre si, pois se tratava de um jazigo familiar.

Um dos ossuários, o mais ornamentado deles, surpreendeu a todos. Conforme o costume da época, alguns desses caixões traziam na tampa ou do lado o nome daquele que estava ali sepultado. A inscrição aramaica estava suficientemente bem preservada para ser lida pelos especialistas. Ela dizia: Yehoseph bar Kapha ou “José filho de (ou da família de) Caifás.” Esse era exatamente o nome completo do sumo sacerdote que prendeu Jesus. A Bíblia limita-se a chamá-lo de Caifás, mas o restante de seu nome está bem documentado nos escritos de Josefo, que assim se refere à sua pessoa. [1]

No interior do ossuário existiam os restos de um homem de aproximadamente 60 anos, o que aumentam as chances de ser o mesmo Caifás descrito no Novo Testamento. Esse memorável achado provê, pela primeira vez, os restos físicos de alguém mencionado nas Escrituras.

Barco da Galiléia [2]

No inverno de 1986, após vários anos de seca, o nível da água do Mar da Galiléia baixara em vários metros e a linha costeira havia recuado consideravelmente. Dois jovens estavam caminhando ao longo da praia ao sul do kibutz de Ginnosar, situado na margem ocidental do lago, e perceberam os contornos de uma estrutura de madeira enterrada na lama. Novamente os especialistas foram chamados para examinar a descoberta e concluíram tratar-se dos restos de um antigo barco. Decidiu-se, então, escavar o local imediatamente, antes que o nível da água subisse.

Foi necessário o uso de técnicas modernas e sofisticadas para erguer e transportar o barco. Em primeiro lugar, foi construído  um maciço dique em volta do local, a fim de impedir que o lago o inundasse, também usaram bombas para afastar as águas em baixo dele. Ao mesmo tempo, porém, era preciso manter a madeira molhada enquanto a lama era removida do casco, que foi então reforçado com fibra de vidro e preenchido com poliuretano – uma substância sintética que também contribuiu para a preservação da estrutura.

Depois de cavarem algumas valetas e reforçarem os lados do barco, os técnicos finalmente terminaram o empacotamento da frágil estrutura. Era então o momento de bombear água para dentro das valetas, permitindo que o barco flutuasse novamente depois de quase dois mil anos enterrado na lama do lago. Várias pessoas foram ver a cena, que foi digna de aplausos e até lágrimas por parte de alguns membros da equipe.

O trabalho, porém, não havia terminado. Uma vez que o barco foi seguramente retirado das águas, os técnicos o levaram para um tanque especialmente construído no kibutz onde puderam, com muita calma e paciência, retirar o invólucro de poliuretano e mergulhá-lo de novo numa água com produtos químicos que ajudariam a preservar a madeira, até que fosse revestida de cera sintética e finalmente exposta à visitação pública no próprio museu do kibutz, chamado Yigal Allon Center.
Pelas técnicas de construção e os dois vasos de cerâmica encontrados nas proximidades, os arqueólogos consideram que o barco era do período romano. Testes de carbono-14 confirmaram que o barco foi construído entre 100 a.C. e 70 d.C.

Ao todo o barco mede 8,2m de comprimento, 2,3m de largura e 1,2m de profundidade. Ele foi construído segundo o conhecido modelo de “casca primeiro”, com encaixes de tábuas de cedro e armações de carvalho. Boa parte de sua madeira era de “segunda mão”, tendo sido removida de barcos mais velhos e obsoletos. Outros fragmentos de madeira foram descobertos nas proximidades, o que prova que o local onde o barco foi encontrado era um estaleiro.
A embarcação tinha tamanho suficiente para transportar 15 passageiros, inclusive uma tripulação de cinco pessoas. Embora tenha sido aparentemente usado para a pesca, talvez tenha servido também para o transporte de pessoas e mercadorias.

