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Nem Laura Keynes, descendente de Darwin, acredita no darwinismo


Seu nome é Laura Keynes, mas ela descende nada menos que de Darwin. O famoso economista John Maynard Keynes, cujas teorias ainda dividem os especialistas (depois de os Estados as terem aplicado amplamente durante todo o século 20) era irmão de Geoffrey, que se casou com Margaret Darwin, tataraneta do célebre Charles.

Margaret foi a bisavó de Laura Keynes, que, dessa maneira se encontra entre os parentes de dois gigantes do pensamento mundial moderno. Estas duas figuras ainda hoje influenciam o Ocidente e seu impacto só pode ser comparado ao marxismo – não é por acaso que continuamos ouvindo falar do darwinismo e do keynesianismo.

Laura, nascida em Londres, doutorou-se em Filosofia, em 2010, na Oxford. Atualmente, mora em Cambridge, onde escreve para importantes publicações, como Times Literary Supplement, The Observer, Standpoint Magazine, e trabalha em seu primeiro livro.

Laura Keynes não apenas se converteu ao catolicismo, mas quase se transformou em uma apologista em tempo integral. Ela se uniu, de fato, ao projeto Catholic Voices, iniciativa de divulgação e apologética no mundo anglo-saxônico. Até aqui, nada excepcional, além da ascendência especial desta mulher.

O que chama a atenção é que Laura Keynes se converteu ao catolicismo depois de ter lido o best-seller "Deus, um delírio", do famoso ateu militante Richard Dawkins.

Cabe destacar que Laura não tinha nenhuma pré-disposição familiar ao interesse pela religião. Seu pai simplesmente não se interessava pelo tema, bem como seus dois ilustres antepassados. A mãe, nascida no anglicanismo, passou ao catolicismo depois de pouco tempo (algo frequente na Grã-Bretanha), chegando a batizar sua filha no rito católico. Mas sua convicção era tão fraca que, depois de alguns anos, tornou-se budista (algo também comum entre as famílias de classe alta, não só na Grã-Bretanha).

Assim, Laura cresceu em um ambiente essencialmente agnóstico, no qual a religião não chegava a ser nem um hobby pessoal, mas o último dos pensamentos. Depois, Laura cresceu e, enquanto estudava para o doutorado em Oxford, interessou-se pelo debate surgido sobre o chamado "novo ateísmo" de Dawkins.

Ela aprofundou no tema e percebeu que toda a novidade se baseava em uma instrumentalização do seu antepassado naturalista – que, por outro lado, não teve nenhuma intenção de fundar um novo credo baseado no mais radical materialismo. De fato, chegou a se incomodar bastante com as conclusões teológicas que alguns, em sua época, tentaram extrair dos seus estudos de biologia.

Em sua análise, Laura descobriu que "o 'novo ateísmo' continha sempre uma semente de intolerância e de desprezo às pessoas". A partir disso, ela começou uma caminhada espiritual que a levou a valorizar "a santidade e a dignidade da vida humana". E concluiu: "Escolhi livremente ser católica, depois de muitas reflexões e longas análises". Naturalmente, sua conversão, dada sua ascendência, levantou polêmicas. Os comentários eram do tipo: "Mas ela parecia uma pessoa tão inteligente...".

A esta altura, Laura explica que uma característica da família é a atitude de "explorar e analisar as incongruências nas provas". Foi isso que ela fez e a conclusão a levou diretamente ao batismo papista, seguindo os passos de grandes intelectuais ingleses que, usando somente seu cérebro, a precederam: Chesterton, Lewis, Tolkien, Newman, Eliot, Waugh, entre outros.

(Aleteia)

A religião enfrenta o fundamentalismo ateu


 
Enquanto estava pregando em Alberta, Canadá, fiz uma referência de passagem sobre o ateu britânico Richard Dawkins. Não esperava que o nome fosse registrado por alguém na plateia. Fiquei surpreso quando uma jovem mulher me abordou sobre minhas observações no final da pregação.

“Há uma pessoa no escritório onde trabalho, um amigo meu. Ele está lendo Dawkins e está muito impressionado. Você sabe de alguém que responda para ele – qualquer livro que eu possa recomendar?”

“Alister McGrath”, disse, enquanto ela escrevia: “O nome de seu livro é O Delírio de Dawkins.” O subtítulo do livro é: “Uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins.”1 McGrath, um ateu que se tornou cristão, fez doutorado em biofísica molecular em Oxford. Ele apresenta, em seu livro, uma resposta magistral a Dawkins. Este artigo está centrado na resposta de McGrath a Dawkins, com minha própria posição crítica. A ideia inicial para este artigo surgiu quando ouvi McGrath dar uma poderosa resposta a Dawkins durante uma conferência em Cambridge, Inglaterra, em abril de 2007.

Assim, do que trata Dawkins?

Vomitando veneno
O título do livro de Dawkins, Deus, um Delírio,2 diz tudo – não necessita de subtítulo. Já no prefácio, ele coloca as cartas na mesa: “Se este livro funcionar do modo como espero”, diz ele, “os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem” (Dawkins, p. 23).

A arrogante previsão pode fazer alguém estremecer um pouco. De que material quebradiço é a fé que tenho? Mas então, como se ele próprio se apoiasse para um completo nocaute em menor grau, Dawkins joga uma irrisória advertência na mistura: “É claro”, ele diz, “que fiéis radicais são imunes a qualquer argumentação, com a resistência erguida por anos de doutrinação” (Dawkins, p. 23).

