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Por que a ciência não "desprova" Deus?


A ciência obteve grandes vitórias contra os dogmas religiosos entrincheirados durante o século 19. Durante os anos 1800, descobertas do Homem de Neanderthal foram realizadas na Bélgica, Gibraltar e Alemanha, e mostraram que os homens não foram os únicos hominídeos a ocupar a Terra, e fósseis de agora extintos animais e plantas demonstraram que a fauna e a flora evoluem, vivem por milênios e, então, algumas vezes, desaparecem, cedendo seu lugar no planeta para espécies mais bem adaptadas. Essas descobertas trouxeram forte suporte a então emergente teoria da evolução, publicada por Charles Darwin em 1859. E em 1851, Leon Foucalt, um físico francês autodidata, provou definitivamente que a Terra gira – em lugar de estar no lugar enquanto o Sol gira em torno dela –, usando um pêndulo especial cujo movimento circular provou a rotação da Terra. Igualmente, descobertas geológicas feitas no mesmo século devastaram a hipótese da “Terra Jovem”. Sabemos agora que a Terra tem bilhões – e não milhares – de anos de idade, como alguns teólogos haviam calculado com base na contagem de gerações desde o Adão bíblico. Todas essas descobertas desbarataram a interpretação literal das Escrituras. [Pelo menos, assim pensam os naturalistas.]

Mas a ciência moderna, do início do século 20, provou que não existe Deus, como alguns comentaristas estão agora apregoando? A ciência é uma aquisição espetacular, maravilhosa: ela nos ensina sobre a vida, o mundo e o Universo. Mas ela não nos revelou por que o Universo veio à existência, nem o que precedeu seu nascimento no Big Bang. Igualmente, a evolução biológica não nos trouxe nem um mínimo entendimento de como os primeiros organismos vivos [teriam emergido] de matéria inanimada neste planeta, e como as avançadas células eucariotas – os altamente estruturados blocos de construção das formas de vida – vieram de organismos mais simples. Nem explica um dos maiores mistérios da ciência: Como a consciência surge nas coisas vivas? De onde vem o pensamento simbólico e a autoconsciência? O que é que permite aos humanos entender os mistérios da biologia, física, matemática, engenharia e medicina? E o que nos habilita a criar grandes obras de arte, música, arquitetura e literatura? A ciência não está nem perto de explicar esses mistérios profundos.

Mas muito mais importante que esses enigmas é a persistente questão do ajuste fino dos parâmetros do Universo: Por que nosso Universo é tão precisamente tunado para a existência da vida? Essa questão nunca foi respondida satisfatoriamente, e eu acredito que nunca haverá uma solução científica. Quanto mais mergulhamos nos mistérios da física e da cosmologia, mais o Universo aparenta ser intrincado e incrivelmente complexo. Para explicar o comportamento da mecânica quântica de uma única partícula minúscula requerem-se páginas e páginas de matemática extremamente avançada. Por que mesmo as mais ínfimas partículas de matéria são tão inacreditavelmente complicadas? Parece que há uma vasta, escondida “sabedoria”, ou estrutura, ou uma planta nodosa para mesmo os aparentemente mais simples elementos da natureza. E a situação se torna muito mais assustadora quando expandimos nossa visão para o cosmo inteiro.

Sabemos que 13,7 bilhões de anos atrás [sic], uma gigantesca explosão de energia, cuja natureza e fonte são completamente desconhecidas para nós e não menos ininteligíveis para a ciência, teve início a criação do Universo. Então, subitamente, como se fosse por mágica, a “Partícula de Deus” – o bóson de Higgs descoberto dois anos atrás dentro do poderoso acelerador de partículas do CERN – o Grande Colisor de Hádrons – veio à existência e miraculosamente deu ao Universo sua massa. Por que isso aconteceu? A massa constitui as partículas elementares – os quarks e o elétron – cujos pesos e cargas elétricas tinham que ser imensuravelmente restritos aos seus limites para o que iria acontecer depois. Pois de dentro da “sopa” primordial de partículas elementares que constituíram o Universo jovem, novamente, como se por uma mão mágica, todos os quarks repentinamente se agruparam em três para formar prótons e nêutrons. Todas as massas, as cargas e as forças de interação no Universo haviam se ajustado na precisa quantidade necessária para que os primeiros átomos leves pudessem se formar. Os maiores poderiam então ser “cozidos” em fogos nucleares no interior de estrelas, então nos dando carbono, ferro, nitrogênio, oxigênio e todos os outros elementos tão essenciais ao surgimento [sic] da vida. E, eventualmente, a altamente complexa molécula de dupla-hélice, a propagadora da vida, DNA, seria formada.

Por que tudo que precisávamos para vir a existência veio a existir? Como tudo isso seria possível sem um poder latente exterior a orquestrar a precisa dança das partículas elementares requeridas para a criação de todas as essências da vida? O grande matemático britânico Roger Penrose calculou – com base em apenas uma das centenas de parâmetros do Universo físico – que a probabilidade do surgimento de um cosmos propenso à vida é de um dividido por 10, elevado à décima potência e novamente elevado à 123ª potência. Esse é um número tão perto de zero que ninguém jamais imaginou. (A probabilidade é tão, tão pequena que é menor do que ganhar na Mega-Sena por mais dias que os da existência do Universo.)

Os “ateus científicos” têm se embaralhado para explicar esse mistério perturbador pela existência de um multiverso – um conjunto infinito de universos, cada um com seus próprios parâmetros. Em alguns universos, as condições são impossíveis para a vida; a despeito disso, pelo tamanho descomunal deste imenso multiverso, deve haver um universo onde tudo está correto. Mas se é necessário um imenso poder da natureza para criar um universo, então quão mais poderosa deve ser aquela força para criar infinitos universos? Então o puramente hipotético multiverso não resolve o problema de Deus. O incrível ajuste fino do Universo se apresenta o mais poderoso argumento para a existência de uma Entidade criativa imanente que nós bem podemos chamar Deus. Na ausência de evidência científica contrária, tal poder pode ser necessário para forçar todos os parâmetros que nós precisamos para nossa existência – cosmológicos, físicos, químicos, biológicos e cognitivos – ser o que eles são.

(Time, tradução de Alexsander Silva, via blog Criacionismo)

Culto ateu em Londres?

Imagem: Cynthia Vanzella/Folhapress

É domingo, 11h. Cerca de 300 pessoas estão num anfiteatro no centro de Londres. Não sobra uma poltrona vazia. Todos cantam músicas, silenciam o ambiente em reflexão, e alguns relatam histórias de vida.

A sacolinha do dinheiro aparece rapidinho. "Sugerimos doações de 3 a 5 libras (R$ 12 a R$ 20), algo assim, ou o que você puder. Obrigado pela generosidade", diz Sanderson Jones, 32. A maioria contribui. "Nossa missão é tentar ajudar as pessoas, celebrar o fato de estarmos vivos", lembra Jones.

Todos aplaudem.

Uma banda está no palco. Palmas introduzem "I'm So Excited", da banda pop Pointer Sisters, sucesso nos anos 70 e 80. Jovens, casais, idosos e crianças levantam da poltrona e cantam em coro. Depois, euforia com o hit do ano, "Get Lucky" (Daft Punk).

Agora, silêncio geral. Um neurocientista então explica o poder da mente, o fenômeno da sinapse, como controlar sensações, sentimentos. Cabe a uma jovem contar seu drama de superação após um dano cerebral.

Sanderson Jones retorna ao microfone: "Pessoal, é o momento de refletir a sorte que temos em ter uma mente em funcionamento". Todos quietos, olhos fechados, cabeça baixa, por dois minutos.

Agora, a banda no palco levanta os fiéis com "Always on my Mind", clássico eternizado por Elvis Presley. Uma hora se passa, fim de culto, todos comungam biscoitos, leite, café e chá.
Ninguém arrisca saudar o colega ao lado com "amém", "glória a Deus", "fique com Deus", algo parecido. Ali, praticamente todos são ateus frequentando a Sunday Assembly (assembleia de domingo).

É uma espécie de igreja ateísta criada há um ano em Londres e que já virou um pequeno fenômeno com ao menos 30 "filiais" nos Estados Unidos, Austrália e Canadá –o Brasil pode ganhar uma em breve. Segundo o site oficial, trata-se de "uma congregação sem Deus que celebra a vida". Em Londres, tem a fama de "igreja dos ateus".

A Folha acompanhou um culto da "matriz", em um auditório do Conway Hall, espaço de debates em Londres. O tema era "cérebro".

CABELUDO

Além de pregador oficial, Sanderson Jones, um homem de cabelos e barbas compridos, é também o fundador da Sunday Assembly.

Oficialmente, sua profissão é de comediante. Nascido em família religiosa, diz que perdeu a crença em Deus aos 10 anos, quando a mãe morreu de câncer.

