Mostrando postagens com marcador Carnaval. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carnaval. Mostrar todas as postagens

Verba da Educação pagou contas de escolas de samba



Rio -  Um total de R$ 46 milhões que deveria ter sido investido nas escolas do município do Rio foi usado para pagar dívidas de água e esgoto de seis escolas de samba, da Liga Independente (Liesa), do Sindicato de Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), do Riocentro e da própria Prefeitura.

A constatação está na avaliação feita pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre a gestão do prefeito Eduardo Paes no ano de 2011.

A confusão começou quando o governo estadual deixou de pagar R$ 57,6 milhões pelo uso de 292 escolas do município entre maio de 2004 e abril de 2009. O espaço era usado para cursos noturnos e, pelo acordo, o Estado deveria ressarcir a Prefeitura das despesas com conservação, preservação, segurança, água e esgoto das unidades emprestadas.

Por outro lado, a Cedae era credora de contas de água e esgoto de escolas de samba, do Rio Ônibus e do Riocentro. Essas contas estariam em nome da Prefeitura, titular de imóveis ocupados por essas instituições.

Ao assumir as “dívidas” com a Cedae, o Estado acabou usando o dinheiro que deveria ter investido nas escolas municipais para pagar contas da Beija-flor, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Portela e União da Ilha, além da Liesa, Rio ônibus e Riocentro.

Os nomes aparecem na lista que a Cedae encaminhou ao TCM como débitos do município. A prefeitura esclareceu que enviou à Cedae ofício informando que as matrículas do Riocentro e do Rio Ônibus não são dela. Em março, fez o mesmo em relação às agremiações carnavalescas. A Cedae prometeu mudar a titularidade.

Dinheiro pode voltar para o município

O dinheiro que foi usado para pagar as contas de escolas de samba, do Riocentro, Rio Ônibus e da Liesa podem voltar para o município. A Cedae se compromete a devolver em crédito na conta de consumo de água e esgoto da Prefeitura, caso fique comprovado que o débito é de terceiros.

Nesta terça-feira, O DIA mostrou que o TCM questionou o uso do dinheiro arrecadado com a taxa de Contribuição para Custeio de Serviços de Iluminação (Cosip).

A verba foi empregada para manutenção do ar condicionado edifício da RioLuz e para fazer reparo nos planos inclinados. A Prefeitura disse que está verificando os procedimentos adotados para realizar, se necessário, os devidos ajustes ou correções.


[HR] E esse é só um caso que veio ao conhecimento do povo. Esse é o nosso país, onde a festa do povão é financiada pelo prejuízo da própria população brasileira. Que viva o carnaval, então?!?

Beijar muitas bocas no carnaval pode trazer doenças



O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e tuberculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. "Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais", afirmou.

Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. "As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com febre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamação no baço", explicou o professor.

O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. "Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta", falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. "Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda. Claro que se for na fase aguda, a transmissibilidade é maior, mas, por exemplo, se o vírus da gripe estiver na pessoa um dia antes do beijo, ela não vai ter sintoma e pode transmiti-lo", afirmou.

Assim também é com o herpes e com a mononucleose, conhecida popularmente como doença do beijo."A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável", disse Souto.

Aglomeração
Para o professor da UFSCar, o ideal é evitar locais fechados. "Se a aglomeração tiver que acontecer, é bom que seja em lugares ventilados, porque quanto mais fechado o local,  maior é o risco de transmissão de doenças", orientou Souto.

Excessos
Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. "Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso", recomendou. "Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque, o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado", completou o professor.

Doenças
Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, estão gripe, resfriado, faringite, amigdalite, hepatite B, mononucleose, herpes labial, tuberculose e meningite.

(G1)

Uma reflexão sobre o carnaval



Uma parte do Brasil da a impressão de tentar fugir do estereótipo de país do Carnaval, mas, na prática, a festa continua mais popular do que nunca e com patrocínio público e privado que lhe dá longevidade. Nos últimos anos, a participação de entidades e igrejas cristãs parece ter aumentado nesse que se transformou em um negócio lucrativo para muitos. E qual é a posição bíblica a respeito do Carnaval? Há algum tipo de aprovação, da parte de Deus, para a realização e participação nessa festa?