A importância desse achado está no fato de que as poucas informações que possuíamos a respeito de barcos no Mar da Galiléia durante a época dos romanos eram provenientes de fontes escritas como Flávio Josefo e o Novo Testamento, ou de mosaicos com desenhos de barcos. A descoberta desse barco milenar no Mar da Galiléia despertou, portanto, a atenção mundial. O curioso é que alguns minimalistas chegavam a duvidar da realidade de alguns episódios em que Cristo era visto no barco com seus discípulos. Afinal, supunham ser inconcebível que houvesse naquele tempo algum tipo de barco pesqueiro (evidentemente de pequeno porte) que comportasse 13 pessoas de uma só vez (Jesus e os doze apóstolos). Bem, embora a Bíblia não afirme “quantos” discípulos estavam com Jesus nesses episódios, está claro, por esse achado da Galiléia, que os barcos de pesca tinham condições de levar Jesus, os doze e ainda sobrava lugar para alguns que quisessem uma “carona”. Os críticos, é claro não fizeram mais esse tipo de observação.

O ossuário de Tiago

Esse é o achado que tem despertado grande polêmica entre os especialistas em paleografia e arqueologia. Uns defendem sua autenticidade, enquanto outros a rejeitam. Caso seja verdadeiro, esse achado contém a mais antiga menção a Jesus fora das páginas da Bíblia.

Conforme o que já foi dito, essas urnas de pedra costumavam trazer a inscrição tumular que identificava os restos mortais daquele que estava ali sepultado. No caso específico desse ossuário, temos os seguintes dizeres grafados em aramaico – uma língua próxima ao hebraico e largamente falada nos tempos de Cristo: “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”.

Quem primeiro anunciou essa descoberta foi o paleógrafo André Lamaire, que a publicou num extenso artigo da Biblical Archaeology Review. [3] Ele chamou a atenção para o fato de que a expressão “Tiago, filho de José” poderia não indicar muita coisa, pois era a fórmula comum daqueles dias (“fulano, filho de sicrano”). Contudo, o complemento “irmão de Jesus” seria algo completamente inédito, pois não se colocava o nome de outro parente além do próprio pai. A menos, raciocinou Lamaire, que esse parente fosse famoso o bastante para merecer tal destaque.

Daí o que se seguiu foi um jogo de probabilidades combinadas. Qual a chance matemática de haver dois Tiagos na Jerusalém do 1º século que teriam um pai chamado José e um irmão famoso chamado Jesus? Praticamente nenhuma. Logo, cogitou-se da forte possibilidade de ser esse Tiago o mesmo mencionado em Mateus 13:55 e Marcos 6:3. Ou seja, o irmão do Salvador que se tornou um dos primeiros líderes da igreja cristã após a ressurreição de Cristo.

A favor dessa identificação, temos o fato de que Josefo também o menciona em sua obra historiógrafa acerca dos judeus. Ele cita o seu apedrejamento, que teria ocorrido em algum período entre a morte de Festo e a chegada de Albino, seu sucessor (62 d.C.): “festo estava agora morto e Albino estava a caminho. Então ele reuniu o sinédrio dos juízes e trouxe diante deles o irmão de Jesus, que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago, e também alguns outros. Então os acusaram de transgressores da lei e os sentenciaram a serem apedrejados.”[4]

Hoje, a questão está dividida nas seguintes teorias: Para uns, tudo não passa de uma grosseira falsificação feita por algum comerciante de antiguidades – afinal, o caixão não foi encontrado num sítio arqueológico, mas entre as peças de um colecionador. Os especialistas também se contradizem. Uns creem na autenticidade do ossuário, mas negam a inscrição, que a seu ver teria sido produzida mais tarde (para uns no 3º ou 4º século d.C., para outros no século 20). E outros ainda pensam que a primeira parte (“Tiago, filho de José”) seria verdadeira, enquanto a segunda (“irmão de Jesus”) seria falsa.

Seja como for, talvez estudos futuros possam elucidar melhor a questão ou deixá-la ainda em aberto, uma vez que questões políticas e judiciais também fizeram parte do episódio. Por outro lado, ainda que não se possa afirmar, sem qualquer dúvida, a autenticidade desse artefato, já possuímos evidências mais que suficientes para comprovar a autenticidade de alguns relatos bíblicos. O que vier será lucro, e, se nada mais encontrado, também não estaremos em prejuízo.

