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Preserve os ensinamentos de Deus


“Preserve os ensinamentos de Deus; confie a lei àqueles que me seguem.” (Isaías 8:16, NVT)

A tarefa divina ao profeta Isaías, séculos antes de Cristo, foi para que os ensinamentos do Eterno fossem resguardados, preservados. A Lei de Deus deveria ser confiada a Seus seguidores para preservação e para que estes a compartilhassem, junto aos ensinos divinos, aos que precisavam conhecê-los.

A mensagem de Deus e Sua Lei deveriam ser preservadas intactas ao longo de séculos e milênios, sem sequer um “i” ou um “til” ser alterado ou invalidado por algum motivo. 
E Jesus, eras depois, ainda confirmou isso dizendo:

“Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra.” (Mateus 5:17,18)

Os mandamentos da Lei de Deus, confiada a Seus seguidores (independente da denominação religiosa), são uma prova de amor a Deus. E Jesus confirmou isso aos seus discípulos, os cristãos, dizendo:

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” (João 14:15)

Qual deve ser a nossa posição quanto a essa informação tão clara e preciosa? Que tal ser a mesma do profeta Isaías, observada a seguir?

“Esperarei pelo Senhor […] porei nele minha esperança.” (Isaías 8:17)

A despeito do que os outros iriam fazer, quer fossem de seu povo, de sua família, ou de sua religião, Isaías afirmou seu propósito de esperar, confiar em Deus, e obedecer aos Seus mandamentos, que permanecem preservados, intactos e válidos até hoje. 

Isso não diz nada a você?

#LeiaaBíblia #NaContramão

[Henderson Rogers]

A maior esperança


O descanso que nos dá alegria completa é o que nos prepara para novas realizações. É o que está repleto de esperança. De que adianta descansar indefinidamente sem nenhuma perspectiva futura que nos motive?

É exatamente isso que torna tão significativo o repouso do sábado. Não é uma pausa vazia ou inerte, mas um descanso que nos restaura física e espiritualmente e nos fortalece para encarar os desafios da vida diária com renovada fé em Deus.

Além disso, o descanso sabático nos prepara para desfrutarmos a plena felicidade que a volta de Jesus trará a este mundo. Quando fazemos uma pausa em nossas atividades cotidianas, o sábado nos dá a oportunidade de passar mais tempo com Jesus, preparando-nos, assim, para o dia em que virá nos buscar para estarmos sempre com Ele. O descanso do sábado nos lembra que Jesus virá pela segunda vez à Terra. Quando descansamos no sábado, sentimos antecipadamente a paz e alegria que haverá quando o Salvador extinguir todo o mal, sofrimento e morte que reinam neste mundo.

O Senhor Jesus Cristo prometeu que virá para levar ao Céu todos os que nEle creem. Pouco antes de morrer, Ele disse a Seus discípulos: “Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (João 14:2, 3). Sem dúvida, é atrativo pensar em desfrutar o lugar que Cristo foi preparar no Céu. Mas o mais importante não serão as mansões de ouro, e sim estar junto ao Redentor que nos amou tanto que morreu por nós. “Contemplarão a Sua face”, afirma o apóstolo João (Apocalipse 22:4).

Essa promessa foi reafirmada pelos anjos que confortaram os apóstolos enquanto Cristo subia ao Céu. Eles lhes disseram: “Este Jesus que dentre vós foi assunto ao Céu virá do modo como O vistes subir” (Atos 1:11).

O convite – A volta de Jesus será um acontecimento majestoso. O Salvador virá “sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mateus 24:30), acompanhado por todos os anjos do Céu. “E todo olho O verá” (Apocalipse 1:7). O apóstolo Paulo explica que “o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:16, 17).

Falta pouco tempo para a segunda vinda de Jesus. O cumprimento dos sinais que Ele mesmo profetizou permite afirmar que o tempo “está próximo, às portas” (Mateus 24:33). “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hebreus 10:37). No último capítulo da Bíblia, Cristo afirma: “E eis que venho sem demora” (Apocalipse 22:12).

O Senhor “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Para que isso aconteça, é necessário que você aceite Cristo como seu Salvador pessoal e entregue a vida a Ele. Então, Sua paz e a esperança de Seu breve regresso encherão o coração. “E a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança, assim como Ele é puro” (1 João 3:3).

Se Cristo ainda não veio, diz o apóstolo Pedro, é porque “é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. Virá, entretanto, o Dia do Senhor” (2 Pedro 3:9, 10). E como certamente isso vai acontecer, “deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando a apressando a vinda do Dia de Deus” (2 Pedro 3:11, 12).

Hoje, enquanto ainda existe oportunidade, Cristo lhe faz o convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

O descanso sabático nos prepara para desfrutar a plena felicidade que a volta de Jesus trará  a este mundo

(Carlos A. Steger, Um dia de Esperança, p. 14-15)

Dia ilimitado


Tudo parecia perdido quando o número 119.104 foi tatuado em sua pele. Viktor Frankl, médico e psiquiatra austríaco de origem judaica, conheceu por dentro os horrores de Auschwitz e de outros campos de concentração do regime nazista.

Separado da família, destituído de sua profissão, desonrado na dignidade humana, foi numerado como um objeto qualquer. Sob trabalhos forçados e alimentação mínima, conheceu o significado da expressão farrapo humano.

Libertado no fim da guerra, Frankl revelou que nem a crueldade de seus carcereiros e muito menos as cercas foram capazes de aprisionar sua fé. A crença em um propósito superior o ajudou a conservar dentro de si uma direção para a vida quando nada fazia o menor sentido.

Ele testemunhou que as pessoas que cultivaram a sensibilidade espiritual e emocional suportaram melhor aquela trágica experiência do que outros de constituição física mais robusta. “Justamente para essas pessoas permanece aberta a possibilidade de se retirar daquele ambiente terrível para se refugiar num domínio de liberdade espiritual”, afirmou.

Você pode não ter enfrentado uma situação extrema. Porém, as pequenas tragédias do dia a dia, as desilusões de uma rotina que parece sem propósito são capazes de levar muitas pessoas a desejar a abreviação da própria existência. O que é sempre a pior escolha.

Lente divina – Há momentos de grande dor e ocasiões em que as feridas estão abertas. Elas não podem ser negadas. É impossível varrê-las para debaixo do tapete. Diante do inevitável, a saída mais sábia é colocar a vida transitória na perspectiva do que é eterno. Os olhos humanos só conseguem enxergar a real dimensão e propósito da vida com as lentes divinas.

Infelizmente, a visão espiritual debilitada pode aprisionar pessoas de grandes habilidades e talentos na cela escura da desesperança. Mas não precisa ser sempre assim. A missão de Jesus Cristo é destinada também a você. Ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Ele Me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18 e 19, NVI).

As palavras de Cristo não são apenas um discurso bonito. Elas inauguram Seu ministério terrestre marcado por ações poderosas. Foram proferidas em uma reunião de culto realizada no sábado (Lucas 4:16). O sábado foi um dia especial escolhido por Jesus para transformar a vida de pessoas com Seu toque restaurador. Por isso, é o dia da renovação espiritual.

Um homem paralítico havia trinta e oito anos se esparramava no chão à espera de um milagre. Foi num sábado que Cristo, atendendo ao desejo do enfermo, ordenou que se levantasse, pegasse a esteira onde estivera debruçado no longo infortúnio e caminhasse para uma vida de novas possibilidades (João 5:1-9). Um cego de nascença também passou a enxergar o brilho do Sol e a beleza da vida quando recebeu o toque de Cristo em um dia de sábado (João 9:1-41). Esses são apenas dois exemplos do dia escolhido por Cristo para dar o enfoque correto ao mandamento bíblico: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo” (Êxodo 20:8).

