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O que estamos lendo?



Aplica-te à leitura. 1 Timóteo 4:13

O inimigo [Satanás] sabe que, em alto grau, a mente é afetada por aquilo de que se alimenta. Ele está tentando dirigir tanto os jovens como os de idade madura à leitura de romances, contos e outros gêneros. Cedendo à tentação que sempre os assalta, logo perdem o gosto pela leitura sadia. Não têm mais interesse no estudo da Bíblia. Ficam com a força moral debilitada. O pecado lhes parece cada vez menos repulsivo. Demonstram crescente infidelidade, desprazer cada vez maior pelos deveres práticos da vida. A mente pervertida fica preparada para assimilar qualquer leitura de caráter estimulante. [...]

Mesmo as obras que não desviam nem corrompem tão claramente devem ser evitadas, se comunicarem desprazer pelo estudo da Bíblia. Essa Palavra é o maná verdadeiro. Que todos reprimam o desejo de leituras que não são alimento para a mente. Não é possível realizar a obra de Deus com a percepção clara, enquanto a mente se acha ocupada com esse tipo de leitura. [...]

Examine a própria experiência quanto à influência das histórias frívolas. Pode você, depois desse tipo de leitura, abrir a Bíblia e ler com interesse a Palavra da vida? Não acha desinteressante o Livro de Deus? [...]

Para possuir saudável vigor mental, bem como princípios religiosos sólidos, os jovens devem viver em comunhão com Deus por intermédio de Sua Palavra. Indicando o caminho da salvação mediante Cristo, é a Bíblia nosso guia para uma vida mais elevada e melhor. Contém as mais interessantes e instrutivas histórias e biografias que já foram escritas. Aqueles cuja imaginação não foi pervertida pela leitura de ficção irão achar a Bíblia o mais interessante dos livros.

Rejeite resolutamente toda leitura inútil. Ela não fortalecerá sua espiritualidade, mas introduzirá na mente sentimentos que perverterão a imaginação, fazendo com que você pense menos em Jesus, demorando-se menos em Suas preciosas lições. [...]

A Bíblia é o Livro dos livros. Se você ama a Palavra de Deus, esquadrinhando-a quando tem oportunidade, para possuir seus ricos tesouros e estar perfeitamente aparelhado para toda boa obra, então pode ter certeza de que Jesus o está atraindo para Si.

(Signs of the Times, 13 de junho de 1906 - Meditações Diárias 2013, CPB)

[HR] A tirinha abaixo exemplifica muito bem que as más escolhas no que assistir podem influenciar nas más escolhas para a leitura:

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Mordomos dos dons



O Senhor confiou talentos aos homens, para que estejam melhor preparados para O honrar e glorificar. A alguns confiou meios; a outros, qualificações especiais para o serviço; a outros, tato e influência. Alguns têm cinco talentos, outros dois, e outros um. Do mais superior ao mais humilde, a cada um foi confiado algum dom. Estes talentos não são nossos. Eles pertencem a Deus. Ele deu-os a nós para nosso uso consciente, e um dia irá pedir contas deles.

A grande lição que devemos aprender diariamente é que somos mordomos dos dons de Deus – mordomos do dinheiro, da razão, do intelecto, da influência. Como mordomos dos dons do Senhor, devemos tirar proveito destes talentos, por mais pequenos que possam ser. Muitos negligenciam este trabalho porque acham que o seu talento é demasiado pequeno para honrar Deus. Mas não deve considerar assim os talentos que Deus lhe deu. Porque não parece ser tão favorecido como os outros, não deve subestimar os dons que lhe foram confiados, escondendo-os na terra. Não podemos fazer um cálculo preciso das nossas faculdades. Por muito pequeno que o seu talento possa parecer, use-o para o serviço de Deus, pois Ele tem necessidade dele. Se for sabiamente usado, pode levar a Deus uma pessoa que também dedicará as suas faculdades ao serviço do Mestre. Essa pessoa pode conquistar outra alma e, assim, outro talento, que, sendo fielmente usado, pode conquistar muitos talentos. …

Deus quer que compreendamos que Ele tem direito sobre a mente, a alma, o corpo e o espírito – a tudo o que possuímos. Somos Seus pela Criação e pela redenção. Como nosso Criador, Ele reclama o nosso serviço total. Como nosso Redentor, Ele tem uma reivindicação tanto de amor como de direito – uma reivindicação de amor sem paralelo. Deveríamos compreender esta reivindicação em cada momento da nossa existência.

Perante crentes e descrentes temos de reconhecer constantemente a nossa dependência de Deus. O nosso corpo, a nossa alma e a nossa vida são d’Ele, não só porque são dons que nos dá, mas também porque nos concede constantemente os Seus benefícios e dá-nos força para usar as nossas capacidades. Ao Lhe retribuirmos o que é d’Ele, trabalhando voluntariamente para Ele, mostramos que reconhecemos a nossa dependência d’Ele. 

(Ellen G. White, Review and Herald, 24 de novembro de 1896)