Pilatos

Além do palácio em Jerusalém, Pilatos possuía outra residência oficial, localizada em Cesaréia Marítima. Era uma espécie de Palácio de Verão onde o procurador se refazia nalguns prolongados descansos. Cesaréia Marítima foi por muito tempo o maior porto romano do leste do Mediterrâneo. Dali partiam as grandes navegações em direção a Roma. Paulo embarcou várias vezes nesse local, inclusive na sua última viagem, quando foi finalmente levado preso para comparecer perante o tribunal de César.

Em 1961, arqueólogos italianos que escavavam o teatro romano da cidade localizaram uma placa de pedra que estava sendo disposta no que os arqueólogos chamam de “uso secundário”, isto é, seu posto original fora demolido já no passado e os escombros usados posteriormente como alicerces de um novo edifício.

Assim, alguém de “vista mais atenta” percebeu que entre as pedras reutilizadas na reconstrução do anfiteatro havia uma disposta entre os pisos de uma escadaria que parecia conter uma inscrição em latim. Removida, a inscrição pôde ser decifrada. Ela dizia: “Pôncio Pilatos, Prefeito da Judéia”. Ao que tudo indica, Pilatos havia mandado construir em Cesaréia um Tiberium, isto é, uma estrutura em homenagem ao imperador e, portanto, colocou ali o seu nome como executor da obra. Mais um personagem bíblico que tem sua existência confirmada na história!

[1] Antiguidades 18. 2. 2; 4. 3.
[2] Parte da descrição do achado segue o texto publicado em <http://www.mfa.gov.il>. Acesso em 29 de agosto de 2006.
[3] André Lemaire, "Earliest Archeological Evidence of Jesus Found in Jerusalem" Biblical Archaelogy Review 28 (2002), p.25-33, 70.
[4] Antiuidades 20. 9.1.

(Rodrigo Silva, Escavando a Verdade, p. 160-164, CPB)

Ouço o Som


Abaixo você poderá acompanhar uma bela música que serve como uma ótima reflexão para este período em que nos encontramos, a Páscoa. Assista e reflita na letra e na música cantada por Laura Morena.

Ouço o Som
Laura Morena
Ouço o som do martelo batendo nos cravos
Ouço o som de blasfêmias de homens irados
Ouço o som de Jesus ofegante e aflito
Ouço até gargalhadas de algozes cruéis
Zombarias de homens infiéis
Ouço o som de Maria a seus pés soluçando
Ouço o som de trovões e clarões protestando
Ouço o som de tremores de terra o céu se enfurece
Ouço o som!!!
Ouço o som de angustia de dor de gemidos
Ouço o som de esperança aos homens perdidos
Vejo o Pai com seu coração dilacerado
Por estar de Jesus separado que mistério
Mas da morte brotou nova vida
A tragédia irrompe a alegria
Salvação chegou ao pecador
Vejo então que o Universo inteiro contempla
O seu Deus destituído de glória e beleza
Vejo até a agonia dos espectadores
Ao olhar essa cena tão forte e brutal
O ataque das forças do mal
Vejo ali os discípulos em desespero
Pois Jesus o seu Mestre o Pão Verdadeiro
Morto foi e Seu sangue escorre naquele madeiro
Quanta dor!!!
Ouve a voz que te chama pra cruz do calvário
É Jesus que pagou preço tão necessário
Ele diz: -Filho Eu me entreguei por inteiro
E sofri por amor verdadeiro, infinito!
Eu morri pra poder te dar vida
Vida plena e que nunca termina
Ao alcance de quem ACEITAR!

Ovos de chocolate ou uma tumba vazia?


Jesus, o carpinteiro de Nazaré conta com ampla credibilidade. Historiadores sem nenhuma motivação religiosa escreveram sobre a vida dEle, demonstrando que Sua existência não foi fruto de uma mente em devaneios no primeiro século d. C. Apesar dessa confirmação, a fé cristã não está baseada somente na vida da pessoa de Cristo, mas principalmente em Sua ressurreição. Como bem afirmou o apóstolo Paulo, “se Cristo não ressuscitou, é vã  a vossa fé” (1 Coríntios 15:17).