Questionado se ainda tem alguma crença, faz um trocadilho em inglês: "I don't believe in God, but in good" (não acredito em Deus, mas no bem). A ideia de um culto ateísta (expressão de que não gosta muito), conta, surgiu há seis anos, durante o Natal. "Tudo aquilo era fantástico, as músicas, a comunidade, o fato de melhorar a si mesmo. Nós devemos celebrar a vida, é o nosso foco, o sentimento de comunidade", diz.

Em seu site, a Sunday Assembly dá suas diretrizes: é um lugar para quem quer viver melhor, ajudar, discutir o mundo e 100% de celebração só da vida. A meta de Jones é atingir mil igrejas em uma década. Alguns brasileiros já o procuraram para abrir filial no país, diz. "Devo ir ao Brasil em setembro, mas estamos em fase de montagem, não posso dar detalhes."

Não há, em tese, requisito para que os frequentadores sejam ateus, desde que entendam que ali não haverá menção a Deus –mas também não há pregação contra, ao menos no culto presenciado pela Folha.

"Ninguém aqui pergunta sua religião", diz o engenheiro Gerard Carlin, 31, que atua como voluntário. Foi católico e hoje se declara "fortemente ateu".

Ele é um dos que ajudam a contar as doações, cujo valor não revela. "É pouca coisa que arrecadamos, só para pagar os custos, como locação, o piquenique depois, a banda", afirma.

"E aí, gostou?", pergunta a jornalista alemã Gabi Thesing, 21, frequentadora há quatro meses dos cultos. "Já fui católica, mas hoje não acredito em Deus, religiões. Acredito no poder das pessoas, da energia", diz.

O VELHO E O NOVO

Estudiosos em teologia no Reino Unido, como Nick Spencer, do centro de estudos Theos, tem dito que a Sunday Assembly não chega a ser um fenômeno necessariamente novo e se parece com movimentos antigos de pessoas que não creem em Deus, mas usam ritos tradicionais religiosos em seus encontros privados.

O empresário britânico Andrews Wett, 47, se diz um "adepto não praticante do budismo". Foi levado pela namorada ao culto. Opina sobre a grande quantidade de jovens: "Isso mostra um pouco como as igrejas tradicionais têm perdido fiéis".

Antes de a reportagem deixar o local, alguns entrevistados se despediram com um "vejo você da próxima vez". Não deu para responder "se Deus quiser".


[HR] Enquanto muitos ateus criticam e repudiam as religiões com os seus dízimos, ofertas, cultos, igrejas, pregadores e líderes religiosos, esses ateus fazem exatamente o mesmo que as religiões que são criticadas. Até oração é feita, só que à vida! Que incrível incoerência, não? Só mudaram o deus. Mas a fé continua a mesma. Afinal, seria assim definido o ateísmo?

7 motivos para um ateu agradecer a Jesus


1 - Se você casou ou se seus pais são/foram casados deve isso ao cristianismo. O casamento heterossexual, monogâmico e vitalício é uma instituição cristã. Seja mais agradecido por ter um lar!

2 - Antes do cristianismo surgir, a educação formal era elitista, poucos tinham acesso a ela. O conceito de educação para todos como um direito é um pensamento revolucionário cristão desde a reforma. As melhores universidades do mundo foram fundadas pelo cristianismo como: Oxford, Cambridge, Yale, Harvard, Princeton, etc. Seja agradecido a Jesus por poder ter estudado!

3 - A valorização da vida e os direitos humanos são vitórias do cristianismo e seus valores. Milhões de crianças foram salvas da morte por restrições contra o aborto, luta constante dos cristãos. Talvez você só esteja vivo por que um dia Jesus nasceu! Seja grato.

4 - Antes de Jesus as mulheres eram desvalorizadas, e compreendidas como propriedade de seus maridos. Aristóteles colocou as mulheres em algum lugar entre o homem e um escravo. Se hoje sua esposa e/ou mãe tem direitos iguais aos homens você deve isso a Jesus de Nazaré, a seus ensinamentos e exemplo da valorização às mulheres. 

5 - Sem Jesus não haveria pessoas que mudaram o mundo como: Madre Tereza de Calcutá, Martin Luter King, Abraham Lincoln, Hudson Taylor, Isaac Newton, Willian Carey, etc. Nunca soube de um ateu que mudou a história do mundo. Agradeça e respeite a fé desses gigantes da humanidade.

6 - Se você recebeu em qualquer ano da sua vida algum presente de aniversário, agradeça a Jesus por isso. Foi o cristianismo que popularizou a entrega de presentes para celebrar o aniversário de alguém! Parabéns, Jesus é seu melhor presente.

7 - Você pode se revestir de rebeldia e abominar o cristianismo, mas Jesus continua te amando e acreditando que você pode ser uma pessoa melhor! Saiba que, se algum dia, você clamar Ele te ouvirá e jamais lhe lançará fora! Neste momento Ele está te esperando! Agradeça!

(Ivan Saraiva - Está Escrito Brasil)

[HR] O texto foi postado pela fan page do Está Escrito Brasil dia . Achei interessante a argumentação, apesar de não achar muito interessante a forma como foi escrita, sobretudo o item 7. Mas vale a pena ler e refletir.

O planeta Terra é seu

Imagem: Google Imagens/Blog Auto Planet

Abaixo segue um vídeo intitulado "O Planeta Terra é Você". Um vídeo muito bem elaborado que, com as devidas ressalvas, a começar pelo título, serve para uma ótima reflexão. Assista, leia meus comentários e reflita.

A primeira observação está no momento em que o autor faz algumas perguntas: "O que fazemos neste mundo? Qual é a nossa missão nesse planeta? Quem nos pôs aqui?" E então ele fala: "Talvez nunca entendamos".
De fato quando não temos uma explicação, não cremos em um Criador, é concebível a ideia de que nunca entenderemos de onde viemos, o que fazemos aqui e nem para onde vamos. Mas não precisa ser assim. Por isso o nosso blog #NaContramão destina-se a exibir postagens que trazem esperança, de uma forma racional, baseado em evidências, da existência de um Criador que nos fez com amor e se importa conosco.

Outra observação: O autor diz: "Já parou para pensar: e se esse planeta não for nosso?". E dá a entender que na verdade o planeta é dos animais, que eles já existiam bem antes de nós e que somos apenas "convidados". Uma ideologia pelo menos evolucionista, que tenta tirar a visão de Gênesis, de que este planeta é nosso, da humanidade, dos animais e de todos os que habitam nele, e que foi criado com perfeição para vivermos em perfeição e, que se não fosse o pecado, estaríamos vivendo assim.

O mais importante é o apelo que o vídeo faz ao nos chamar a atenção de que nós, os seres humanos, estamos destruindo aos montes o planeta Terra, este planeta tão espetacular.

Em determinado momento, no ápice da reflexão, o narrador faz uma pergunta que nem precisa de comentários para ter uma reflexão sobre ela: "Se nos foi dada a capacidade de falar, pensar, criar, construir e ajudar, por que apenas calamos, ignoramos, destruímos e matamos?"

Finalmente ele apela para que a humanidade cuide do planeta, para que quando a esta deixar de existir, "e alguma outra espécie encontre nosso planeta veja que fomos uma espécie que se equivocou, que caiu, mas que se levantou e corrigiu seus erros". Mais uma ideologia estranha à Bíblia, quem sabe a crença em extraterrestres.

Crenças confusas e irracionais, para nos fazer tratar o planeta como a Bíblia já nos recomenda revelando uma verdade muito mais esperançosa, confortadora e racional. Porém, com um propósito até louvável: a preservação do planeta. Aliás, conforme a Palavra de Deus, o ser humano é o administrador do planeta criado para que ele viva, e viva bem. É assim que tem sido?
(Henderson Rogers)

Deus: uma "muleta" psicológica?

Imagem: PIB Goiânia

Feuerbach, Freud, Marx, entre outros líderes céticos e ateus, propalaram essencialmente a ideia: Deus seria um sonho da mente humana, a figura de um pai idealizado, uma projeção psicológica motivada pela necessidade que as pessoas têm de encontrar segurança e algum conforto em meio a uma realidade cruel e insensível. Do lado cristão, Alister McGrath rebate ao afirmar:  “Se a crença em Deus foi uma resposta a um desejo humano de segurança, não poderia também ser argumentado que o ateísmo foi  uma resposta ao desejo humano de autonomia?”

