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"Santo Graal" é mera invenção da Idade Média, dizem especialistas

Cálice exibido em Valência, na Espanha, como usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois. Foto: G1

A lenda do Santo Graal virou, nos últimos tempos, uma espécie de ímã para quase todo tipo de lixo cultural e teorias estapafúrdias. Por isso, é bom colocar as coisas em pratos limpos: o famoso objeto não tem absolutamente nada a ver com Maria Madalena, com os Cavaleiros Templários ou com a sociedade secreta fictícia conhecida como Priorado de Sião. E, aliás, o Graal também não tem nada a ver com Jesus Cristo.

A existência de um suposto cálice milagroso onde o sangue do Messias crucificado teria sido recolhido não passa de uma invenção do fim da Idade Média – uma história bolada pelo poeta mais famoso da Europa no século 12 e, desde então, aumentada por uma fieira de autores posteriores. A lenda do Graal fez muito sucesso em sua época simplesmente por juntar numa só trama as duas grandes paixões do público medieval: cavalaria e fé cristã. E foi sendo repaginada de acordo com as preocupações dos séculos posteriores – inclusive as teorias da conspiração tão populares no começo do século 21.

No princípio era a Ceia
Poucos historiadores hoje duvidam de que Jesus e seus apóstolos realmente celebraram uma ceia derradeira antes que Cristo fosse morto a mando das autoridades romanas e judaicas. Os Evangelhos narram como o grupo comeu pão e bebeu vinho durante a cerimônia. Sabemos até como era a bebida servida nessa época. (...)

Ainda quanto às condições materiais do suposto Graal, podemos dizer que Indiana Jones estava certo – ao menos num quesito. No filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”, o arqueólogo escolhe “o cálice de um carpinteiro”, feito de madeira e de aparência humilde, como o verdadeiro Graal. De fato, judeus das camadas populares como Jesus provavelmente bebiam em recipientes feitos de cerâmica ou madeira. Pareciam simples cuias, como os oriundos da região de Qumran, no mar Morto, retratados no início desta reportagem. 

No entanto, é muito pouco provável que os utensílios de mesa utilizados por Jesus e seus companheiros em sua refeição final juntos tenham sido preservados. Para começar, como afirma o próprio Novo Testamento, a sala onde a ceia aconteceu era alugada. Além disso, o hábito de guardar relíquias relacionadas a figuras religiosas importantes começou relativamente tarde entre os cristãos – cerca de um século após a morte de Jesus. Para os primeiros seguidores de Cristo, o importante não era preservar seus objetos pessoais, mas sim espalhar sua palavra.

Cálice exibido em Valência, na Espanha, como o usado na Santa Ceia; na verdade, parte do objeto data do começo da Idade Média e as alças foram adicionadas depois (Foto: Reprodução)

Quem conta um conto...
No entanto, conforme a nova religião evoluía, os fiéis sentiam faltas de descrições mais detalhadas da vida e da morte de Jesus, diante da narrativa muitas vezes lacônica dos Evangelhos canônicos (os quatro “oficiais” incluídos no Antigo Testamento). Surgiram então histórias tardias, de caráter popular, como o chamado Evangelho de Nicodemos, que data do fim do século 4 de nossa era. 

A obra narra com mais detalhes como os nobres judeus José de Arimatéia e Nicodemos deram um enterro digno ao corpo de Jesus antes de sua ressurreição, e como um soldado romano chamado Longino feriu o tórax de Cristo com uma lança. Logo começaram a circular lendas sobre as relíquias do Sangue Santo – o sangue que José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido do corpo de Jesus – e sobre a lança de Longino, dois elementos que voltariam na história do Santo Graal. 

A pré-história da lenda estava mais ou menos nesse pé quando entrou em cena um escritor francês chamado Chrétien de Troyes. Ninguém sabe exatamente de onde Chrétien de Troyes tirou a inspiração para dar o passo seguinte no desenvolvimento da lenda, por volta do ano 1180. O poeta do norte da França já fazia sucesso com histórias sobre os cavaleiros da Távola Redonda, especialmente Lancelote, o mais valoroso deles. É então que ele decide escrever uma nova saga sobre Percival, um jovem nobre que perde o pai muito cedo e é criado longe da civilização pela mãe.

“Percival é uma espécie de bom selvagem, não sabe se comportar em sociedade por ter sido criado no meio da mata”, afirma José Rivair Macedo, especialista em história medieval da UFRGS. O rapaz encontra um grupo de cavaleiros na floresta e fica tão fascinado por eles que pede à mãe para se tornar cavaleiro também. Parte para o corte do rei Arthur, consegue seu desejo e parte pelo mundo em busca de aventuras.

“Uma coisa tão santa”
E é aí que o Graal finalmente entra em cena. Percival chega ao castelo de um nobre conhecido como Rei Pescador, onde ele presencia uma cerimônia que ficaria conhecida como a procissão do Graal: uma lança que sangra (alguém se lembrou da lança de Longino?) e “um graal” - a palavra é usada de modo genérico por Chrétien. 

“A tradução mais correta para o português seria escudela”, diz Macedo, referindo-se a uma espécie de prato comprido e relativamente fundo – uma travessa, diríamos hoje – usada para servir peixes ou carnes. Ironia das ironias: o Graal original não é um cálice, mas um prato! Chrétien dá a atender que “o graal” carregava uma única hóstia, que servia de alimento para o pai do Rei Pescador, gravemente ferido. 

Diversos eventos misteriosos fazem com que Percival deixe o castelo do Rei Pescador e encontre um eremita. O monge conta ao cavaleiro que o Graal é “uma coisa muito santa” (tante sainte chose, no dialeto francês medieval de Chrétien)... e a história termina aí, sem final. Há quem ache que Chrétien tenha morrido antes de concluí-la. 

Foi justamente graças a essa ponta solta que a criatividade dos autores que vieram depois de Chrétien pode correr solta. Para o medievalista britânico Richard Barber, autor do livro “O Santo Graal – A História de Uma Lenda”, os autores juntaram o mistério do Graal de Chrétien com o Evangelho de Nicodemos e as imagens religiosas da época para sugerir que, na verdade, a “coisa muito santa” era o prato (ou o cálice) onde José de Arimatéia e Nicodemos teriam recolhido o sangue de Jesus [grifo meu].

Cavaleiro puro
Em parte graças aos personagens da Távola Redonda que agora faziam parte da história, a saga do Graal passou a fazer enorme sucesso. Nas cinco décadas depois da morte de Chrétien, surgiram 18 continuações da história de Percival, com vários autores diferentes. A maioria delas incluía um novo cavaleiro, Galahad, filho de Lancelote, um guerreiro casto e puro que se unia a Percival e a outros homens da Távola Redonda para encontrar o Graal. Com isso, eles seriam capazes de curar o pai ferido do Rei Pescador, salvando o reino dele da destruição, e encontrar a iluminação. 

De acordo com Barber, embora as histórias incorporem alguns elementos da mitologia celta, seu pano de fundo é basicamente cristão. O Graal funciona como um símbolo da Eucaristia, o sacramento da transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de Cristo. Beber (ou comer) do objeto restaura a saúde do soberano ferido e, de quebra, leva Galahad direto para o Paraíso – exatamente os atributos que a doutrina da Eucaristia dá a esse sacramento.

O curioso é que, com a popularidade do Graal, várias igrejas da Europa passaram a reivindicar a posse do cálice usado por Cristo na Última Ceia. Dois exemplos estão em Valência, na Espanha, e Gênova, na Itália (em ambos os casos, o mais provável é que sejam objetos de origem árabe, fabricados no começo da Idade Média). Um objeto descoberto na Síria no começo do século 20, conhecido como cálice de Antioquia, chegou a ser considerado como o Graal original até se descobrir que ele não passava de uma lâmpada a óleo, também do começo da Idade Média.

Código da bobagem
A lenda do Graal andou em baixa do fim do século 16 até o começo do século 19, quando um interesse renovado pela cultura da Idade Média surgiu no Ocidente. No entanto, sua máxima popularidade recente certamente se deve ao livro “O Código Da Vinci”, que afirma que o Santo Graal na verdade seria o sang real – o “sangue real” dos filhos de Jesus com Maria Madalena, que teriam migrado para a França no começo da Era Cristã e sido protegidos ao longo dos séculos pelo chamado Priorado de Sião. 