Não é todo dia que se encontra alguém afirmando ter voltado do mundo dos mortos após três dias na sepultura. Para os críticos do cristianismo, a ressurreição de Jesus é tratada com desprezo e sarcasmo, como fez Richard Dawkins. No Twitter, ele comparou Frankenstein, zumbis e Jesus.
A seguir, você conhecerá evidências de que a história da ressurreição não pode de forma alguma ser comparada aos contos de Mary Shelley, a autora de Frankenstein.

Evidência 1 – Após Sua morte, Jesus foi sepultado por José de Arimateia na tumba dele (Mateus 27:57-61; Marcos 1542-47; Lucas 23:50-56; João 19: 38-42). A informação é importante, já que demonstra que o local do sepultamento de Jesus era conhecido em Jerusalém. Não apenas por isso, mas também porque a proclamação da ressurreição não faria o menor sentido se o corpo ainda estivesse na sepultura. Sendo membro de destaque no Sinédrio (Marcos 15:43), a suprema corte judaica que condenou Jesus, José de Arimateia dificilmente seria um personagem inventado por cristãos que ao longo do primeiro século d.C. ainda nutriam mágoa em relação ao Sinédrio (1 Tessalonicenses 2:14,15). [1]

Evidência 2 – No domingo seguinte após a crucifixão, a tumba na qual Jesus estava sepultado foi encontrada vazia por um grupo de mulheres seguidoras dEle (Mateus 28:1, 2, 5-8; Marcos 16:1-4; Lucas 24:1-3; João 20:1,2). Um leitor moderno das Escrituras deve levar em conta o contexto em que o Novo Testamento foi escrito. Somos informados pelo historiador judeu Flavio Josefo que a mulher não poderia nem mesmo ser testemunha em um julgamento. Ao contrário do que qualquer charlatão poderia planejar, os autores dos evangelhos registraram que as primeiras testemunhas a darem a notícia da ressurreição foram justamente as pessoas com menor credibilidade na época: as mulheres. [2]

Somado a isso, uma rápida lida no capítulo 28 do Evangelho de Mateus mostra que até mesmo o discurso de alguns judeus para encobrir a ressurreição sugere que a tumba estava vazia. Segundo a versão deles, o corpo de Jesus teria sido roubado pelos discípulos. Por que inventar essa história, se o corpo ainda estivesse na sepultura?

Evidência 3 – Em várias ocasiões e em diversas circunstâncias, vários indivíduos e grupos de pessoas presenciaram aparições de Jesus após a morte dEle. Em 1 Coríntios 15:3-7, Paulo cita um antigo credo cristão que deve ter sido produzido nos primeiros anos após a ressurreição. [3] Nesse texto, o apóstolo menciona que Jesus apareceu a Cefas (Pedro), aos 12 discípulos, para mais de 500 pessoas e a Tiago.

Diante de uma afirmação tão extraordinária como essa, alguns sugerem que as pessoas mencionadas acima devem ter tido algum tipo de alucinação. Outros chegam a defender com unhas e dentes que os discípulos de Jesus teriam usado cogumelos que os fizeram delirar! Que alguém pode ter alucinações não é novidade, mas não há qualquer registro psiquiátrico de centenas de pessoas que tenham sofrido a mesma alucinação no mesmo lugar.

Não esperando que seus leitores acreditassem apenas em sua palavra, Paulo afirma que “a maioria” desses “quinhentos irmãos” (que viram Jesus após Sua morte), “ainda vive” (1 Coríntios 15:6). Em outras palavras: se você não acredita no que estou dizendo, vá checar com as testemunhas oculares!

Evidência 4 – Os primeiros discípulos acreditaram na ressurreição de Jesus, apesar de terem toda razão para não acreditar. William Lane Craig, um dos principais pesquisadores do tema da ressurreição e professor no Talbot School of Theology, nos Estados Unidos, sumarizou esse argumento desta forma: (1) o líder estava morto e o judaísmo do primeiro século d.C. não tinha a crença de um Messias morto, muito menos ressurreto; (2) de acordo com a lei judaica, a execução de Jesus O retratou como um herege, um homem sob a maldição de Deus; (3) a crença judaica da vida após a morte não aceitava a ressurreição de um indivíduo antes da ressurreição final, no fim dos tempos. [4]