Em artigo publicado no Enrichment Journal, Paul Copan,  professor de Filosofia e Ética da Palm Beach Atlantic University e autor de vários livros na área de apologética, apresenta pelo menos sete razões por que o argumento do lado ateísta não se sustenta:

Primeiro, o próprio Freud reconheceu que sua “psicanálise” da religião não tinha o apoio da evidência clínica. Em 1927, Freud confessou a Oskar Pfister – um antigo psicanalista e pastor protestante – que suas perspectivas sobre a projeção religiosa “são as minhas opiniões pessoais.”(6) Freud tinha muito pouca experiência psicanalítica com genuínos crentes religiosos e não publicou nenhuma análise dos crentes com base em evidência clínica.(7)
Em segundo lugar, esse argumento comete a falácia genética, que é o erro de atribuir verdade ou falsidade a uma crença com base em sua origem ou gênese. Só porque você aprendeu matemática de um professor excêntrico, no ensino fundamental, não se segue que o que ele lhe ensinou (2 +2 = 4) deva ser falso. Quando o cético usa a falácia genética contra o crente, isto acaba se transformando numa espécie de insulto – um argumento ad hominem (“contra o homem”); ele ataca a pessoa e ignora o argumento. Mesmo que todos os crentes em Deus mantivessem seus pontos de vista por razões de qualidade inferior ou irracional, isto ainda não faria nada para refutar a existência de Deus.
Terceiro, precisamos distinguir entre a racionalidade da crença e a psicologia da crença. A psicologia da crença (como as pessoas chegam a acreditar em Deus) é uma questão diferente da racionalidade da crença (por que acreditam ou por que há boas razões para acreditar em Deus). Nós podemos oferecer boas razões para a existência de Deus (o início ou a surpreendente sintonia fina do universo, a consciência e a beleza, argumentos históricos para a ressurreição de Jesus). Para descobrir se Deus existe ou não, não devemos olhar para os motivos das pessoas, mas sim discernir se existem boas razões para acreditar ou não.
Em quarto lugar, é estranho e arbitrário afirmar que tudo o que traz conforto e consolo é falso. Uma sopa favorita ou uma xícara de chá em um dia frio geram conforto. Claramente não há nada de errado com os prazeres de um bom alimento. O alimento e o abrigo são confortantes, e famílias saudáveis trazem segurança e conforto, mas isso dificilmente faz a comida, o abrigo e a família ilegítimos. Por que, então, assumir que uma crença deve estar errada, se acontecer de ela proporcionar conforto?
Em quinto lugar, a natureza incuravelmente religiosa dos seres humanos poderia indicar provavelmente, e justamente, um vazio colocado por Deus, que só Ele pode preencher. Se fomos feitos para viver com Deus e encontrar refúgio e segurança em relação a Ele, então não devemos nos surpreender que o próprio Deus tenha colocado este impulso religioso dentro de nós – que Deus tenha colocado a eternidade em nossos corações (ver Eclesiastes 3:11). Neste caso, esse desejo é um indicador para o transcendente. Como Santo Agostinho expressou: “Fizeste-nos para Ti mesmo, ó Deus, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar descanso em Ti.” Esse desejo acaba por ser um suporte do teísmo, não um argumento contra ele.
Em sexto lugar, uma figura paterna confortadora, enquanto exclusiva para a fé bíblica, não está no coração das outras religiões do mundo. O ensinamento de Jesus exclusivamente apresenta Deus como Abba (um título judeu para papai) -  o Pai pessoal do crente.(10) Não encontramos tal termo, íntimo e pessoal para a Última Realidade nas outras grandes religiões do mundo; muitas religiões orientais veem a Última Realidade como algo abstrato e impessoal. Além disso, se Deus é uma fabricação, por que fabricar um Deus que é trino – Pai, Filho e Espírito? E por que inventar uma divindade, não controlável e complexa, que estabelece limites para os nossos impulsos e nosso egocentrismo e até mesmo que irá nos julgar? Isso é diferente dos todos-muito-humanos deuses e deusas falhos da Grécia e de Roma.
Em sétimo lugar, a tentativa de “psicologizar” crentes se aplica mais facilmente ao ateísta endurecido. É interessante que enquanto ateus e céticos muitas vezes psicanalisam o crente religioso,  eles regularmente falham em psicanalisar sua própria rejeição de Deus. Por que os crentes estão sujeitos a  tal exame e os ateus não? Que tal lembrar de outra característica da psicanálise de Freud – ou seja, o ressentimento subjacente que deseja matar a figura do pai?
Não há razão para presumir o ateísmo como a posição racional, psicologicamente sã e padrão e o teísmo como alguma forma psicologicamente deficiente.  O professor de psicologia da New York University Paul Vitz vira o jogo em tal pensamento. Ele diz essencialmente: “Vamos olhar para a vida dos líderes ateus e céticos no passado. O que elas têm em comum?” O resultado é interessante: praticamente todas essas figuras principais careciam de um modelo paterno positivo - ou não tiveram a presença de um pai.(11)
Vejamos alguns desses líderes:
 Voltaire (1694-1778): Este crítico mordaz da religião, embora não um ateu, rejeitou fortemente seu pai e o seu nome de nascimento François-Marie Arouet.
David Hume (1711-1776): O pai deste cético escocês morreu quando Hume tinha apenas 2 anos de idade. Biógrafos de Hume não mencionam parentes ou amigos da família que poderiam ter servido como figuras paternas.
Baron d’Holbach (1723-1789): Este ateu francês tornou-se órfão aos 13 anos e viveu com seu tio.
Ludwig Feuerbach (1804-1872): Aos 13 anos, seu pai deixou sua família e foi viver com outra mulher em uma cidade diferente.
Karl Marx (1818-1883): O pai de Marx, um judeu, foi convertido ao luteranismo sob pressão, não por qualquer convicção religiosa. Marx, portanto, não respeitou seu pai.
Friedrich Nietzsche (1844-1900): ele tinha 4 anos quando perdeu seu pai.
Sigmund Freud (1856-1939): Seu pai, Jacob, foi uma grande decepção para ele, era passivo e fraco. Freud também mencionou que seu pai era um pervertido sexual e que seus filhos sofreram por isso.
Bertrand Russell (1872-1970): Seu pai morreu quando ele tinha 4 anos.
Albert Camus (1913-1960): Seu pai morreu quando ele tinha 1 ano de idade, e em seu romance autobiográfico O Primeiro Homem, seu pai é a figura central de sua obra.
Jean-Paul Sartre (1905-1980): O pai do famoso existencialista morreu antes de ele nascer.(12)
Madeleine Murray-O’Hair (1919-1995): Ela odiava o pai e até tentou matá-lo com uma faca de açougueiro.
Poderíamos citar mais alguns proeminentes ateus contemporâneos não mencionados por Vitz com desafios semelhantes na infância:
Daniel Dennett (1942 -): Seu pai morreu quando ele tinha 5 anos de idade e teve pouca influência sobre Dennett.(13)
Christopher Hitchens (1949 -2011): Seu pai (“o Comandante”) era um bom homem, segundo Hitchens, mas ele e Hitchens “não tinham muita conversa”. Partindo de  ”uma distância respeitosa”, seu relacionamento assumiu um ”degelo ocasional”  até “frieza definitiva”. Hitchens acrescenta: “Eu sou um pouco estéril de lembranças paternas.” (14)
Richard Dawkins (1941 -): Embora incentivado por seus pais para estudar a ciência, ele menciona ter sido molestado quando criança – um evento não insignificante, embora Dawkins considere-o apenas embarassador.(15)
Além disso, o estudo de Vitz observa quantos teístas proeminentes no passado – como Blaise Pascal, GK Chesterton, Karl Barth e Dietrich Bonhoeffer – tiveram em comum um pai amoroso e atencioso em suas vidas.(16)
Concluindo, o argumento cético da projeção da figura paterna, apresentado para refutar a existência de Deus comete a falácia genética. Para piorar as coisas do lado cético ou ateísta, os porta-vozes mais proeminentes do ceticismo e do ateísmo arrastam eles próprios uma considerável bagagem psicológica.
Devemos considerar os méritos dos argumentos a favor e contra a existência de Deus, sem descartar argumentos com base neste ou naquele motivo pessoal. No entanto, Vitz nos lembra que fatores psicológicos (como saúde, memórias agradáveis da infância contra memórias dolorosas) podem, de fato, ter uma influência sobre a forma como uma pessoa passa a acreditar ou não acreditar; esses fatores subconscientes não são irrelevantes e podem se revelar uma barreira psicológica para a crença . Eles podem tornar a confiança em Deus difícil quando aqueles de quem se espera estarem mais próximos de nós se tornam indignos da nossa confiança ou não estão mais presentes.
Quando as pessoas me dizem que têm dificuldade em confiar em Deus (mesmo quando elas têm boas razões para acreditar em Deus e gostariam de acreditar), eu pergunto sobre seus antecedentes familiares, particularmente sobre a relação com o pai. Na minha experiência, a resposta típica é: “Como você sabia?” ou “Você está certo.” Neste caso, a segurança de uma comunidade cristã amorosa pode desempenhar um papel significativo em ajudar a restaurar a habilidade de confiar no Pai sempre-amoroso. Sua confiabilidade é especialmente evidente no amor de Cristo, em dar Ele a Sua vida por nós. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna”. (João 3:16)

Fonte: Adaptado de Enrichment Journal. Paul Copan, Is God Just a Psychological Crutch for the Weak?