O sábado é uma janela aberta para o propósito divino em sua vida

Lembrar-se do sábado é não se esquecer do Criador que santificou esse dia (Êxodo 20:11). É lembrar-se de que esse Criador não está distante. Ele toca a existência, aponta o sentido e liberta a vida humana de sua realidade limitada para as infinitas possibilidades do encontro com o Eterno. 

(Guilherme Silva, Um dia de Esperança, p. 12-13)

Tempo para você


Se as últimas décadas foram marcadas pelas vitórias da medicina sobre muitas doenças do corpo, o desafio do século 21 é ajudar a humanidade a não entrar em colapso emocional. Não se trata apenas dos distúrbios sérios, que pedem tratamento profissional com terapias e remédios, mas do equilíbrio emocional no dia a dia. Saúde é mais que ausência de doença, é bem-estar total.

É possível viver o hoje, livre do ontem e sem medo do amanhã

Os especialistas falam de vários inimigos da saúde emocional, entre eles: ansiedade e culpa. Os sintomas podem ser percebidos no pai que perde o sono por causa do risco do desemprego; da mulher que vive a pressão de conciliar o trabalho com o papel de mãe; ou de um adolescente que, bombardeado pela propaganda, acredita que seu valor se mede pela marca de uma roupa. O pior da ansiedade é que ela nos aprisiona ao futuro. Coloca a felicidade como algo a ser alcançado, mas indisponível agora. Cria o sentimento de constante insatisfação, mau humor e intolerância. Faz com que as incertezas do amanhã tirem a paz do hoje.
A culpa, por sua vez, nos amarra ao passado. Seu peso pode ser sentido pelos pais que perderam o filho para as drogas; pelo jovem, outrora ingrato, que agora toca o caixão da mãe; ou pelo marido que carrega o remorso da destruição de seu lar por uma aventura amorosa. A culpa não resolvida esgota as forças. Suga o que há de melhor em nós. Ri dos sonhos de liberdade e regeneração, jogando na cara do culpado uma dívida impagável. Gera angústia, depressão. Pode matar.

O segredo – O problema é moderno, mas a solução de Deus é muito antiga: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mateus 6:34). O conselho é simples e prático, porque Ele, no verso anterior, promete suprir todas as necessidades daqueles que O buscarem (v. 33). Se você duvida, olhe para as aves, que não pedem socorro e não fazem nada por merecê-lo, mas mesmo assim são sustentadas (v. 26). O texto ainda termina dizendo que é inútil o homem se angustiar em relação ao que não pode mudar, pois aquilo que está além de nós, deve-se confiar a Deus (v. 27). Para os ansiosos, Ele pode quebrar as cadeias que os prendem ao futuro.

Quanto à culpa, alguns psicólogos diriam que o Cristianismo é a religião que mais oprime o homem. É verdade que durante muitos séculos uma falsa compreensão sobre o caráter divino fez da fé um fardo insuportável. Alguns chegaram a considerar a voz do Diabo mais doce que a de Deus. Mas esse não é o retrato que a Bíblia pinta: “Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso…” (Mateus 11:28). A paz interior que o Deus da Bíblia concede está além do entendimento, porque não vem de passeatas contra a violência ou de acordos de cessar-fogo, mas do toque de quem conhece o íntimo do ser humano. Ele é especialista em jogar culpas no fundo do mar e apagar o passado perturbador.

Certo do desequilíbrio do homem moderno, Deus providenciou um dia por semana para celebrar a liberdade emocional. O sábado é símbolo do cuidado e perdão de Deus. Do cuidado, porque aceita-se o desafio de ficar 24 horas longe das preocupações diárias. As contas e compromissos não deixam de existir, mas a responsabilidade é compartilhada com Deus. Foi essa a experiência do povo de Israel no deserto. Toda sexta-feira caía maná (pão do Céu) em dobro, para que no sábado descansassem na providência divina (Êxodo 16:4-31).
O sétimo dia também é antídoto para a culpa, pois ele é um presente, assim como o perdão de Deus. No sábado, somos convidados a descansar, não só fisicamente, mas também de nossos medos e traumas. É o abraço do Pai para o filho acuado e machucado. É um recado do Céu, no presente, de que é possível viver livre do passado e não temer o futuro.

(Wendel Lima, Um dia de Esperança, p. 10-11)

Direito do trabalhador


Paulo trabalha demais. Motorista de ônibus, sai de casa às quatro da manhã para enfrentar um trânsito difícil. Mônica, professora, leciona 38 aulas por semana numa escola problemática. Roger administra uma pequena empresa de exportações e chega a trabalhar 17 horas por dia. Assim como eles, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com as pressões do trabalho e buscam alívio.

Imaginava-se que os avanços tecnológicos proporcionariam uma vida mais tranquila às pessoas, mas o que se vê é exatamente o contrário. Acordamos mais cedo e dormimos mais tarde. Levamos tarefas para casa e carregamos o celular até para o banheiro. Temos uma agenda cheia, mas o coração vazio. O resultado dessa correria só pode ser dores, ansiedade, esgotamento.

Pesquisadores já identificaram diversas doenças relacionadas ao excesso de trabalho. Estresse, distimia, depressão e burnout são apenas alguns nomes. Mas também existem as chamadas doenças ocupacionais, cuja ameaça pode se potencializar em casos de trabalho excessivo. Tais complicações têm em comum o poder de aprisionar o indivíduo. A pessoa afetada perde aos poucos a capacidade de desempenhar tarefas simples e de se comunicar normalmente. Portanto, quando não são levadas a sério, as doenças do trabalho incapacitam a pessoa para a profissão e a vida.

Antes que o pior aconteça, precisamos nos lembrar de que não somos máquinas. Não somos escravos de ninguém, nem de nós mesmos. Nosso corpo não precisa ser prejudicado irreversivelmente. Essas verdades tão claras devem ser relembradas e vividas.

Recado – Certamente foi por isso que Deus usou o verbo lembrar, nos Dez Mandamentos: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros” (Êxodo 20:8-10, NVI). O mandamento nos ordena a contemplar o Criador e a lembrar que somos seres finitos, necessitados de um descanso semanal já preparado por Ele para o nosso bem.

O dia de esperança é um segredo para a realização profissional

O descanso no dia de sábado é um direito universal, assegurado não pelas leis humanas, mas na “Constituição Divina”; contudo, poucos sabem disso. Trabalhadores braçais ou de escritório, donas de casa ou executivas, funcionários públicos ou de ONGs, estudantes, agricultores, profissionais de saúde, crianças, visitantes e até os animais de carga têm o direito de descansar no sábado. O próprio Jesus afirmou: “o sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27).

O sábado foi reservado por Deus para lembrar os israelitas de que foram libertos da escravidão do Egito (Deuteronômio 5:15). Também foi no sábado que Cristo descansou de Sua obra redentora. Portanto, o sétimo dia está envolto por uma aura de liberdade, e descansar nele significa dizer ao mundo que somos livres em todos os sentidos. No sábado, a dimensão dessa liberdade chega ao nível dos pensamentos (Isaías 58:13, 14).

Esse dia de esperança para o cansado trabalhador também é um segredo da realização pessoal. Ser bem-sucedido não requer, necessariamente, trabalhar sete dias por semana, até queimar as reservas físicas e emocionais. Milhões já fizeram isso e, mirando o topo do mundo, chegaram ao fundo do poço. Portanto, a fim de alcançar o verdadeiro sucesso, precisamos de um tempo sagrado para refazer as energias e ajustar o foco. Trabalharemos com inteligência durante seis dias e renderemos mais do que em sete maltrabalhados. Muito mais do que uma questão de produtividade, encontraremos junto ao Criador um sentido para nosso suor debaixo do Sol.