Qual a melhor explicação para as quatro evidências mencionadas acima? A. N. Wilson, ex-ateu que recentemente se tornou cristão, costumava dizer que um irmão gêmeo ou alguém muito parecido com Jesus O teria representado após Sua morte! [5] Explicação simplória demais para o que aconteceu com os seguidores de Jesus. A ressurreição foi o divisor de águas na vida daqueles homens. Conhecidos pelo egoísmo, incredulidade e fé inconstante, esses homens, depois da ressurreição de Jesus, estavam dispostos a entregar a vida em lugar de negar Aquele que venceu os poderosos braços da morte. Não é à toa que 11 dos 12 apóstolos foram martirizados exatamente por não negar a fé.

Numa conversa particular com o pregador Billy Graham, olhando para os escombros de Berlin, Konrad Adenauer, chanceler alemão que reergueu a Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, disse: “Sr. Graham, fora a ressurreição de Jesus, não sei de nenhuma outra esperança para o mundo”.[6]

Perguntas para discussão:
1. Que diferença faz se Jesus ressuscitou ou não? Leia 1 Coríntios 15:17.
2. Das quatro evidências analisadas neste estudo, qual delas você considera mais interessante? Por quê?
3. Muitos pensam que Jesus apareceu para os discípulos como um espírito. Por que essa ideia não é baseada na Bíblia? Leia João 20:24-28.
4. Que esperança encontramos na ressurreição de Jesus? Leia 1 Coríntios 15:20-26.

Saiba mais:
  • Gary R. Habermas & Michael Licona, The Case for the Resurrection of Jesus (Grand Rapids, MI: Kregel Publications, 2004).
  • Paul Copan. Will the Real Jesus Please Stand Up? A Debate Between Willian Lane Craig & John Dominic Crossan (Grand Rapids, MI: Baker, 1998).
  • Norman Geisler e Frank Turek. Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (São Paulo: Vida, 2006), p. 299-324.
  • Gary R. Habermas. "A Questão da Ressurreição de Cristo", em Francis J. Beckwith, William Lane Craig, J. P. Moreland. Ensaios Apologéticos: Um estudo para uma cosmovisão cristã (São Paulo: Hagnos, 2006), p. 213-236.
[1] Paul Copan & Ronald K. Tacelli, Jesus' Resurrection: Fact or Figment? A Debate Between Willian Lane Craig & Gerd Lüdemann (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2000), p. 32.
[2] Lee Strobel, Em Defesa de Cristo (São Paulo: Vida, 2000), p. 288.
[3] Jerome Murphy-O'Connor, "Tradition and Redaction in 1 Corinthians 15:3-7", Catholic Bible Quarterly 43 (1981): 582-89; Joseph Kloppenborg, "An Analysis of the Pre-Pauline Formula 1 Cor 15:3b-5 in Light of Some Recent Literature", Catholic Bible Quarterly 40 (1979): 351-67; Joachim Jeremias, The Eucharistic Words of Jesus (Londres: SCM Press, 1966), p. 101-103. As referências citadas fornecem evidências linguísticas suficientes para demonstrar que 1 Coríntios 15:3-7 não é de autoria paulina e se trata de um dos primeiros credos cristãos (talvez o primeiro).
[4] Copan & Tacelli, p. 34.
[5] Gary R. Habermas, "The Late Twentieth-Century Resurgence of Naturalistic Responses to Jesus' Resurrection", Trinity Journal 22NS (2001), p. 179-196.
[6] ravi Zacharias, Pode o Homem Viver Sem Deus? (São Paulo: Mundo Cristão, 1997), p. 214.

(O Resgate da Verdade, p. 53-56, CPB)

Se Cristo não tivesse existido...



A história mundial é dividida em antes e depois dEle. Isso significa que qualquer grande feito da humanidade terá como referência, na linha do tempo, o que Cristo fez. Mas a presença de Jesus no calendário vai além.  Todo ano, Ele tem pelo menos duas datas cativas: Natal (nascimento) e Páscoa (morte e ressurreição). Dessa maneira fica difícil acreditar que um simples homem poderia ter influenciado tanto o Ocidente e ainda arrebatar 2,3 bilhões de seguidores. O impacto do cristianismo sobre o desenvolvimento do mundo moderno é o que você confere agora.