Tudo isso não passa de um imenso engodo, usado pelo escritor americano Dan Brown (e outros antes dele) para aumentar a popularidade de seus livros. Primeiro, as evidências de que Jesus e Maria Madalena tenham casado e tido filhos são nulas (assim como as de uma suposta viagem dela para a França). O Priorado de Sião é uma fraude criada por um vigarista francês no século 20. E a expressão sang real é só uma leitura equivocada da expressão san greal, “Santo Graal”, por alguns escritores do século 15. [Grifo meu]

(G1)

O Jesus Histórico e a Historiografia Moderna: a falácia por trás do discurso crítico



Uma de minhas dificuldades para com a moderna historiografia é a sua recusa em reconhecer a superioridade da base histórica da história do Cristianismo tal como conhecemos, bem como o fundamento histórico sobre o qual está edificada a pessoa de Jesus de Nazaré (com esse nome, quero diferenciá-lo de todo modo deste suposto Jesus mítico apregoado pelos críticos da fé), contraposto ao acervo de dados de outros personagens aceitos como históricos. 

É argumento bem conhecido -- e nunca refutado de modo satisfatório pela História Nova-- de que há maior segurança para afirmarmos a existência de Jesus de Nazaré do que a de figuras universais como Alexandre, o Grande, personagem que permeia de modo extenso todo o discurso dos historiadores modernos, quando delineiam as excursões dos conquistadores gregos e a expansão da cultura helenista. Mas apesar de seu pretenso rigor crítico e histórico, parecem desconhecer ou buscam ignorar que Alexandre é reconhecidamente uma figura mítica dentro da historiografia. Há até mesmo um estudo em francês por P. Goukowsky (Essai sur les origines du mythe d'Alexandre I, 1978) que versa sobre as lendas e mitos que se mesclaram à história de Alexandre. As informaçoes mais utilizadas em sua biografia vêm daquela escrita por Plutarco (46-126 dC), antigo historiador grego, porém datada cerca de 200 anos após sua morte. Ali se pode ver como exemplo, o  relato da história do nascimento de Alexandre segundo os moldes das narrativas da infância contidos nos evangelhos canônicos. O teor profundamente mítico é facilmente detectado na narrativa:
"Na noite anterior à das núpcias, a noiva [de seu pai, Filipe] sonhou que, em meio a um trovão, lhe caía um raio sobre o ventre; da chaga brotou um fogo violento, irromperam labaredas, grassaram por toda a parte e por fim se apagaram. Filipe, por sua vez, mais tarde, de­pois do casamento, sonhou que aplicava sua chancela no ventre da esposa e a gravura da chancela, pensava, era a figura dum leão" (Plutarco, Alexandre, 5, em: Vidas. São Paulo: Cultrix, s/d, pg. 141).
Também demonstrando esse aspecto mítico em torno de Alexandre, em seu livro "Alexandre, o Grande” (São Paulo, Nova Fronteira, 2005), obra definida como desmistificadora, Claude Mossé se pergunta : “Qual sentido dava ao reconhecimento pelos gregos do seu nascimento divino e de sua qualidade de theos aniketos [deus invicto]?” (obra citada, pg. 87). E em seu épico hollywoodiano “Alexandre”, de 2004, ao buscar apresentar a história do personagem, o diretor Oliver Stone teve de desenvolver um trabalho seletivo para a composição de sua história, devido à enxurrada de lendas, mitos e fantasias em torno do insigne personagem. Mesmo a morte de Alexandre ou sua causa é claramente desconhecida. Há pelo menos cinco versões aventadas como possíveis para ela: uns citam a  malária, outros o envenenamento, outros febre tifóide, outros encefalite virótica e há aqueles que sustentam o excesso de bebida alcoólica. O respeitado historiador Fritz Schachermeyr chega a cogitar leucemia. 

Considerando que para os historiadores, grosso modo Jesus foi inventado pela igreja influenciada pelos mitos da religiosidade grega, ao analisar a história de Alexandre ao lado daquela de Jesus de Nazaré, penso que ambos mereceriam um tratamento equivalente. Enquanto que sobre Alexandre se apregoa um nascimento envolto em misticismos e toda a sua vida é um sem fim de relatos épicos e assombrosos, culminando numa morte envolta em mistérios, e  nenhuma dúvida paira acerca de sua existência histórica, porque julgariam os ditos senhores da História que Jesus seria um mito inventado pelos gregos, desconsiderando a abundância de todas as fontes mesmo aquelas alheias à História Eclesiástica? Não é a toa que se tem apelado de todo modo para que os historiadores se tornem tão abertos para a pessoa de Jesus de Nazaré tal como fazem em relação às demais figuras antigas, declaradas históricas.

Também se não é ingenuidade, o certo é que muitos  buscam ignorar que outros tantos historiadores sérios já se confrontaram com a questão da existência de Jesus e da história da igreja, e à parte dos milagres, muitos aceitaram como fato a sua existência terrena. E isso não desabonou sua qualificação como historiadores. Um exemplo seria aquele de H. G. Wells, um intelectual e historiador do século 19, que a priori, não era um cristão ao partir para o estudo da pessoa de Jesus de Nazaré presente nos evangelhos. Wells não acreditava em Jesus e tentou provar, lendo os quatro evangelhos que Jesus nunca existiu e que o relato dos evangelistas estava repleto de mentiras, lendas e invenções dos apóstolos. Quando terminou seu estudo aprofundado, teve de renunciar sua posição e publicou a seguinte frase: “Os quatro evangelistas, todos eles, dão-nos um retrato de uma personalidade muito bem definida, obrigando-nos a dizer: este homem existiu.” Em sua obra definida como extraordinária, “História Universal” em 09 vols. (publicada originalmente sob o título "The outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind", em dois volumes), afirmou: “A despeito das adições miraculosas e inacreditáveis, é-se obrigado a reconhecer: ‘Era realmente um homem. Essa parte da história não podia ter sido inventada’.” (vol. V, pg. 184).

Na mesma linha de Wells, existem outros, embora falte espaço para considerar. A convicção da existência de um Jesus Histórico descansa na objetividade de uma análise sem preconceitos, senão aquele contra a fraude e o engano possíveis a tantos que pretendem decifrar a História, mais que apresentá-la. Fato bem ao contrário dos céticos radicais é aquele ocorrido com Randall Niles (jurisconsulto e educador americano, autor de centenas de artigos apologéticos e das obras The Great Pursuit e What Happened to Me), que no passado era um cético, crítico e um debochado praticante do ateísmo. Todavia, após verificar a extensão de dados acerca de Jesus na História, não teve receio algum em reconhecê-lo como uma pessoa real, aceitando a fé cristã como opção de vida. Randall então percebeu que as narrativas históricas não-Cristãs de Cornélio Tácito, Flávio Josefo, Plínio o Jovem, Suetônio, Mara Bar-Serapião, os escritos (extremamente imparcial) de Luciano de Samósata e até mesmo do Sinédrio judaico reivindicam a pessoa de Jesus para os dias do primeiro século dC. Randall descreve sua experiência: 
“Além dos nove autores do Novo Testamento que escreveram sobre Jesus em narrativas distintas, achei pelo menos vinte autores Cristãos primitivos, quatro escritos heréticos e sete fontes não-Cristãs que fazem menção explícita de Jesus – todas com menos de 150 anos depois da sua vida. Isso equivale a um mínimo de 40 autores e todos mencionam explicitamente Jesus e a expansão de um movimento espiritual em seu nome. Temos mais autores que mencionam Jesus Cristo dentro de 150 anos depois de sua vida do que sobre o imperador romano que reinou durante aquela mesma época. Os estudiosos têm conhecimento de apenas dez fontes que mencionam o imperador Tibério naquele mesmo prazo, incluindo Lucas, Tácito, Suetônio e Veleio. Assim, dentro deste curto espaço de tempo, o número de escritores primitivos que mencionam Jesus supera aqueles que mencionam o líder do Império Romano inteiro (na verdade, o mundo antigo daquela época) por uma proporção de 4:1” (http://www.randallniles.com/fuel.htm)
A conclusão mais acertada é que a figura de Jesus é tão historicamente confiável quanto a de Tibério, imperador romano de seu tempo, citado por Lucas em seu evangelho (cf. Lucas 3:1ss). Mas se a moderna Historiografia não aceita essas evidências e testemunhos, isso se deve, em grande parte, a um preconceito, e tão somente a isso. Ou então, em sua análise da História Universal e seus muitos personagens, sua fé é maior que a dos cristãos. Nesse sentido, creio que de fato eles são mais crentes que muitos de nós cristãos.
Não fosse uma análise evidentemente tendenciosa, penso que apesar dos dados extraordinários nos relatos de suas vidas, tanto Jesus quanto Alexandre poderiam ser elevados à mesma categoria de pessoas históricas, o que infelizmente os céticos historiadores não contemplam em seus estudos. E isso por si só, demonstra a sutileza de sua argumentação tendenciosa. E isso também nos deixa ver o verdadeiro motivo por trás de seu ceticismo.

A questão não são as fontes; todo o problema é Jesus de Nazaré, com quem os sábios deste mundo em absoluto desejam um encontro definitivo.