Antes de mencionar a Bíblia, é prudente compreender a história do Carnaval e o que hoje essa festa representa no Brasil. Segundo alguns sites de história, a origem do carnaval é desconhecida. Há os que atribuem a origem dessa festa aos cultos agrários realizados pelos povos primitivos, dez mil anos antes de Cristo, quando esses povos celebravam as boas colheitas com cânticos e danças. Outros atribuem às festas em homenagem a deusa Ísis e ao boi Ápis, no Egito antigo, ou ainda na Grécia e Roma antigas.

Segundo o Guia do Estudante da Abril, voltado a quem estuda, “eram grandes festejos pagãos, cheios de comida e bebida, para comemorar colheitas e louvar divindades e ocorriam entre novembro e dezembro”. O site Brasil Escola, também referência para pesquisas, informa que “o carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja”. Na edição de 2002, a revista Superinteressante divulgava que “só no século VII, na Grécia, o Carnaval foi oficializado como festejo à honra de Dionísio, deus do êxtase e do entusiasmo. A partir daí, os carnavais passaram a incluir orgias sexuais e etílicas – uma característica que chegou ilesa aos dias de hoje”. E a Igreja Católica, que inicialmente combatia os festejos carnais, acabou incorporando o feriado ao seu calendário oficial e o Carnaval passou a ter aval religioso também.

Conceito claro

Basta perceber, nos textos sobre a história do Carnaval, as palavras-chave mais usadas para se ter uma noção do conceito que caracteriza a festividade. Termos como pagão, orgia, bebidas e prazer dão uma ideia bem definida do que se trata o Carnaval. Foi uma invenção humana para tentar celebrar algo com as divindades aceitas por aqueles que não creem em um Deus único e pessoal tal como descrito na Bíblia Sagrada.

Na Bíblia, Deus não aprova quaisquer práticas que desvirtuem o casamento ou a sexualidade. O sexo foi estabelecido no Éden quando Deus uniu homem e mulher como uma só carne e não deu margem para que fosse praticado de maneira despreocupada ou inconsequente. Pelo contrário. Em toda a trajetória do povo de Israel, o Senhor deixou claro que um dos segredos do êxito estaria em seguir os conselhos divinos e fugir do mau exemplo de nações vizinhas quanto à adoração de vários deuses e tudo que isso acarretava como orgias e bebedeiras. Aliás, a embriaguez que leva a uma dificuldade de racionalmente estar em contato com Deus, por causa da alteração fisiológica, também não tem a aprovação divina. Os episódios que envolveram Noé, Ló, o rei Elá e outros demonstram claramente que o uso de bebidas alcoólicas em excesso não teve bons resultados.

E eu pergunto: o Carnaval mudou muito desde suas origens pagãs romanas ou gregas? Provavelmente não. Entre as grandes patrocinadoras da festa no Brasil estão cervejarias e até mesmo o governo faz questão de incentivar muita festa e busca por prazer sensual desde que a pessoa use preservativos para evitar doenças venéreas ou AIDS. Ou seja, orgia, depravação sexual e embriaguez continuam sendo palavras-chave da festa dos tempos atuais.

Testemunho prejudicado

Diante disso, é preciso refletir sobre se há espaço para pessoas cristãs, que dizem seguir os ensinamentos bíblicos, nessa festa popular. O argumento comum de muitos cristãos que vão, até mesmo em blocos organizados, para esse tipo de evento é que estão ali para influenciar, para serem o sal da terra. Só devem atentar para o fato de que o ambiente não é propício para esse tipo de intenção. Pessoas dispostas a ter o máximo de prazer sensual e carnal, muitas delas entorpecidas pelo uso de substâncias que alteram seu estado normal de consciência, dificilmente conseguirão absorver qualquer tipo de mensagem bíblica que exige a capacidade racional em seu melhor desempenho. Recordemos que Daniel, o humilde servo de Deus, não se atreveu a ingressar nas festas promovidas pelos monarcas babilônicos a fim de dar qualquer mensagem profética. Seu exemplo, como excelente profissional e fiel temente ao Senhor, falou muito mais alto e não o impediu de dar um testemunho. Mas você não lerá sobre Daniel misturado a uma festa pagã tentando mostrar os ensinos divinos.