Aprofundando-se mais no tema no capítulo 2, este professor de ciências de Oxford se transporta rapidamente a seu alvo principal: “O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção [as palavras são carregadas]: ciumento e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo” (Dawkins, p. 43).

Tal como Dawkins vê, muitos dos problemas do mundo vêm por seguirmos cegamente a esse ou a outros caprichosos deuses – ficções da mente humana. Semelhantemente ao famoso Beatles John Lennon, ele ousa sonhar com “um mundo sem religião”. Seria um lugar “sem ataques suicidas, sem o 11/9, [...] sem as Cruzadas, sem caça às bruxas, [...] sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios/croatas/muçulmanos, sem a perseguição a judeus como ‘assassinos de Cristo’, [...] sem evangélicos televisivos de terno brilhante e cabelo bufante tirando dinheiro dos ingênuos” (Dawkins, p. 18, 19). Convenientemente, Dawkins ignora os massacres de incalculáveis milhões por ateus tais como Adolf Hitler e Joseph Stalin.

As pessoas inteligentes não se interessam por religião – e especialmente os cientistas! “Grandes cientistas que professam religião”, diz Dawkins, “se destacam por sua raridade e são objeto de uma perplexidade divertida por parte de seus pares da comunidade acadêmica” .3 Dawkins diz que certa vez perguntou a Jim Watson, “gênio fundador do projeto Genoma Humano”, “se ele conhecia muitos cientistas religiosos naquela época”. Watson respondeu: “Virtualmente, nenhum” (Dawkins, p. 112).

Em resposta a essa reinvindicação, no entanto, McGrath destacou que naquele mesmo ano em que Deus, um Delírio foi publicado (2006), “Owen Gingerich, um notável astrônomo de Harvard, produziu um livro intitulado God’s Universe, declarando que ‘o universo foi criado com intenção e finalidade e que esta crença não interfere na iniciativa científica.’ Francis Collins publicou seu Language of God, no qual argumenta que a maravilha e a ordem da natureza apontam para um Deus Criador, muito mais na linha da tradicional concepção cristã. [...] E o cosmólogo Paul Davies publicou seu Goldilocks Enigma, discutindo a existência de ‘delicados ajustes’ no universo” (McGrath, p. 33).

“A base do itinerário de Deus, Um Delírio”, diz McGrath, é que “o ateísmo é a única opção para as pessoas sérias, avançadas e pensantes”.4 A experiência religiosa está “associada com a atividade patológica do cérebro” (McGrath, p. 33, 66). O evangelho, diz Dawkins, é ficção, é como se apelar para a geração vindoura. Dawkins oferece algo parecido a uma garantia espiritual: “É possível ser um ateu feliz, equilibrado, ético, intelectualmente realizado” (Dawkins, p. 18).

É um esforço consciente, calculado da parte de Dawkins – uma “batalha épica contra a religião”. É como McGrath o define (McGrath, p. 51). Para ele, Dawkins vê a ciência e a religião como “travadas em uma batalha de morte. Somente uma pode emergir vitoriosa – e deve ser a ciência” (McGrath, p. 46). O objetivo de Dawkins, diz McGrath, é “a destruição intelectual e cultural da religião” (McGrath, p. 24). Ele golpeia para matar; para acabar com o cristianismo de uma vez por todas.

O tendão de Aquiles de Dawkins

Deus, um Delírio não é um livro pequeno. Suas 420 páginas contêm uma multidão de reivindicações e acusações, tornando uma resposta detalhada impossível. Com isso em mente, quero destacar aquilo que considero o tendão de Aquiles de Dawkins: toda a estrutura.

Em um resumo dos seis pontos do capítulo “Por que quase com certeza Deus não existe”5 (penso que é o capítulo pivô do livro), o primeiro ponto de Dawkins talvez encerre o ponto central do livro: “Um dos grandes desafios para o intelecto humano, ao longo dos séculos, vem sendo como explicar de onde vem a aparência complexa e improvável de design no universo.” 6

Como Dawkins lida com esse desafio básico? Esse é o problema aqui.

Dois argumentos criacionistas o preocupam neste contexto: (1) o argumento da improbabilidade; e (2) o argumento da irredutível complexidade.

1. Improbabilidade. Em termos simples, o argumento da improbabilidade sugere que a complexidade que vemos no interior e ao nosso redor exige que haja uma inteligência superior por trás de tudo. Ou, para parafrasear o modo como o próprio Dawkins descreve (citando Fred Hoyle): A probabilidade de a vida ter surgido na Terra, por si só, é equivalente à “chance de um furacão, ao passar por um ferro-velho e ter a sorte de construir um Boeing 747” (Dawkins, p. 123).

No entanto, diz Dawkins, tais argumentos aparentemente convincentes, são feitos somente por aqueles que não sabem nada sobre o processo de seleção natural (Dawkins, p. 124).

Citando Daniel Dennett, a quem ele descreve como o “filósofo cientificamente esclarecido”, Dawkins argumenta que não tem como “uma coisa superinteligente fazer uma coisa menor”. O leigo tentaria fabricar um exemplo de design inteligente sugerindo que “você nunca verá uma ferradura fazendo um ferreiro” ou “um vaso fazendo um ceramista”. Mas Dawkins diz confiante: “A descoberta por Darwin, de um processo viável que faz uma coisa tão contrária à nossa intuição, é o que torna sua contribuição ao pensamento humano tão revolucionária.”7 Incrível!