(Diogo Cavalcanti, Um dia de Esperança, p. 8-9)

O ritmo da vida


Vivemos numa época complicada. As exigências pessoais e do trabalho nos empurram de um lado para outro, procurando sincronizar horários, satisfazer agendas abarrotadas e cumprir compromissos familiares.

Mas, além das consequências óbvias relacionadas ao estresse e às mudanças de humor, o corpo é que termina pagando a conta. Os médicos informam um crescente número de casos de esgotamento físico e insônia, que desencadeiam outras enfermidades mais sérias, como afecções cardíacas, diabetes ou até mesmo câncer. “Queimar a vela pelas duas pontas” é uma boa metáfora para a vida louca que levamos. Como evitar que o tempo e a saúde escorram como areia por entre nossos dedos?

A chave consiste em não permitir que as circunstâncias externas determinem nosso ritmo. Precisamos começar a respeitar o ritmo do nosso corpo. Uma das características mais notáveis dos seres vivos é que eles estão sujeitos a biorritmos, que são oscilações periódicas das funções vitais. Diariamente, há oscilações rítmicas, como a que rege nossos períodos de sono ou a secreção de hormônios. É o caso dos corticoides, que alcançam seu clímax às dez da manhã.

Além desses biorritmos de um dia, há outro mais extenso. O Dr. Franz Halberg, da Universidade de Minnesota, criou o conceito de biorritmo de sete dias.

O biorritmo de sete dias revela que o organismo precisa de uma pausa

As pesquisas descobriram diferentes condições em que os seres humanos têm períodos de altos e baixos durante o ciclo de sete dias. Esses períodos influenciam o ritmo cardíaco, a pressão arterial, temperatura do corpo, temperatura das mamas, composição e volume da urina, a regulação dos neurotransmissores e o fluxo de diversas substâncias químicas, como o hormônio cortisol, responsável pelo controle do estresse. Um simples resfriado envolve um biorritmo de sete dias.

Alguns estudiosos consideram que o biorritmo de sete dias pode revelar que o organismo precisa de uma pausa como estímulo para continuar vivendo.

Ciclo – Mas por que um período de sete dias? O ritmo de 24 horas é mais lógico, porque é guiado pelos fenômenos astronômicos. Para conhecer as razões desse ciclo de sete dias, devemos nos reportar às origens do homem. A Bíblia diz que, “havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito” (Gênesis 2:2).

Deus não apenas estabeleceu esse período, mas também deixou instruções para que o ser humano respeitasse esse ciclo de seis dias de trabalho, descansando no sétimo dia, o sábado: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus” (Êxodo 20:9, 10).

Pensando em nossa felicidade, Deus criou esse ciclo de atividade e repouso, porque “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Respeitar o ciclo de descanso diário e o semanal contribui para que você renove suas forças físicas, porque Deus lhe deseja “prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 João 2).

Deus tem nosso corpo em alta conta, considerando-o como “santuário do Espírito Santo” (1 Coríntios 6:19). Por outro lado, Ele nos deu a bênção do descanso sabático, para renovar nossas forças físicas, mentais e espirituais.

Se cumprirmos a ordem divina e observarmos o descanso sabático, poderemos esperar o cumprimento da seguinte promessa: “Faz forte o cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Isaías 40:29).

(Marcos G. Blanco, Um dia de Esperança, p. 6-7)

Férias para a família


Todo fim de ano é a mesma coisa. Milhões de pessoas pegam as estradas congestionadas ou embarcam em voos lotados para se encontrar com a família. É o momento tão esperado por muitos, quando as férias são usadas para fazer uma pausa, matar a saudade, receber abraços e dar presentes. Mas você sabia que as férias não precisam ser anuais? Que existe um tipo de “férias” semanal?

O mundo carece dessa pausa como o trabalhador fatigado precisa de descanso. Devido ao corre-corre destes dias agitados, os relacionamentos vão se deteriorando. Os laços sociais se tornam mais frágeis. Falta tempo. Falta diálogo. Falta relacionamento real com sabor de humanidade.

No Salmo 46:10, Deus nos dá um conselho em forma de ordem: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (ARA). As pessoas estão perdendo a capacidade de se aquietar. Têm dificuldade de pisar no freio e se conceder férias. Uma pausa para o bate-papo despreocupado, esquecido do girar incessante dos ponteiros do relógio. Um tempo para o aconchego, para passear de mãos dadas, contando estrelas e observando as flores. Mas que “férias” são essas?

Uma conhecida revista semanal brasileira publicou recentemente: “Dependendo do momento que você está atravessando nas suas relações com pais, filhos e cônjuges, você irá gostar mais ou menos dessa ideia, mas a medicina já se rendeu completamente a ela: sua família está no centro da sua saúde e tem função determinante em seu bem-estar físico e mental a longo prazo. … Uma das mais sólidas descobertas é que as crianças que cresceram em um ambiente de acolhimento e segurança emocional em geral são providas de maior senso de integração social e mais capazes de regular o próprio comportamento para manter a saúde do corpo e da mente independentemente do apoio de outras pessoas.”

O apóstolo Paulo, ao narrar o momento de tranquilidade que viveu com seus amigos, revela que “férias” semanais são essas: “No sábado saímos da cidade [de Filipos, onde não havia igreja] e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali” (Atos 16:13).

Presente temporal – Este é o tipo de pausa de que as pessoas carecem: reservar o sétimo dia para sair da cidade, ir para a beira de um rio (ou outro lugar tranquilo qualquer), orar, sentar-se e conversar. Um dia de esperança para os relacionamentos desgastados, para as famílias desunidas, para os casais que apenas dividem o mesmo teto. Um dia para buscar a união com o Deus que nos une aos semelhantes. Não é preciso dirigir nem tomar um avião para desfrutar essas “férias”. O sábado vem a nós a cada semana. É um presente temporal que Deus nos oferece para fortalecer os relacionamentos e dar sentido à vida.

Um dia para fortalecer  os relacionamentos

No ambiente familiar, é preciso evitar que os mal-entendidos se cristalizem, gerem mágoas e afastem as pessoas. E nada melhor do que uma pausa semanal para aliviar essa carga, numa verdadeira oportunidade de recomeço, de reaproximação. Com o pôr do sol da sexta-feira e o começo de cada novo sábado (cf. Marcos 1:32 e Levítico 23:32), devem ficar para trás também o rancor, o ressentimento e os pequenos atritos que se acumulam e podem amargar a vida.
O sábado é o passo atrás para o salto adiante numa existência plena de significado e realização. É o dia semanal de férias para a família. Desfrute-o!

(Michelson Borges, Um dia de Esperança, p. 4-5)

O médico tinha razão


Ele era uma “máquina de trabalhar”. Permanecia em sua empresa várias horas por dia. Como empresário ansioso e hiperativo, fazia algum tempo que estava cansado e estressado. À noite, demorava para dormir, e durante o dia era dominado por sua obsessão por trabalho.

Portanto, era natural que suas forças estivessem minguadas e seu ânimo, abatido.

Então, ele decidiu consultar o médico.

– Eu me sinto cansado e abatido – ele disse ao médico. – Não consigo administrar meu trabalho como antes. E isso me perturba. Preciso recuperar minhas energias e meu entusiasmo.

Após escutar com atenção o relato do paciente, o médico lhe disse sem hesitar:

– Você está abusando de sua saúde. Precisa reduzir suas horas de trabalho. Separe um dia para descansar!

– Não posso fazer isso, doutor; minha fábrica não pode parar.