(Crendo e Compreendendo, Claudio Soares Sampalio)

Para historiadores, Pedro nunca foi papa


Pedro é retratado como papa nesta pintura sacra portuguesa do século 16. Fonte: G1

Católicos do mundo todo vêem São Pedro como o protótipo dos papas, o homem que fundou a sucessão ininterrupta de líderes da Igreja que chega até Bento XVI, mas o papel real do "príncipe dos apóstolos" provavelmente foi bem mais modesto, afirmam historiadores. Embora seja bem possível que Pedro tenha vivido, pregado e morrido em Roma, ele não fundou um governo centralizado da igreja romana, o qual demorou séculos para emergir.

Mais importante ainda, embora a igreja de Roma tenha conquistado desde cedo uma posição de destaque entre as comunidades cristãs espalhadas pela bacia do Mediterrâneo, as outras igrejas não creditavam o prestígio romano ao "papado" de Pedro, mas ao fato de que tanto ele quanto seu companheiro de apostolado, São Paulo, haviam pregado a palavra de Jesus e morrido em Roma. É o que diz um texto escrito por volta do ano 180 pelo líder cristão Irineu de Lyon.

Segundo Irineu, a comunidade de Roma havia sido "fundada e organizada pelos dois gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo". "Para Irineu, a competência da igreja de Roma provinha de sua fundação pelos dois apóstolos, Pedro e Paulo, não só por Pedro", resume o historiador irlandês Eamon Duffy, da Universidade de Cambridge, em seu livro "Santos e Pecadores: História dos Papas".

Chegando mais tarde
Na verdade, a situação era ainda mais complicada do que Irineu imaginava. Tudo indica que a comunidade cristã de Roma foi fundada por um anônimo seguidor de Jesus, provavelmente um judeu da Palestina que se juntou aos dezenas de milhares de membros da comunidade judaica da capital do Império Romano. São Paulo, ao escrever para os cristãos de Roma na década de 50 do século 1, em nenhum momento menciona a presença de Pedro na cidade.

No entanto, sabemos pelos Atos dos Apóstolos, livro do Novo Testamento escrito no fim do século 1, que Paulo acabou indo para a cidade para ser julgado pelo imperador romano num processo que estava sofrendo. E outros textos, também do fim do século 1 e começo do século 2, dão conta de que tanto Paulo quanto Pedro foram mortos durante a perseguição contra os cristãos ordenada pelo imperador Nero entre os anos 64 e 67. A tradição sobre o martírio é relativamente próxima dos eventos, embora não esteja registrada na Bíblia, e há pouca razão para duvidar que os santos morreram mesmo na Cidade Eterna.

Pescador impetuoso
Para o padre e historiador americano John P. Meier, professor da Universidade Notre Dame e autor da monumental série "Um Judeu Marginal" (ainda não concluída) sobre a figura histórica de Jesus, o Novo Testamento traz uma série de informações importantes e confiáveis sobre Pedro. Originalmente, ele era um pescador da Galiléia (norte de Israel), casado, e aderiu ao grupo de discípulos de Jesus junto com seu irmão André. O nome de seu pai era João ou Jonas, e seu nome original era Simão.

O mais provável é que Jesus tenha dado a ele o apelido aramaico de Kepa (ou Kephas, como escreve São Paulo), "a pedra" ou "a rocha", depois traduzido como Petros, ou Pedro, em grego. Todos os evangelistas o apresentam como o principal membro do grupo dos Doze Apóstolos, ou como o porta-voz deles, e também retratam-no como um homem ao mesmo tempo generoso, extremamente apegado a Jesus, cabeça-dura (talvez uma relação irônica com seu apelido), indeciso e dado a súbitas mudanças de opinião.

Em suas cartas, São Paulo relata um relacionamento tempestuoso com Pedro. Ao se converter à fé em Jesus (Paulo, judeu com cidadania romana, antes perseguia os cristãos), Paulo teria passado alguns anos sozinho até ir a Jerusalém e falar com Pedro e outros apóstolos. Depois, conseguiu convencer o grupo original de seguidores de Jesus que os pagãos também poderiam ser convertidos, mas entrou em conflito com Pedro, chamando-o de hipócrita. É que Pedro foi visitar a comunidade cristã de Antioquia, na Síria, e inicialmente fazia suas refeições com os crentes de origem pagã, coisa proibida pela lei judaica. No entanto, quando outros judeus cristãos apareceram na cidade, ele parou de fazê-lo, o que provocou a reprimenda de Paulo.

As chaves do Reino dos Céus
Há indícios de que, antes de ir para Roma, o santo passou por Antioquia e por Corinto, na Grécia. No entanto, o momento definidor de sua carreira como "papa", segundo os apóstolos, teria acontecido ainda durante a vida de Jesus. Segundo o Evangelho de Mateus, Pedro teria dado mostras impressionantes da fé em seu mestre eu declarar a ele: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus, então, teria prometido a Pedro a liderança de seus seguidores: "Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Darei a ti as chaves do Reino dos Céus".

John P. Meier afirma que a "profissão de fé" extraordinária de Pedro provavelmente é um fato histórico, por estar registrada nas diversas fontes usadas pelos evangelistas para compor suas narrativas. Também não duvida do papel de liderança de Pedro na Igreja primitiva. No entanto, diz acreditar que a promessa de Jesus não é histórica, justamente porque ela usa a expressão "igreja" -- que praticamente não aparece nos textos do Novo Testamento que tratam da vida de Jesus. Para ele, Mateus "retrojeta" uma situação da Igreja primitiva para a época em que Cristo ainda estava vivo.

Mais importante ainda para a questão do "papado" de Pedro, escreve Eamon Duffy, é o fato de que Roma aparentemente não tinham um bispo único até por volta do ano 150, ou seja, quase um século após a morte do apóstolo. É bom lembrar que, originalmente, o papa era o bispo de Roma, que recebia especial atenção de seus pares por governar a comunidade cristã onde tinham sido martirizados Pedro e Paulo. No entanto, vários documentos do começo do século 2, escritos para a comunidade de Roma e por membros dela, em nenhum momento fazem menção a um bispo, mas apenas aos "anciãos da igreja" ou "dirigentes da igreja".

Para Duffy, a explicação mais provável é que a unificação do comando da igreja romana nas mãos de um só bispo veio mais tarde, por causa de uma série de pressões externas e internas, entre elas o surgimento de heresias poderosas, que contrariavam os ensinamentos cristãos originais. Como forma de defesa, as igrejas, entre elas a de Roma, teriam instituído a "monarquia" dos bispos.

(G1)

Arqueólogos descobrem construções de 4 mil anos no Iraque

A decoberta, do tamanho de um campo de futebol, foi feita na antiga cidade de Ur, hoje Iraque. Foto: AP
Arqueólogos britânicos afirmaram nesta quinta-feira ter encontrado um complexo de construções nas proximidades de onde se situava a antiga cidade de Ur, atual Iraque. De acordo com os especialistas, a estrutura de 4 mil anos provavelmente serviu como um centro administrativo de Ur, no mesmo período em que o personagem bíblico Abraão teria vivido no local.

O arqueólogo da Universidade de Manchester que liderou a escavação, Stuart Campbell, disse que a descoberta é de "tirar o fôlego". Segundo ele, descobertas desse tamanho – o complexo tem medida semelhante à de um campo de futebol - e tão antigas são muito raras.

Os objetos encontrados no local devem ajudar a esclarecer a história das civilizações que ocuparam a região na Antiguidade. Ur foi a última capital dos sumérios, civilização surgida há 5 mil anos no local conhecido como Mesopotâmia.

As escavações começaram no mês passado com seis arqueólogos britânicos e quatro pesquisadores iraquianos na província de Thi Qar, a cerca de 320 quilômetros ao sul de Bagdá. Décadas de guerra e violência afastaram os pesquisadores do Iraque.

De acordo com o arqueólogo britânico, a missão só foi possível graças à relativa estabilidade no sul do país. O time de Campbell é o primeiro grupo de cientistas britânicos a fazer escavações no Iraque desde a década de 1980. 

(Terra)

[HR] Quanto mais céticos tentam fazer o mundo desacreditar na Bíblia, mais achados como esse são descobertos evidenciando a veracidade histórica da Bíblia. Vale a pena estudá-la para então desacreditar nela ou não.

Higgs critica fundamentalismo de Richard Dawkins



A discussão deles gira em torno de nada menos que a coexistência entre religião e ciência. Higgs decidiu-se por coroar seu notável 2012 com mais um estrondo, ao criticar a abordagem "fundamentalista" adotada por Dawkins no trato com os crentes religiosos.

"O que Dawkins faz muitas vezes é concentrar seu ataque nos fundamentalistas. Mas há muitos crentes que simplesmente não são fundamentalistas", declarou Higgs em entrevista a Pablo Jáuregui, do jornal espanhol "El Mundo". "O fundamentalismo é outro problema. Quer dizer, Dawkins de certa forma é ele mesmo quase um fundamentalista, de outra espécie."