O que está sendo defendido aqui por Darwin, Dennett e Dawkins é que contrária à intuição, ferraduras fazem ferreiros! Um pensamento extraordinário, com certeza!

E como isso acontece? Não por acaso (Dawkins odeia esta palavra), mas por seleção natural (Dawkins, p. 131). “A seleção natural”, diz Dawkins, “é o maior guindaste de todos os tempos. Ela elevou a vida da simplicidade primeva a altitudes estonteantes de complexidade, beleza e aparente desígnio que hoje nos deslumbram” (Dawkins, p. 87).

O resultado final do seu argumento é que, uma vez que a seleção natural é responsável por tudo o que vemos ao nosso redor, “Deus é um delírio”. Tal lógica confunde a cabeça e exige que as pessoas abandonem o senso comum.

2. Complexidade irredutível. Popularizado por Michael J. Behe em A caixa preta de Darwin8, a complexidade irredutível sugere que as formas de vida que hoje conhecemos – mesmo as mais simples – são compostas de integração, de componentes interdependentes, sendo por demais complexas para terem evoluído pouco a pouco através do acaso ou pela seleção natural. Neste contexto, Darwin apontou para seu próprio olho como suscitando um problema particularmente difícil – e Dawkins repete as palavras de seu mestre. Darwin disse: “Supor que o olho, com todos os seus inimitáveis artifícios para ajustar o foco a várias distâncias, para admitir várias quantidades de luz e para corrigir aberrações esféricas e cromáticas, tenha sido formado pela seleção natural parece, confesso abertamente, o grau mais elevado de absurdo” (Dawkins, p. 134).

É uma observação extremamente irrefutável. Mas Darwin (com Dawkins o apoiando) encontraria uma forma em torno disso. A opinião de Darwin, de acordo com Dawkins, foi meramente um “dispositivo retórico” para seduzir seus oponentes para mais perto dele. Assim, poderia administrar um golpe mais forte. Esse golpe, diz Dawkins, “era a explicação simples de Darwin sobre como de fato o olho evoluiu gradativamente” (p. 134).

Para se ter a explicação de Dawkins para tal proeza, vejamos uma parábola que ele usou no livro A Escalada do Monte Improvável.9 Ele imagina uma montanha com um despenhadeiro em um lado, “impossível de escalar”. Mas “o outro lado é uma encosta de subida amena até o topo”. “No topo, está um dispositivo complexo, como um olho.” Os proponentes de design inteligente sugeririam que tal complexidade “possa se montar sozinha, espontaneamente”10, mas é uma “ideia absurda”, ele argumenta, pois seria como “por um pulo só, do pé do penhasco até o cume” (Dawkins, p. 133).

Mas Dawkins sugere que a evolução, em vez de tomar o lado íngreme da montanha, pois não é o caminho apropriado, “vai por trás da montanha e pega a subida amena até o topo: fácil!”

Assim, o quadro que Dawkins descreve é de uma vasta quantidade de materiais primordiais (como se nós soubéssemos de onde tais coisas vieram!) lentamente ascendendo o “Monte Improvável”. Cada unidade particular, em algum momento, chega ao estado máximo de complexidade. Então, de alguma forma, liga-se com outras complexidades para formar discretas, vigorosas entidades que funcionam! Talvez impressionado pela fantasia de tudo, Dawkins diz que “se a complexidade irredutível puder ser adequadamente demonstrada, isso arruinará a teoria de Darwin” (Dawkins, p. 136).

Mas a complexidade irredutível não necessita de demonstração, ela é a realidade. E é difícil ver por que qualquer um substituiria a especulação irracional de Dawkins pela simples seriedade da afirmação bíblica: “No princípio criou Deus [...]” (Gênesis 1:1, ARA).

Onde me apoio

O período contemporâneo tem visto uma onda de ataques a Deus, à Bíblia e a todas as coisas religiosas –

Higgs critica fundamentalismo de Richard Dawkins



A discussão deles gira em torno de nada menos que a coexistência entre religião e ciência. Higgs decidiu-se por coroar seu notável 2012 com mais um estrondo, ao criticar a abordagem "fundamentalista" adotada por Dawkins no trato com os crentes religiosos.

"O que Dawkins faz muitas vezes é concentrar seu ataque nos fundamentalistas. Mas há muitos crentes que simplesmente não são fundamentalistas", declarou Higgs em entrevista a Pablo Jáuregui, do jornal espanhol "El Mundo". "O fundamentalismo é outro problema. Quer dizer, Dawkins de certa forma é ele mesmo quase um fundamentalista, de outra espécie."

Ele concordou com algumas das ideias de Dawkins sobre as consequências infelizes que resultaram de crença religiosa, mas estava descontente com a abordagem do biólogo evolucionista ao lidar com os crentes, e se disse de acordo com aqueles que consideraram tal abordagem "embaraçosa".

Dawkins, autor do best-seller "Deus, Um Delírio", já foi muitas vezes acusado de adotar posições fundamentalistas. Em um texto publicado em 2007 no seu site, intitulado "Como vocês ousam me chamar de fundamentalista?", Dawkins escreveu: "Não, por favor, não confundam paixão, que pode mudar de ideia, com fundamentalismo, que nunca irá [mudar]. Paixão por paixão, um cristão evangélico e eu podemos estar equiparados. Mas não somos igualmente fundamentalistas. O verdadeiro cientista, por mais apaixonadamente que possa 'acreditar', na evolução, por exemplo, sabe exatamente o que o faria mudar de ideia: provas! O fundamentalista sabe que nada o fará mudar de ideia."