Mantidos os números das referências bibliográficas como no original:
[...]
6. Sigmund Freud and Oskar Pfister, Psychoanalysis and Faith: The Letters of Sigmund Freud and Oskar Pfister, ed. H. Meng and E. French, trans. E. Mosbacher (New York: Basic Books, 1962), 117.
7. Paul C. Vitz, Faith of the Fatherless (Dallas: Spence, 1999), 8,9.
[...]
10. James D.G. Dunn, “Prayer,” in Dictionary of Jesus and the Gospels, eds. I. Howard Marshall, et al. (Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1992), 619.
11. Vitz, “The Psychology of Atheism,” Truth 1 (1985): 29–36. See also Vitz’s Faith of the Fatherless; also fromFaith of the Fatherless, 17–57.
12. Sartre apparently did become a believer in God before he died, however. See National Review, 11 June 1982, 677.
13. Roger Bingham, “The Science Studio with Daniel Dennett.” Available at: http://thesciencenetwork.org/media/videos/29/Transcript.pdf. Accessed 11 October 2011.
14. Christopher Hitchens, Hitch-22: A Memoir, Large Print Edition (New York: Twelve/Hachette, 2010), 64,67,21,69.
15. Richard Dawkins, The God Delusion (New York: Houghton, Mifflin, Harcourt, 2008), 316.
16. See Vitz’s Faith of the Fatherless.

Outro bom artigo sobre o assunto: “Quem realmente usa muletas? O Cristianismo ou o  Ateísmo?”, de Rob Lungber. Em inglês aqui: Who Really Holds the Crutch? Christianity or Atheism?

(Ler para Crer)

Quem escreveu a Bíblia?


Esse deveria ser um assunto simples. Ora, qualquer manual de Catecismo, Escola Dominical ou Escola Sabatina vai dizer que mais de 40 autores inspirados por Deus foram guiados pelo espírito Santo para produzir o divino livro. Homens como nós, escolhidos pela providência para colocar em linguagem humana aquilo que Deus queria revelar a seus filhos. Mas o que quer dizer esse "como nós"? Não seriam homens especiais?

Por um lado, em 2 Pedro 1:20-21 a Bíblia declara que:

"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo."

Por outro lado, Shmuel Golding, autor do livro "A Luz da Razão, declarou:
"Nossa conclusão clara é que foram homens e não Deus que compuseram a Bíblia. Muitos cristãos, especialmente protestantes, têm grande dificuldade com qualquer declaração de que de fato foi graças ao esforço humano que a Bíblia veio à existência."

E então. Em quem acreditar? Devo ser cético ou não em relação à Bíblia e por quê? Assista ao vídeo a seguir, apresentado pelo Dr. Rodrigo Silva no programa Evidências, e entenda melhor sobre este assunto.

Rodrigo Silva é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção (SP), com pós-doutorado em arqueologia bíblica pela Andrews University (EUA). É graduado em teologia e filosofia e mestre em Teologia Histórica e atualmente está concluindo seu segundo doutorado em arqueologia clássica pela USP.
O programa Evidências vai ao ar pela TV Novo Tempo, canal 16 em Maceió-AL, Canal 14 na SKY, canal 8 na NET digital e canal 9 na NET, ou pode ser assistido online pelo site da Novo Tempo clicando aqui.

O Relógio e o Projetista


Abaixo você poderá acompanhar a propagada de um relógio, por sinal muito bem elaborada. Preste atenção:



O que de fato eu gostaria de chamar a atenção é no seguinte argumento: se por essa obra tecnológica podemos deduzir que há um enorme planejamento, fruto de um design inteligente, como então imaginar que uma obra muito superior a um relógio - constituída de uma complexidade incalculável - como o universo e seus seres - incríveis máquinas biológicas -, pode ter surgido do acaso?
Acaso pode-se conceber que o relógio é fruto do mero acaso e da fortuita necessidade?

Neste caso, nem é necessário tanta fé para acreditar na existência de um Criador, comparada a quantidade de fé necessária para acreditar que do acaso possa surgir algo tão complexo e funcional quanto a vida. Enfim, desde pequenas ilustrações como esta de um simples relógio, comparado à coisas muito superiores, não tenho fé suficiente para ser ateu/evolucionista.

(Henderson Rogers)

Deus, deuses ou imaginação?

Foto: Times Live/ Gallo Images / Thinkstock

Pense na pessoa mais teimosa, para quem é quase impossível falar de Deus. Um ateu decidido. Não, não apenas ateu, mas o mais famoso filósofo ateu de sua época. Esse era o inglês Antony Flew, o maior filósofo ateu do século 20. Na verdade, Flew é considerado o principal filósofo dos últimos cem anos. Seu ensaio Theology and Falsification (Teologia e Falsificação) se tornou um clássico e a publicação filosófica mais reimpressa do século passado. Ele passou mais de cinquenta anos defendendo o ateísmo.

No livro Um Ateu Garante: Deus Existe, [1] Flew conta como chegou a negar a existência de Deus, tornando-se ateu. Na segunda parte da obra, ele analisa os principais argumentos que o convenceram da existência do Criador. Na página 144, seguindo o paradigma aristotélico, [2] ele escreveu: "Minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser autoexistente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente".

Flew diz que dois fatores em particular foram decisivos para sua mudança do ateísmo para o teísmo. Um deles foi a crescente empatia pelo insight de Einstein e de outros cientistas notáveis para os quais deve haver uma inteligência por trás da complexidade integrada do universo físico. A segunda foi o próprio insight de Flew, segundo o qual a complexidade integrada da vida – que é muito mais complexa do que o universo físico – somente pode ser explicada em termos de uma Fonte inteligente. Em outras palavras/; informação tem que provir de uma fonte; vida só pode provir de vida.

Argumento Cosmológico
Quando Antony Flew afirma que a "complexidade integrada do universo físico" foi um dos motivos de seu abandono do ateísmo, está na verdade, se referindo ao argumento do design inteligente, expresso pelo apóstolo Paulo em Romanos 1:20.

Para Flew e outros cientistas, é possível chegar à conclusão de que Deus existe valendo-nos inicialmente da chamada "revelação natural", ou seja, o Universo criado. As digitais espalhadas na natureza apontam para as mãos do grande Designer cósmico, cujos "atributos invisíveis" podem ser detectados por meio "das coisas que foram criadas". [1] A criação do Universo aponta para o Criador e consiste num dos mais conhecidos argumentos para a existência dEle. Esse argumento também é chamado de cosmológico, e pode ser expresso assim:
1. Tudo o que teve um começo teve uma causa.
2. O Universo teve um começo.
3. Portanto, o Universo teve uma causa.

A primeira premissa nos parece lógica e não necessita de mais argumentação. Apela mesmo ao senso comum. Já a segunda premissa não chega a ser unanimidade e precisa ser analisada de mais perto. Se a conclusão for a de que o Universo teve de fato um começo, será forçoso admitir que ele teve também uma causa.

Atualmente, a teoria para a origem do Universo mais aceita entre os cientistas é a do Big Bang. Toda a matéria do cosmos estaria compactada num único ponto de densidade quase infinita que explodiu, dando origem às galáxias, estrelas e planetas. Não cabe avaliar aqui se é correta ou não essa teoria, mas uma coisa é certa: ela levou os cientistas a concluir que o Universo teve um início e colocou os incrédulos num beco sem saída. Outra maneira de concluir que o Universo teve um começo deriva da análise das leia da termodinâmica. A segunda lei da termodinâmica afirma que cada momento que passa, a quantidade de energia utilizável no Universo está ficando menor. Já conforme a primeira lei, a quantidade de energia no Universo é constante e finita.

Para ilustrar, imagine um automóvel. Ele tem uma quantidade finita de combustível (primeira lei) e está consumindo combustível durante todo o tempo em que está em movimento (segunda lei). Esse carro estaria funcionando agora se você tivesse ligado a ignição há um tempo infinitamente distante? Claro que não.

E o Universo? Ele estaria sem energia agora se estivesse funcionando desde toda eternidade passada. Mas aqui estamos nós. As estrelas ainda brilham. A Terra ainda gira em torno do Sol. Ainda respiramos e nos movemos. Logo, o Universo deve ter começado em algum tempo no passado finito. Ele não pode ser eterno.