– Talvez sua fábrica não possa parar, mas você deve parar um pouco, se deseja sentir-se bem outra vez.

– Mas quando? Em que dia? – o homem perguntou, intrigado.

– Um dia inteiro por semana – respondeu o médico. – Descanse no dia que Deus estabeleceu para o repouso semanal, e logo veremos os resultados…

Meio desconfiado, o homem fez o teste. E, para sua surpresa, em poucas semanas seu estresse diminuiu e ele recuperou o ânimo. O médico que ele havia consultado era um bom cristão e não havia feito mais do que receitar ao paciente um antigo preceito divino de trabalhar seis dias por semana e descansar no sétimo, ou seja, no sábado (Êxodo 20:8-11).

Bem-estar – O ciclo semanal de sete dias é um verdadeiro ordenador da vida. Ele nos move à ação do trabalho digno e proveitoso. Mas, por sua vez, nos reserva o sétimo dia da semana para o descanso físico, emocional e espiritual de que tanto necessitamos para combater nossas tensões e aliviar nossas cargas.

O ciclo semanal de sete dias é um ordenador da vida

Quem melhor do que nosso Criador para nos dizer como devemos viver? Se Ele estabeleceu um dia especial da semana para a recuperação de nossas forças é porque nesse dia existe uma importante fonte de bem-estar, paz e fortaleza para nossa vida.

Por isso, “abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gênesis 2:3). Em primeiro lugar, Deus “abençoou” o sétimo dia, o sábado, com uma bênção que não colocou sobre nenhum outro dia da semana; em seguida, o Criador “santificou” e tornou santo esse dia específico da semana; e, finalmente, o Senhor “descansou” naquele primeiro sábado, não porque estivesse cansado, mas para nos dar o exemplo.

Muitas pessoas se desgastam por causa de trabalho excessivo, preocupações e ambições. Os nervos estão à flor da pele, e até sua vida de relacionamento fica alterada. Qual é a necessidade básica dessas pessoas? Paz para seu coração atribulado, alegria para seu vazio interior e descanso para seu corpo fatigado. Esses três atributos – paz, alegria e descanso – são, em escala máxima, dons do Altíssimo.

Você sente que o estresse oprime sua mente, que o fardo da vida lhe causa agonia? Deus lhe diz: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel” (Isaías 41:10). Junto com essa encorajadora promessa de amor, o Criador nos relembra: “Tenho um presente de bênçãos e felicidade para sua vida. É o sábado, o dia de repouso que separei para você. Aceite-o e desfrute dele.”

O médico cristão de nosso relato inicial tinha razão: o descanso no verdadeiro dia do Senhor é uma grande bênção. Alivia o cansaço físico, promove paz interior, contribui para o equilíbrio mental e favorece o bom relacionamento familiar. Você percebe que o sábado é um dos maiores benefícios que Deus concedeu para nosso bem-estar integral?

(Enrique Chaij, Um dia de Esperança, p. 2-3)

Inevitável



A música abaixo retrata um pouco do propósito do sétimo dia criado por Deus para o ser humano. Vale a pena ouvir, e ouvir, e ouvir novamente. ;)


Inevitável
Vocal Livre

Toma o seu tempo e desfrute o seu jardim.
Tudo que está vendo são os meus presentes pra você,
Preparei com todo meu amor.
Veja quantas flores!
Elas existem pra alegrar suas manhãs e perfumar o seu jardim.
Erga os seus olhos, mesmo de noite as estrelas deixarão
Bem claro o que sinto por você.
Certo como um dia após o outro, certo é o meu amor.
Separei um tempo pra ficarmos só nós dois.
Sábado sagrado, lembra-te eu sou o criador.
Todas as belezas vêm de minhas mãos.

Tempo inevitável! se destruírem seu jardim, ainda assim,
O sábado será pra sempre o nosso novo encontro,
Um dia pra esquecer as suas ilusões e
Descansar em minha segurança.
Certo como um dia após o outro, certo é o meu amor.

O sábado virá para lembrar que existe vida além
Do que consegues ver aqui.
Prometo restaurar nosso jardim.
Seja o sábado a prova de que eu nunca me esqueci
E hoje podes descansar em mim.

Lembra-te do meu amor. certo como um dia após o outro, certo é o meu amor.

O dia de descanso



Deus estabeleceu o sábado para a nossa saúde física e espiritual também. Ao manter o sábado e honrá-lo desfrutar de sua bênção.

Confira a seguir 10 perguntas e as respostas obtidas na Bíblia, a Palavra de Deus sobre o sábado, o dia de descanso.

O sábado dado por Deus

1. Quando Deus estabeleceu o sábado?

Na mesma semana da criação: “E Deus abençoou o sétimo dia do trabalho que ele fez, e descansou no sétimo dia, de tudo o que tinha feito na criação”. (Gênesis 2:2).

2. Por que o sábado é um dia especial?

“Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele Ele descansou de tudo o que tinha feito na criação”. (Gênesis 2:3).

3. Como era a santidade do sábado confirmada em um solene e permanente?

Deus confirmou no sábado como dia sagrado de descanso e de adoração, quando colocado no coração de sua Lei mandamento diz:

“Lembra-te do dia do sábado santo. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho. Mas sábado é o sábado do Senhor teu Deus. Não fazer qualquer trabalho nele … Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra eo mar, e tudo que nele há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e declarou-o santo. ” (Êxodo 20:8-11).

4. Em benefício de quem Deus estabeleceu o sábado?
Jesus disse: “O sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado.” (Mc 2, 27).

História no sábado

5. Quantos anos tem o sábado?
No sábado, um dia de descanso e de culto é a mais antiga instituição religiosa. Ele foi ordenado no mesmo edifício. (Gênesis 2: 2,3), e era respeitado pelos patriarcas e ao povo de Israel. (Êxodo 16: 21-30).

6. O que o Novo Testamento sobre o sábado?

Jesus guardou o sábado. Um dia, Jesus foi para Nazaré, onde tinha crescido, e como era seu costume, no sábado, foi à sinagoga, e levantou-se para ler. ” (Lc 4, 16).

Após a conclusão da obra da criação, Cristo descansou no sábado, e quando concluída a obra da redenção, também descansou no sábado santo, desta vez na sepultura.

A Virgem Maria e os crentes de outras mulheres guardavam o sábado. “As mulheres que vieram com ele da Galiléia seguiram de perto, e viu o túmulo, e como seu corpo foi colocado. Fui para casa e condimentos preparados e perfumes. Mas eles descansaram no sábado, segundo o mandamento. ” (Lucas 23:55, 56).

O apóstolo Paulo guardou o sábado. Durante a semana ele trabalhava fazendo tendas, mas esse dia foi reservado para a pregação. “Como de costume, Paul … por três sábados disputou com eles sobre as Escrituras.” (Atos 18:2-3, 17:2).

7. Que dia é guardado na nova terra?
“Como os novos céus e nova terra que eu faço, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim será a tua descendência eo seu nome. E de mês a mês e desde um sábado, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor “. (Isaías 66: 22,23).

O cristão e o sábado

8. Por que os cristãos observar o sábado?
Porque é um sinal entre Deus eo seu povo. “Santificai os meus sábados, e é um sinal entre mim e você, sabe que eu, o Senhor, vosso Deus.” (Ezequiel 20:20).

Porque Cristo guardou o sábado, e nós devemos seguir seu exemplo.
“Aquele que diz que ele é que deve andar como ele andou.” (1 João 2:6).

9. Como devem observar o Sábado Santo?
Em forma religiosa: “Se você remover o seu pé para pisar no sábado, fazer a tua vontade no Meu santo dia, e chamar o sábado um deleite, santa, gloriosa, e as vieiras …” (Isaías 58:13)

Abster-se de postos de trabalho regular. “… Você não deve fazer nenhum trabalho …” (Êxodo 20:10).