As críticas não levaram o biólogo a abrandar sua posição sobre a religião. Em uma recente entrevista à Al Jazira, ele insinuou que ser criado no catolicismo é pior para uma criança do que sofrer abusos físicos de um padre. Respondendo a uma pergunta direta do entrevistador Mehdi Hassan, Dawkins relatou a história de uma mulher dos EUA que lhe escrevera contando o abuso que ela sofrera quando criança nas mãos de um padre, e a angústia mental por ouvir que uma amiga sua, uma menina protestante, arderia no inferno.

"Ela me contou que, desses dois abusos, superou o abuso físico, que foi nojento, mas ela superou. Já o abuso mental de falarem a ela sobre o inferno, esse ela levou anos para superar", disse Dawkins. "Dizer a crianças assim que elas realmente acreditam que as pessoas que pecam vão para o inferno e assam para sempre, que sua pele cresce de novo quando você a arranca, me parece intuitivamente inteiramente razoável que isso seja uma forma pior de abuso infantil, que vai causar mais pesadelos, porque elas realmente acreditam."

Dawkins não respondeu a um pedido para comentar diretamente a acusação de "fundamentalista" feita por Higgs.

Na entrevista ao "El Mundo", Higgs argumentou que, embora não seja um crente, considera que ciência e religião não são incompatíveis. "O crescimento da nossa compreensão do mundo por meio da ciência enfraquece parte da motivação que torna as pessoas crentes. Mas isso não é a mesma coisa que dizer que elas são incompatíveis. Só acho que algumas das razões tradicionais para a crença, que remontam a milhares de anos, ficam bastante prejudicadas."

"Mas isso não encerra com a coisa toda. Qualquer um que seja um crente convencido, mas não dogmático, pode continuar tendo a sua crença. Isso significa que eu acho que você precisa ser bem mais cuidadoso a respeito de todo o debate entre ciência e religião do que algumas pessoas foram no passado."

BÓSON DE HIGGS

Em se tratando de desentendimentos públicos, poucos já puderam se vangloriar de ter antagonistas que batem tão pesado.

De um lado está Richard Dawkins, o célebre biólogo que fez uma segunda carreira demonstrando seu épico desdém pela religião. Do outro está o físico teórico Peter Higgs, que em 2012 se tornou figura corriqueira nas apostas para um futuro Prêmio Nobel, depois que cientistas do Cern, em Genebra, demonstraram que estava correta sua teoria sobre como as partículas fundamentais obtêm sua massa.

Ele disse que muitos cientistas na sua área possuem crenças religiosas. "Eu por acaso não sou um deles, mas talvez seja mais uma questão da minha origem familiar do que haver alguma dificuldade fundamental em conciliar as duas coisas."

Em 1963, Higgs previu a existência de uma partícula portadora de força, parte de um campo energético invisível que preencheu o vácuo por todo o universo observável. Sem esse campo, ou algo parecido, não estaríamos aqui. O campo se agarra às menores partículas fundamentais e lhes dá massa. O campo, acionado momentos depois do "big bang", permitiu que as partículas se unissem e formassem todos os átomos e moléculas que estão por aí hoje.

Na entrevista, o físico falou sobre o anúncio feito em 4 de julho de que o bóson de Higgs havia sido finalmente encontrado. Ele contou que dias antes havia recebido um telefonema de um colega no Cern, dizendo que ele se arrependeria se não comparecesse. Na hora do anúncio, Higgs começou a chorar.

"O que foi tão avassalador realmente foi a reação da plateia no Cern. Não era como um seminário científico, era como o final de uma partida de futebol quando o time da casa ganhou, e foi isso que foi tão avassalador para mim, fazer parte disso... Foi [caindo em prantos] uma reação às emoções ao meu redor, e o sentimento de que, bom, finalmente chegou! Foi difícil de lidar."

Muitos cientistas acreditam que a descoberta coloca Higgs como franco favorito para um futuro Prêmio Nobel. Ele ficou aliviado, no entanto, pelo fato de o comitê do Nobel ter ignorado a descoberta no seu prêmio de física em 2012. "Fiquei aliviado, simplesmente porque desde o começo de julho ando ocupado demais lidando com solicitações para fazer isso e aquilo, a ponto de ficar feliz por não ter isso também na minha agenda, então descrevi isso como um alívio."

Dawkins não tem certeza de que Deus não existe


Photograph: Andrew Winning/Reuters
Para muitas pessoas, o biólogo Richard Dawkins é o “ateu mais famoso do mundo”. Autor de best sellers como “Deus: um delírio” e “o Gene egoísta”, entre outros, ele surpreendeu a muitos com algumas declarações na última semana. Na quinta-feira (23), Dawkins participou de um debate com o arcebispo de Canterbury, Dr Rowan Williams, na universidade de Oxford.

Williams é a autoridade máxima da Igreja Episcopal Anglicana, a igreja oficial da Inglaterra. O tema do debate era o papel da religião na vida pública da Grã-Bretanha e foi transmitido pela internet. O filósofo Anthony Kenny serviu como moderador do debate, fez perguntas e interagiu com o público.