Ele concordou com algumas das ideias de Dawkins sobre as consequências infelizes que resultaram de crença religiosa, mas estava descontente com a abordagem do biólogo evolucionista ao lidar com os crentes, e se disse de acordo com aqueles que consideraram tal abordagem "embaraçosa".

Dawkins, autor do best-seller "Deus, Um Delírio", já foi muitas vezes acusado de adotar posições fundamentalistas. Em um texto publicado em 2007 no seu site, intitulado "Como vocês ousam me chamar de fundamentalista?", Dawkins escreveu: "Não, por favor, não confundam paixão, que pode mudar de ideia, com fundamentalismo, que nunca irá [mudar]. Paixão por paixão, um cristão evangélico e eu podemos estar equiparados. Mas não somos igualmente fundamentalistas. O verdadeiro cientista, por mais apaixonadamente que possa 'acreditar', na evolução, por exemplo, sabe exatamente o que o faria mudar de ideia: provas! O fundamentalista sabe que nada o fará mudar de ideia."

As críticas não levaram o biólogo a abrandar sua posição sobre a religião. Em uma recente entrevista à Al Jazira, ele insinuou que ser criado no catolicismo é pior para uma criança do que sofrer abusos físicos de um padre. Respondendo a uma pergunta direta do entrevistador Mehdi Hassan, Dawkins relatou a história de uma mulher dos EUA que lhe escrevera contando o abuso que ela sofrera quando criança nas mãos de um padre, e a angústia mental por ouvir que uma amiga sua, uma menina protestante, arderia no inferno.

"Ela me contou que, desses dois abusos, superou o abuso físico, que foi nojento, mas ela superou. Já o abuso mental de falarem a ela sobre o inferno, esse ela levou anos para superar", disse Dawkins. "Dizer a crianças assim que elas realmente acreditam que as pessoas que pecam vão para o inferno e assam para sempre, que sua pele cresce de novo quando você a arranca, me parece intuitivamente inteiramente razoável que isso seja uma forma pior de abuso infantil, que vai causar mais pesadelos, porque elas realmente acreditam."

Dawkins não respondeu a um pedido para comentar diretamente a acusação de "fundamentalista" feita por Higgs.

Na entrevista ao "El Mundo", Higgs argumentou que, embora não seja um crente, considera que ciência e religião não são incompatíveis. "O crescimento da nossa compreensão do mundo por meio da ciência enfraquece parte da motivação que torna as pessoas crentes. Mas isso não é a mesma coisa que dizer que elas são incompatíveis. Só acho que algumas das razões tradicionais para a crença, que remontam a milhares de anos, ficam bastante prejudicadas."

"Mas isso não encerra com a coisa toda. Qualquer um que seja um crente convencido, mas não dogmático, pode continuar tendo a sua crença. Isso significa que eu acho que você precisa ser bem mais cuidadoso a respeito de todo o debate entre ciência e religião do que algumas pessoas foram no passado."

BÓSON DE HIGGS

Em se tratando de desentendimentos públicos, poucos já puderam se vangloriar de ter antagonistas que batem tão pesado.

De um lado está Richard Dawkins, o célebre biólogo que fez uma segunda carreira demonstrando seu épico desdém pela religião. Do outro está o físico teórico Peter Higgs, que em 2012 se tornou figura corriqueira nas apostas para um futuro Prêmio Nobel, depois que cientistas do Cern, em Genebra, demonstraram que estava correta sua teoria sobre como as partículas fundamentais obtêm sua massa.

Ele disse que muitos cientistas na sua área possuem crenças religiosas. "Eu por acaso não sou um deles, mas talvez seja mais uma questão da minha origem familiar do que haver alguma dificuldade fundamental em conciliar as duas coisas."

Em 1963, Higgs previu a existência de uma partícula portadora de força, parte de um campo energético invisível que preencheu o vácuo por todo o universo observável. Sem esse campo, ou algo parecido, não estaríamos aqui. O campo se agarra às menores partículas fundamentais e lhes dá massa. O campo, acionado momentos depois do "big bang", permitiu que as partículas se unissem e formassem todos os átomos e moléculas que estão por aí hoje.

Na entrevista, o físico falou sobre o anúncio feito em 4 de julho de que o bóson de Higgs havia sido finalmente encontrado. Ele contou que dias antes havia recebido um telefonema de um colega no Cern, dizendo que ele se arrependeria se não comparecesse. Na hora do anúncio, Higgs começou a chorar.

"O que foi tão avassalador realmente foi a reação da plateia no Cern. Não era como um seminário científico, era como o final de uma partida de futebol quando o time da casa ganhou, e foi isso que foi tão avassalador para mim, fazer parte disso... Foi [caindo em prantos] uma reação às emoções ao meu redor, e o sentimento de que, bom, finalmente chegou! Foi difícil de lidar."

Muitos cientistas acreditam que a descoberta coloca Higgs como franco favorito para um futuro Prêmio Nobel. Ele ficou aliviado, no entanto, pelo fato de o comitê do Nobel ter ignorado a descoberta no seu prêmio de física em 2012. "Fiquei aliviado, simplesmente porque desde o começo de julho ando ocupado demais lidando com solicitações para fazer isso e aquilo, a ponto de ficar feliz por não ter isso também na minha agenda, então descrevi isso como um alívio."

Sequência de Fibonacci e a digital de um Criador

Provavelmente você já deve ter ouvido falar sobre a sequência de Fibonacci em alguma aula de matemática, não? Não se preocupe. Não vamos fazer nenhum cálculo matemático complexo. Só gostaríamos de mostrar a relação entre a infinita sequência de Fibonacci com a assinatura do infinito Criador.
Para tanto assista a esses dois vídeos rápidos e bem objetivos, um legendado e um dublado, com bastante atenção.

 


É lógico olhar para essas incríveis perfeições coincidentes em tudo que existe e dizer que o acaso é quem fez isso? É óbvio que não. É preciso ter muita fé para acreditar em uma coincidência tão grande! E é preciso de bem menos fé para acreditar que um Ser fez todas essas coisas, por isso a semelhança. Sendo assim, não tenho fé suficiente para crer no evolucionismo. ;)

Descoberto camarote do rei Herodes, da Bíblia



Foi divulgado nesta quarta-feira (15/09/2010), pelo jornal "The Jerusalem Post", que arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriram o camarote do teatro do rei Herodes (aproximadamente 73 a.C.-1 a.C.).

As escavações revelaram o teatro em 2008. Construída durante um período de luxo, a peça mede cerca de oito metros e ficava na parte superior da edificação. O Museu de Israel planeja abrir os sítios arqueológicos para a visita em 2011.

O espaço provavelmente recebia hóspedes do rei, seus amigos e familiares. Ao menos os que ainda estavam vivos: Herodes assassinou membros de sua família, massacrou rabinos e, mesmo cercado de bajuladores, dificilmente possui algum amigo verdadeiro.

Sua crueldade lhe valeu um lugar em "Os Ditadores Mais Perversos da História" (Planeta, 2004), livro que apresenta atrocidades cometidas por 15 governantes.

Como abordar as ciências



Somos todos crentes. Cristãos, hindus, budistas, muçulmanos, ateus, agnósticos, ecologistas, terroristas -- todos creem em alguma coisa ou em alguém. Enquanto uma pessoa religiosa crê na existência de Deus, um ateu crê que nada existe fora da matéria e energia, e ambos podem discutir amplamente sobre que ponto de vista está certo ou errado. Crer não significa necessariamente que o objeto de nossa crença seja verdadeiro e verificável. Com efeito, cada um aborda o estudo da natureza com certo grau de fé. É essencial que abordemos nosso estudo com uma mente aberta, admitindo que poderíamos estar errados, sempre buscando a verdade.
A ciência orgulha-se de sua objetividade. Mas é a objetividade possível mesmo? Sejamos francos. A ciência envolve a interpretação dos dados encontrados na natureza, e tão logo se inicia a interpretação destes dados, estamos introduzindo nela um elemento subjetivo, um conjunto básico de suposições de como são as coisas no universo. Ninguém estuda as estrelas, ou o corpo humano, ou a biologia celular, com sua mente inteiramente despida de pressuposições. Qualquer pessoa, mesmo os cientistas, traz consigo algumas pressuposições, com as quais interpreta os dados à luz destas pressuposições. Compreender isto faz grande diferença de como vemos a pesquisa científica, e como devemos encarar nossos compromissos religiosos.
É geralmente aceito que o que está em nossa mente afeta poderosamente o que percebemos, e como interpretamos nossas observações. De fato este conceito psicológico nos ajuda compreender por que uma pessoa se irrita com algo enquanto outras podem não se amofinar absolutamente; ou por que certos indivíduos entram em relações destrutivas; ou por que alguns se sentem miseráveis embora tenham uma família amorosa e vivam com certa abastança. Em todo caso, isso tem que ver com o modo como o indivíduo percebe as circunstâncias; isto é, com que pressuposições ele ou ela aborda a situação.
Os filósofos freqüentemente usam a expressão visão do mundo (ou cosmovisão) para descrever o conjunto de conceitos ou idéias pré-concebidas com que as pessoas abordam os dados -- científicos, religiosos, políticos, ou quaisquer outros -- interpretando-os e tirando suas conclusões. A cosmovisão é um mapa mental de como o universo funciona. Muitas de nossas escolhas sobre como interpretar a evidência científica decorrem de uma decisão inicial totalmente importante -- crer ou não em um Poder Superior.
Consideremos dois exemplos. Os naturalistas creem que não existe "Poder Superior", e que tudo que vemos é o produto de energia e matéria guiadas pelo acaso. Os cristãos acreditam que existe um "Poder Superior", uma inteligência cósmica externa ao que percebemos como o mundo "natural". A escolha se resume às duas afirmações:

1. "No princípio era o Verbo ... todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez."
2. "No princípio eram as partículas, e as partículas se tornaram seres humanos, que fizeram Deus à sua imagem."