Além disso, há o risco de levar jovens a esse tipo de local, pois muitos deles vivem uma luta espiritual a fim de se manterem ao lado de Cristo diante de tantas tentações. Conduzi-los a um terreno em que são abertamente realizadas práticas contrárias à Bíblia é submetê-los a uma provação que poderia ser evitável. Vai causar a nítida ideia de que, afinal de contas, o pecado não é tão desagradável, visto tanta gente sorrindo. Ainda que, em essência, essa alegria seja passageira e motivada por uma alienação da realidade.

Fico com o conselho de Paulo, que em Romanos 12:1,2 diz “rogo-vos irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Pessoas que desejam ter uma vida qualificada espiritualmente não podem experimentar ambientes em que o enfoque é saciar os desejos carnais.

(Felipe Lemos)

A maioria dos baianos quer distância do carnaval



Toda quarta-feira de cinzas é a mesma coisa. Tristes com o fim da festa, turistas dos quatro cantos do mundo mostram-se infelizes por ter que voltar para casa, após curtir os seis dias da maior festa a céu aberto do mundo.

A capital baiana parece enfeitiçar os visitantes que chegam a dizer que, se pudessem, se mudariam imediatamente para cá. Mas, para os soteropolitanos, a folia já não é mais motivo de tanta alegria, o que faz com que boa parte da população queira fugir da agitação do período, como mostra o resultado parcial de uma enquete realizada no site da Tribuna da Bahia.

Nela, 83% das pessoas que responderam à pergunta “O que você vai fazer no carnaval?”, responderam que irão ficar longe da folia. 6,5% planejam pular atrás do trio elétrico, mas fora dos blocos; estes são a opção de 5,1% das pessoas, e 4,7% irão para um camarote.

Os motivos
Diante de a maioria esmagadora assumir querer distância dos grandes centros da festa, a reportagem da Tribuna foi às ruas saber o que mantém os soteropolitanos longe dos circuitos. Questões ligadas à religião, ao tumulto nas ruas e à violência apareceram como as principais causas.

É o caso da funcionária pública Ticiane Vieira. Casada e com um filho, ela diz que, geralmente, passa os seis dias em família, descansando. “Não dá mais para curtir como antes, é muita confusão, gente demais nas ruas, não temos mais essa disposição de enfrentar multidões”, confessou.

A caixa de supermercado Verônica de Oliveira compartilha da mesma opinião que a funcionária pública. “Não gosto de pagode, nem de axé, acho tudo muito repetitivo, sem contar o perigo que a gente sofre, com tanta gente nas ruas. É muita confusão”, opinou.

Já o frentista Alberto da Silva Santos prefere assistir a folia pela televisão. “Pode até ser que eu vá algum dia, porque acho legal, mas a violência, principalmente as brigas, estão me afastando da avenida”, opinou.

Mas, com tantas críticas em relação à festa, o que faz com que a cidade ganhe cada vez mais adeptos de outros lugares do mundo?

Para o corretor de imóvel Fernando Soares, a elitização da festa é o que tem causado o afastamento dos soteropolitanos das ruas no período.

“Quem é de Salvador só serve para sustentar a mão de obra da festa, porque quem é trabalhador não tem pique, nem dinheiro para curtir os seis dias de carnaval. Há muito tempo, carnaval é uma festa para turistas”, assegurou.

Segundo ele, o carnaval só se torna uma festa interessante para quem tem condições financeiras para curtir da melhor maneira. “Eu até entendo que os turistas sejam tão apaixonados pelo carnaval daqui. Eles passam os seis dias dentro de camarotes maravilhosos, que servem tudo do bom e do melhor, ou dentro de blocos caríssimos, cheios de segurança, e depois vão embora. Não precisam passar pelo aperto na pipoca, que é o lugar que sobra para quem é da casa”, continuou Soares.

Ele creditou a maioria das brigas causadas no percurso do carnaval à falta de espaço para o folião pipoca. “É um aperto tão grande, que as pessoas, já embriagadas, acabam achando que empurrão é motivo para briga”, pontuou. Mesmo com todos os problemas apresentados por ele, o corretor assume que irá, ao menos dois dias da festa, para um camarote.