Santa Casa

Se você já acha que nosso sistema de saúde é precário e os planos de saúde são caros, sem o cristianismo a ideia de tratamento para todos não existiria. A defesa da igualdade nasceu da crença de que todos têm o mesmo valor diante de Deus. O primeiro hospital do Ocidente, por exemplo, foi construído por uma cristã em 400 d.C. O mais antigo em funcionamento, Hotel Dieu (Hotel de Deus), em Paris, foi criado no 7º século d.C. E mais: os conventos contribuíram para o surgimento da enfermagem moderna; a Cruz Vermelha foi criada por um evangélico; e o ensino cristão sobre o cuidado com o corpo tem prevenido muitas doenças.

Amigos da Escola

Até o cristianismo, escola era lugar de elite. A educação das massas, assim como a universidade, tem raízes cristãs. O gosto pelo estudo foi herdado do judaísmo e o incentivo para a alfabetização foi dado na Reforma, para que o povo lesse a Bíblia. Criadas nos anos de 1200, as três primeiras universidades do mundo – Oxford, Paris e Bolonha – eram cristãs. Das 123 primeiras faculdades americanas, quase todas foram organizadas para formar missionários. Sem contar as inúmeras redes educacionais mantidas por igrejas, como a adventista, que atende quase 2 milhões de alunos em 150 países.

Todos são iguais

Considerada uma propriedade do esposo ou pai, a mulher era autorizada a falar em público ou sair de casa. Foi o cristianismo, inspirado no exemplo de Jesus (João 4:9-30; 11:3-11), que deu um novo status à mulher. As crianças também receberam atenção especial de Cristo (Mateus 19:14) e dos cristãos, que construíram orfanatos, combateram o infanticídio e o aborto. Diferentemente dos romanos e atenienses, que escravizavam de 50% a 75% de sua população, os cristãos tiveram influência direta no fim da escravatura do século 19. Seja nos escritos de Paulo (Filemon 16) ou na militância evangélica na Inglaterra e Estados Unidos, cristianismo e dignidade andam de mãos dadas.

Lucro não é pecado

Graças à Reforma, a Europa foi religiosamente preparada para justificar e desenvolver o capitalismo. Ao contrário dos padres que viam no lucro um pecado. Calvino defendeu que a prosperidade era sinônimo da bênção de Deus. Para ele, condenável era cobrar juros em excesso e dos pobres. Posteriormente, os mandamentos bíblicos de não roubar e não cobiçar (Êxodo 20:15,17) seriam utilizados na defesa da propriedade privada. A ética protestante também ensinou que o trabalho não é um mau necessário, mas o único caminho digno para a sobrevivência (2 Tessalonicenses 3:10). A despeito das desigualdades, esse pensamento trouxe muito desenvolvimento – que o digam os Estados Unidos.

Deus e o tubo de ensaio

Hoje supostamente separadas como água e óleo, ciência e religião têm uma longa história juntas. A revolução científica foi precedida pela protestante. Diferentemente dos gregos que só queriam entender a natureza, os cristãos do século 16 estudavam o mundo natural para aproveitar melhor o que Deus havia criado. Para isso, gênios como Francis Bacon, Johannes Kepler, Blaise Pascal e Isaac Newton usaram a razão e a experimentação. Foram os religiosos que fundaram a sociedade científica de Londres, em 1660, e que até hoje, também como cientistas, ajudam no progresso da humanidade.

É verdade que a influência de Cristo não pode ser completamente calculada e nem para por aqui. Ela ganha maior alcance a cada pessoa atraída e transformada pelos ensinos e exemplo do Homem-Deus. Afinal, ninguém como Ele mudou pessoas de tal forma, a ponto de influenciar o mundo. (!)