Salvar a partir de sexta-feira até pôr do sol. “De noite, a noite é você manter o seu Sabbath”. (Levítico 23: 32).

Ajudar na adoração, como fez Jesus. “Jesus veio a Nazaré, onde tinha crescido, e como de costume, no sábado fui à sinagoga”. (Lc 4, 16).

Fazer boas obras. Jesus ensinou. “É lícito fazer bem no sábado. (Mateus 12:12).

O testemunho cristão. “No sábado fomos para fora da cidade, onde assumimos que houve um lugar de oração. E sentando-se a falar com mulheres que se reuniram. (Atos 16:13).

10. Que bênção de Deus belas promessas aqueles que guardam o sábado?
“Bem-aventurado o homem que faz isso … ele mantém o sábado sem poluir ele. (Isaías56: 2).

O que devo fazer?

1. Reconheça que Deus estabeleceu o sábado como memorial da criação.
“Deus abençoou o sétimo dia eo santificou, porque nele descansou de toda a obra que tinha feito na criação” (Gênesis 2:3).

2. Reconhecer que Cristo, o Salvador é o Senhor do sábado.
“O Filho do Homem é Senhor do sábado.” (Mc 2, 28).

3. Faça todos os preparativos antes do pôr do sol na sexta-feira.

4. Fazendo todo o trabalho durante a semana para se dedicar a Deus, no sábado.
“Seis dias o trabalho, mas o sétimo dia é o sábado do descanso, santo, santo dia de reunião. Deve fazer nenhum trabalho. ” (Levítico 23:3).

5. Participar de sábado na igreja, e reverência show.
“Fiquei feliz quando disse: ‘Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122:1).

Minha decisão:

O sábado é uma  bênção, eu estou disposto a manter a fidelidade.

(Sábado.org)

Dia de dar um 'pause' nas coisas daqui


Memorial da Criação e Libertação



Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Êxodo 20:9, 10

Nas duas versões bíblicas dos Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), duas ideias básicas convergem no mandamento de repouso, no sétimo dia: o sábado é o memorial da criação (Êx 20:11) e símbolo de libertação (v. 12-15). O sábado é a lembrança semanal de nossas origens e de que fomos libertos de forças desumanizadoras da cultura secular, que em nossos dias representa o velho Egito, a terra do exílio. O sábado permanece como a eterna lembrança de que o ser humano não é resultado do acaso, de forças impessoais. Também nos relembra de que não fomos criados para a servidão das coisas.

O sábado é dia de comunhão. Ele provê oportunidade para nossa necessidade de conexão, de nos reunirmos com a família, sem qualquer pressa, com irmãos e irmãs, em espírito de amor fraternal, de encorajamento mútuo. É dia para tomar-se tempo uns com os outros, para preencher os vazios e necessidades espirituais e emocionais de outros. Além de prover repouso, o sábado é também dia especial para servir. Nosso tempo, pela febre da correria, foi encolhido. Jesus, contudo, é o modelo de um estilo de vida solidário. Visitar enfermos e idosos para levar conforto é parte da observância legítima do sábado.

Jesus Cristo entrou na história do planeta Terra, primariamente, como nosso substituto. Em segundo lugar, como nosso exemplo. NEle as duas linhas de convergências do sábado se reúnem: criação e libertação. Na primeira sexta-feira, no Éden, Deus declarou que Sua obra estava completa e “tudo era muito bom” (Gn 1:31). Na sexta-feira no Calvário, Jesus Cristo, ao pender a cabeça na morte expiatória, declarou num grande brado: “Está consumado” (Jo 19:30). A obra da libertação, como a obra da criação, fora levada ao clímax ideal. Lembre-se ainda de que na primeira sexta-feira, no Éden, o primeiro Adão teve seu lado aberto para a formação de sua noiva (Gn 2:21). Na sexta-feira do Calvário, Cristo, o segundo Adão, teve também o Seu lado rasgado (Jo 19:34) para dar origem à Sua noiva, a igreja. E, nos dois casos, Deus repousou. Em Sua morte, Jesus repousou na sepultura. Aquele que poderia ter ressuscitado logo preferiu passar 24 horas no túmulo. Ele guardara o sábado em vida e o fez também na morte, legando-nos um exemplo sagrado.

(Amin A. Rodor)

Governo de Minas Gerais veta guarda sabática em escolas públicas



O governador Alberto Pinto Coleho vetou projeto de lei  aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais que assegurava a alunos da educação básica da rede pública o direito de não se submeterem a exames por motivos religiosos. O veto foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial de Minas Gerais.

O projeto é dos deputados Liza Prado (Pros) e Alencar da Silveira Jr. (PDT) teve a sua votação concluída em plenário da Assembleia no dia 11 de junho deste ano. A proposta isenta os estudantes de participar de atividade avaliativa nas sextas-feiras, após as 18 horas, e nos sábados, horas sabáticas para algumas religiões.

De acordo com a justificativa do governador, a proposição foi vetada por ser inconstitucional. A Constituição do Estado determina que  a organização e o funcionamento da administração pública é de competência privativa do chefe do Executivo, incluindo a operacionalidade dos estabelecimentos de ensino público.

Além disso,  destaca o governador em sua justificativa para o veto, cabe à União estabelecer as normas gerais da educação e aos estados a competência suplementar, alertando que a guarda sabática não constitui peculiaridade e nem especificidade exclusiva do Estado de Minas Gerais.

No veto, o governador ainda argumenta que o assunto é um dogma professado por determinadas religiões, e não restrito ao território do Estado. Na  justificativa, o governante alerta que a imposição de tal guarda religiosa deve ter tratamento uniforme em todo o território nacional, exigindo norma geral, a ser editada pela União.

O governador ressalta que, diante da inexistência de norma da União sobre o tema, o Estado até poderia exercer competência supletiva, porém considera mais aconselhável aguardar que a questão seja padronizada em todo o País mediante lei federal, se esse for o interesse nacional.

Torcedor sabatista troca jogo do Brasil por comunhão com Deus no sábado

Corinthiano e adventista, professor Siqueira não irá assistir ao jogo da seleção no sábado: "é uma hora que buscamos comunhão com Deus", disse (Foto: Samara Miranda / G1 PA)

O professor Alan Siqueira do Amor Divino mora em Belém, é fanático por futebol e assistiu a todos os jogos da Seleção na Copa do Mundo. Porém, apesar de torcer para o time de Felipão, Siqueira não vai acompanhar a partida decisiva entre Brasil e Chile, neste sábado (28): Siqueira é adventista e considera os sábados dias de descanso, que devem ser guardados para oração.

O ato de manter o sábado como dia de descanso é mencionado na Bíblia e seguido por diversas religiões, como o judaísmo e o cristianismo. Durante o sabá, que se inicia às 18h de sexta-feira e segue até o pôr do sol de sábado, os fiéis só podem se envolver em atividades relacionadas à oração. “Eu sou o único adventista na minha família. Já me chamaram para ver o jogo, para participar de churrasco, mas eu tenho meus princípios. Gosto de futebol, de torcer para o Brasil, mas é uma hora em que buscamos uma comunhão maior com Deus”, explica o professor.

Apesar disso, Siqueira diz que será difícil se concentrar no dia do jogo. “Minha casa é entre um bar e uma lanchonete, que exibem as partidas em televisores com volume altíssimo. Se eu ficar em casa, vai ser complicado. Vou tentar não acompanhar, me afastar, mas tem os fogos de artifício”, pondera o professor, que planeja estar na igreja no momento em que o Brasil enfrentar a seleção chilena.