Durante o diálogo, que durou cerca de 100 minutos, muitas provocações, mas também respeito mútuo e bom humor. Dawkins reafirmou que para ele Deus é um delírio, mas que não poderia ter 100% de certeza que Deus não exista. Como cientista, ele acreditava que as probabilidades de existir um criador sobrenatural “seriam muito, muito baixas”.

Mencionou o conhecido “espectro de sete pontos de credibilidade teísta”. Nessa tabela, 1 seria a certeza completa e perfeita de que Deus existe. O 7 seria a completa certeza de que ele não existe.

Dawkins afirmou que nenhum cientista poderia saber com convicção absoluta que qualquer coisa não exista, seja Deus ou qualquer outra coisa. Por isso ele, se colocou como 6,9 na escala. Ou seja, não é totalmente ateu. O filósofo Anthony Kenny, interveio: “Por que então você não se chama de agnóstico”. Dawkins concordou que seria melhor.

A repercussão foi imediata na internet, sobretudo no Twitter. O jornal Washington Post deu como manchete “Richard Dawkins disse que não esta completamente seguro que Deus não existe”. Segundo o Post, Richard Dawkins “surpreendeu o público on-line e que estava no teatro ao fazer a concessão de uma brecha pessoal de dúvida sobre sua convicção de que não há um criador”. Disse ainda que Dawkins não teria mais “100% de certeza de que Deus não existe”.

O inglês Daily Telegraph esclarece que se alguém não tem certeza que Deus não existe poderia se denominar agnóstico. Isso mudaria a maneira como Dawkins passaria a ser visto pela comunidade ateísta mundial.

Durante grande parte da discussão, o arcebispo ouviu calmamente as explicações de Dawkins sobre a evolução humana. Em um determinado momento, o religioso disse que foi “inspirado” pela “elegância” das explicações do professor para as origens da vida. O Professor Dawkins então perguntou: “O que eu não consigo entender é por que você não pode ver a extraordinária beleza da ideia que a vida começou a partir do nada. Isso é algo tão incrível, elegante e bonito. Por que você quer estragá-lo com algo tão bagunçado como um Deus? ” O biólogo finalizou, dizendo acreditar ser altamente provável que haja vida em outros planetas. [...]

Nas últimas semanas Richard Dawkins tem sido assunto constante na mídia britânica. Primeiro por ter se equivocado durante um debate com o pastor Giles Frase. Acusando os cristãos de sequer saber o nome dos livros da Bíblia, ele se atrapalhou ao ser perguntado pelo pastor qual seria o título completo do mais famoso livro do evolucionismo  “A Origem das Espécies”. Dawkins não soube dizer o subtítulo da obra de Charles Darwin e foi motivo de piada.

Alguns dias depois, o jornal The Guardian publicou uma matéria mostrando que os antepassados paternos do cientista fizeram fortuna explorando a escravidão na Jamaica, em uma fazenda de plantação de cana de açúcar. Dawkins disse na ocasião que não poderia ser responsabilizado por isso e que a mídia está tentando  fazer uma “campanha de difamação” contra ele.


Abaixo, parte do debate postado pelo The Telegraph:



Darwinista que não sabe o título do livro de seu ídolo!


Mais humor por parte do militante ateu e ávido evolucionista Clinton Richard Dawkins. Se depois de lerem e ouvirem as suas palavras ficarem com alguma réstia de respeito por este indivíduo, então se calhar são mais crédulos do que parece.
Se por acaso tentassem definir o que é a arrogância intelectual deslocada não poderiam fazê-lo de melhor forma do que pedir ao mais famoso ateu do mundo que dissesse quem é e quem não é cristão.

O militante ateu Richard Dawkins anunciou triunfalmente que "um surpreendente número [de cristãos] não consegue dizer qual é o primeiro Livro do Novo Testamento". A transcrição da discussão [numa rádio, áudio disponível abaixo dela] demonstra o quão embaraçoso foi o momento para Dawkins:
Fraser: Richard, se eu lhe perguntasse qual é o título completo do livro “A Origem das Espécies”, estou certo que você seria capaz de responder a isso.
Dawkins: Sim, seria.
Fraser: Então diga lá.
Dawkins: “A Origem das Espécies” . . . . uh . . . . . “Com” . . .oh Deus . . . “A Origem das Espécies”. . . . . . . Há um sub-título em torno da preservação das raças favorecidas no combate . . . . na luta pela vida.
Fraser: Se você perguntasse às pessoas que acreditam na teoria da evolução o que eu lhe perguntei e apenas 2% das pessoas respondesse da forma correcta, seria terrivelmente fácil para mim afirmar que eles, afinal, não acreditam na teoria da evolução. Portanto, não é justo você fazer este tipo de perguntas.
Foi um minuto de ouro radiofônico. Para além de ser hilariante, foi bastante simbólico.




O que temos aqui portanto é o Richard Dawkins a demonstrar que não sabe o título integral do livro cuja obediência religiosa ele tão avidamente promove por todo o mundo.

Como já foi dito por várias pessoas, Dawkins é uma fraude intelectual de todo o tamanho. Este tipo de comportamento não foi um lapso de memória temporário mas sim uma característica sua.

Este indivíduo frequentemente finge ter conhecimento que ele obviamente não tem, e assume saber coisas que claramente não sabe. É precisamente por isto que ele evita debater com pessoas que estão cientes da sua arrogância intelectual e que facilmente o poderiam ridicularizar em publico.