A segunda lei também é conhecida como lei da entropia, e descreve (perdoem-nos os físicos a simplificação) a tendência dos sistemas à desorganização. Então, de onde veio a ordem original? (Aliás, como pode uma explosão gerar ordem?) E se ainda temos alguma ordem – assim como temos energia utilizável –, o Universo não pode ser eterno, porque, se fosse, teríamos alcançado a completa desordem (aumento de entropia) há muito tempo. Por isso, o físico britânico Stephen Hawking escreveu que, "no tempo real, o Universo tem um início". [2]

Aqui o naturalismo filosófico encontra sua limitação. Note bem: não havia mundo natural ou leis naturais antes do surgimento do Universo. Uma vez que a causa não pode vir depois de seu efeito, as forças naturais não foram responsáveis pela origem do Universo. Portanto, deve haver alguma coisa acima da natureza para realizar o trabalho. Isso é o que significa a palavra sobrenatural.

A conclusão que podemos chegar é a de que o Universo foi causado por alguma coisa externa ao tempo, ao espaço e à matéria – portanto, uma Causa eterna; uma Causa primeira não causada. E como o Universo apresenta lógica e funciona de acordo com leis finamente reguladas, concluímos também que essa Causa tem que ser muito inteligente. Essa conclusão é compatível com as religiões teístas, mas não está baseada apenas nessas religiões. Está baseada, igualmente, na razão e nas evidências.

Argumento Teleológico
O argumento teleológico (ou do propósito), em forma de silogismo, fica assim:
1. Todo projeto tem um projetista.
2. O Universo e a vida foram projetados.
3. O Universo e a vida têm um projetista.

À semelhança do que ocorre com o  argumento cosmológico, a primeira premissa do argumento teleológico parece bastante lógica. Já a segunda premissa precisa ser confirmada, pois, se for verdadeira, devemos concluir que o Universo e a vida foram projetados.
Para fazer essa demonstração, podemos começar com aquela que é considerada uma das mais "simples" formas de vida: a ameba. Segundo Richard Dawkins, em seu livro O Relojoeiro Cego, [6] a mensagem encontrada apenas no núcleo de uma pequena ameba é maior do que 30 volumes combinados da Enciclopédia Britânica. E a ameba inteira tem tanta informação em seu DNA quanto mil conjuntos completos da mesma enciclopédia. Agora pense na "máquina" mais complexa do Universo: o cérebro humano.

Resumindo, a informação complexa e específica da qual dependem todas as formas de vida e que simplesmente não poderia surgir por acaso é um dos maiores problemas para os defensores do evolucionismo naturalista. Esse tipo de informação aponta para uma Fonte informante inteligente.

Argumento Moral
O próprio Kant parece apontar para o argumento moral ao escrever "Duas coisa ocupam a mente com admiração e reverência sempre renovadas e crescentes quanto maior é a frequência e a regularidade com que alguém reflete sobre elas: o céu repleto de estrelas sobre mim e a lei moral dentro de mim". [7]

A questão é: Como explicar essa moralidade mais ou menos inerente a cada ser humano sem existência de um criador dessa moral? Mesmo tribos isoladas em florestas tropicais, que nunca tiveram contato com a mensagem cristã e sua moral elaborada, seguem códigos morais e padrões de justiça. Quando essa noção de certo e errado foi implantada na mente? Quando os seres humanos passaram a entender que mentir, roubar e trair constituem violações (pecados)? O debate ainda existe...

A essa altura, é bom deixar claro que sempre haverá espaço para a descrença, pois Deus não nos força a crer nEle. Além do mais, as certezas humanas (tanto as dos teístas quanto as dos ateístas) costumam se mostrar frágeis diante de certas situações da vida (como o sofrimento) e mesmo diante de contra-argumentações convincentes. Por isso a fé racional e relacional (confiança baseada em evidências suficientes e em comunhão com Deus) sempre será necessária.

(Michelson Borges)

Arqueólogos descobrem construções de 4 mil anos no Iraque

A decoberta, do tamanho de um campo de futebol, foi feita na antiga cidade de Ur, hoje Iraque. Foto: AP
Arqueólogos britânicos afirmaram nesta quinta-feira ter encontrado um complexo de construções nas proximidades de onde se situava a antiga cidade de Ur, atual Iraque. De acordo com os especialistas, a estrutura de 4 mil anos provavelmente serviu como um centro administrativo de Ur, no mesmo período em que o personagem bíblico Abraão teria vivido no local.

O arqueólogo da Universidade de Manchester que liderou a escavação, Stuart Campbell, disse que a descoberta é de "tirar o fôlego". Segundo ele, descobertas desse tamanho – o complexo tem medida semelhante à de um campo de futebol - e tão antigas são muito raras.

Os objetos encontrados no local devem ajudar a esclarecer a história das civilizações que ocuparam a região na Antiguidade. Ur foi a última capital dos sumérios, civilização surgida há 5 mil anos no local conhecido como Mesopotâmia.

As escavações começaram no mês passado com seis arqueólogos britânicos e quatro pesquisadores iraquianos na província de Thi Qar, a cerca de 320 quilômetros ao sul de Bagdá. Décadas de guerra e violência afastaram os pesquisadores do Iraque.

De acordo com o arqueólogo britânico, a missão só foi possível graças à relativa estabilidade no sul do país. O time de Campbell é o primeiro grupo de cientistas britânicos a fazer escavações no Iraque desde a década de 1980. 

(Terra)

[HR] Quanto mais céticos tentam fazer o mundo desacreditar na Bíblia, mais achados como esse são descobertos evidenciando a veracidade histórica da Bíblia. Vale a pena estudá-la para então desacreditar nela ou não.

A religião enfrenta o fundamentalismo ateu


 
Enquanto estava pregando em Alberta, Canadá, fiz uma referência de passagem sobre o ateu britânico Richard Dawkins. Não esperava que o nome fosse registrado por alguém na plateia. Fiquei surpreso quando uma jovem mulher me abordou sobre minhas observações no final da pregação.

“Há uma pessoa no escritório onde trabalho, um amigo meu. Ele está lendo Dawkins e está muito impressionado. Você sabe de alguém que responda para ele – qualquer livro que eu possa recomendar?”

“Alister McGrath”, disse, enquanto ela escrevia: “O nome de seu livro é O Delírio de Dawkins.” O subtítulo do livro é: “Uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins.”1 McGrath, um ateu que se tornou cristão, fez doutorado em biofísica molecular em Oxford. Ele apresenta, em seu livro, uma resposta magistral a Dawkins. Este artigo está centrado na resposta de McGrath a Dawkins, com minha própria posição crítica. A ideia inicial para este artigo surgiu quando ouvi McGrath dar uma poderosa resposta a Dawkins durante uma conferência em Cambridge, Inglaterra, em abril de 2007.

Assim, do que trata Dawkins?

Vomitando veneno
O título do livro de Dawkins, Deus, um Delírio,2 diz tudo – não necessita de subtítulo. Já no prefácio, ele coloca as cartas na mesa: “Se este livro funcionar do modo como espero”, diz ele, “os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem” (Dawkins, p. 23).

A arrogante previsão pode fazer alguém estremecer um pouco. De que material quebradiço é a fé que tenho? Mas então, como se ele próprio se apoiasse para um completo nocaute em menor grau, Dawkins joga uma irrisória advertência na mistura: “É claro”, ele diz, “que fiéis radicais são imunes a qualquer argumentação, com a resistência erguida por anos de doutrinação” (Dawkins, p. 23).

Aprofundando-se mais no tema no capítulo 2, este professor de ciências de Oxford se transporta rapidamente a seu alvo principal: “O Deus do Antigo Testamento é talvez o personagem mais desagradável da ficção [as palavras são carregadas]: ciumento e com orgulho; controlador mesquinho, injusto e intransigente; genocida étnico e vingativo, sedento de sangue; perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, malévolo” (Dawkins, p. 43).

Tal como Dawkins vê, muitos dos problemas do mundo vêm por seguirmos cegamente a esse ou a outros caprichosos deuses – ficções da mente humana. Semelhantemente ao famoso Beatles John Lennon, ele ousa sonhar com “um mundo sem religião”. Seria um lugar “sem ataques suicidas, sem o 11/9, [...] sem as Cruzadas, sem caça às bruxas, [...] sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios/croatas/muçulmanos, sem a perseguição a judeus como ‘assassinos de Cristo’, [...] sem evangélicos televisivos de terno brilhante e cabelo bufante tirando dinheiro dos ingênuos” (Dawkins, p. 18, 19). Convenientemente, Dawkins ignora os massacres de incalculáveis milhões por ateus tais como Adolf Hitler e Joseph Stalin.

As pessoas inteligentes não se interessam por religião – e especialmente os cientistas! “Grandes cientistas que professam religião”, diz Dawkins, “se destacam por sua raridade e são objeto de uma perplexidade divertida por parte de seus pares da comunidade acadêmica” .3 Dawkins diz que certa vez perguntou a Jim Watson, “gênio fundador do projeto Genoma Humano”, “se ele conhecia muitos cientistas religiosos naquela época”. Watson respondeu: “Virtualmente, nenhum” (Dawkins, p. 112).