De acordo com Siqueira, a maioria das pessoas que não são adventistas estranha o comportamento de quem segue a religião. “Os amigos que não são adventistas acham curioso, mas estamos acostumados. Uma das grandes lutas dos adventistas é na faculdade, já que existem aulas na sexta-feira de noite, sendo que, após as 18h, para nós é como se já fosse sábado”, explica.

A engenheira naval Suzane Andrade frequenta a mesma igreja do professor e acredita que, assim como ele, os demais fiéis não devem trocar a religião pelo futebol. “Quem é seguidor se afasta, deixa os interesses pessoais de lado. Eu garanto que os adventistas não irão assistir ao jogo”, comenta.

Dia sabático
O comerciante Pedro Furtado, de 53 anos, também é adventista e não irá acompanhar a partida. “Com certeza eu não vou assistir. Eu até veria pelo espetáculo, mas o sábado é um dia especial, que eu não trocaria por nenhuma atividade”, disse.

Para o comerciante, nem a agitação da cidade será distração para as orações. “A nossa igreja é confortável, o som de fora não irá influenciar as minhas atividades sabáticas. Não congregamos com barulho ou gritarias”, revela Furtado, que poderá saber o resultado da partida no anoitecer. “Depois das 18h eu encaro as atividades de uma forma normal”, conta.

Mesmo sem assistir ao jogo, os adventistas tem fé em um bom resultado na partida, e cobram garra da Seleção Brasileira. “Se o Neymar passar a bola, a Seleção ganha. O povo quer ver goleada, mas o futebol hoje está muito diferente. Dá para ser campeão, mas o time precisa ser mais aguerrido”, conclui o professor Siqueira.

(G1)

Uma Ilha no Tempo


Havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:2, 3

O mundo moderno é uma extensão da Babilônia espiritual. Essa não é apenas uma invenção do gênio humano, mas de forças malignas sobrenaturais cujo objetivo é anuviar a mente e anestesiar a percepção das pessoas. Vivemos em meio ao caos generalizado, em que muitos não percebem até que ponto estão sendo afetados. Os seres humanos se tornaram quase como robôs. Dormindo pouco, lutando em meio ao tráfego, enfrentando pressões bizarras de todos os ângulos, não é de admirar que estatísticas indiquem que uma em cada cinco pessoas é hoje diagnosticada mentalmente enferma. Mais do que em qualquer outro tempo, necessitamos redescobrir o poder restaurador do sábado.

Diferentemente do batismo, santa ceia ou lava-pés, o sábado é um símbolo instituído por Deus no início da história humana. Ele vem da perfeição original e traz o hálito do Éden, anterior ao pecado. Foi dado como presente de Deus, no clímax da criação, para os primeiros seres humanos. Deveria estender-se a toda a humanidade. No esquema da criação, a obra de Deus se move do espaço para o tempo, e o tempo está dividido entre tempo comum e tempo especial. O tempo comum flui para o tempo especial. Nessa lógica, a criação não é um fim em si mesma: o ser humano não encontra realização plena nos dias do tempo comum, naquilo que possa fazer ou realizar. O alvo final da atividade semanal e da vida não é encontrado do primeiro ao sexto dia da semana. O clímax é o repouso do ser humano na presença do Criador.

O sábado é um perpétuo memorial de que ninguém alcança seu propósito no trabalho como se fosse um animal de carga. O alvo final da vida é a comunhão com Deus. Isso é indicado pelo fato de que o ser humano foi criado apenas no sexto dia. O sábado é o sétimo dia da semana, mas o primeiro dia de existência de Adão e Eva. Eles repousaram, então, não porque estivessem cansados. Repousaram para comungar com o Criador. Em Sua presença, iriam alinhar suas prioridades. Hoje não é diferente. Os olhos precisam ser abertos para que vejamos o que é fundamental. É o homem em rebelião que busca realização independentemente de Deus, como se a vida se esgotasse nos dias do tempo comum.

(Amin A. Rodor, Meditações Matinais, CPB)

A Criação - A Terra é testemunha



"No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1:1). "No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito." (João 1:1-3)

"Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação." (Gênesis 2:1-3)

O vídeo a seguir ilustra um pouco a Criação, o surgimento de todas as coisas, de toda a vida, segundo a visão da Bíblia. E encerra fazendo-nos refletir no dia que foi tratado de forma tão especial pelo Criador, mas que é tão esquecido ou até desconhecido por Suas criaturas. Assista e reflita:




Versão dublada do vídeo original que pode ser visualizado clicando aqui.

Biorritmo e o Sétimo Dia


A ciência está ampliando o conhecimento sobre biorritmos. Sabe-se que para várias funções orgânicas existe o que cientistas chamam de “Ritmo do Sétimo Dia”. Algo ocorre em nosso corpo em certas circunstâncias no sétimo dia do evento, seja uma cirurgia, transplante ou liberação de hormônios.

Dr. Halberg do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, é um líder na pesquisa de biorritmo naquele país. Em colaboração com outros cientistas de várias nações ele documentou o Ritmo do Sétimo-Dia no ser humano (Halberg F., and E. Halberg. Conceptualization and Validation of a Circaseptenary Clinospectral System. Abstracts, Second International Conference on Immunopharmacology, Sheraton Park, Washington, D.C., July 5-10, 1982, 340-341).

Monitoraram os batimentos cardíacos de um homem durantes vários meses enquanto ele permanecia em um ambiente totalmente isolado com todas as condições controladas e nada do mundo exterior poderia interferir com seus ritmos internos corporais. Quando os dados foram analisados, seu coração mostrou claramente um Ritmo do Sétimo Dia (McCluskey, E.S. Light-Dark Cycle Entrainment of Circadian Rhythms in Man. The Biologist 65:17-23, 1983).

Usando-se poderosos métodos de computadores, um grupo de cientistas analisou cuidadosamente modelos de produção de hormônios esteróides coletados da urina de um homem saudável durante um período de 15 anos. Os resultados das análises hormonais mostraram que a excreção desses hormônios também ocorria num Ritmo do Sétimo Dia (Halberg, F., M. Engeli, C. Hamburger, et al. Spectral Resolution of Low-Frequency, Small-Amplitude Rhythms in Excreted 17-Ketosteroids; Probably Androgen-inducced Circaseptan Desynchronization. Acta Endocrinológica. Suppl. 103:5-53, 1965).

Outro grupo de pesquisadores estudou mais do que 70 homens jovens que tiveram um ou mais dentes molares extraídos. Cada dia após a cirurgia, suas faces e maxilares foram medidos cuidadosamente. É de se supor que o edema (inchação) na face diminuiria nos próximos dias após a cirurgia para a extração dos dentes. Mas isso não ocorreu. Verificou-se a presença de um Ritmo do Sétimo Dia quanto à inchação local (Pollman, L. and G. Hildebrandt. Long-Term Control of Swelling After Maxillo-Facial Surgery: A Study of Circaseptan Reactive Periodicity. Inter. J. Chronobiology, 8:105-114, 1982).

Observou-se também que em várias cirurgias de transplante de rim ocorre este ritmo de sete dias, já que se verificou que a rejeição ocorria após sete dias da operação (De Vecchi, A., F.Halberg, R.B. Sothern, et al. Circaseptan Rhythmic Aspects of Rejection in Treated Patients with Kidney Transplants. Inter. J. Chronobiology, 5:432, 1978).

Esse tipo de biorritmo é chamado de “circaseptano”, também encontrado em macacos, cachorros, ratos e outros organismos. Isso parece revelar que o Ritmo do Sétimo Dia é um mecanismo normal existente na fisiologia de organismos vivos.