É suficientemente mau que Dawkins não tenha sido capaz de dizer o título integral do livro que ele afirma ser o livro mais importante da história – logo depois de ter defendido que seria capaz. Mas mais importante ainda, ele esqueceu-se da parte do título que se refere ao mecanismo supostamente responsável pela evolução!

Lembrem-se deste tipo de vergonha da próxima vez que um militante evolucionista vier com ares de superioridade intelectual e moral. Lembrem-se disto sempre que alguém quiser citar o Dawkins como algum tipo de “autoridade” científica no que toca a questões em torno da Biologia.

Entretanto, fica aqui o título integral do livro que Dawkins promove como sendo o livro mais importante da história do homem mas cujo titulo ele não sabe: On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life.

A ignorância religiosa de Richard Dawkins


Eu achava que o ateu Richard Dawkins era ignorante em matéria de religião, porém, não imaginava que fosse analfabeto.

Veja que impressão teve o crítico literário Terry Eagleton ao ler o livro Deus, um delírio (Companhia das Letras, 2007), da autoria do maior fundamentalista ateu da atualidade:

“Imagine alguém discorrendo sobre biologia tendo como único conhecimento do assunto o Book of British Birds [Compêndio sobre os pássaros britânicos], e você terá uma tosca ideia de como alguém se sente ao ler Richard Dawkins sobre teologia” (Lunging, Flailing, Mispunching: A Review of Richard Dawkins The God Delusion London Review of Books, 19/10/2006).

Tive sensação parecida ao ler as acusações infantis de Dawkins e compará-las com a excelente resposta dada a ele por Alister McGrath e Joanna McGrath em O Delírio de Dawkins – uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins, publicado pela Mundo Cristão (2007).

Alister McGrath, professor de teologia histórica na Oxford, possui doutorado também em biofísica molecular. Ele foi ateu, porém, um dia se encontrou com Jesus Cristo e convenceu-se “de que o cristianismo era uma visão de mundo muito mais interessante e intelectualmente estimulante” (O Delírio de Dawkins, p. 13).

Não vou destacar a “teoria” cientificamente absurda de Dawkins quanto à origem da religião (ele diz que ela é um “vírus da mente” que sai por aí saltitando de uma mente para outra), mas, quero discorrer um pouco na ideia dele (e de outros ateus desinformados) de que a religião é essencialmente má.

Mais especificamente, pretendo lhe apresentar a refutação de Alister McGrath à tese defendida por John Hartung (citada por Dawkins em Deus, um delírio) de que Jesus, por ser um “devoto judeu”, “apresentava a mesma hostilidade aos forasteiros que seus compatriotas”.

O objetivo de Hartung é visível: rebaixar a Pessoa de Jesus e, assim, diminuir o interesse das pessoas em conhecê-Lo e segui-Lo.

Em suma, o Dr. McGrath refuta da seguinte maneira a essa afirmação infeliz de Hartung (utilizada por Dawkins), que revela total desconhecimento da Pessoa de Jesus e de Seu evangelho:

1) Jesus estende o mandamento de “amar o próximo” (Lv 19:18), existente no Antigo Testamento, aos “inimigos”, em Mateus 5:44: “Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês”

É indesculpável Dawkins não fazer menção a isso, com o evidente intuito de denegrir a imagem de Jesus Cristo para que as pessoas não vejam a beleza do caráter dEle e, assim, se sintam motivadas a tornarem-se cristãs.

2) Cristo, na parábola do “bom samaritano” (Lc 10) deixa bem claro que o “amar o próximo” vai além do judaísmo.

3) O Salvador acolheu aos grupos marginalizados (Mt 9:20-25; 11:28-30) e até mesmo tocava as pessoas consideradas imundas por causa da lepra:

“Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: - Sim, eu quero. Você está curado. No mesmo instante ele ficou curado da lepra.” (Mt 8:3).

4) Jesus não se recusou a dialogar com os greco-romanos por eles serem de uma cultura religiosa totalmente diferente da dEle (Mt 8:5-13; 15:22-28).

5) Cristo dirigiu uma crítica enérgica a um ensinamento de seus compatriotas (os líderes) no que diz respeito à responsabilidade familiar. Os fariseus justificavam o desamparo aos pais se o dinheiro fosse usado para o templo. Porém, o Salvador rejeitou tal ideia com todas as forças (Mc 7:11-13).

Veja também o interesse do Messias pelas relações familiares em João 19:26, 27, onde Ele demonstra preocupação com o bem-estar da mãe. Leia Marcos 10:1-16 para ver a importância que Ele dá ao casamento e o quanto Ele valoriza as crianças – algo contrário ao que os líderes judeus dos dias dEle ensinavam sobre o valor dos infantes.

Por isso: (1) O desconhecimento de Dawkins a respeito da religião; (2) a tentativa dele de abordar o caráter de Cristo sem utilizar-se de fontes primárias e (3) a tendenciosidade dele em não utilizar os textos bíblicos que contrariam as próprias afirmações, se constitui em fatos suficientes para que todo ateu ou agnóstico sincero rejeite a mensagem de Deus, um delírio.

Está mais que na hora de muitos ateus (não me refiro a todos, claro, que não são fundamentalistas) abandonarem o fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins, para que não adotem a visão de mundo que eles tanto criticam: o fundamentalismo medieval que proibia a liberdade de pensamento e expressão e que rotulava de “herege” todo aquele que não partilhasse das ideologias da Igreja.