Em resposta a essa reinvindicação, no entanto, McGrath destacou que naquele mesmo ano em que Deus, um Delírio foi publicado (2006), “Owen Gingerich, um notável astrônomo de Harvard, produziu um livro intitulado God’s Universe, declarando que ‘o universo foi criado com intenção e finalidade e que esta crença não interfere na iniciativa científica.’ Francis Collins publicou seu Language of God, no qual argumenta que a maravilha e a ordem da natureza apontam para um Deus Criador, muito mais na linha da tradicional concepção cristã. [...] E o cosmólogo Paul Davies publicou seu Goldilocks Enigma, discutindo a existência de ‘delicados ajustes’ no universo” (McGrath, p. 33).

“A base do itinerário de Deus, Um Delírio”, diz McGrath, é que “o ateísmo é a única opção para as pessoas sérias, avançadas e pensantes”.4 A experiência religiosa está “associada com a atividade patológica do cérebro” (McGrath, p. 33, 66). O evangelho, diz Dawkins, é ficção, é como se apelar para a geração vindoura. Dawkins oferece algo parecido a uma garantia espiritual: “É possível ser um ateu feliz, equilibrado, ético, intelectualmente realizado” (Dawkins, p. 18).

É um esforço consciente, calculado da parte de Dawkins – uma “batalha épica contra a religião”. É como McGrath o define (McGrath, p. 51). Para ele, Dawkins vê a ciência e a religião como “travadas em uma batalha de morte. Somente uma pode emergir vitoriosa – e deve ser a ciência” (McGrath, p. 46). O objetivo de Dawkins, diz McGrath, é “a destruição intelectual e cultural da religião” (McGrath, p. 24). Ele golpeia para matar; para acabar com o cristianismo de uma vez por todas.

O tendão de Aquiles de Dawkins

Deus, um Delírio não é um livro pequeno. Suas 420 páginas contêm uma multidão de reivindicações e acusações, tornando uma resposta detalhada impossível. Com isso em mente, quero destacar aquilo que considero o tendão de Aquiles de Dawkins: toda a estrutura.

Em um resumo dos seis pontos do capítulo “Por que quase com certeza Deus não existe”5 (penso que é o capítulo pivô do livro), o primeiro ponto de Dawkins talvez encerre o ponto central do livro: “Um dos grandes desafios para o intelecto humano, ao longo dos séculos, vem sendo como explicar de onde vem a aparência complexa e improvável de design no universo.” 6

Como Dawkins lida com esse desafio básico? Esse é o problema aqui.

Dois argumentos criacionistas o preocupam neste contexto: (1) o argumento da improbabilidade; e (2) o argumento da irredutível complexidade.

1. Improbabilidade. Em termos simples, o argumento da improbabilidade sugere que a complexidade que vemos no interior e ao nosso redor exige que haja uma inteligência superior por trás de tudo. Ou, para parafrasear o modo como o próprio Dawkins descreve (citando Fred Hoyle): A probabilidade de a vida ter surgido na Terra, por si só, é equivalente à “chance de um furacão, ao passar por um ferro-velho e ter a sorte de construir um Boeing 747” (Dawkins, p. 123).

No entanto, diz Dawkins, tais argumentos aparentemente convincentes, são feitos somente por aqueles que não sabem nada sobre o processo de seleção natural (Dawkins, p. 124).

Citando Daniel Dennett, a quem ele descreve como o “filósofo cientificamente esclarecido”, Dawkins argumenta que não tem como “uma coisa superinteligente fazer uma coisa menor”. O leigo tentaria fabricar um exemplo de design inteligente sugerindo que “você nunca verá uma ferradura fazendo um ferreiro” ou “um vaso fazendo um ceramista”. Mas Dawkins diz confiante: “A descoberta por Darwin, de um processo viável que faz uma coisa tão contrária à nossa intuição, é o que torna sua contribuição ao pensamento humano tão revolucionária.”7 Incrível!

O que está sendo defendido aqui por Darwin, Dennett e Dawkins é que contrária à intuição, ferraduras fazem ferreiros! Um pensamento extraordinário, com certeza!

E como isso acontece? Não por acaso (Dawkins odeia esta palavra), mas por seleção natural (Dawkins, p. 131). “A seleção natural”, diz Dawkins, “é o maior guindaste de todos os tempos. Ela elevou a vida da simplicidade primeva a altitudes estonteantes de complexidade, beleza e aparente desígnio que hoje nos deslumbram” (Dawkins, p. 87).

O resultado final do seu argumento é que, uma vez que a seleção natural é responsável por tudo o que vemos ao nosso redor, “Deus é um delírio”. Tal lógica confunde a cabeça e exige que as pessoas abandonem o senso comum.

2. Complexidade irredutível. Popularizado por Michael J. Behe em A caixa preta de Darwin8, a complexidade irredutível sugere que as formas de vida que hoje conhecemos – mesmo as mais simples – são compostas de integração, de componentes interdependentes, sendo por demais complexas para terem evoluído pouco a pouco através do acaso ou pela seleção natural. Neste contexto, Darwin apontou para seu próprio olho como suscitando um problema particularmente difícil – e Dawkins repete as palavras de seu mestre. Darwin disse: “Supor que o olho, com todos os seus inimitáveis artifícios para ajustar o foco a várias distâncias, para admitir várias quantidades de luz e para corrigir aberrações esféricas e cromáticas, tenha sido formado pela seleção natural parece, confesso abertamente, o grau mais elevado de absurdo” (Dawkins, p. 134).

É uma observação extremamente irrefutável. Mas Darwin (com Dawkins o apoiando) encontraria uma forma em torno disso. A opinião de Darwin, de acordo com Dawkins, foi meramente um “dispositivo retórico” para seduzir seus oponentes para mais perto dele. Assim, poderia administrar um golpe mais forte. Esse golpe, diz Dawkins, “era a explicação simples de Darwin sobre como de fato o olho evoluiu gradativamente” (p. 134).

Para se ter a explicação de Dawkins para tal proeza, vejamos uma parábola que ele usou no livro A Escalada do Monte Improvável.9 Ele imagina uma montanha com um despenhadeiro em um lado, “impossível de escalar”. Mas “o outro lado é uma encosta de subida amena até o topo”. “No topo, está um dispositivo complexo, como um olho.” Os proponentes de design inteligente sugeririam que tal complexidade “possa se montar sozinha, espontaneamente”10, mas é uma “ideia absurda”, ele argumenta, pois seria como “por um pulo só, do pé do penhasco até o cume” (Dawkins, p. 133).

Mas Dawkins sugere que a evolução, em vez de tomar o lado íngreme da montanha, pois não é o caminho apropriado, “vai por trás da montanha e pega a subida amena até o topo: fácil!”

Assim, o quadro que Dawkins descreve é de uma vasta quantidade de materiais primordiais (como se nós soubéssemos de onde tais coisas vieram!) lentamente ascendendo o “Monte Improvável”. Cada unidade particular, em algum momento, chega ao estado máximo de complexidade. Então, de alguma forma, liga-se com outras complexidades para formar discretas, vigorosas entidades que funcionam! Talvez impressionado pela fantasia de tudo, Dawkins diz que “se a complexidade irredutível puder ser adequadamente demonstrada, isso arruinará a teoria de Darwin” (Dawkins, p. 136).

Mas a complexidade irredutível não necessita de demonstração, ela é a realidade. E é difícil ver por que qualquer um substituiria a especulação irracional de Dawkins pela simples seriedade da afirmação bíblica: “No princípio criou Deus [...]” (Gênesis 1:1, ARA).

Onde me apoio

O período contemporâneo tem visto uma onda de ataques a Deus, à Bíblia e a todas as coisas religiosas –

Culto alternativo em igreja ateísta?



Uma "igreja ateísta" no norte de Londres está se provando um sucesso entre os não-crentes. Alguns, no entanto, acreditam que a iniciativa pode se tornar uma nova religião.

Inaugurada no mês passado como ponto de encontro para ateus, a Assembleia de Domingo é, nas palavras de seu mestre de cerimônias, o comediante Sanderson Jones, "parte um show de pessoas batendo os pés, parte igreja ateísta e em geral uma celebração da vida".

Em um domingo pela manhã, o grupo de mais de 300 pessoas se reúne no espaço de uma igreja desconsagrada para a celebração.

Ao invés de hinos, os não-religiosos ficam de pé para cantar músicas de Stevie Wonder e da banda Queen.

Há uma leitura de Alice no País das Maravilhas e uma palestra de um físico de partículas, Dr. Harry Cliff, que explica as origens da teoria da matéria escura.

Parece uma apresentação de comédia stand-up. Jones e a co-fundadora Pippa Evans fazem piadas uns com os outros e animam a plateia como os veteranos do circuito de stand-up que eles são. No entanto, há momentos mais sérios.