O apóstolo João fez a primeira afirmação, que resume a cosmovisão bíblica. A segunda afirmação descreve o Darwinismo e representa uma cosmovisão oposta. Os defensores de cada cosmovisão devem partir da crença em uma delas. Os que têm dúvida quanto à natureza da fé depositada no sistema darwinista bem fariam em atentar para as palavras de Richard Lewontin, geneticista da Universidade de Harvard: "Ficamos ao lado da ciência apesar do patente absurdo de algumas de suas interpretações, apesar de seu fracasso em cumprir muitas de suas pródigas promessas de vida e saúde, apesar da tolerância da comunidade científica com relação a suas meras histórias não fundamentadas, porque temos um compromisso maior, um compromisso com o materialismo. ... O problema principal não é informar o público quanto ao conhecimento de quão longe está a estrela mais próxima, e do que são compostos os genes. ... Mais do que isso, o problema é levá-lo a rejeitar explicações irracionais e sobrenaturais a respeito do mundo, das divindades que existem somente em suas imaginações, e a aceitar um aparato social e intelectual, a ciência, como a única geradora da verdade." [1]
Os naturalistas não deveriam ser entendidos como pessoas que "não creem . Eles têm tanta fé quanto as pessoas religiosas, tão somente creem em algo diferente.

O que é a ciência
Ao falarmos de ciência quase sempre pensamos em física, química, computação, etc., ou no método científico, fatos, mensurações, e assim por diante. Muitos de nós não estão alertados para o fato de que a palavra ciência é usada como um guarda-chuva para abrigar atividades bastante diversificadas. Considere esta citação da revista Popular Science: "As conseqüências das deficiências na educação em ciências e matemática são visivelmente devastadoras. Somente 45% dos adultos nos E.U.A. sabem que a Terra dá uma volta ao redor do Sol anualmente. Um terço acredita que ferver leite contaminado com radioatividade o torna adequado para ser bebido. Cerca de 40% acredita firmemente que extra-terrestres têm visitado a Terra, e um impressionante 54% rejeita a idéia de que os seres humanos evoluíram a partir de espécies ancestrais."[2]
Vejam como o guarda-chuva da ciência é usado para abrigar duas categorias de conhecimento bastante diferentes! A compreensão disso é a chave para a boa educação científica, bem como para entender muito do conflito entre ciência e religião no mundo atual. Como proceder, então?

Diferentes espécies de ciência
Primeiramente, devemos aprender a reconhecer a diferença entre as diferentes categorias colocadas sob a denominação de "ciência". Dentre elas, por exemplo, ciência empírica e ciência histórica. Ciência empírica é o que mais nos vem à mente quando vemos a palavra ciência. É o que nos foi ensinado na escola como física e química, onde se emprega o método científico. Sua aprendizagem envolve (1) fazer observações e fazer uma indagação; (2) formular uma hipótese ou uma "tentativa de resposta" que ajude a explicar as observações; e (3) propor e executar um experimento para testar a hipótese, para ajudar a determinar se nossa tentativa de resposta é correta. Observe-se que nunca poderemos "provar" uma hipótese -- as provas somente podem existir em certos ramos da matemática.
Apliquemos este teste aos assuntos considerados na revista Popular Science mencionada anteriormente. A questão relativa à contaminação radioativa do leite é ciência empírica. Ferver o leite remove a radioatividade? Isso pode ser testado em laboratório. Esta questão, como milhares de outras semelhantes, não é objeto de controvérsia na comunidade científica, porque elas são empíricas, e as respostas são obtidas a partir de dados gerados mediante experimentos repetitíveis em laboratório.

O segundo tipo de ciência -- ciência histórica -- é distinto, sob um aspecto importante e fundamental. Ao contrário da física, da química, e de boa parte da biologia, os cientistas nesse caso não podem ir ao laboratório para testar suas hipóteses. Em ciência histórica são coletados dados no campo, que são utilizados para reconstruir o passado da maneira mais consistente possível com as evidências disponíveis. Usando uma expressão comum, pode-se dizer que em ciência histórica os cientistas observam as evidências e então "contam uma história" que se acomoda aos dados. Não há história que possa explicar todas as evidências, e ainda mais, pode existir mais de uma história que explique os dados satisfatoriamente. Como não há possibilidade de um experimento em laboratório para testar estes tipos de história, é difícil saber se uma delas é correta e outra errada. Mais importante ainda, nossa decisão sobre que história é correta é poderosamente influenciada por nossa cosmovisão.
Alguém pode objetar que a ciência histórica na realidade não é ciência, já que ela não provê respostas que possam ser verificadas experimentalmente. Entretanto, a arqueologia é reconhecida como ciência, a despeito do fato de que, mesmo utilizando procedimentos de laboratório repetitíveis, ela não possui método empírico para testar as hipóteses dos arqueólogos. Existiram os reinos de Davi e Salomão, como descritos na Bíblia? Muitos arqueólogos não crêem que existiram, enquanto outros discordem. Porém, existem fortes argumentos a respeito de sua história, devido à falta de maneira definitiva de testar as hipóteses históricas.
O mesmo acontece com a paleoantropologia, o estudo dos seres humanos antigos e seus supostos ancestrais. Devido às numerosas hipóteses possíveis, surgem constantes controvérsias nesse campo: discussões sobre que fóssil é o "elo perdido", ou sobre se este ou aquele fóssil faz parte da linha ancestral humana, ou simplesmente de um ramo extinto, etc.
A ciência histórica se faz presente não somente na arqueologia ou na paleoantropologia, mas também em certas ciências experimentais, como, por exemplo, quando os astrofísicos discutem sobre o que aconteceu durante os primeiros segundos após o Big Bang. Ninguém tem documentação visual sobre o que ocorreu então, e portanto os cientistas têm de examinar as evidências (muito limitadas) disponíveis, e então usar equações matemáticas para explicar a história do que poderia ter ocorrido quando o universo estava nascendo. Em seguida, eles comparam sua posição com as observações que estão sendo feitas, e finalmente, discutem com quem tiver uma opinião diferente.
Da mesma forma, na química são feitas tentativas de estabelecer um modelo para a atmosfera da Terra "primitiva", para tentar explicar como surgiu a vida através de processos estritamente físicos. Mediante o exame das rochas mais antigas que possam ser encontradas, mediante a reunião de todas as pistas que possam ser encontradas a respeito das condições da atmosfera "primitiva", e então combinando essas descobertas com o conhecimento atual das reações químicas, os cientistas têm tentado simular um modelo para a atmosfera "primitiva" da Terra. Obviamente, não há como saber quão acuradas essas simulações podem ser. A pesquisa sobre a origem da vida utiliza muitas técnicas científicas, e é levada a cabo em laboratórios científicos, porém permanece indiscutivelmente na categoria de ciência histórica porque as conclusões a que chegam os pesquisadores não podem ser confirmadas nem refutadas.