Para quem é apaixonado pela festa, nenhuma das críticas apresentadas justifica perder sequer um dia da folia. “Problemas a gente tem em todo lugar. Basta saber curtir e ir na paz, relevar certas coisas e moderar na cachaça”, disse o cobrador de ônibus Evandro Ribeiro.
Soteropolitano e apaixonado pela festa, ele se orgulha em contar apertos que já passou nos circuitos, mas garante que nada vai afastá-lo da folia.

“Carnaval tem uma energia contagiante, pessoas do mundo inteiro, com um único propósito, o de se divertir. Bel tocando, gringa dando mole. É tudo bom demais”, afirmou. 

(Tribuna da Bahia)

[HR] Fui só eu ou alguém mais percebeu que os motivos para ter "paixão" pelo carnaval resumem-se na última citação registrada pelo Tribuna da Bahia? Ou seja: Promiscuidade sexual se tornou um dos maiores motivos para festejar nesse feriado.
Mas é bom saber que muitos, no caso da pesquisa - a maioria, não estão interessados nessa festa da carne. Por que será que a mídia não propaga essa realidade do mesmo jeito que propaga as "festas"?

Acabar com o carnaval?


Vi esse texto em uma rede social com a autoria atribuída a Danilo Gentili. Não tenho certeza de que é dele mesmo, mas ele contém uma profunda verdade.

"Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano... do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período...
Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos, e até mesmo presidente que roubou nossa poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.
Mesmo sabendo o risco que corro,aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do carnaval do que viver no carnaval desse pais."

A origem do carnaval

O carnaval é uma celebração combinando paradas, representação teatral, drama e festa que é usualmente mantida nos paises católicos durante as semanas que antecedem a Quaresma.Quaresma são os 40 dias que antecedem a Páscoa, que vão da quarta-feira de cinza até o domingo de Páscoa. A palavra carnaval, provavelmente vem do latim CARNELEVARIUM que significa remover ou transferir a carne, tipicamente iniciou no ano novo, após o Epiphany, 6 de Janeiro e fins de Fevereiro com a MARDI GRAS (Confissão de Terça-feira, ao sacerdote católico para o recebimento da absolução dos pecados).

Provavelmente originou-se com o rito pagão da fertilidade da primavera. O primeiro registro de carnaval foi numa festa egípcia de Osíris, um evento marcando a chegada das enchentes do rio Nilo. Carnaval atinge um cume de desordem de dissipação com Bacanlia Romana (festa em honra de Baco, orgia) e Saturnália (festim de libertinagem). Durante a Idade Média a Igreja tentava controlar as celebrações. Os papas serviam algumas vezes como patrões; os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval estava assimilado como o último festival do asceticismo da Quaresma. A tradição do carnaval ainda floresce na Bélgica, Itália, França e Alemanha. Os principais carnavais acontecem no Rio de Janeiro, que iniciou em 1840 e em Mardi Gras em New Orleans, iniciado em 1857.

Pré-cristão, medievais, e modernos carnavais compartilham importantes temas característicos. Eles celebravam a morte do inverno e o renascimento da natureza, comprometendo o individuo para códigos de cultura espiritual e cultural. Antigos ritos de fertilidade, com seus sacrifícios aos deuses, exemplificavam este comprometimento, como fazem os confessores cristãos. Em outras terras, o carnaval segue paródia, e oferece liberdade temporária das restrições sociais e religiosas. Por exemplo, os escravos eram iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; os banquetes medievais de loucura incluíam uma missa de blasfêmias; e durante o carnaval máscaras sexuais e tabus sociais algumas vezes eram temporariamente suspendidos.

[Blog do Amilton Menezes]

Como transformar um país em piada

Enquanto o mundo volta a atenção para o Japão com piedade e preocupação, no Brasil, o desfile de encerramento do Carnaval levou mais de 500 mil pessoas para o centro do Rio de Janeiro, neste domingo. Segundo o site de notícias do iG, “o desfile começou por volta das 9h. No repertório, composições que transitaram do samba ao funk. Ao todo 12 blocos programaram seus desfiles para este domingo, entre eles, o Galinha do Meio-Dia (zona sul), Vai Tomar no Grajaú e Quem Vai, Vai, Quem não Vai não Cagueta (ambos na zona norte). Nesta segunda-feira (14), a prefeitura apresenta o balanço geral do carnaval carioca, que, de acordo com a Riotur, teve recorde de foliões nas ruas e turistas na cidade”.