O tema desta manhã é "fascinação" - uma reação, segundo Jones, à crítica de que os ateus não conhecem esse sentimento.

Os participantes têm que abaixar as cabeças por dois minutos em contemplação ao "milagre" da vida e, em seu sermão de encerramento, Jones fala sobre como a morte de sua mãe influenciou sua jornada espiritual e sua determinação por aproveitar ao máximo cada segundo, consciente de que a vida é muito breve e que nada virá após dela.

Espírito de comunidade

A audiência - em sua maioria jovem, branca e de classe média - parece entusiasmada por ser parte de algo novo e fala do vazio que sentiam nas manhãs de domingo quando decidiram abandonar a fé cristã. Poucos se identificavam ativamente como ateístas.

"É uma boa desculpa para nos reunirmos e termos um pouco de espírito de comunidade, mas sem o aspecto religioso", diz Jess Bonham, uma fotógrafa.

"Não é uma igreja, é uma congregação de pessoas não-religiosas."

"Eu acho que as pessoas precisam desse sentimento de conexão porque todos são muito individualistas agora, e se sentir parte de algo é o que as pessoas estão precisando no mundo", diz Gintare Karalyte, outra frequentadora.

O número de pessoas que se declaram "sem religião" na Inglaterra e no País de Gales aumentou de cerca de 7 milhões em 2011 para 14,1 milhões, de acordo com o último censo no país, em 2011.
Isso faz dos dois países alguns dos mais seculares do mundo ocidental.

Pessoas como o escritor Richard Dawkins e o comediante Ricky Gervais transformaram em "moda" a ideia de ser mais assertivo sobre não ter fé religiosa e de pensar sobre o que significa ser ateísta.

O escritor Alain De Botton, que já propôs a criação de um "templo para ateus" em Londres, revelou também nessa semana um Manifesto para Ateístas, listando 10 virtudes para os que não tem fé.

Ele diz querer promover virtudes "esquecidas" como resiliência e humor. De Botton teve a ideia em resposta à crescente sensação de que ser virtuoso se tornou "uma noção estranha e deprimente".

Os comentários de De Botton parecem ecoar o mantra da Assembleia de Domingo: "viva melhor, ajude com frequência, se maravilhe mais".

Ele diz que um novo tipo de terapeutas seculares deve ocupar as posições de sacerdócio e acredita que o ateísmo deveria ter suas próprias igrejas, mas diz: "Elas não deveriam ser chamadas assim, porque ateísmo não é uma ideologia em torno da qual qualquer pessoa pode se reunir. É muito melhor chamá-la de algo como humanismo cultural".

Risco de 'se transformar em religião'

No entanto, existe a preocupação entre alguns não-crentes de que o ateísmo esteja se tornando uma religião em si mesmo, com seu próprio código de ética e sacerdotes autointitulados.

Sanderson Jones insiste que não está tentando fundar outra religião, mas alguns membros de sua congregação discordam.

"Vai se tornar uma religião organizada. É inevitável. Um sistema de crenças vai se estabelecer. Haverá uma estrutura, uma perspectiva ética sobre a vida", diz o arquiteto Robbie Harris, frequentador da assembleia.

Ele acredita que Evans e Jones tem "uma grande responsabilidade" se a Assembleia de Domingo "continuar tendo tanto sucesso como tem agora".

"Existe o perigo de que ela se torne 'da moda' e se torne centrada em uma pessoa só. Você pode acabar se colocando como um pregador, esse é o perigo."

"Eu acho que Sanderson deveria se afastar e se ver como mediador ou facilitador, no que ele obviamente é bom, e somente levar pessoas para falar ou ler", diz Sarah Aspinall, que também frequenta o grupo.

Jones diz que as assembleias estão no início e que as próximas serão menos sobre ele e mais sobre as experiências de membros da congregação. Ele rejeita a ideia de que esteja dando início a um culto.

"Eu não acho que sou um pregador carismático. Eu só fico muito entusiasmado com as coisas e quero dividir isso com as pessoas", afirma.

Ele diz ainda que ficou surpreso com a reação do público da Assembleia de Domingo e que está explorando a possibilidade de fazer reuniões semelhantes em outros locais do país.

As doações dos membros da congregação irão ajudar a pagar por ela. "Eu queria fazer isso porque pensei que seria algo maravilhoso", diz Jones.

Ao lado da igreja desconsagrada onde se reúnem os ateus fica a igreja evangélica de São Paulo e São Judas, onde cerca de 30 pessoas se reuniram no mesmo domingo para cantar músicas gospel e fazer leituras da Bíblia.

Mas o bispo Harrison, um pregador cristão há 30 anos, disse que não vê os vizinhos como ameaça e prevê que sua jornada espiritual eventualmente os levará a Deus. "Eles tem que começar de algum lugar", diz.


[HR] Parece até uma piada ver pessoas que lutam contra a religião, as igrejas e o dízimo se reunirem para um "culto ateu", em uma "igreja ateísta" e ofertando em prol da "obra"(?!). Quem então será o papa dessa congregação? Dawkins? Darwin? Ops, esse já não pode ser mais. Então, quem será seu sucessor? Apesar de tudo, devido a sua ideologia, não é de surpreender a incoerência do ateísmo.

Um ateu que duvida do evolucionismo darwinista



E agora é a vez de Thomas Nagel, professor de filosofia e direito da Universidade de Nova York, membro da Academia Americana de Artes e Ciências, ganhador de vários prêmios com seus livros sobre filosofia, e um ateu declarado. Ele acaba de publicar o livro Mind & Cosmos (“Mente e Cosmos”) com o provocante subtítulo Why the materialist neo-darwinian conception of nature is almost certainly false (“Por que a concepção neo-darwinista materialista da natureza é quase que certamente falsa”), onde aponta as fragilidades do materialismo naturalista que serve de fundamento para as pretensões neo-darwinistas de construir uma teoria do todo (Não pretendo fazer uma resenha do livro. Para quem lê inglês, indico a excelente resenha feita por William Dembski e o comentário breve de Alvin Plantinga).

Estou mencionando estes intelectuais e cientistas ateus por que quando intelectuais e cientistas cristãos declaram sua desconfiança quanto à evolução darwinista são descartados por serem "religiosos". Então, tá. Mas, e quando os próprios ateus engrossam o coro dos dissidentes?

Neste post eu gostaria apenas de destacar algumas declarações de Nagel no livro que revelam a consciência clara que ele tem de que uma concepção puramente materialista da vida e de seu desenvolvimento, como a evolução darwinista, é incapaz de explicar a realidade como um todo. Embora ele mesmo rejeite no livro a possibilidade de que a realidade exista pelo poder criador de Deus, ele é capaz de enxergar que a vida é mais do que reações químicas baseadas nas leis físicas e descritas pela matemática. A solução que ele oferece – que a mente sempre existiu ao lado da matéria – não tem qualquer comprovação, como ele mesmo admite, mas certamente está mais perto da concepção teísta do que do ateísmo materialista do darwinismo.

Ele deixa claro que sua crítica procede de sua própria análise científica e que mesmo assim não será bem vinda nos círculos acadêmicos:
“O meu ceticismo [quanto ao evolucionismo darwinista] não é baseado numa crença religiosa ou numa alternativa definitiva. É somente a crença de que a evidência científica disponível, apesar do consenso da opinião científica, não exige racionalmente de nós que sujeitemos este ceticismo [a este consenso] neste assunto” (p. 7).
“Eu tenho consciência de que dúvidas desta natureza vão parecer um ultraje a muita gente, mas isto é porque quase todo mundo em nossa cultura secular tem sido intimidado a considerar o programa de pesquisa reducionista [do darwinismo] como sacrossanto, sob o argumento de que qualquer outra coisa não pode ser considerada como ciência” (p.7). 

Ele profetiza o fim do naturalismo materialista, o fundamento do evolucionismo darwinista:

“Mesmo que o domínio [no campo da ciência] do naturalismo materialista está se aproximando do fim, precisamos ter alguma noção do que pode substitui-lo” (p. 15).

Para ele, quanto mais descobrimos acerca da complexidade da vida, menos plausível se torna a explicação naturalista materialista do darwinismo para sua origem e desenvolvimento:

“Durante muito tempo eu tenho achado difícil de acreditar na explicação materialista de como nós e os demais organismos viemos a existir, inclusive a versão padrão de como o processo evolutivo funciona. Quanto mais detalhes aprendemos acerca da base química da vida e como é intrincado o código genético, mais e mais inacreditável se torna a explicação histórica padrão [do darwinismo]” (p. 5).
“É altamente implausível, de cara, que a vida como a conhecemos seja o resultado da sequência de acidentes físicos junto com o mecanismo da seleção natural” (p. 6).