Darwinismo: ciência histórica?
Talvez o exemplo mais controvertido de ciência histórica seja encontrado na biologia. A explicação usualmente aceita para a origem da vida e sua fenomenal diversidade é o Darwinismo, que afirma ter a vida surgido em resultado de evolução química, tendo a primeira célula viva dado origem a toda a variedade de vida existente sobre a Terra. De acordo com esta visão, a origem da vida e o desenvolvimento de todas as suas formas subsequentes foram efetuadas pela interação aleatória de substâncias químicas. Inicialmente elas formaram as moléculas necessárias para uma célula viva, o DNA e milhares de proteínas, incluindo muitas enzimas essenciais para o funcionamento da célula. Uma vez esta célula tendo passado a existir, ela gradualmente teria evoluído para formar outros tipos de células, e daí seres pluricelulares, até finalmente as milhões de espécies diferentes que passaram a existir, inclusive os que agora estão lendo este artigo. Essa transformação miraculosa supostamente foi realizada somente mediante mutações nas moléculas de DNA que constituem o código genético -- mutações aleatórias na disposição das quatro "letras" a partir das quais são formadas as palavras de nosso código de DNA. E sobre ele então teria havido a atuação do ambiente, em um processo que Darwin denominou "seleção natural".
Ainda que grande número de evidências possa ser racionalmente interpretado para apoiar a visão darwinista (principalmente na área da adaptação de organismos existentes para melhor se enquadrarem em seu ambiente), a história da origem da vida, do código genético e dos diferentes projetos estruturais existentes no mundo vivo localiza-se no âmbito da ciência histórica. Isto se dá porque, qualquer que seja o cenário preferido para a explicação dessas coisas, nenhum deles pode ser testado em laboratório de maneira a (potencialmente) prová-lo ou refutá-lo. O Darwinismo, apesar de seu status atual de "fato científico", na realidade nada mais é do que uma história que é contada para explicar como estamos aqui, incorporando o maior número possível de evidências. Em algumas áreas ele produz bons resultados, mas em outras ele enfrenta dificuldades significativas. Não há como testar as hipóteses de Darwin experimentalmente, e outras histórias podem ser contadas para a explicação da mesma evidência. E de fato algumas das histórias alternativas são apoiadas mais fortemente pelas evidências disponíveis mais recentes.
Embora a história darwinista sobre as origens esteja em uma categoria distinta da ciência empírica praticada em laboratório, os livros didáticos e os meios de comunicação populares a apresentam como fato, no mesmo sentido em que a lei da gravidade. Além disso, qualquer alternativa a esta história preferencial enfrenta enérgica resistência. Freqüentemente os que assumem a posição darwinista ignoram os questionamentos envolvidos, recorrendo a ataques verbais, ao apelo à autoridade, ou à atribuição de falsas afirmações aos oponentes, para em seguida desmenti-las.
Recentemente, eminentes darwinistas na Inglaterra atacaram certas escolas cristãs (dentre as quais uma dirigida por adventistas do sétimo dia) porque seus currículos incluíam tanto a evolução darwinista quanto a criação bíblica. Eles argumentavam que as escolas deviam apresentar somente o darwinismo, e não deveriam incluir evidências empíricas que apoiassem quaisquer outras hipóteses sobre as origens. A cosmovisão darwinista supõe que não houve projeto ou projetista. Desta forma, a visão darwinista da origem naturalística da vida é aceita como um fato pela comunidade científica majoritária, apesar das evidências colhidas em campo e em laboratório. É este fato que torna os cientistas naturalistas "crentes" tanto quanto os criacionistas, embora o objeto da crença não seja o mesmo para ambos.

Conclusão
Todas as pessoas creem em alguma coisa ou em alguém. Mesmo os cientistas têm um sistema de crenças. Em face disso, os cristãos não têm do que se desculpar quanto ao seu sistema de crenças. Pelo contrário, em sua abordagem à ciência, eles deveriam proceder com (1) respeito e atenção pela pesquisa científica que se relaciona estritamente com o empírico; e (2) humildade e tolerância com relação a outros pontos de vista que tenham apoio de evidências em várias áreas da ciência histórica. Entrementes, os cristãos deveriam desenvolver compreensão mais abrangente da perspectiva do Desígnio Inteligente, apoiando-a, de modo a não serem intimidados ou silenciados por aqueles que insistem que a crença no sobrenatural não tem base científica. Ao fazermos isto, acharemos que muito da pesquisa atual em biologia molecular e na genética mina a posição darwinista, e ao mesmo tempo apóia a ideia de um Planejador.[3] Muitos dados favorecem nossa posição.

Earl Aagaard (Ph.D., Colorado State University) leciona biologia no Pacific Union College, em Angwin, Califórnia. Seu e-mail é: eaagaard@puc.edu

Notas e referências
1.    The New York Times Review of Books (January 9, 1997).
2.    Popular Science (August 1992), p. 62.
3.    Muitos recursos para essa compreensão estão disponíveis em http://www.discovery.org/crsc/ e em arn.org

Nova descoberta dá credibilidade à história de Sansão


Foto: Shutterstock-Renata Sedmakova

Uma pequena pedra encontrada em Israel pode ser a primeira evidência arqueológica da história de Sansão, o fortão mais famoso da Bíblia.

Com menos de uma polegada de diâmetro, a gravura esculpida mostra um homem com cabelos longos lutando contra um grande animal com rabo de felino.

A pedra foi encontrada em Tell Beit Shemesh, nos montes hebreus próximos a Jerusalém, e data aproximadamente do século XI antes de Cristo.

Biblicamente falando, nesta época, os judeus eram conduzidos por líderes conhecidos como Juízes, e Sansão era um deles.

A pedra foi encontrada em um local próximo ao rio Sorek (que marcava a antiga fronteira entre o território dos israelitas e o dos filisteus), o que sugere que a gravura poderia representar a figura bíblica.

Sansão, um personagem do Antigo Testamento que se tornou lenda, tinha uma força sobrenatural dada por Deus para vencer os inimigos.

A força, que Sansão descobriu ao encontrar um leão e matá-lo com as próprias mãos, vinha de seu cabelo.

Sansão, que matou mil filisteus armado apenas com uma mandíbula de asno, foi seduzido por Dalila, uma filisteia que vivia no vale de Sorek. Ela cortou os longos cabelos de Sansão, o que fez com que ele perdesse a força e fosse aprisionado pelos filisteus, que o cegaram e o obrigaram a trabalhar moendo grãos em Gaza.

De acordo com o Livro dos Juízes, Sansão retomou sua força e derrubou o templo de Dagon sobre ele mesmo e muitos filisteus, “assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida”.

Apesar da evidência circunstancial, os diretores da escavação, Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, não afirmam que a imagem da gravura represente o Sansão bíblico. É mais provável que a gravura conte a história de um herói que lutou contra um leão.

“A relação entre a gravura e o texto bíblico foi feita por acaso”, anunciou o jornal israelense Haaretz.

Os arqueólogos também encontraram um grande número de ossos de porco próximo a Sorek, mas só no território filisteu. No território israelita, não acharam quase nenhum, o que sugere que os israelitas teriam optado por não comer carne de porco para diferenciarem-se dos filisteus.

“Esses detalhes dão um ar lendário ao processo social, no qual dois grupos hostis delimitaram suas diferentes identidades, assim como acontece em muitas fronteiras, hoje em dia”, disse Bunimovitz a Haaretz.


[HR] Curioso notar que objetos evidenciam as histórias bíblicas e são apresentadas na matéria como lendas. Outro detalhe que claramente os editores dessa matéria é que eles mal conheciam a Bíblia. Se conhecessem, perceberiam que os israelitas não comiam porcos por princípios de  saúde determinados por Deus, conforme Levíticos 11.
Incrível como, para tentar contradizer a Bíblia, os céticos preferem não enxergar as evidências que apontam a veracidade bíblica. Só não vê quem não quer!

Divórcio dos pais pode aumentar risco de derrame


Decisão controversa e geralmente difícil, o divórcio pode ter consequências não apenas na vida afetiva dos pais, mas também na saúde dos filhos: estudo recente mostrou que rapazes com menos de 18 anos cujos pais se divorciaram podem, na vida adulta, apresentar maiores riscos de ter um derrame.
A pesquisa usou como base dados de mais de 9,9 mil homens e mulheres dos Estados Unidos que responderam a uma enquete nacional em 2010. Dos 4.047 homens entrevistados, 165 relataram ter tido um derrame. Mesmo levando-se em conta outros fatores de risco (como tabagismo, uso de álcool, obesidade e sedentarismo), o problema foi mais comum entre filhos de casais divorciados. Curiosamente, o divórcio não aumentou o risco de derrame entre mulheres.
De acordo com o pesquisador Esme Fuller-Thomson, da Universidade de Toronto (Canadá), não ficou claro como o divórcio está relacionado com o risco de derrame, mas é possível que ele mude a forma como os rapazes reagem ao estresse.
Vale lembrar, porém, que não foi encontrada uma relação de causa e efeito, mas sim uma associação. Dessa forma, novos estudos de longo prazo com filhos de casais divorciados são necessários para confirmar (ou não) os resultados. Em caso afirmativo, “talvez profissionais de saúde devam considerar o divórcio dos pais um fator para melhorar a educação preventiva contra o derrame”, aponta Fuller-Thomson.
Em 2011, a mesma equipe conduziu um estudo com mais de 13 mil canadenses e os resultados foram similares: aqueles cujos pais haviam se separado apresentaram duas vezes mais chances de sofrer derrame na vida adulta.