Alguns cronobiologistas crêem que esse tipo de biorritmo – o do sétimo dia – pode revelar que os organismos precisam de uma certa pausa como um estímulo para seguirem vivendo.

Durante a Revolução Francesa (1789-1799), cientistas seculares tentaram revolucionar a semana de sete dias, instituindo uma semana de dez dias. Foi um caos. O matemático e senador La Place teve um papel importante em restaurar o modelo anterior dos sete dias na semana. Simplesmente não funcionou!

Na Bíblia, em Gênesis capítulo 2, versículos 1 a 3, está escrito: “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”

E Moisés, pioneiro em medicina preventiva e melhoras sociais, escreveu: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Aliás, este é o quarto mandamento da Lei de Deus. O único que descreve quem é o Deus dos outros nove mandamentos.

Que paralelo fantástico entre as Escrituras Sagradas e a moderna ciência! Sabemos hoje que um dos componentes para redução do estresse é o descanso semanal, a ênfase na importância da dimensão espiritual do ser humano e as práticas naturais de saúde. Jesus foi totalmente científico quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Ele falava desse biorritmo há 2 mil anos, e do amor de Deus em preparar um dia de descanso, de reflexão, de serviço espiritual especial e de culto ao Criador dos céus e da Terra.

(Bernell Baldwin, Ph.D., professor de neuro-fisiologia e fisiologia aplicada no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, pesquisador e articulista do The Journal of Health and Healing. www.wildwoodlsc.org)

O atleta que guarda o sábado

O São Raimundo-RR vai disputar o terceiro jogo da fase de grupos da Copa São Paulo de Futebol Júnior contra o Guarani, neste sábado (11/01/2014), a partir das 14h (horário de Brasília), no Sindicato dos Metalúrgicos, em Tatuí (SP). Só que o time sofrerá um desfalque para este jogo.

O lateral-esquerdo Ítalo, de 17 anos, não poderá jogar por conta da religião que segue. O atleta é adventista, religião que orienta que a pessoa não trabalhe ou faça qualquer atividade no período entre o pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado.
De acordo com o treinador do time, Beto Vieira, o time sofrerá um desfalque com a ausência do jogador, mas ele afirma também que todos respeitam a religião de Ítalo e que já estavam preparados para esta situação.

- O Ítalo é titular, uma peça importante para o esquema tático que estamos realizando nos jogos, mas respeitamos a religião dele e estávamos preparados caso isto (jogar no sábado) acontecesse. Após o treino na tarde desta sexta-feira, reorganizei a escalação para este jogo - afirma Vieira, que conta que, para a posição de Ítalo, lateral esquerda, quem joga neste sábado é o zagueiro Douglas, mais conhecido como 'Gogot'.

O adversário do São Raimundo-RR, o Guarani, está em último lugar na chave M, com nenhum ponto ainda na competição, mas segundo Vieira, isso não vai fazer com que o Mundão entre em campo despreocupado.
- O Guarani é um time de tradição, uma grande equipe, vamos entrar em campo como sempre entramos, respeitando o adversário independente da situação. Nossa equipe vai jogar do mesmo jeito que vem jogando as últimas partidas, fechada atrás e atacando sempre que tiver oportunidades.


O São Raimundo-RR lidera o Grupo M ao lado do Paraná. Os times estão empatados em todos os critérios. 

(GloboEsporte.com)

[HR] Está aí mais um belo exemplo de alguém que põe a fé em Deus em primeiro lugar, sem ter medo das consequências. De fato, exemplos bonitos assim cada vez mais vêm chamando a atenção da mídia, tal como o caso do ator Angus T. Jones, da série Two And a Half Man (que você pode acompanhar clicando aqui, aqui e aqui), e de muitos outros casos.
Outro bom exemplo que deve ser seguido é o respeito que o time tem pela crença de Ítalo, ao ponto de não prejudicá-lo por sua religião. Mas vale ressaltar que além de ser recomendado pelos adventistas, a guarda do sábado como um dia especial, diferente dos outros seis dias da semana, é uma recomendação de Deus, revelada na Bíblia. É por isso que pessoas como o Ítalo resolvem ter decisões assim, em não tornar o sábado um dia comum, de atividades cotidianas, mas um dia dedicado exclusivamente a Deus e a fazer a Sua vontade. Saiba mais sobre essa crença bíblica vendo posts relacionados, clicando aqui.

Um santuário no tempo



A instituição do sábado – Em Gênesis 2 aparece o relato de como foi instituído esse santuário no tempo: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” Gênesis 2:1-3.

Deus instituiu o sábado através do tríplice ato de descansar, abençoar e santificar. Houvesse Deus apenas descansado, e dúvidas ainda poderia haver quanto à validade desse descanso para as criaturas. Mas o fato de Ele também haver abençoado (transformando em um canal de bênçãos) e santificado (separando para uso sagrado) esse dia confirma a instituição edênica do sábado para a raça humana.

Sakae Kubo declara, em seu livro God Meets Man, que Deus “escolheu um segmento de tempo” para comungar com Suas criaturas por três motivos: (1) porque o tempo é universal, e está em toda parte; (2) porque o tempo é imaterial, apontando além do espaço e da matéria para as coisas espirituais; e (3) porque o tempo é todo-abarcante, jamais oscilando em intensidade.2 São essas características do tempo que permitem que o sábado, como um segmento de tempo, chegue igualmente a todos nós (ricos e pobres, cultos e incultos), unindo-nos em uma só família. Não é isso algo maravilhoso?

Significado do sábado – Mas o que significa esse santuário de Deus no tempo para nós hoje, que vivemos no início do século XXI? Eu creio que ele nos revela pelo menos seis coisas fundamentais para a nossa existência.

1. O sábado revela o poder criador de Deus. A origem do sábado está diretamente ligada à poderosa atividade criadora de Deus. O texto bíblico nos diz que no sétimo dia da semana da criação Deus instituiu o sábado, descansando, abençoando e santificando esse dia. O quarto mandamento do Decálogo ordena que o sábado deve ser observado “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou.” Êxodo 20:11.

A observância do sábado nos convida, negativamente, a deixar de lado nossos “próprios interesses” (Isaías 58:13) e, positivamente, a voltarmos nossa atenção a Deus e à Sua obra. Essa experiência restaura o verdadeiro relacionamento criatura-Criador.

2. O sábado revela a soberania de Deus. O sábado é uma instituição que reflete claramente a vontade soberana de Deus, pois o Criador não buscou o conselho de Suas criaturas para estabelecer o sábado3, e cada sábado inicia, prossegue e termina com base em um ciclo astronômico estabelecido por Deus, independente da vontade humana. Em contraste, a substituição da observância do sábado pela veneração do domingo, por autoridade eclesiástica humana, foi (e continua sendo) um atentado direto à soberania divina.

Observando o sábado, estamos reconhecendo a soberania de Deus em nossa vida e testificando ao mundo que os caminhos de Deus, apesar de nem sempre serem os mais fáceis, sempre são os melhores. A genuína observância do sábado rompe com o fluxo egocêntrico da vida, levando-nos de volta a uma vida centralizada em Deus.

3. O sábado revela a imparcialidade de Deus. Vivemos hoje em uma sociedade tecnológica, caracterizada pela competitividade e pela discriminação. Na frenética corrida da vida, os mais lentos, os mais pobres e os mais ignorantes são simplesmente deixados para trás. Financeiramente, poucos têm muito e muitos têm pouco ou mesmo nada. No mundo das modernas comunicações, a televisão e a Internet têm exercido o duplo efeito de aproximar os distantes e distanciar os próximos. E a busca incessante de astros humanos tem gerado a constante indagação a respeito de quem é “o maior” e de quem é “o melhor”.