(Revista Conexão 2.0, 1 Trimestre 2013, p. 24-25, CPB)

Fez-se maldição por nós



A dor física foi apenas uma pequena parte da agonia do amado Filho de Deus enquanto permanecia pendurado na cruz. Os pecados do mundo estavam sobre Ele, assim como o senso da ira do Seu Pai contra o pecador, enquanto Ele sofria o castigo da lei. Era isto que Lhe esmagava a alma divina. Foi o ocultar-se o semblante do Pai – o sentimento de que o Seu próprio e amado Pai O tinha abandonado enquanto bebia o cálice que o pecador totalmente merecia – que trouxe desespero à Sua alma. A separação causada pelo pecado entre Deus e o homem foi plenamente compreendida e vivamente sentida pelo inocente e sofredor Homem do Calvário. Ele foi oprimido pelos poderes das trevas, e não tinha nem um só raio de luz para iluminar o futuro. A Sua agonia mental neste relato foi tão grande que o homem pode apenas ter uma leve compreensão dela.

No Seu último conflito, Jesus sentiu o poder de Satanás, que se declarava superior em força ao Filho de Deus. Ele insinuou que Deus tinha renegado o Seu Filho, que Este já não estava sob o favor divino, mas que estava agora nas mãos do Seu grande inimigo. Cristo não cedeu ao inimigo torturador, mesmo na Sua angústia mais amarga. Legiões de anjos maus estavam à Sua volta, no entanto os anjos bons receberam ordens para não romperem as suas fileiras e envolverem-se em conflito com o escarnecedor e insultuoso adversário, nem lhes foi permitido ministrar ao espírito angustiado do sofredor divino. Foi nesta terrível hora de trevas, em que a face do Pai estava oculta, legiões de anjos mais O envolviam e tinha os pecados do mundo sobre Ele que, dos Seus pálidos lábios, foram arrancadas as palavras: “Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?” (Mat. 27:46).

Quando se encara corretamente a expiação, quando compreendemos o grande preço que foi pago para resgatar o homem pecador da morte eterna, a salvação das almas será sentida como tendo um valor infinito. Em comparação com o valor da vida eterna, tudo o resto fica reduzido à insignificância. Porém, como os conselhos do nosso amoroso Salvador têm sido desprezados! Em muitos casos as afeições do coração estão dedicadas ao mundo, e os interesses egoístas fecharam a porta ao Filho de Deus. A hipocrisia vazia e o orgulho, o egoísmo e o amor ao lucro, a inveja, a malícia e a paixão enchem de tal forma o coração que Cristo deixa de ter espaço.

Deveríamos adotar perspetivas maiores, mais amplas e mais profundas da vida, do sofrimento e da morte do Filho de Deus. Ele era eternamente rico; no entanto, para nosso bem, tornou-Se pobre, para que pela Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos. Ele estava revestido de luz e glória, rodeado pelas cortes de anjos celestiais que esperavam para executar as Suas ordens; no entanto, assumiu a nossa natureza e veio para andar entre homens pecadores.

(Ellen G. White, The Bible Echo, 1 de janeiro de 1887)

Oh, nunca houve um sofrimento e uma dor como os que o Salvador moribundo suportou! Foi o senso do desagrado do Pai que tornou o Seu cálice tão amargo. Não foi o sofrimento físico que pôs um fim tão rápido à vida de Cristo na cruz. Foi o peso esmagador dos pecados do mundo, e o senso da ira do Seu Pai que Lhe partiu o coração. A glória do Pai e a Sua presença sustentadora tinham-n’O abandonado e o desespero pressionava sobre Ele o seu peso esmagador de trevas, arrancando-Lhe dos pálidos e trémulos lábios o angustioso clamor: "Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?" (Mat. 27:46).

(Ellen G. White, Signs of the Times, 21 de agosto de 1879)

Sendo nós ainda pecadores...



Logo que houve pecado, houve um Salvador. Cristo sabia o que teria que sofrer, mas, mesmo assim, tornou-Se substituto do homem. Logo que Adão pecou, o Filho de Deus apresentou-Se como penhor da humanidade.