Foram às ruas comemorar o fim do Carnaval e não se dão conta de que quem está no fim é este mundo...

Quem assistiu ao programa especial “Tragédias”, da TV Novo Tempo, na tarde de sábado (possivelmente haverá outro especial na próxima sexta-feira), pôde constatar por meio das enquetes feitas nas ruas de São Paulo que o povo de modo geral anda tão desapercebido que não se dá conta do tempo em que vivemos. Alguns chegaram até a afirmar que os terremotos são causados pelo ser humano! Outros não veem relação entre essas tragédias e a volta de Jesus. Curiosamente, há até cristãos tentando tapar os sinais com a peneira do ceticismo, afirmando que “terremotos sempre existiram”. Sim, abalos sísmicos sempre existiram (pelo menos depois do dilúvio), mas a frequência e intensidade deles nos últimos anos assusta – mesmo aqueles que creem na revelação de Mateus 2:7.

Antes de o dilúvio subverter a face da Terra, homens obstinados também tentaram racionalizar as predições divinas. Ellen White escreveu: “O mundo antediluviano raciocinava que durante séculos as leis da natureza tinham estado fixas. As estações, periódicas, tinham vindo em sua ordem. Até ali nunca havia caído a chuva; a terra era regada por uma neblina ou orvalho. Os rios jamais haviam passado os seus limites, mas com segurança tinham levado suas águas para o mar. Imutáveis decretos tinham impedido as águas de transbordarem. Mas tais raciocinadores não reconheceram a mão dAquele que conteve as águas dizendo: ‘Até aqui virás, e não mais adiante’ (Jó 38:11)” (Patriarcas e Profetas, p. 96, 97).

A verdade é que quase ninguém mais fala do tsunami que varreu a Ásia em 2004. Pouco se comenta sobre a mortandade causada pelo terremoto no Haiti, no ano passado, e dos estragos causados pelos terremotos no Chile. E daqui a pouco a tragédia ocorrida no Japão também será história (exceto para os familiares das milhares de vítimas e para os desabrigados e traumaizados). Assim é o ser humano: tenta viver a “normalidade” num mundo anormal. Assim aconteceu também com os antediluvianos: “Passando-se o tempo, sem qualquer mudança aparente na natureza, os homens cujo coração tinha por vezes tremido pelo receio, começaram a refazer-se. Raciocinavam, como muitos fazem hoje, que a natureza está acima do Deus da natureza, e que suas leis são tão firmemente estabelecidas que o próprio Deus não as pode mudar” (Ibidem, p. 97).

Vou repetir a estrutura textual com a qual comecei esta postagem: enquanto o mundo voltou a atenção para os países árabes nos quais multidões foram às ruas para exigir mudanças políticas e maior liberdade, no Brasil, além da festa de encerramento do Carnaval, chamou a atenção da mídia a “pedalada pelada”. Mais de 200 ciclistas participam do evento nas ruas de São Paulo, na noite de sábado (12). A manifestação reuniu homens e mulheres. Eles pedalaram nus, com roupas íntimas, em trajes de banho ou com os corpos pintados, e pediram melhores condições para o uso de bicicletas no trânsito da capital paulista. O que queriam? Chamar mais atenção do que os tsunamis? Competir pelo espaço nos noticiários? Que momento mais inapropriado! Que maneira mais baixa de atrair as câmeras (embora o motivo até possa ser justo)!

Carnaval e nudismo. É isso que temos a oferecer? Anestésicos e piadas, enquanto o mundo desaba ao redor? Depois reclamamos pelo fato de este país nem sempre ser levado a sério.

Chega de viver de maneira irrefletida. Chega de manter a ilusão de que o mal e as tragédias sempre existiram, então “tudo bem”. Chega de distrações como Carnaval, novelas, BBBs e outras banalidades não raro imorais. Precisamos acordar e já! Precisamos de um reavivamento e uma reforma urgentes. Jesus tem pressa de voltar.

Michelson Borges

P.S.: Não estou sozinho em minha indignação contra a futilidade do Carnaval. Assista ao comentário corajoso e oportuno da jornalista paraibana Raquel Sherazade.






(Michelson Borges - Criacionismo)