Não teria havido o tempo necessário para que a vida surgisse e se desenvolvesse debaixo da seleção natural e mutações aleatórias:

“Com relação à evolução, o processo de seleção natural não pode explicar a realidade sem um suprimento adequado de mutações viáveis, e eu acredito que ainda é uma questão aberta se isto poderia ter acontecido no tempo geológico como mero resultado de acidentes químicos, sem a operação de outros fatores determinando e restringindo as formas das variações genéticas” (p. 9).

Nagel surpreendentemente defende os proponentes mais conhecidos do design inteligente:

“Apesar de que escritores como Michael Behe e Stephen Meyer[1] sejam motivados parcialmente por suas convicções religiosas, os argumentos empíricos que eles oferecem contra a possibilidade da vida e sua história evolutiva serem explicados plenamente somente com base na física e na química são de grande interesse em si mesmos... Os problemas que estes iconoclastas levantam contra o consenso cientifico ortodoxo deveriam ser levados a sério. Eles não merecem a zombaria que têm recebido. É claramente injusta” (p.11).

Num parágrafo quase confessional, Nagel reconhece que lhe falta o sentimento do divino que ele percebe em muitos outros:

“Confesso um pressuposto meu que não tem fundamento, que não considero possível a alternativa do design inteligente como uma opção real – me falta aquele sensus divinitatis [senso do divino] que capacita – na verdade, impele – tantas pessoas a ver no mundo a expressão do propósito divina da mesma maneira que percebem num rosto sorridente a expressão do sentimento humano” (p.12).

Para Nagel, o evolucionismo darwinista, com sua visão materialista e naturalista da realidade, não consegue explicar o que transcende o mundo material, como a mente e tudo que a acompanha:

“Nós e outras criaturas com vida mental somos organismos, e nossa capacidade mental depende aparentemente de nossa constituição física. Portanto, aquilo que explicar a existência de organismos como nós deve explicar também a existência da mente. Mas, se o mental não é em si mesmo somente físico, não pode, então, ser plenamente explicado pela ciência física. E então, como vou argumentar mais adiante, é difícil evitar a conclusão que aqueles aspectos de nossa constituição física que trazem o mental consigo também não podem ser explicados pela ciência física. Se a biologia evolutiva é uma teoria física – como geralmente é considerada – então não pode explicar o aparecimento da consciência e de outros fenômenos que não podem ser reduzidos ao aspecto físico meramente” (p. 15).
“Uma alternativa genuína ao programa reducionista [do darwinismo] irá requerer uma explicação de como a mente e tudo o que a acompanha é inerente ao universo” (p.15).
“Os elementos fundamentais e as leis da física e da química têm sido assumidos para se explicar o comportamento do mundo inanimado. Algo mais é necessário para explicar como podem existir criaturas conscientes e pensantes, cujos corpos e cérebros são feitos destes elementos” (p.20).

Menciono por último a perspicaz observação de Nagel, que se a mente existe porque sobreviveu através da seleção natural, isto é, por ter se tornado na coisa mais esperta para sobreviver, como poderemos confiar nela? E aqui ele cita e concorda com Alvin Plantinga, um filósofo reformado renomado:

“O evolucionismo naturalista provê uma explicação de nossas capacidades [mentais] que mina a confiabilidade delas, e ao fazer isto, mina a si mesmo” (p. 27).
“Eu concordo com Alvin Plantinga que, ao contrário da benevolência divina, a aplicação da teoria da evolução à compreensão de nossas capacidades cognitivas acaba por minar nossa confiança nelas, embora não a destrua por completo. Mecanismos formadores de crenças e que têm uma vantagem seletiva no conflito diário pela sobrevivência não merecem a nossa confiança na construção de explicações teóricas do mundo como um todo... A teoria da evolução deixa a autoridade da razão numa posição muito mais fraca. Especialmente no que se refere à nossa capacidade moral e outras capacidades normativas – nas quais confiamos com frequência para corrigir nossos instintos. Eu concordo com Sharon Street [professora de filosofia na Universidade de Nova York] que uma auto-compreensão evolucionista quase que certamente haveria de requerer que desistíssemos do realismo moral, que é a convicção natural de que nossos juízos morais são verdadeiros ou falsos independentemente de nossas crenças” (p.28).

Não consegui ler Nagel sem lembrar do que a Bíblia diz:

"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim" (Eclesiastes 3:11).
"De um só Deus fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós" (Atos 17:26-27).

Nagel tem o sensus divinitatis, sim, pois o mesmo é o reflexo da imagem de Deus em cada ser humano, ainda que decaídos como somos. Infelizmente o seu ateísmo o impede de ver aquilo que sua razão e consciência, tateando, já tocaram.

(Augustus Nicodemus - The Christian Post)

ATEA usa imagem com mortos para afirmar que Deus não existe


A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) foi um dos assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (28) por ter usado em sua página no Facebook uma imagem dos mortos da boate de Santa Maria (RS) para afirmar que Deus não existe.

A imagem com dezenas de jovens caídos dentro da boate Kiss veio acompanhada com a pergunta “Cadê Deus”, iniciativa que gerou revolta até mesmo nos ateus que não gostaram da campanha on-line. Vale lembrar que o Decreto de Lei nº 2.848 de 7 de dezembro de 1940, no artigo 212, criminaliza o uso de imagem de cadáveres e suas cinzas.

“Eu, como ateu, me sinto envergonhado pelo post da ATEA. Não é o momento de cravar oportunismo ideológico, e sim de solidariedade”, escreveu um usuário do microblog de nome Guilherme Côrtes.

“Essa página ATEA é uma vergonha para os verdadeiros ateus. Deveria ser denunciada, pois prega o ódio às religiões. E ser ateu não é isso”, escreveu Tiago Tai.

“Inverdade, intolerância e oportunismo sempre foram práticas da ATEA. A imagem do incêndio é apenas mais uma demonstração do seu mau caráter”, disse André Rodrigues.

A imagem foi retirada da página da associação que continuou postando sobre o tema e levantando a questão de onde está Deus diante de tragédias que já aconteceram no mundo.


[HR] Não é de hoje que essa associação se utiliza de sua página no facebook para expor comentários extremamente humilhantes e desrespeitosos e discriminatórios com relação à fé e aos religiosos. É comum inclusive vê-la taxando os crentes de ignorantes (lógico que com palavras bem mais ofensivas) ao mesmo tempo em que a estupidez e ignorância são notórias nos próprios comentários e argumentos (se é que podem ser assim chamados) que a própria ATEA cria e publica.
Como se não fosse suficiente esse oportunismo ideológico ridículo, se fôssemos seguir o raciocínio (se é que também pode ser assim chamado) da ATEA, temos um impasse interessante, pois, pense comigo, se a morte significa que Deus não existe, a vida significaria o quê? Se há vitimados porque Deus não existe, os sobreviventes seria por quê?
Vale a pena usar o dom do raciocínio lógico e pensar direitinho, e obviamente respeitar mais, antes de tentar se aproveitar e achar que qualquer argumento seja válido. #ficaadicaATEA

Descoberta arqueológica pode solucionar "enigma" bíblico



Achados arqueológicos recentes podem comprovar que a cidade de Siló, antiga capital de Israel, foi destruída por um grande incêndio. Essas descobertas na região central de Israel desvendariam o mistério envolvendo a ruína dessa cidade mencionada no Antigo Testamento.

Fragmentos de um jarro de barro foram descobertos em meio a uma camada de cinzas avermelhadas. Esse é um forte indício para resolver definitivamente o enigma milenar sobre como a cidade foi destruída. Em Siló, o Tabernáculo foi colocado durante o período conhecido como “dos juízes”. O local serviu como capital de Israel e centro espiritual por 369 anos, até a sua destruição.
Após ser saqueada pelos filisteus deixou de ser a capital. A área continuou sendo habitada até 722 a.C., quando a Assíria invadiu o Reino de Israel. Atualmente, na região fica a cidade de Rosh Ha’ayin.

As Escrituras não relatam como foi o fim de Siló, mas essas descobertas comprovam que um incêndio arrasou o local. A datação do jarro aponta para o ano 1.050 A.C., que coincide com a data dos eventos descritos no livro de Samuel.

Avital Selah, diretor do sitio arqueológico de Tel Siló, disse à Agência de Notícias Tazpit que as teorias levantadas durante a escavação são semelhantes ao que se cogitou 30 anos atrás, quando restos de comida descobertos no local também apontavam para o ano 1.050 a.C.

O livro bíblico de 1 Samuel narra a batalha entre filisteus e israelitas, quando a Arca da Aliança foi capturada. O livro de Jeremias e alguns Salmos confirmam que Siló foi destruída pouco depois pelos filisteus. Os estudos dos arqueólogos devem ser publicados em breve  comprovando como aconteceu e pondo fim ao mistério milenar. 

Com informações Huffington Post e Israel National News.