[HR] A Bíblia está repleta de orientações acerca da manutenção da família. Questões sobre o adultério e o divórcio estão presentes em vários conselhos de Deus. Estes (Êxodo 20:14 que implica em tantas outras coisas, como por exemplo Mateus 5:27,28) outros conselhos foram escritos e permanecem por milênios a fim de que o ser humano viva, e viva bem (João 10:10), sendo assim não devem ser ignorados.
A ciência então ajuda-nos a entender porque Deus se importa tanto com certas questões que para muitos acabaram se tornando insignificantes, como o casamento e o divórcio. Esse é o motivo pelo qual o futuro cônjuge deve ser bem escolhido, e não de qualquer jeito, para que depois os filhos não venham sofrer, além dos próprios pais.
Há ainda aqueles que questionam as orientações bíblicas inspiradas por Deus. Mas eis aí um exemplo que explica o motivo pelo qual existem tantas orientações bíblicas aparentemente restritivas: a fim de que o ser humano tenha uma vida saudável e próspera. O Criador bem sabe o que causa bem ou não às suas criaturas, sendo assim, Suas orientações sempre foram e continuarão sendo válidas e aqueles que as observarem cumprindo-as serão mais do que tudo beneficiados. Eis as bênçãos prometidas àqueles que guardam os mandamentos de Deus (Deuteronômio 11:27).

Olho biônico pode ajudar cegos


Uma equipe de cientistas australianos implantou o primeiro protótipo de olho biônico numa mulher, e explicaram que o feito poderá devolver a visão a muitos cegos, noticiou hoje a revista Ciência Hoje. A cirurgia, que permitiu reformular o olho da paciente eletromecanicamente, é considerada pelos cientistas como o maior marco desde o desenvolvimento do Braile.
De acordo com os cientistas australianos, citados pela revista, o aparelho está desenhado para pacientes que sofrem uma perda de visão degenerativa e hereditária, causada por uma condição genética conhecida como rinite pigmentosa.
O olho biônico, que é implantado parcialmente no globo ocular, dispõe de uma pequena câmara, colocada sobre uma lente, que captura imagens e envia-as para um processador que pode guardar-se num bolso.
O dispositivo transmite um sinal dentro da retina para estimular os neurônios vivos, o que permite enviar imagens ao cérebro. Um mês depois de implantado e tendo a paciente recuperado já da cirurgia, a equipe ligou o dispositivo no laboratório, provocando de imediato uma reação visual na mulher.
Referindo ter tido “uma experiência incrível”, a paciente afirmou ter visto um pequeno flash, reação que nunca conseguiu obter através de outros estímulos. O olho biônico foi desenvolvido por uma empresa apoiada pelo Estado australiano, tendo sido formalmente apresentado pelo Governo daquele país.
Este “pode ser um dos avanços científicos mais importantes da nossa geração”, afirmou o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, numa apresentação formal do projeto. “O projeto do olho biônico permitirá à Austrália manter-se na vanguarda desta linha de investigação e comercialização, devolvendo a visão a milhares de pessoas em todo o mundo”, acrescentou.
A empresa espera agora conseguir desenvolver implantes mais completos, já que este protótipo não permite a recuperação de uma visão perfeita, esclareceu a equipe.
Veja vídeo da matéria logo abaixo:



[HR] Se um olho biônico (uma tentativa de cópia do olho natural) necessitou de vários cientistas para criá-lo, como acreditar que o olho original, natural, com qualidade e funcionalidade incomparavelmente superiores, é um mero fruto do acaso, como afirmado pelos evolucionistas? Há lógica nisso?
Ao contemplarmos as evidências lógicas, não há como não afirmar:
Da parte do SENHOR se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos. (Salmos 118:23)

Evolucionistas e seu modus operandi



"Os evolucionistas argumentam que a evolução é um fato, e que nós devemos focar nas predições da evolução bem sucedidas em vez de suas predições falsas. A tendência em buscar evidência confirmatória em detrimento a evidência contrária é conhecida como viés de confirmação. Uma consequência  do viés de confirmação pode ser que a evidência confirmatória é considerada como sendo correta e típica enquanto que a evidência não confirmatória é considerada como anômala e rara. Não é de surpreender que a evidência confirmatória é mais frequentemente retida e documentada. Raramente são as muitas falsas predições encontradas em textos sobre a evolução. O viés de confirmação pode impedir a pesquisa científica, particularmente quando os pesquisadores crêem que eles conhecem a verdade, como fazem os evolucionistas. Eles consideram as predições importantes da evolução como   predominantemente verdadeiras. As predições falsas, por outro lado, não são geralmente consideradas como falsificações legítimas. Em vez disso, elas  são interpretadas, mais positivamente, como questões abertas de pesquisas que ainda serão resolvidas. Na verdade, os evolucionistas frequentemente fazem a afirmação impressionante de que não existe evidência que seja contrária à evolução."

É saudável ser honesto



Mentiras aparentemente inofensivas podem, sim, prejudicar sua saúde: de acordo com estudo feito recentemente por pesquisadores da Universidade de Notre Dame (EUA), pessoas mais honestas tendem a ser mais saudáveis do que aquelas acostumadas a mentir – mesmo quando se trata de mentiras “pequenas”.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam por 10 semanas 110 participantes com idades entre 18 e 71 anos. Enquanto metade foi orientada a não mentir durante o período do estudo, os demais não receberam nenhuma instrução específica.
Semanalmente, todos passavam por uma avaliação de saúde, falavam sobre seus relacionamentos e diziam se haviam contado mentiras (e quantas) – por garantia, nessa hora eles passavam por um polígrafo (“detector de mentiras”). Em média, eles mentiram cerca de 11 vezes por semana (considerando exageros, distorções da realidade e mentiras “deslavadas”).
Honestidade saudável (literalmente)
Durante o estudo, os participantes orientados a não mentir, embora não tenham seguido o pedido à risca, contaram menos mentiras e relataram menos incômodos físicos (como tensão) e mentais (como tristeza e apatia). Esses benefícios eram maiores do que entre os participantes do outro grupo que inconscientemente mentiram menos durante determinados períodos.
“Nós vimos que os participantes poderiam, de modo intencional, reduzir suas mentiras diárias, e que essa atitude estava relacionada com uma melhora significativa em sua saúde”, conta a pesquisadora Anita Kelly. Muitos passaram a ser sinceros a respeito de seus feitos, ao invés de exagerá-los, enquanto outros pararam de inventar desculpas para atrasos ou para falhas cometidas.


Os conselhos bíblicos existem para o bem da humanidade. Muito antes da ciência experimentar, a Palavra de Deus já dava aconselhava sobre a importância de uma vida com honestidade. Acompanhe alguns versículos abaixo:



"Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo." (Provérbios 25:18)

"Pesos diferentes são abomináveis ao SENHOR, e balança enganosa não é boa." (Provérbios 20:23)

"O justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele." (Provérbios 20:7)

"Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho." (Provérbios 20:17)

"Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte." (Provérbios 21:6)

O apóstolo Paulo, um cristão exemplar, afirmou: "Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens." (2 Coríntios 8:21)


Dentre os mandamentos que foram dados à humanidade entre os que representam a importância de amar ao próximo, estão o 8 e o 9º que dizem: “Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” (Êxodo 20:15-16)

Por fim, encerro com a seguinte afirmação: "Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer." (Provérbios 11:1). Percebe? O motivo pelo qual Deus abomina algo é nada menos do que por amor aos seus filhos, obra prima de sua criação.

Vale a pena seguir os princípios bíblicos, os conselhos de Deus. Eles proporcionam uma vida de qualidade, e de felicidade plena para todos os que decidem segui-los. Pense nisso.

Previsão científica confirma criação recente



O planeta Mercúrio fornece muitas pistas em favor da sua singular e recente criação. Por exemplo, a sua densidade e composição não estão de acordo com os modelos evolutivos planetários, e a geologia da sua superfície, bem como o seu campo magnéticos, estão demasiado ativos para terem milhares de milhões de anos. [1, 2, 3] Novos dados provenientes veículo espacial com o nome de MESSENGER — que tem estado a investigar a densa superfície de Mercúrio desde 2004 — confirmou outra previsão científica - feita há 28 anos atrás (1984) – baseada no modelo Bíblico.