Para conhecer mais detalhadamente a argumentação de Alister McGrath e Joanna McGrath, poderá ler O Delírio de Dawkins, publicado pela editora Mundo Cristão (2007).

O Delírio de Dawkins


Como dito na introdução desse blog, no dia 30 de agosto de 2010 na turma de Comunicação Social – 2º Período Diurno (UFAL), houve um debate promovido pelo prof. Miguel Jr. a respeito de um documentário elaborado por Richard Dawkins, entitulado “A Raíz de todo mal”. Em síntese, o documentário é baseado no livro “Deus, um delírio”, do mesmo autor.
Foram escolhidos 4 participantes para o debate, dos quais 2 defenderiam a visão do autor do documentário e os outros não. Na verdade, o debate teve uma conotação de Ciência versus Religião, reconhecida pelos próprios alunos que fizeram parte da platéia.
Tive a oportunidade de fazer parte desse debate e listo abaixo alguns dos argumentos que utilizei os quais mostram que Richard Dawkins na maior parte das vezes, em seu documentário e em seu livro, não tinha razão alguma.

Há uma crítica intensa e completamente generalizada às religiões, como sendo elas a raiz de todos os males.

Qualquer estudante básico saberia que é completamente injusto e um grande perigo generalizar as religiões existentes. Dawkins faz isso com veemência em seu documentário, citando exemplo de “religiosos” extremistas, fanáticos, para reforçar o pensamento de que a religião, inclusive o cristianismo, é a raiz de todos os males.
Se usar “exemplos” extremistas para se basear no argumento que a religião é um mal fosse válido, também poderíamos usar alguns dos diversos exemplos existentes de ateus que causaram males piores, tais como:
1. Stalin – Provocou a destruição de milhares de igrejas e pessoas, na Rússia;
2. Mao Tsé-Tung – Provocou grandes danos à nação, fome, e mudanças políticas que causaram a morte de 70 milhões de pessoas;
3. Polt Pot – Comunista que torturou, arrastou aos campos, doutrinou e executou milhões de cambojanos.
4. Hitler – Provocou a morte brutal e desumana de milhares de judeus, negros, entre outros.
E, utilizando dos mesmos argumentos de Dawkins, com exemplos como esses mencionados, poderíamos concluir que o mal de todas as coisas é o Ateísmo.

De qualquer forma, o cristianismo (que absolutamente não se pode ser entendido como o catolicismo, como é o costume de muitos) é contra qualquer religião que busca se impor pela força, ou que tenta tirar vantagem e abusar das pessoas de alguma forma. É válido citar alguns textos bíblicos como base:
1. Jesus disse que o seu reino não era deste mundo, se assim o fosse pelejariam os seus servos para que ele não fosse entregue à crucificação. (João 18:36)
2. O conselho de Jesus sobre os interesses terrenos, políticos, etc. foi "Não ajunteis tesouros na terra... mas no céu."(Mat.6:19, 20).

Argumento de Dawkins: a religião nada tem a ver com a ciência

Mais um argumento inválido. Se assim fosse, muitas descobertas da ciência moderna deveriam ser descartadas, visto que foram religiosos, cristãos, muitos dos maiores cientistas que já existiram, ou no mínimo, esses cientistas, por viverem em conflito entre a ciência e a religião, teriam declarado isso. Mas não é esse o caso, visto que os maiores cientistas eram criacionistas, ou seja, acreditavam em um Deus criador. Veja alguns exemplos, com brevíssimas explicações sobre suas atuações na ciência moderna:

1. Isaac Newton - desenvolveu teorias sobre a natureza da luz e da gravitação universal, e teve parte na invenção do cálculo. O tratado Principia foi a síntese newtoniana de uma nova visão científica do mundo. Em seu comentário à edição de 1713, ele afirma que seu propósito foi estabelecer a existência de Deus, e admirem-se ou não, combater o ateísmo.

2. Michael Faraday - inventou o motor e o transformador elétricos, descobriu a indução eletromagnética, chamou atenção ao campo que envolve um magneto, propôs as ondas eletromagnéticas, e é agora honrado por ter a unidade de capacitância levando seu nome – o farad. Era também um cristão devoto!

3. Johannes Kepler - astrônomo e matemático alemão, dizia que a doutrina da Trindade (bíblica) lhe sugeriu o sistema heliocêntrico triplo do Sol, estrelas fixas e o espaço entre eles.

4. Blaise Pascal - um brilhante matemático francês a quem nosso computador muito deve.

5. Robert Boyle - o pai da química moderna, em seu testamento deixou uma doação para uma série anual de palestras para combater o ateísmo.

6. Nicolaus Steno - geólogo e anatomista dinamarquês, desenvolveu princípios para descrever rochas sedimentárias que estão ainda em uso em geologia.

7. Carolus Linnaeus - O naturalista sueco, fundador da biologia sistemática moderna e criador da nomenclatura binária

8. Lord Kelvin [William Thomson] - desenvolver a segunda lei da termodinâmica.

9. James Clerk Maxwell - Resumiu toda eletricidade, magnetismo e ótica em umas poucas equações que ainda formam a base da teoria eletromagnética.