Pensem quanto terá custado a Cristo deixar as cortes celestiais e assumir a Sua posição como cabeça da humanidade. Porque fez isto? Porque era o único capaz de redimir a humanidade caída. Não havia no mundo um ser humano que estivesse sem pecado. O Filho de Deus desceu do Seu trono celestial, depôs as Suas vestes reais e a Sua coroa, e revestiu a humanidade da Sua divindade. Veio para morrer por nós, para jazer no túmulo como têm de fazer os seres humanos, e para ressuscitar para nossa justificação. Veio para Se familiarizar com todas as tentações pelas quais o homem é cercado. Surgiu do sepulcro e proclamou sobre a sepultura aberta de José: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25). Alguém, igual a Deus, passou através dos portais da morte em nosso favor. Provou a morte por todo o homem, para que por Ele todos pudessem ser participantes da vida eterna. 

(Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais [Meditações Matinais, 1968], p. 13)

“A vós graça” (II Co. 1:2). Devemos tudo à livre graça de Deus. A graça, no concerto, ordenou a nossa adoção. A graça do Salvador efetuou a nossa redenção, a nossa regeneração, e elevou-nos à qualidade de herdeiros com Cristo. Não porque O amássemos primeiro, mas porque foi Deus que nos amou; pois “Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rom. 5:8). Cristo morreu por nós, providenciando ampla e abundantemente para a nossa redenção. Embora, por causa da nossa desobediência, tenhamos merecido o desagrado e a condenação de Deus, Ele não nos abandonou, deixando-nos a lutar sozinhos contra o poder do inimigo. Anjos celestiais travam as nossas batalhas em nosso lugar, e, cooperando com eles, podemos ser vitoriosos sobre os poderes do Mal.

Nunca teríamos aprendido o sentido da palavra “graça”, se não tivéssemos caído. Deus ama os anjos, sem pecado, que fazem o Seu serviço e são obedientes a todas as Suas ordens, mas não lhes concede graça. Esses seres celestiais não sabem nada acerca da graça; nunca tiveram necessidade dela, pois nunca pecaram. A graça é um atributo de Deus, manifestado a seres humanos que nada merecem. Nós mesmos não a procuramos, ela foi enviada à nossa procura. Agrada a Deus conceder essa graça a todos os que têm fome dela, não porque sejamos dignos, mas justamente por sermos tão radicalmente indignos. A nossa necessidade é a qualificação que nos dá a certeza de que receberemos esse dom. 

(Ellen G. White, Review and Herald, 15 de outubro de 1908)

Meçam, se puderem, a corda enviada do Céu para erguer o homem. A única avaliação que podemos dar da extensão dessa corrente é indicar-vos o Calvário.
O homem caído não poderia ter um lar no paraíso de Deus sem o Cordeiro morto desde a fundação do mundo. Não exaltaremos então a cruz de Cristo? 

(Ellen G. White, Nossa Alta Vocação [Meditações Matinais, 1962], p. 43)


Quem pode imaginar o sofrimento de Cristo no Jardim do Getsêmani, ao sentir na sua plena extensão o peso do pecado do mundo? Ele sentiu tão profundamente a pecaminosidade do pecado que por um momento a taça tremeu nas Suas mãos, e todo o Céu ouviu o agonizante clamor: “Pai, se possível, passa de Mim este cálice!” (Mat. 26:39). “Contudo, não se faça a Minha vontade, e sim a Tua" (Luc. 22:42). O Deus omnipotente sofreu com o Filho.

Coloquem-se diante da cruz do Calvário e aprendam com ela o custo da redenção. Com coração quebrantado, o santo Sofredor sobre a cruz do Calvário levanta os olhos para Deus e clama: "Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?" (Mat. 27:46). Os anjos do Céu simpatizaram com o seu amado Comandante. Alegremente deixariam as suas fileiras e iriam ajudá-l’O. Este, porém, não era o plano de Deus. O nosso Salvador pisou sozinho o lagar, e do povo não havia ninguém com Ele.

O plano da redenção foi estabelecido para pôr a salvação ao alcance dos pecadores. Cristo levou a efeito o Seu propósito. A Sua morte trouxe vida eterna a todos aqueles que O aceitarem como Salvador pessoal. Mas muitos, muitos daqueles por quem Ele morreu para salvar, recusam-se a retribuir a sua lealdade. O mundo está rapidamente a tornar-se como era antes do Dilúvio.

(Ellen G. White, Olhando Para o Alto [Meditações Matinais, 1983], p. 217)