O cientista criacionista D. Russell Humphreys descreveu o seu modelo e as suas previsões no Creation Research Society Quarterly (CRSQ), escrevendo que um dia mais tarde, os cientistas encontrariam magnetização remanescente nas rochas da crosta mercuriana. Na altura, o Dr Humphreys escreveu: "As rochas ígneas mais antigas de Mercúrio ou Marte têm que possuir uma magnetização natural remanescente, tal como as rochas lunares possuem." [4]

“Remanescente” refere-se ao magnetismo prolongado ou duradouro (inglês: “lingering”). As rochas da crosta mercuriana capturaram algum do magnetismo planetário quando arrefeceram e solidificaram para aquilo que é hoje uma planície vulcânica no norte. Segundo o modelo criacionista do Dr. Humphreys, os campos magnéticos planetários eram mais fortes imediatamente após terem sido criados a partir da água – há cerca de 6,000 anos atrás – e a sua força têm vindo a diminuir desde então. Analisando as novas observações, 28 anos depois, quão acertadas foram as previsões do físico criacionista?

O magnetómetro da sonda espacial analisou o magnetismo das rochas vulcânicas da crosta mercuriana das regiões nortenhas do planeta, e os resultados, que foram apresentados na 43ª “Lunar and Planetary Science Conference” em Março de 2012, revelaram que Mercúrio tinha “um campo magnético residual” que provavelmente era “uma magnetização remanescente adquirida durante o período em que o campo magnético de Mercúrio se encontrava no lado oposto da polaridade, e provavelmente mais forte, que o campo magnético atual.” [5]

Num fórum online criado para os cientistas criacionistas, (CRSnet), Humphreys escreveu: "Fico feliz pelo fato da magnetização da crosta de Mercúrio uma vez que está de acordo com mais uma das minhas previsões detalhadas no meu artigo de 1984 presente no artigo do CRSQ em torno dos campos magnéticos dos planetas. A parte que se referia a Marte foi cumprida há uma década atrás, e agora foi a vez da parte que se refere a Mercúrio." [6]

O modelo criacionista de Humphreys – o modelo que apresentou as mais-tarde-cumpridas previsões em torno da magnetização de Mercúrio – assumiu a idade do universo inferida pela Bíblia, bem como assumiu as origens aquáticas do universo. [7, 8] Tal como as outras previsões que mais tarde se confirmaram, a crosta magnética de Mercúrio está de acordo com a Criação tal como Gênesis a revela.




Referências
  1. Thomas, B. Messenger Spacecraft Confirms: Mercury Is Unique. ICR News. Posted on icr.org July 28, 2011, accessed June 14, 2012.
  2. Thomas, B. Mercury’s Fading Magnetic Field Fits Creation Model. ICR News. Posted on icr.org October 26, 2011, accessed June 14, 2012.
  3. Thomas, B. Mercury’s Surface Looks Young. ICR News. Posted on icr.org October 24, 2011, accessed June 14, 2012.
  4. Humphrey’s, D. R. The Creation of Planetary Magnetic Fields. Creation Research Society Quarterly. 21 (3).
  5. Purucker, M.E. et al. 2012. Evidence for a Crustal Magnetic Signature on Mercury from MESSENGER Magnetometer Observations. 43rd Lunar and Planetary Science Conference, Woodlands, TX: Lunar and Planetary Institute, 1297.
  6. Comment posted June 11, 2102 by D. Russell Humphreys on CRSnet, an online creation science forum hosted by the Creation Research Society.
  7. See: Johnson, J.J.S. 2008. How Young Is the Earth? Applying Simple Math to Data Provided in Genesis. Acts & Facts. 37 (10): 4.
  8. For example, 2 Peter 3:5 describes earth as having been formed “standing out of the water.”

Ansiedade pode causar envelhecimento precoce


[...]Estudo realizado recentemente por pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital (BWH), vinculado à Universidade de Harvard (Estados Unidos), apontou uma possível ligação entre transtornos de ansiedade e envelhecimento precoce em pessoas de meia-idade.
Para chegar a essa conclusão, eles analisaram amostras de sangue de 5.243 mulheres com idade de 42 a 69 anos e comparam com respostas dadas pelas participantes em um questionário sobre ansiedade.
Aquelas que relataram sintomas de transtorno de ansiedade apresentavam envelhecimento celular precoce – era como se suas células tivessem envelhecido seis anos a mais do que o normal.
Essa descoberta foi feita através da avaliação de estruturas celulares chamadas telômeros, responsáveis por proteger os cromossomos (que armazenam nosso código genético). Conforme as células envelhecem, os telômeros se tornam mais curtos e os riscos de se desenvolver câncer, doenças vasculares, cardíacas e outras aumenta.
“O estudo mostrou uma conexão entre uma forma comum de estresse psicológico e um mecanismo plausível de envelhecimento precoce”, resume a pesquisadora Olivia Okereke, do Departamento de Psiquiatria do BWH. “Contudo, esse tipo de estudo não pode provar qual dos problemas veio primeiro, a ansiedade ou o encurtamento dos telômeros”.


[HR] Mais uma vez a ciência reforçando e explicando as sábias palavras bíblicas:
"Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus." (Filipenses 4:6)
"Não andeis, pois, ansiosos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia bastam os seus próprios males." (Mateus 6:34)
E aí segue a grande explanação sobre a ansiedade, descrita por Jesus Cristo:
Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?
{Pois a todas estas coisas os gentios procuram.} Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. (Mateus 6:25-32)
Finalmente um grande remédio para prevenir desse mal que, apesar de não ser recomendado pela ciência, pode ser deduzido através do simples raciocínio lógico:

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. (Mateus 6:33)
Fica a dica! ;)



Partícula de Deus não, Partícula Sem Deus!


O mundo científico ficou agitado na primeira semana de julho. O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) anunciou, no dia 4, de manhã, em Genebra, a descoberta de uma partícula totalmente nova que pode ser o famoso bóson de Higgs, entidade subatômica cuja procura já dura quase 50 anos e que também ficou conhecido como Partícula de Deus. A nova partícula apresenta, em primeira análise, características de massa e comportamento previstas para o bóson de Higgs pelo chamado Modelo-Padrão, a “tabela periódica” da física das partículas.

A matéria sobre o bóson, publicada por um site brasileiro de divulgação científica, termina assim: “Sejamos gratos aos cientistas que descobriram mais uma parte misteriosa da natureza sem a qual nada do que conhecemos hoje existiria, nem sequer nós mesmos.” Assim, atribuem a criação do Universo a uma partícula, não ao Criador de todas as partículas. O site agradece aos cientistas e à partícula, apenas. Por isso, o certo seria chamá-la, do ponto de vista dessas pessoas, de Partícula Sem Deus.

A importância do bóson de Higgs, segundo os físicos, está em sua capacidade de conferir massa às demais partículas. É mais ou menos como uma pessoa que nada em uma piscina e sai dela molhada. As partículas, ao atravessar o “mar de bósons de Higgs”, saem dele com massa. Como isso acontece? Aí você terá que perguntar a um físico... De qualquer forma, a despeito das interpretações filosóficas, as pesquisas realizadas no LHC (Grande Colisor de Hádrons) têm sido muito importantes para entender o mundo das partículas subatômicas.

O press release sobre a descoberta procura arrefecer um pouco os ânimos. Diz o texto: “O próximo passo será determinar a natureza precisa da partícula e seu significado para nosso entendimento do Universo. [...] Toda a matéria que podemos ver parece não ser mais de 4% do total. Uma versão mais exótica da partícula de Higgs pode ser uma ponte para entender os 96% do Universo que permanecem obscuros.”

Podemos ver apenas 4% da matéria do Universo. 96% dele permanecem como um mistério para os cientistas. Isso nos dá uma ideia do quão pouco conhecemos sobre o Universo e a realidade que nos rodeia e deveria inspirar muita humildade aos cientistas.

A descoberta do bóson tem 4,9 sigmas de significância. Esses “sigmas” medem a probabilidade dos resultados obtidos. O valor de 4,9 sigmas representa uma chance menor que um em um milhão de que os resultados sejam mera coincidência. Por isso, os cientistas consideram esse número como uma confirmação da descoberta.

Curiosamente, as chances de que o Universo (com suas leis e constantes finamente ajustadas) tenha “surgido” por acaso e de que a vida tenha “aparecido” a partir de matéria inorgânica são ainda menores do que um em um milhão. Mas os cientistas darwinistas encaram essa improbabilidade como fato!

Resumo da ópera: é muitíssimo improvável que o Universo tenha surgido por acaso e conhecemos muitíssimo pouco desse Universo (4%). Logo, não deveríamos excluir a possibilidade de design inteligente na criação do cosmos. Se os números e as evidências factuais não nos falam contrariamente a essa conclusão, o naturalismo se trata unicamente de uma filosofia adotada por qualquer outro motivo que não o que seria oferecido pela ciência experimental.

Entender as partículas – e tudo o que nos rodeia – é uma aventura e tanto do conhecimento e é algo que deve sempre ser estimulado e promovido. Mas por que negar, baseado em opiniões e vontades, a existência do Criador das partículas e do Universo?

(Michelson Borges - Jornalista e Mestre em Teologia - Criacionismo.com.br)