10. Henry Schaefer - químico na Universidade da Geórgia, já foi nomeado cinco vezes para o prêmio Nobel e foi mencionado recentemente como o terceiro químico mais citado no mundo. Ele disse: "O significado e a alegria em minha ciência vêm naqueles raros momentos em que descubro algo de novo e digo a mim mesmo: 'Pois é assim que Deus o fez.' Meu alvo é compreender um pequeno ângulo do plano de Deus."

11. Louis Pasteur - da França, ajudou a lançar o alicerce da teoria de que germes causam doenças e da vacinação preventiva. Ele é bem conhecido pela técnica de pasteurização que leva seu nome. Ele disse: “Acho tão difícil compreender um cientista que não reconhece a presença de uma razão superior atrás da existência do Universo como compreender um teólogo que nega os avanços da ciência. E certamente não há razão científica pela qual Deus não pode reter a mesma relevância em nosso mundo moderno que Ele tinha antes de começarmos a perscrutar sua criação com telescópio, ciclotron e veículos espaciais”

Argumento de Dawkins: a fé é o processo de “não-pensar”

Quanto à fé é válido fazer as seguintes observações:
• Algumas fés são cegas, o que é perigoso, porém nem todas são. Há evidências, inclusive pessoais para estas.
• A fé cega em ídolos ou personagens da imaginação humana, em outras palavras, deuses ilusórios, é altamente condenada na Bíblia, sendo assim, essa não é baseada na Bíblia, em Deus.
• Ainda assim é certo afirmar que não se pode provar que Deus existe, cientificamente, assim como não se pode provar que ele não existe. Essa é uma experiência pessoal. Aliás a ciência, que não é algo pessoal como a fé, também não pode provar que a Origem da Vida é o que diz a Teoria da Evolução e a única ferramenta que os evolucionistas podem utilizar para basear sua teoria é, nada mais nada a menos, que a fé, visto que não há provas da existência da vida pelo “Big Bang”. Procuram achar o elo que evidencie essa teoria, e por anos muitos elos falsos, inventados, foram propostos, mas após algum tempo, soube-se de que eram fraudulentos.
• Se Richard Dawkins tem alguma razão neste argumento, o evolucionismo, a teoria evolucionista, baseada no mesmo recurso – a fé – apesar de suas reais discrepâncias, é “não-pensante” ou algo do gênero.
Um outro argumento inválido de Dawkins e seus defensores é o de que se há um Deus, deve haver uma explicação sobre quem criou Deus.

Para reconhecer que uma determinada explicação é a melhor você não precisa ter a explicação da explicação! É um simples processo filosófico, por exemplo: Se arqueólogos encontram artefatos escavando o solo, e eles se parecem armas, arcos, cerâmicas, etc. eles certamente poderão deduzir que esses objetos não são o resultado de processos naturais de sedimentação, mas o produto de design inteligente, que foram criados por agentes inteligentes. E essa explicação seria válida e a melhor, mesmo que eles não tivessem nenhuma idéia de quem eram estas pessoas ou de onde vieram!
Sendo assim, repito, para escolher uma explicação como a melhor, nós não precisamos ter a explicação da explicação, no caso, para escolher que a teoria de um ser criador da terra é a melhor, não precisamos saber explicar esse projetista. Se não isso levaria a uma explicação, da explicação da explicação e assim sucessivamente até o infinito! Assim, nada jamais poderia ser explicado e a ciência seria destruída pois nunca chegaria a infinitas explicações! Esse princípio que Dawkins assume, iria ser destrutivo para a própria ciência, no sentido de que ela não seria mais válida.

Há a suposição de que igrejas poderosas financeiramente tem influenciado as ciências nas escolas e até a política

Aqui no Brasil já parece o contrário. Desde o ensino fundamental os estudantes são ensinados, na grande maioria das vezes, sobre o evolucionismo como sendo verdade, absoluta e comprovada, e isso ocorre mais ainda no mundo acadêmico, e ninguém melhor do que nós universitários para afirmar isso. Na verdade existe influência na educação e na política do pensamento evolucionista, e quando ocorre, no Brasil, alguma influência “religiosa”, esta é a do papa, da igreja católica. Mas vale mencionar muitos pontos de vista do catolicismo não são baseadas na Bíblia, que é a única Palavra de Deus, mas nas criações da própria igreja.
A mídia, na verdade, parece exaltar o evolucionismo, dando poucas oportunidades para se analisar o pensamento criacionista. Em outras postagens estarei dando as comprovações desse meu argumento.

Para concluir essa postagem, é muito importante ressaltar que no documentário, há uma manipulação intensa de imagens, sons, onde o vídeo é editado de forma a tentar fazer com que as “teses” apresentadas pareçam verdadeiras, e o pior de tudo é que pela mesma razão utilizam-se trechos da Bíblia completamente fora do contexto, e isso, para qualquer aluno de ensino médio, ou recém calouro no mundo acadêmico (de acordo com o que aprendemos na disciplina de Português para Comunicação II), é inaceitável, visto que o texto perde o seu sentido, e assim falsas interpretações são criadas e, como no caso, ensinadas.
Posso afirmar, baseado em outras situações, além do referido debate, que os que criticam a Deus, a sua existência ou à Bíblia, Sua palavra, dificilmente leram-na, nem superficialmente, o que já é motivo de confusão. Para estes o que eu poderia dizer é: Leiam a Bíblia! Para poder criticá-la, você no mínimo precisa conhecê-la! E o que posso acrescentar é que, certamente, ao conhecê-la, você não achará motivos para criticá-la!