Mas esta não é a maneira como Deus age. Quando Ele escolheu um meio para comungar com o homem, não escolheu algo palpável no espaço, que beneficiasse a alguns, em detrimento de outros. Em Sua imparcialidade, Ele escolheu um segmento de tempo, que estivesse universalmente presente em todas as partes.4 O mesmo Deus que “faz nascer o Seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mat. 5:45) também concede o Seu sábado a todos igualmente. Assim, a cada semana irrompe o sábado, como um divino equalizador da humanidade, integrando ricos e pobres, cultos e incultos, em uma só família.

4. O sábado revela o respeito divino ao livre-arbítrio humano. É importante notarmos que, a despeito de o sábado ser universalmente disponível, ele não é imposto a ninguém. A realidade é que podemos existir no sábado, sem que o sábado exista para nós. O próprio mandamento “lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8) implica (1) que Deus não impõe a observância do sábado às Suas criaturas; (2) que podemos viver durante o sábado sem santificá-lo; e (3) que a santificação do sábado só ocorre quando existe uma resposta humana voluntária e positiva ao gracioso convite divino.

A verdadeira observância do sábado significa um encontro voluntário entre Deus e o homem, mutuamente comprometidos pelo concerto eterno da graça divina. É somente quando há uma resposta humana de fé à iniciativa divina de comungar com o homem, que o sábado atinge seu verdadeiro propósito.

5. O sábado nos ajuda a restaurar o verdadeiro sentido da vida. Vivemos num mundo povoado por pessoas especialistas e desequilibradas. Na gangorra da existência, alguns enfatizam o aspecto intelectual, em detrimento dos demais. Outros investem todas as suas energias no desenvolvimento físico. Já outros vivem apenas pelo social. E existe ainda os que se excluem do mundo para viver somente em função de uma religião mística.

Mas a observância do sábado afeta integralmente o ser humano em todos os aspectos de sua existência (ver Êxodo 20:8-11; Isaías 58:12-14; Mateus 12:12), ajudando-o a colocar suas prioridades onde elas realmente devem estar: em Deus e nos outros (cf. Mateus 22:36-40).

6. O sábado é um conduto das bênçãos divinas. Há aqueles que alegam que a observância do sábado não passa de uma demonstração de legalismo. Isso pode ocorrer, se alguém pretende alcançar méritos para a salvação através da observância do sábado. Mas a verdadeira observância do sábado é, em realidade, o maior antídoto ao legalismo, pois significa deixar de lado nossos “próprios interesses” (Isaías 58:13) para descansar nos méritos da graça divina e nos alegrar nas obras do nosso Maravilhoso Criador-Redentor.

É interessante notarmos quão profundamente ligado à experiência da salvação está o sábado em Hebreus 4. Nesse capítulo o sábado é visto como “o sinal exterior de uma experiência interior”5 de “estar descansando em Deus (cf. Hebreus 4:10), que vem como resultado de estar sendo salvo pela graça ( 4:16), mediante a fé (4:3).”6 A escritora Ellen White declara que, “a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser eles próprios santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo. Quando foi dado a Israel o mandamento: ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar’, o Senhor lhes disse também: ‘E ser-Me-eis homens santos.’”7

Portanto, a verdadeira observância do sábado significa desobstruir a vida dos interesses seculares, possibilitando que as bênçãos divinas fluam copiosamente para nós.

As bênçãos do sábado – Existem pelo menos cinco grandes bênçãos que derivam da verdadeira observância do sábado.

1. Obtemos uma visão mais clara do caráter de Deus. Criado por Deus, o sábado revela o próprio caráter de Deus.

2. Desenvolvemos maior sensibilidade à revelação de Deus na natureza. Instituído na Semana da Criação, o sábado nos lembra a multiforme criação de Deus (animais, aves, peixes, plantas, flores, etc.). Se a natureza foi criada por Deus, como podemos amá-Lo verdadeiramente sem apreciar as obras de Suas mãos?

3. Desenvolvemos a estabilidade existencial que deriva do relacionamento criatura-Criador. A gangorra da vida tende a desestabilizar nossas emoções. Quando somos bem-sucedidos, assumimos muitas vezes uma atitude auto-suficiente. Quando nos saímos mal, frustramo-nos com facilidade. O sábado nos lembra que nossa segurança não está em nossas realizações humanas, mas na dependência do nosso Criador.

4. Aprimoramos o nosso relacionamento social. Rompendo com o nosso egocentrismo natural, o sábado nos convida a viver uma vida alterocêntrica em relação com os demais seres humanos, incluindo familiares, amigos, necessitados, etc. (ver Mateus 12:12).

5. Melhoramos nossa saúde física e mental. Você já pensou alguma vez o que seria da nossa vida sem o sábado? Mesmo não desfrutando das bênçãos espirituais do sábado, o benefício para a saúde física e mental já compensa a sua observância.

Conclusão – O sábado é, em realidade, o santuário de Deus no tempo; e, como filhos de Deus, somos convidados a adentrar semanalmente esse santuário, “para contemplar a beleza do Senhor e meditar no Seu templo” (Salmo 27:4). Somos instados pelo profeta Isaías a nos tornarmos reparadores “de brechas” e restauradores “de veredas”, testemunhando aos outros das bênçãos que advêm de deixarmos de lado os nossos “próprios interesses” para nos deleitar “no Senhor” (Isaías 58:12-14).

Por que não elevamos aos Céus o nosso pensamento, cada sábado, em louvor ao nosso Grande Criador-Redentor? “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome!” (Salmo 8:1 e 9). “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas…” (Isaías 40:26). Porque “os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” (Salmo 19:1). Permitamos que cada sábado seja uma bênção em nossa experiência, restaurando em nós o genuíno espírito de louvor e gratidão a Deus.

Referências
1. Abraham J. Heschel, The Sabbath: Its Meaning for Modern Man (New York: Noonday Press, 1951), pág. 12.
2. Sakae Kubo, God Meets Man: A Theology of the Sabbath and Second Advent (Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1978), pág. 24.
3. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, 14a ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), págs. 47 e 48.
4. Kubo, págs. 23 e 24.
5. M. L. Andreasen, The Book of Hebrews (Washington, D.C.: Review and Herald, 1948), pág. 173.
6. Alberto R. Timm, “El significado del concepto de descanso en Hebreos 3 y 4”, Theologika (Peru) 10, n0 2 (1995), pág. 222. Ver também: Alberto R. Timm, “O Sábado na Experiência da Salvação”, Revista Adventista, abril de 1985, págs. 11-13.
7. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 17a ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), pág. 283.

Alberto R. Timm, Ph.D., é professor de Teologia do Unasp, Engenheiro Coelho, SP.

(Sábado.org)

Devemos guardar o sábado? (Parte 1)


Vamos tocar num assunto delicado, desta vez não entre crentes e descrentes mas entre cristãos e cristãos. A questão é direta e objetiva: Devemos guardar um feriado religioso semanal? Em caso positivo: qual seria esse feriado? O Sábado ou o Domingo?
Assista ao vídeo abaixo, mais um episódio do programa Evidências da TV Novo Tempo, e descubra:

O apresentador do programa Evidências Rodrigo Silva é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), com pós-doutorado em arqueologia bíblica pela Andrews University (EUA). É graduado em teologia e filosofia e mestre em Teologia Histórica e atualmente está concluindo seu segundo doutorado em arqueologia clássica pela USP.

O programa Evidências vai ao ar pela TV Novo Tempo, canal 16 em Maceió-AL, Canal 14 na SKY, canal 8 na NET digital e canal 9 na NET, ou pode ser assistido online pelo site da Novo Tempo clicando aqui.